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Caças Gripen NG para a FAB: Notícias


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#21 Sydy

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Posted 21 de December de 2014 - 13:02

E em caso de pane no WAD, como fica faz?


Fácil, conserta. Em voo? A tela é seccionada e não UMA tela somente. Simples.

#22 jambock

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Posted 21 de December de 2014 - 13:39

Meus prezados

Piloto da região ABC testa o Gripen

Como foi o seu primeiro voo no Gripen? E qual a sua avaliação em comparação aos outros caças que já pilotou?

- Foi muito gratificante ter tido a oportunidade de voar em uma aeronave de grande relevância como o Gripen. A elevada performance do motor foi realmente comprovada durante as manobras, e os sistemas integrados superaram e muito as expectativas. O que mais me surpreendeu durante o voo foi observar a total integração dos sistemas e sensores, gerenciados automaticamente pela aeronave. Além disso, a facilidade de atuar nos comandos e funções dos computadores de missão, bem como a maneira prática como as informações são disponibilizadas nos displays, realmente dignos de nota. Isso possibilitou consciência situacional muito maior do que esperávamos durante todo o voo. Com relação ao F-5M (usado no lugar do Mirage 2000, avião da frota brasileira aposentado no ano passado, enquanto o Gripen não é produzido), a principal diferença é a performance. Por ter boa relação peso-potência, o Gripen possibilita rápidas acelerações ou subidas para níveis de voos mais elevados, o que é extremamente importante para o cenário de combate atual. Em relação ao Mirage 2000, embora a performance seja similar, o grande diferencial é o sistema embarcado, que possui grande quantidade de equipamentos e sensores, totalmente integrados, o que aumenta em muito a capacidade de gerenciar armamentos e construir a consciência situacional necessária durante um voo de combate.

Quantos voos você já fez no Gripen até o momento e quantos estão previstos durante os seis meses que ficará por aí?

Realizei dois voos, uma vez que as primeiras semanas foram definidas para o curso teórico da aeronave (ele chegou em Satenäs no início de novembro). A maioria dos voos de instrução planejados ocorrerá a partir do início de 2015. Ao todo, estão previstos cerca de 60 voos.

Quando seu vizinho contava as histórias da profissão para você, e o encantava, você nem imaginava que hoje estaria pilotando um avião-caça desses, não?

- A história é de certa forma curiosa. Na minha rua, ainda quando era pequeno, havia um barbeiro que se chamava Rubens. Era ele quem cortava os cabelos dos homens e das crianças. Certa vez, meu pai comentou que eu gostaria de ser piloto, e queria saber mais sobre como proceder a respeito. O Rubens, então, informou que conhecia uma pessoa que tinha sido da Aeronáutica, e que morava perto da nossa casa. Meu pai, por meio do Rubens, entrou em contato com o senhor Antônio Destro, e a partir daí passei a visitá-lo algumas vezes, no intuito de conhecer mais sobre a aviação, que para mim resumia-se basicamente à aviação comercial naquela época. Foi aí que comecei a conhecer a aviação de caça e a profissão militar em si, a partir das histórias de vida dele. Naquela época ele já estava aposentado há alguns anos, o que tornava suas histórias ainda mais interessantes. O senhor Destro era oficial de manutenção de aeronaves e chegou ao posto de major na FAB (Força Aérea Brasileira). Serviu no 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) na década de 1970 e participou da primeira comitiva militar que foi buscar na França os primeiros caças supersônicos do Brasil, os Dassault Mirage 3. Suas histórias a respeito da implantação do Mirage 3 no Brasil, da criação da Base Aérea de Anápolis e do 1º GDA foram os principais fatores que despertaram em mim a fascinação pela aviação de caça. Desde o meu ingresso na FAB pela Epcar (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), depois na AFA (Academia da Força Aérea), o senhor Destro sempre tentou ao máximo acompanhar minha rotina por meio da minha família, a qual o mantinha informado sobre os anos de estudos, de voos e demais atividades militares. Após seis anos de formação básica, me graduei em 2004 e ele pôde comparecer à minha cerimônia de formatura. Em 2011, enquanto ele ainda morava na mesma rua que meus pais no Rudge Ramos, e no mesmo ano em que cheguei no 1º GDA para voar o Mirage 2000 (sucessor do Mirage 3), ele disse à minha mãe que eu iria buscar as novas aeronaves a serem compradas pela FAB. Vale lembrar que a definição da minha missão na Suécia somente ocorreu em 2014. Hoje, olhando para o passado, o que acho mais interessante é que, mesmo não tendo sido intencional, eu acabei trilhando praticamente o mesmo caminho que o meu amigo. Ele, a missão na França; eu, agora, na Suécia. E ambos servimos na mesma unidade, o 1º GDA.

- Lembro-me como se fosse hoje, quando estava na casa do senhor Destro, eu tinha uns 15 anos, e perguntei se realmente valia a pena gastar dez anos da vida (três anos na Epcar, quatro anos na AFA e três anos de especialização na aviação de caça nas unidades da FAB) para ser piloto de caça. Ele me respondeu: ‘Eu não trocaria isso por nada’. Ele estava certo.

