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Irlanda do Norte

Irlanda do Norte Belfast

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#1 Jopeg

Jopeg
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Posted 15 de November de 2013 - 07:47

Irlanda do Norte

 

O verde dos campos, as cidades e a história conflituosa ...

 
A preparação da viagem:
 
Um pouco inesperadamente surgiu a hipótese de viajar até Londres em finais de setembro, para "rentabilizar" a viagem – uma vez que já estive por várias vezes nesta cidade - decidi acrescentar mais um destino, tendo a escolha recaído na Irlanda do Norte. 
 
Tinha a ideia que a ilha da Irlanda era um local de grande beleza natural, com um costa "agreste" e campos cobertos com belos tons de verde. Além do campos desejava conhecer as cidades de Londonderry e Belfast, a capital do território. 
 
Já tinha estudado a hipótese de visitar a Irlanda do Norte através do voo direto da Ryanair entre Faro e Londonderry, descobri entretanto que junto a esta cidade ficava uma costa de grande beleza, com destaque para a Calçada dos Gigantes. A estes dois destinos quis juntar a cidade de Belfast. 
 
Comecei então a traçar o itinerário da viagem e a analisar as várias hipóteses de voos. Vi as rotas possíveis, horários e preços dos voos e decidi organizar a viagem desta forma:
-» Voo Lisboa-Londres (LHR) pela TAP na manhã do dia 25/09 por 72€
-» Voo entre Londres (Gatwick) e Belfast (City) na FlyBe às 8h55 do dia 28/09. Como o voo era cedo e o tempo de deslocação até ao aeroporto LGW é longo, decidi dormir a noite anterior no hotel Premier Inn junto ao aeroporto (hotel por 41£)
-» Voo entre Dublin e Lisboa na AerLingus por 52€. Ainda pensei em fazer os voos diretos da AerLingus (Belfast Int.-Faro) ou da Ryanair (Londonderry-Faro), mas estes voos não apresentavam uma boa relação preço/horário. Surgiu então a hipótese de fazer o voo entre Dublin e Lisboa pela AerLingus. Gostei do preço e do horário ao final da tarde (18h40). A ligação entre Belfast e o aeroporto de Dublin é rápida (1h50) e barata (8£). 
 
Em termos de planeamento a viagem ficou assim:
Dia 28/09:
-» Chegada ao aeroporto de Belfast City, autocarro até à estação de comboio, viagem de comboio até Portrush, visita à Calçada do gigantes e noite em Portrush.
Dia 29/09:
-» Visita a Bushmills, almoço na zona, viagem de comboio até Londonderry. Visitar parte da cidade e jantar/dormida em Londonderry.
Dia 30/09:
-» Continuação do percurso pelas ruas de Londonderry, viagem de comboio para Belfast e visitar a capital. Noite e jantar em Belfast.
Dia 01/10:
-» Visitar os Murais de Belfast, almoçar na cidade e ao inicio da tarde apanhar o autocarro entre Belfast e o aeroporto de Dublin (157 km). Fazer o voo das 18h40 entre Dublin e Lisboa. 
 
 
A viagem:
 

--- 1º dia (sábado) ---

 
Chegado ao aeroporto Belfast City, apanhei o autocarro (600B) para o centro da cidade. Comprar o bilhete de comboio e fazer uma refeição ligeira. O percurso de comboio entre Belfast e Portrush demora cerca de 1h45, dispõe de wi-fi gratuito a bordo e o comboio, embora pequeno, é bastante confortável.
 

Irlanda do Norte, duas comunidade de costas voltadas:

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O comboio que liga Belfast a Portrush:
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A chegada a Portrush foi uma agradável surpresa, a pequena localidade balnear tem um ambiente muito agradável e tive a sorte de estar um lindo dia de sol, algo que não é frequente nesta ilha em finais de setembro. Aproveitando o belo dia decidi ir de seguida para a Calçada dos Gigantes, apanhando o autocarro local 402. Este autocarro faz os pontos mais turísticos desta bela região costeira. 
 