Como está sendo esse período de experiência na base área da Força Aérea Sueca em Satenäs? O que está sendo mais fácil e o mais difícil para se adaptar?

- Acredito que a experiência de poder viver em um país de extremo desenvolvimento em todas as áreas da atividade humana, por si só, já é algo único na vida. Poder vivenciar o modo de vida de uma nação mundialmente conhecida pela igualdade social, pelos altos índices de educação, governabilidade e sustentabilidade ambiental constituem lições da mais alta importância para nos ajudar a nos tornarmos não só profissionais melhores, mas cidadãos melhores. No aspecto profissional, mais especificamente, a admiração é ainda maior. A F7 Air Base é uma instalação com total infraestrutura para a atividade aérea operacional, e o apoio ao homem é extraordinário. O rápido entrosamento pessoal e profissional com os pilotos do esquadrão constituiu fator fundamental para a nossa adaptação. Mas a ausência da minha mulher e filho, por mais de dois meses seguidos, está sendo bem difícil. Hoje, eles são a minha estrutura básica. Com a chegada deles (prevista para este mês, antes do Natal; eles ficarão com Pascotto até o fim da missão), realmente tudo ficará mais fácil.

Que experiência espera trazer aos seus colegas no Brasil?

- Esperamos agregar o máximo possível de conhecimentos técnicos e operacionais da aeronave, pois a implantação de um vetor de combate como o Gripen certamente demandará esforço considerável da FAB para a sua plena utilização em prol da defesa do País. Nesse sentido, os conhecimentos relativos ao sistema operacional do Gripen, que compreende sensores, como radar embarcado, sistemas de guerra eletrônica, além dos armamentos, todos em interface homem-máquina altamente integrada, certamente será o fator de crescimento operacional da FAB.

Quanto aos jovens, que assim como você, sonham em pilotar um avião-caça um dia, que mensagem você transmitiria a eles?

- Geralmente o ideal de ser piloto começa a se destacar desde a infância para aqueles ou aquelas que desenvolvem o gosto pelo voo, pelo avião. A aviação de caça não é somente um ideal, mas um sacerdócio, pois demanda grande esforço individual e longo caminho a ser trilhado. Mas, sem dúvida, o esforço vale a pena, em todos os sentidos. Acredito que assim deveria ser em todas as profissões, na verdade. Para aqueles que desejam servir ao nosso País sob as asas da Força Aérea Brasileira, que desejam trabalhar em prol da soberania aérea do Brasil, certamente a aviação de caça será profissão bastante vibrante e promissora. Faço minhas as palavras proferidas há 17 anos pelo meu amigo Antônio Destro: ‘Eu não trocaria isso por nada’.

De São Bernardo e do Grande ABC, o que você leva de experiência de vida? O que te dá mais saudade?

- De São Bernardo tenho as melhores lembranças possíveis, pois foi ali que passei a primeira parte da minha vida. Como tive que sair de casa com 17 anos, para ingressar na Epcar, e, desde então, tenho tido pouco tempo para visitar os familiares, sinto muita falta da terra natal. E, com referência ao futuro desenvolvimento do Gripen no Brasil, São Bernardo certamente terá um papel dos mais relevantes, porque será, junto com São José dos Campos, um dos polos principais de produção e desenvolvimento tecnológico do País (ele se refere ao fato de a Saab aportar US$ 150 milhões para construir, em parceria com a mauaense Inbra, a SBTA, responsável pela fabricação de partes da fuselagem dosupersônico). Nesse sentido, é fácil vislumbrar o papel de destaque que a cidade terá no futuro.

Fonte: Soraia Abreu Pedrozo para DIARIO DO GRANDE ABC (SP) via CECOMSAER 21 dez 2014



#23 735_CGR-SDU

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Posted 23 de December de 2014 - 14:15

Fácil, conserta. Em voo? A tela é seccionada e não UMA tela somente. Simples.

 

Até imaginei que pudesse ser assim, mas não conseguia "ver" estas "separações".

Grato Sydy. 



#24 José Geraldo

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Posted 02 de January de 2015 - 13:20

Uma reportagem muito boa do G1 sobre diferenças entre o Gripen usado pela Foraça Aérea Sueca e o que irá ser utilizando pela FAB.

O que mais me impressionou foi diferença do cockpit.

 

http://g1.globo.com/...il-comprou.html


Edited by José Geraldo, 02 de January de 2015 - 13:21 .


#25 jambock

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Posted 20 de January de 2015 - 21:42

Meus prezados:
MP autoriza o governo a contrair um empréstimo externo para financiar o projeto F-X2
A MP 666/2014 ainda autoriza o governo a contrair um empréstimo externo para financiar o Projeto F-X2, do Ministério da Defesa. O projeto destina-se a modernizar a frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). A principal ação do F-X2 é a compra de 36 caças Gripen NG da empresa sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões de dólares.
Tramitação
A MP será analisada pela Comissão Mista de Orçamento. Se aprovada, seguirá para exame do Plenário do Congresso (sessão conjunta de Câmara e Senado).
Fonte: Jornal do Senado 20 de Janeiro, 2015 - 12:21 ( Brasília )


Edited by jambock, 20 de January de 2015 - 21:42 .


#26 jambock

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Posted 22 de January de 2015 - 09:22

Meus prezados:

Los primeros pilotos brasileños de Saab Gripen harán su primer vuelo en solitario en los próximos días

 

Los dos pilotos de la Fuerza Aérea Brasileña (FAB) que desde el pasado noviembre están en Suecia aprendiendo a volar el Gripen, los capitanes Gustavo de Oliveira Pascotto y Ramón Santos Fórneas, están a punto de realizar su primer vuelo en solitario en Gripen C, según lo anunciado por la Base Aérea sueca de Skaraborg, conocida como F7 Wing, donde los pilotos de Gripen de todo el mundo comienzan usualmente su adiestramiento.

Los brasileños, después de cerca de siete semanas en entrenamiento de conversión - con cinco vuelos cada uno en el Gripen D, acompañados por instructores, además de un muchas horas en simuladores, deberán a finales de enero volar en solitario el Gripen C, poniendo así fin a la primera fase de formación. Al término de este primer paso pasarán por un entrenamientode preparación para el combate antes de regresar a Brasil, donde se espera la próxima llegada de la primera tanda de Gripen C/D, aparatos de transición que serán utilizados por la FAB antes de la llegada de los 36 cazas Gripen NG adquiridos por Brasil el 24 de octubre de 2014, cuyo suministro debe estar produciéndose entre 2019 y 2024.

 

Formados por la Academia de la Fuerza Aérea, el capitán Fórneas era piloto de F-5 y el capitán Pascotto de Mirage 2000. Ambos están en Suecia desde noviembre 2014, abocados a la realización de un entrenamiento de 6 meses de duración y se convertirán en los primeros instructores de combate brasileños en Gripen.

Fonte: Javier Bonilla para PORTAL DEFENSA.COM (Espanha) via CECOMSAER 22 juan 2015



#27 Comte Curtiss

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Posted 16 de February de 2015 - 18:43

http://www.svd.se/na...pen_4321085.svd



#28 Grumman F-14 Tomcat

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Posted 18 de February de 2015 - 03:20

Jornal sueco divulga vídeo de voo de pilotos brasileiros no caça Gripen.

Dois capitães da FAB estão na Suécia em treinamento para pilotar caça.

 

Brasil comprou 36 unidades de modelo em desenvolvimento por US$ 5,4 bi.

 

 

piloto.jpg

Pilotos brasileiros fizeram primeiro voo solo de Gripen
na Suécia (Foto: Reprodução)

 

O jornal sueco "SvD Näringsliv" divulgou, em sua versão online, uma reportagem no domingo (15) sobre o treinamento dos dois pilotos brasileiros que estão na Suécia desde outubro para aprender a voar o caça Gripen. O Brasil adquiriu 36 unidades da versão NG do Gripen, que ainda está em desenvolvimento, por US$ 5,4 bilhões.

 

O jornal divulgou também um vídeo mostrando o que seria um dos primeiros voos solo dos pilotos brasileiros em treinamento, os capitães da Aeronáutica Gustavo Oliveira Pascotto, de 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, de 32. 

 

Clique aqui para ver o vídeo 
 

O primeiro voo solo dos pilotos ocorreu em 27 de janeiro, quando eles realizaram manobrassozinhos sobre Mar do Norte. Assim que terminar o treinamento, em abril, a dupla voltará para o Brasil para atuar como instrutores dos pilotos que comandarão a nova aeronave de combate.

 

O jornal sueco destacou a presença das bandeiras brasileiras na escola de treinamento de pilotos da Aeronáutica sueca, chamada de F7 Wing, localizada em Satenas, e que forma também aviadores de países que adquirem o Gripen, fabricado pela indústria sueca Saab. Os pilotos brasileiros elogiaram o avião, apontando a facilidade de entender o que ocorre a bordo e a realização de manobras.