A simpática e aprazível localidade de Portrush:

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A Calçada dos Gigantes faz parte da lista de património da humanidade pela UNESCO e é um destino muito singular e de grande beleza. A regularidade das quase 40000 colunas de basalto chega a ser impressionante, mais parecendo resultado do trabalho de maquinas sofisticadas do que obra da natureza. A estranha forma destas rochas deu origem a várias lendas, sendo a mais conhecida a do gigante Finn MacCool.  
Foi um dos pontos altos da viagem à Irlanda do Norte. 
 

A entrada no parque natural da Calçada do Gigante:

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O centro interpretativo (Visitor's Centre) situado no edifício de entrada:
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A Calçada do Gigante (Giant's Causeway):
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O estranho efeito da natureza presente nestas rochas ...:
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A zona conhecida como Favo de Mel:
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As rochas chamadas de O Órgão:
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A Bota do Gigante:
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Uma zona de grande beleza, realçada por um dia de sol:
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O jantar foi em Portrush, mas não foi fácil arranjar mesa pois os restaurantes estavam completamente esgotados, parece que toda a aldeia tinha decidido ir jantar fora. 
 
 

--- 2º dia (domingo) ---

 
Com uma manhã livre, pois o comboio para Londonderry era apenas às 14h10, decidi ir até à pequena aldeia de Bushmills, famosa pela sua destilaria que detêm a mais antiga licença do mundo, datada de 1608. É possível visitar a destilaria mas acabei por não o fazer. Apenas fiz um calmo passeio pelo centro da aldeia. Mas só a viagem junto à costa, a passagem pelo castelo de Dunluce, e toda a beleza desta zona, valem uma manhã de passeio. 
 

A bela Causeway Coast:

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Aprazíveis aldeias:
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Dunluce Castle:
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A entrada na localidade de Bushmills:
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As casas em Bushmills:
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As lojas com montras pintadas:
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O percurso do antigo comboio turístico:
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Com um pouco mais de tempo, ou dispondo de automóvel, sem estar limitado aos horários dos transportes públicos, teria sido possível visitar outros lugares da região. Confesso que tinha uma certa curiosidade em ir até Carrick-a-rede, onde é possível atravessar duas margens através de uma ponte suspensa. Apenas mais um dos lugares desta zona dotado de grande beleza natural.
 
A seguir ao almoço fiz a viagem de comboio até Londonderry, uma viagem considerada uma das mais belas do Reino Unido. O percurso passa por campos verdes, montes, rios e junto ao mar e a natureza que podemos das janelas do comboio é de facto belíssima.
 

A bonita viagem de comboio até Londonderry:

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Londonderry, para os Lealistas, apenas Derry para os Unionistas, é a segunda maior cidade da Irlanda do Norte e atual Capital da Cultura 2013 no Reino Unido. É conhecida também por ter sido palco do Domingo Sangrento, conflitos entre o exército britânico e manifestantes católicos em 30/01/1972 que resultaram na morte de 14 pessoas. Este acontecimento ficou imortalizado na música "Sunday Bloody Sunday" dos U2. 
 
Depois de deixar a mala no hotel, parti à descoberta da cidade. Comecei por caminhar nas margens do rio Foyle, passei numa moderna e arrojada arquitetónicamente ponte pedonal e fui até às muralhas da cidade. Londonderry é uma cidade cujo centro histórico fica entre muralhas que, graças à sua grande largura, permite caminhar em cima das mesmas. O passeio é agradável e do seu ponto mais elevado podemos ver a zona de "Free Derry", o bairro católico. 
 

A ponte pedonal sobre o rio Foyle:

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Guildhall:
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As casas na parte interior das muralhas:
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Uma igreja:
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As muralhas:
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Free Derry é a zona católica da cidade, algo bem visível nas bandeiras irlandesas hasteadas e nos murais a evocar uma história intimamente ligada à República da Irlanda. É aqui que fica o museu de Free Derry, os murais a evocar os acontecimentos do Domingo Sangrento e toda a resistência contra o domínio do Reino Unido sobre a Irlanda do Norte. 
 