 

fab.jpg
Capitão Fórneas comemora primeiro voo solo no Gripen na Suécia (Foto: FAB/Divulgação)

 

http://g1.globo.com/...aca-gripen.html



#29 jambock

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Posted 20 de February de 2015 - 18:20

Meus prezados:
Brasil e Suécia começam a planejar a certificação dos novos caças.
Órgãos dos dois países vão trabalhar juntos para avaliar a operação dos jatos
O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão do Comando da Aeronáutica, recebeu a visita, entre os dias 10 e 12 deste mês, da FLYGI, a autoridade militar de aeronavegabilidade da Suécia. O objetivo foi traçar planos para a certificação dos caças Gripen NG, futuras aeronaves de combate das forças aéreas dos dois países.
O IFI e o FLYGI apresentaram suas regras, regulamentos e formas de trabalho, de modo a permitir o reconhecimento mútuo de atividades relacionadas à certificação e à garantia da qualidade de produtos aeronáuticos. Foram discutidos os tópicos de um acordo bilateral a ser assinado entre as duas instituições.
“Espera-se que o acordo permita o reconhecimento mútuo das atividades e até trabalhos conjuntos entre o Brasil e a Suécia, tanto durante a certificação e produção, quanto na fase de operação das aeronaves”, explicou o assessor técnico do IFI, Tenente-Coronel José Renato de Araújo Costa. Também estiveram presentes Klas Johnson, diretor da FLYGI, e Magnus Johaness, responsável pela certificação da aeronave Gripen NG na Suécia.
A maior aproximação entre as autoridades militares de certificação dos dois países evitará repetições desnecessárias de atividades. Além disso, o acordo em negociação servirá de base para incorporar a certificação de outros projetos e aquisições, caso futuramente sejam assinados outros contratos de aquisição de aeronaves militares envolvendo as duas nações.
No dia 24 de outubro, o Comando da Aeronáutica assinou com a empresa sueca SAAB o contrato para a aquisição de 36 aeronaves Gripen NG.
Fonte: Defesanet 20 de Fevereiro, 2015 - 14:10 ( Brasília )


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#30 navegador

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Posted 20 de February de 2015 - 21:48

Uma nova era... Desculpem, emocionante!

 

Navegador.



#31 jambock

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Posted 24 de February de 2015 - 10:09

Meus prezados

Pilotos brasileiros iniciam nova fase de treinamento no Gripen

Os capitães Gustavo Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, da Força Aérea Brasileira, os primeiros pilotos brasileiros que estão em treinamento na Suécia para pilotar o caça supersônico Gripen, entraram na fase de voos solos, sem instrutores.

As missões da nova fase começaram no final de janeiro. Os voos partiram da Base Aérea de Satenäs, escola de pilotos conhecida como F-7, na região central da Suécia, onde estão desde novembro.

No primeiro voo solo da dupla, as duas aeronaves realizaram manobras em uma área sobre o Mar do Norte e a costa oeste da Suécia. Após o pouso, eles foram recepcionados por todos os pilotos da Sétima Ala da Força Aérea da Suécia.

Os pilotos da FAB já voavam os jatos Gripen desde o dia 10 de novembro de 2014, mas, até o primeiro voo solo só haviam cumprido missões na companhia de instrutores.

Para o capitão Ramon Fór-neas, a performance do Gripen é excelente. “É um avião com acelerações e retomadas muito rápidas”, disse.

Pioneiros. O treinamento na Suécia termina no final de abril, quando eles estarão aptos para cumprir missões de combate com os caças Gripen da Força Aérea da Suécia. Pascotto e Fórneas são os primeiros a desvendar o caça sueco que vai originar a versão NG comprada pelo Brasil.

“O Gripen é uma plataforma que vai integrar toda a nossa doutrina de emprego. A palavra chave é integração. Tudo tem fusão de dados. É como se nós juntássemos a performance do Mirage, os sistemas de combate do F-5 e o sistema de reconhecimento do A-1 em uma só aeronave. Mas muito melhor”, disse Pascotto.

Para ele, o que mais chama a atenção no Gripen é a capacidade de integração de dados. “Dados do datalink são compartilhados com o radar. Dados do radar são compartilhados nos mapas táticos de navegação, sem sobreposição”.

Entre 2019 e 2024, o Brasil deve receber 36 unidades de jatos Gripen NG. Em contrato assinado em outubro do ano passado, o Brasil encomendou 36 caças fabricados pela empresa sueca Saab, para renovar a frota de combate da FAB.

A Força Aérea da Suécia treina uma média de 30 pilotos por ano, em treinamento considerado puxado. “O treinamento é intenso, mas o Gripen é um avião fácil de usar, disse a O VALE o coronel Michael Cherinet, comandante da Base de Satenäs, a maior da Suécia.

Seleção. Pascotto e Fórneas foram selecionados entre mais de 240 pilotos de esquadrões de caça. Fórneas é piloto do F-5 da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio, e Pascotto também pilota F-5 e é da Base Aérea de Anápolis (GO).

Saiba mais

O programa F-X2

Contrato assinado em outubro do ano passado prevê a compra pelo Brasil de 36 caças Gripen NG da sueca Saab para uso da FAB

Valor

O valor do contrato é de US$ 5.400 bilhões e inclui transferência de tecnologia para produção de aeronaves no Brasil. Acordo nesse sentido com a Embraer deve ser assinado em março deste ano

Entregas

Os aviões começam a ser entregues pela Saab a partir de 2019. As últimas entregas serão em 2024

Pilotos

Os pilotos brasileiros Ramon Fórneas e Gustavo Pascotto foram selecionados para voar o Gripen na Suécia e serão responsáveis por trazer para o Brasil os conhecimentos detalhados do novo caça

Treinamento

Os pilotos brasileiros chegaram à Suécia em 3 de novembro e devem ficar em treinamento até o final de abril. Eles estão na base aérea de Satenäs, a maior da Suécia

 

Tecnologia

Embraer será co-responsável
O contrato de US$ 5,4 bilhões para a compra de 36 caças Gripen NG prevê transferência de tecnologia da Suécia para o Brasil. A Embraer, de São José, será a co-responsável pelo desenvolvimento completo do Gripen no Brasil, inclusive do processo de certificação da aeronave. O Gripen é fabricado pela Saab e é um dos caças mais modernos do mundo.

Utilidade

Caça será usado na defesa do território
O caça supersônico Gripen NG (New Generation) encomendado pela FAB (Força Aérea Brasileira) para a sueca Saab será usado em missões ar-ar e ar-terra, em qualquer tipo de condições meteorológicas, na defesa do território brasileiro e do espaço aéreo. O custo da hora de voo do Gripen é US$ 4.700. Serão 28 unidades de um lugar e 8 de dois lugares.

 

Prova de fogo

Centrífuga foi desafio para dupla
Uma semana após chegarem à Suécia, os pilotos enfrentaram testes específicos, como a centrífuga, e foram aprovados. Ramon Fórneas e Gustavo Pascotto tiveram que ficar 15 segundos em uma centrífuga que projeta nove vezes a força da gravidade, para adaptar o organismo dos pilotos a uma aeronave de alta tecnologia como o Gripen, que voa duas vezes a velocidade do som.



#32 jambock

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Posted 10 de March de 2015 - 10:02

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Governo negocia autorização do Senado para pagar caças suecos

O governo pedirá que o Senado autorize a União a contrair um empréstimo de US$ 5,4 bilhões em bancos suecos para pagar a compra de 36 caças Gripen para a FAB. Terá de mudar muito o humor do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que devolveu ao Planalto a MP que acabava com a desoneração da folha de pagamentos.

Fonte: Leonel Rocha para Época via CECOMSAER 10 MAR 2015



#33 jambock

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Posted 13 de March de 2015 - 12:12

Meus prezados

Saab is currently assembling aircraft #39-8, a more representative test prototype of the JAS-39E/F that’s due to fly in 2015. Aircraft #39-9 is due to join the test fleet in 2016 as a primary system testbed, while aircraft #39-10 is due to fly in 2017 in the final JAS-39E configuration with the production-standard weight.

Sources: Selex ES, “Selex ES Advances Gripen Systems”.



#34 jambock

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Posted 14 de March de 2015 - 12:50

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"Efeito Brasil" elevou interesse por caça sueco, diz Saab

São Paulo - A fabricante aeronáutica sueca Saab disse que notou um "efeito Brasil" no interesse pelo modelo Gripen após a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciar a compra de 36 caças em 2014.

O responsável pela unidade de negócios Gripen, Jerker Ahlqvist, informou que países da América do Sul demonstraram interesse pelo caça na sequência ao fechamento do negócio, mas não disse quais são esses países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal EXAME.COM via CECOMSAER 14 MAR 2015



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Posted 31 de March de 2015 - 11:44

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FAB define armamento que vai equipar o Gripen

A Força Aérea Brasileira (FAB) pretende assinar, até o fim de abril, contrato de aquisição dos armamentos que irão equipar os 36 caças Gripen NG, que o governo adquiriu em outubro da sueca Saab.

Segundo o presidente da Copac, (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate) brigadeiro do ar José Augusto Crepaldi Affonso, trata-se de um contrato à parte da aquisição dos caças, avaliado em US$ 300  milhões.

Assim como o contrato de apoio logístico, o do sistema de armas do Gripen também será assinado com a Saab. O presidente da Copac disse que o contrato de aquisição foi assinado em coroas suecas. "O valor em dólar americano depende do câmbio do dia. Já o contrato dos armamentos será assinado em dólares."

O contrato de apoio logístico para a frota Gripen foi fechado em dezembro. O acordo, no valor de 548,4 milhões de coroas suecas (US$ 63,8 milhões), inclui serviços de manutenção e suporte técnico para as aeronaves, seus componentes internos e equipamentos de manutenção. A Saab deverá prestar os serviços entre 2021 e 2026, com o apoio de empresas brasileiras.

De acordo com a Copac, o pacote de armamentos do Gripen inclui um míssil de longo alcance BVR (beyond vision range), um de curto alcance WWR (within visual range) e armamento de ataque ao solo. O sistema de armas do Gripen já foi definido pela FAB, mas os detalhes sobre os equipamentos e seus fornecedores não foram informador por questão de segurança nacional.