Free Derry vista das muralhas:

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A celebre frase ...:
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Os murais católicos e as bandeiras da República da Irlanda:
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As 14 vitimas mortais do «Domingo Sangrento»:
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O museu da resistência em Free Derry:
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Um placard numa rua evoca o triste dia 30/01/1972:
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O jantar foi no Quaywest, um restaurante de nível superior mas cuja comida não convenceu a 100%. Nem sempre é fácil adoptar o nosso paladar à comida feita no Reino Unido. O hotel foi o Travelodge, quartos muito básicos mas situado numa rua central. 
 

A refeição:

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--- 3º dia (segunda-feira) ---

 
Este terceiro dia por terras da Irlanda do Norte começou cedo, pois quis visitar o centro da cidade antes de apanhar o comboio das 11h33 rumo a Belfast. O centro da cidade fica entre as antigas muralhas do Século XVII, uma zona com algum desnível e na sua praça central têm um monumento às vítimas das Guerras Mundiais. É aqui que fica a Catedral de St. Columb´s, construída entre 1628 e 1633 em estilo gótico. Visto o centro da cidade, estava na hora de passar para a outra margem do Foyle e dirigir-me à estação de comboios. 
 

As muralhas e o Tower Museum:

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O Diamond, monumento aos mortos da I Guerra Mundial:
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As ruas do centro de Londonderry:
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Tribunal:
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Catedral de St. Columb's:
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A zona dos Loyalists, adeptos da ligação ao Reino Unido:
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A viagem para Belfast demora cerca de 2h15 e o percurso até Coloraine é, não me canso de o dizer, de altíssima beleza. Chegado a Belfast, fiquei na estação «Hospital» e fui a pé até ao alojamento na pousada da juventude. Tinha uma tarde para ver o centro de Belfast e a zona das docas. 
 
A zona central da capital do território tem alguns edifícios que merecem ser visitados, sendo o mais imponente a Câmara Municipal. Destaque para a Opera, a Torre do Relógio Albert Memorial, a Catedral St. Anne´s e o edifício da Alfandega. 
 

O centro de Belfast:

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A Câmara Municipal:
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Algumas zonas têm as típicas construções em tijolo:
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Albert Memorial Clock Tower:
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A Alfandega:
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O edifício da Opera, de época Vitoriana e que conta com um belo interior:
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Um Pub, presença constante nas ilhas britânicas:
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A visita prosseguiu em direção às docas e ao recente museu do Titanic (ver: http://www.titanicbelfast.com ) que conta com uma forte componente multimédia e dispõe de lojas e cafés. O emblemático navio foi aqui construído em 1912 e no último ano abriu um museu que atualmente é das principais atrações turísticas de Belfast. Atendendo às horas tardias e ao elevado preço do bilhete (14.75£) decidi não entrar para ver a exposição. 
 

O museu Titanic:

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O interior deste espaço dedicado ao famoso barco aqui construído:
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Descansar um pouco no quarto do hotel e o jantar foi num bom restaurante italiano nas proximidades do alojamento. Terminava assim o primeiro dia de visita a Belfast. 
 
 

--- 4º dia (terça-feira) ---

 
Para o ultimo dia de viagem, do qual só a manhã seria aproveitada para passeios, escolhi as ruas Falls Road e Shankill Road, os murais políticos de Belfast.
 
Sempre debaixo de chuva fui até a rua Falls Road, a zona da comunidade católica, os Unionistas que pretendem a unificação deste território com a República da Irlanda. Aqui as cores dominantes são o verde, branco e dourado e os murais evocam a luta do IRA e do partido Sinn Féin, os direitos humanos e a estreita ligação à República da Irlanda. 
 

As instalações do partido Sinn Féin:

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O mural de homenagem a Bobby Sands (ver: http://en.wikipedia....iki/Bobby_Sands )
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O jardim da memória:
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Os murais dos Unionistas:
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Os murais são já uma atração turística da cidade:
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Foi aqui que vi o Peace Line da Cupar Way. Um autentico muro construído para separar literalmente as duas comunidades e que em pleno século XXI, num país da civilizada Europa, nos deixa surpreendidos e pensativos. Hoje, com a acordo de paz assinado, há que defenda a demolição destes muros, mas os habitantes destas zonas ainda se sentem protegidos pelos mesmos (ver: http://en.wikipedia....iki/Peace_lines ).
 