O único armamento dos caças que foi divulgado é o míssil A-Darter, desenvolvido em conjunto pelo Brasil e a África do Sul. A parte brasileira do projeto envolve as empresas Mectron, Optoeletrônica e Avibras. O governo da África do Sul já está testando os mísseis em sua frota de caças Gripen. O míssil encontra-se em fase final de desenvolvimento.

O Gripen da Força Aérea Sueca já concluiu a integração do míssil de longo alcance Meteor, produzido pela europeia MBDA, empresa controlada pela Airbus Group, BAE Systems e Finmeccanica. "O Meteor seria uma boa opção para a FAB, pois não geraria custos adicionais de integração na plataforma do avião, uma vez que já está no Gripen sueco", afirma o vice-presidente de vendas para a América Latina da MBDA, Patrick de La Revelière.

A MBDA já é parceira no Brasil da Avibras e da Mectron, no desenvolvimento conjunto de mísseis para as Forças Armadas brasileiras. "A única forma que a MBDA encontrou para se manter no Brasil foi por meio de parcerias estratégicas e de transferência de tecnologia", afirmou o executivo.

Um exemplo é o desenvolvimento conjunto com a Avibras do míssil arsuperfície AM39 B2, versão de última geração do míssil Exocet AM39, da MBDA. O míssil será utilizado nos helicópteros EC725 que a Helibras está produzindo para a Marinha brasileira.

Além do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), a transferência de tecnologia tanto da parte dos caças quanto dos armamentos, via beneficiar a AEL Sistemas, Atech, Embraer, Akaer, Inbra e Mectron.

Fonte: Virgínia Silveira, de São José dos Campos para Valor Econômico via CECOMSAER 31 MAR 2015


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#36 jambock

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Posted 03 de April de 2015 - 12:28

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Fantástico voa em caça sueco que vai patrulhar o Brasil
O Fantástico foi à Suécia voar no Gripen, o caça que vai patrulhar os céus do Brasil. Não perca no próximo domingo (5/4).

Fonte: G1 via CECOMSAER 3 ABR 2015



#37 jambock

jambock
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Posted 03 de April de 2015 - 13:02

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Brasil deve manter contrato de compra de caças, diz presidente da Saab

O presidente do conselho de administração da empresa sueca Saab, Marcus Wallenberg, afirmou nesta terça-feira (31) acreditar que, mesmo com a crise econômica e os ajustes fiscais promovidos pelo governo federal, o Brasil cumprirá suas obrigações no contrato para a compra de 36 caças multifuncionais Gripen NG.

"O Brasil é bom mercado, bem posicionado na América Latina e por isso continuamos buscando novas oportunidades de investimento. Embora o Brasil esteja passando por um reajuste, acreditamos que em algum ponto haverá um retorno dos investimentos até aqui efetuados", afirmou Wallenberg.
O empresário se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na tarde desta terça no Palácio do Planalto por cerca de 40 minutos. O ministro Jaques Wagner (Defesa), o secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, Álvaro Prata, e os ministros interinos Ivan Ramalho (Desenvolvimento) e Sérgio Danese (Relações Exteriores) acompanharam o encontro.
"O ponto mais importante da nossa conversa que eu gostaria de frisar foi justamente o nosso acordo consensual, nossa convergência, enfim, nosso ponto de vista conjunto em torno da possibilidade concreta de avançar no projeto F2, do avião-caça sueco, de modo a envolvê-lo na participação conjunta da indústria brasileira nesse projeto e assegurar a transferência tecnológica efetivamente", disse.
Em outubro do ano passado, o governo federal assinou com a Saab o contrato para a compra de 36 caças multifuncionais Gripen NG. O valor do contrato ficou quase US$ 1 bilhão acima do previsto quando a intenção do negócio foi anunciada, em dezembro de 2013: US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 13,5 bilhões).
A entrega será de 2019 a 2024, prazo deslocado um ano além do previsto inicialmente, por questões de capacidade industrial brasileira. Questionado sobre quando os aviões começariam a de fato serem produzidos no Brasil, o empresário afirmou apenas que os investimentos na construção das instalações começará em breve.
"De acordo com o plano atual, vamos começar a fazer o investimento efetivo na construção das instalações em muito breve e, em seguida, um grande números de engenheiros brasileiros terão a oportunidade de estudo na Suécia para aprenderem a tecnologia envolvida na fabricação da aeronave e depois poderem voltar ao Brasil tendo assimilado essa tecnologia. Isso deverá estar concluído até a data em que concluirmos o contrato para utilização efetiva", disse.
"Acredito que até 2019, a primeira aeronave já estará em condições operacionais."
Wallenberg afirmou ainda que apresentou para Dilma o projeto para o estabelecimento de uma cátedra junto ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para programas de pós-doutorado em engenharia aeronáutica.
Fonte: Mariana Haubert para Folha de São Paulo via CECOMSAER 3 ABR 2015



#38 jambock

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Posted 06 de April de 2015 - 08:16

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Roberto Kovalick voa a quase 900 km/h em caça comprado pela FAB
Brasil comprou 36 caças Gripen, que ainda estão sendo desenvolvidos pela fabricante sueca, a Força Aérea e seis empresas brasileiras.

É aventura para quem tem estômago forte, é o Gripen, o caça sueco que vai defender o espaço aéreo brasileiro. Até agora, apenas 600 pessoas voaram nele. Entre elas, os capitães brasileiros Gustavo Pascotto e Ramon Fórneas. Escolhidos entre 50 militares da Força Aérea Brasileira para serem os primeiros pilotos nacionais a aprender a voar e combater nesses caças.

E não é fácil. Ao chegar à Suécia, eles tiveram que passar em um teste que até pilotos treinados não suportam. Em um equipamento chamado centrífuga, eles aguentaram durante 15 segundos uma força da gravidade que os pilotos chamam de Força G, nove vezes maior do que a gente sente normalmente. Se falhassem, não poderiam pilotar o avião.

“Dolorido. O primeiro de estar sendo afetado pela Força G, é sua visão tubular. Começa a fechar e você tende a ver somente em uma direção, um cone realmente. Então, quando esse sintoma começa a aparecer, é o momento em que você tem que iniciar com as técnicas de respiração e contração muscular para suportar”, diz o capitão da FAB Ramon Fórneas.

Fantástico: Se vocês não fizerem isso, vocês desmaiam?

Ramon Fórneas: Desmaia, fatalmente vai desmaiar.

O treinamento dos pilotos tem muitos segredos militares e industriais. Não dá para mostrar tudo, mas o fabricante do avião - a empresa Saab - concordou em dar uma demonstração de como se prepara um piloto do Gripen.

Um simulador de demonstração aparece no vídeo acima sem as informações militares sigilosas. É por isso que a equipe do Fantástico pode fazer imagens dele. Tirando isso, é igual ao usado pelos pilotos brasileiros para aprender a voar no Gripen

“Com um dia de simulador, eu não conseguiria fazer isso, mas já deu para me aventurar um pouco. O comandante está dizendo que o básico eu já aprendi, já consigo controlar mais ou menos o avião e que estou pronto para manobras mais arriscadas, como o looping, que é aquela volta no ar. É só puxar aqui, o controle principal e dando uma volta no ar, como fazem os pilotos de caça. Aqui no simulador é fantástico. É uma sensação espetacular. A gente vê a Terra girando e eu vejo rios em cima de mim e eu estou dando uma volta completa com o avião. É uma sensação espetacular. É como se estivesse acontecendo na realidade, só que em total segurança. Se algo der errado, ninguém se machuca”, diz Roberto Kovalick.

Os pilotos brasileiros passaram três meses aprendendo a manobrar o Gripen e, agora, eles fazem o treinamento de combate, que, nos caças modernos, com toda a tecnologia, pode ocorrer entre pilotos que nem veem os inimigos, a 60 quilômetros de distância um do outro.

“E também está previsto o treinamento de combate visual, que é o antigo que se via em filmes, que é realmente o combate olho no olho”, diz capitão da FAB Ramon Fórneas.

Não é qualquer pessoa que pode voar em um caça. É preciso estar em boas condições físicas. Uma enfermeira vai fazer exames médicos no correspondente do Fantástico. Ele precisa passar nos exames para poder voar nesse caça.

“Você vai passar por uma bateria de exames. E também não pode ter mais de 1,90 m nem ser muito gordo, se não a pessoa não cabe no avião”, diz a enfermeira.

É um check-up completo: exame de sangue, de audição, eletrocardiograma, pressão.
Tudo depois é avaliado por um médico. Qualquer problema e a reportagem terminaria aqui. Mas felizmente. “Pronto para o voo”, diz o médico.

A preparação não terminou aí. Falta a roupa, que é desenhada em cada detalhe para ajudar o piloto a enfrentar as condições de voo e os imprevistos. Um traje para suportar a força da gravidade.

“Todas as aeronaves de caça utilizam esse equipamento. Ele que infla quando o piloto está sob alta carga G. Ele infla a parte do abdômen e das pernas, evitando que o sangue desça para os membros inferiores. E ajuda a gente a sustentar a carga G”, conta o capitão da FAB Gustavo Pascotto.

Ao todo, são 15 quilos de roupas e equipamentos.

“A missão do hoje é a aeronave-caçador interceptando dois alvos simulados”, diz diz capitão da FAB Ramon Fórneas.

Fantástico: A que distância, você vai estar destes aviões?
Ramon Fórneas: Em torno de 60 a 80 km.

“Eu também vesti uma "armadura". E olha, gente, não foi nada fácil. É. Mas tão difícil quanto vestir a roupa é entrar no avião. É muito estreito, tudo muito apertado”, conta Roberto Kovalick.

Avião na cabeceira da pista. É hora da aventura começar. Veja no vídeo acima como foi a aventura de Roberto Kovalick no caça sueco Gripen.