O muro que separa as duas comunidades:

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O Peace Line, a fazer lembrar Berlim no tempo da Guerra Fria:
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Da Falls Road apanhei a Northumberland St. e fui até à rua dos protestantes e lealistas, a Shankill Road. Aqui as cores predominantes são o vermelho, azul e branco, as cores da bandeira do Reino Unido. Há evocações à casa real, aos combatentes britânicos caídos em batalha, a outros valores do Reino Unido e os ataques terroristas do IRA não foram esquecidos. 
 

Os portões que a policia usa para encerrar a estrada e assim separar as duas comunidades:

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Os murais dos Lealistas:
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Homenagem às vitimas do terrorismo do IRA:
 
Uma forte ligação aos valores do Reino Unido:
 
Estes conflitos, que começaram no final da década de 60 e – supostamente – terminaram com o acordo de paz assinado em 1998, custaram a morte a mais de 3500 pessoas. O clima de violência ainda é visível nos carros policiais, nas autenticas fortalezas que são as esquadras da policia, nos muros de separação e nos murais. Os murais são muito bem pintados, não estão vandalizados pelos rivais, mostram o forte carater nacionalista e a forte separação das duas comunidades. Mas hoje constituem uma das atrações turísticas de Belfast e há excursões organizadas para os visitar. 
 
Com ainda algum tempo livre fui ver a Queen's University, edificada em 1849 em estilo Tudor, e o Jardim Botânico, onde se situa o Ulster Museum e uma galeria de arte. 
 

Queen´s University:

 
O Jardim Botânico:
 
Almoço simples no restaurante italiano da noite anterior e fui até ao terminal rodoviário apanhar o autocarro das 14h00 com destino ao aeroporto de Dublin, onde tinha chegada prevista às 15h50. Uma boa alternativa, conjugada com os voos diretos da AerLingus, para visitar Belfast e o restante país. 
 
Assim terminava a minha visita à Irlanda do Norte ...
 
 
Links:
Saber mais = Irlanda do Norte: http://pt.wikipedia....rlanda_do_Norte
Saber mais = Calçada do Gigante: http://pt.wikipedia....da_dos_Gigantes
 
 
Em resumo: Um destino que vale a pena !. As cidades contam com alguns edifícios interessantes, o peso da história é forte com duas comunidades a "viver de costas voltadas" e tudo isto aliado a uma costa encantadora com lugares naturais de grande beleza ... estes motivos justificam a visita a este território.
 
 
Cumprimentos,
 
Jopeg


#2 Comte Curtiss

Comte Curtiss
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Posted 15 de November de 2013 - 10:09

Excelente! Obrigado .



#3 raverbashing

raverbashing
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Posted 15 de November de 2013 - 11:58

Muito bom

 

Taí um passeio que eu gostaria de ter feito, tive a oportunidade mas acabei não fazendo. Mas enfim, conheci mais a "Irlanda do Sul"

 

Hoje a Irlanda do Norte é uma das regiões que mais crescem no Reino Unido e está felizmente deixando o passado para trás.

 

Inclusive a série Game of Thrones é produzida lá.



#4 GLK

GLK
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Posted 15 de November de 2013 - 23:40

Interessante, um povo que guarda sua história e lembra seus fatos e personagens. Fico pensando, nas manifestações de junho no Brasil, aqui em Belo Horizonte, dois jovens morreram em confrontos com a PM, tiveram socorro negado ao caírem de uma mesma ponte, em dias diferentes. Serão lembrados como jovens que morreram tentando mudar algo neste país, ou, o mais provável por estas bandas, esquecidos completamente?

 

Maravilhoso seu trip report, assim como todos os outros! Gosto muito de seus tours pela Europa!

 

Abrs