“Nós estamos finalmente decolando com o Gripen. Uma das características deste avião é que ele precisa de uma pista muito curta para decolar. Seiscentos metros já está bom. Já estamos no ar a uma velocidade inicial de 230 km/h, que vai crescendo aos poucos. Já estamos no ar. Já estamos voando no caça Gripen”, diz Roberto Kovalick.

Pilotos de caça tem que estar preparados para manobras bruscas a qualquer momento. Comparado com o que acontece dentro do avião, a pior montanha russa do mundo não é nada.

“A velocidade agora é de mais ou menos 800 km/h. E agora nós vamos acelerar para quase 900 km/h”, diz o piloto.

Em um combate, o piloto tem que fazer tudo isso em uma velocidade alucinante. Como todo caça, o Gripen é supersônico, ou seja, voa mais rápido que o som.

“Agora, nós quebramos a barreira do som. Estamos voando mais rápidos do que o som”, conta o piloto.

Quando baixamos um pouco a velocidade, foi a vez de Roberto Kovalick testar o que aprendeu no simulador.

“Agora, sou eu que estou controlando o avião. Olha só, vou fazer um movimento bem devagar aqui para esquerda. Agora eu vou mover o avião para a direita, suavemente. A gente não sente como se o avião estivesse voando, mas como se a gente estivesse voando, é o nosso corpo que está voando”, conta Roberto Kovalick.

O piloto assume o comando e mostra outra manobra: a gravidade negativa, como se a gente fosse um astronauta.

“Mas aí foi demais para um passageiro inexperiente. Agora eu estou outra vez passando mal. Essa gravidade negativa...Agora, eu estou passando muito mal” diz Roberto Kovalick.

Finalmente em terra firme, Kovalick conta: “É um voo espetacular, mas eu estou tonto, exausto. Realmente, exige muito do ser humano. Por isso que o trabalho do pessoal que pilota esses caças é espetacular”.

Os pilotos brasileiros tiveram que fazer tudo isso, acertar os aviões inimigos e voltar sãos e salvos. Claro que foi tudo simulado, mas eles têm que agir como se fosse uma situação real. O Brasil comprou, inicialmente, 36 caças Gripen, que ainda estão sendo desenvolvidos pela fabricante sueca, a Força Aérea e seis empresas brasileiras.

“Em agosto, receberemos 30 engenheiros brasileiros, que vão trabalhar em conjunto com os nossos nesse avião”, conta Mikael Fránzen, gerente do programa Gripen-Brasil.

A Força Aérea Brasileira exigiu uma série de mudanças, como aumento do tanque de combustível e da turbina, para que o Gripen tenha maior autonomia de voo e possa patrulhar um país tão grande como o nosso. Os primeiros chegam em 2019. Mas para substituir a frota atual, formada pelos jatos americanos F5, que tem mais de 30 anos, o Brasil vai alugar, já a partir do ano que vem, caças semelhantes ao que o repórter do Fantástico voou.

Em breve, os brasileiros verão esses aviões cruzando os céus do país ou eles estarão tão rápidos que mal vai dar pra ver.

Fonte: Roberto Kovalick Do G1 - Fantástico via CECOMSAER 6 ABR 2015[/I]


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#39 Sydy

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Posted 06 de April de 2015 - 08:23

Jambock,

Quero ver quem será o primeiro usuário a escrever pra SAAB reclamando que ela não mostrou tudo e que ficou de "Pano Preto" durante a reportagem.

kkkkkkkkkkk

Gostei da matéria. Ficou de fácil entendimento para o público geral.

Abcs,

Sydy

#40 VCP-SBKP

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Posted 06 de April de 2015 - 11:07

A reportagem foi boa, mas como diz o ditado, propaganda é a alma do negocio, e vendo a atual situação econômica do Brasil a SAAB não perdeu tempo e aproveitou um dos programas de maior audiência e com horário nobre para fazer uma propaganda do seu produto, alias produto este que considero essencial, e o ideal seria em numero maior que 36 unidades, afinal nossa entestação territorial é gigante e carece de vetores com tecnologia de ponta.
Quantos aos "segredos" ficou claro que foi mais uma encenação para impressionar leigos do que qualquer outra coisa, uma vez que recentemente a SAAB divulgou diversas fotos em alta resolução da linha de montagem, fotos ou videos do painel não revelam qualquer segredo nos dias atuais, uma vez que EUA e outros países com tecnologia de ponta já divulgaram fotos e videos de painel bom como já puseram seus caças mais modernos em feiras e exposições aberta ao publico.
Quando se fala em segredos, se fala em códigos fontes, sequencia de programação de computadores de missão, software e hardware de interface e integração de armamentos bem como de comunicação com o meio em que esta operando, enfim esses sim são segredos, e que a menos que em uma missão simulada ou real jamais sera possível "velos"  numa simples filmagem de uma reportagem que visa "atingir" o publico leigo em geral, e mesmo em uma missão real ou simulada, uma filmagem de painel em tempo real da missão não vai revelar nem uma pontinha do "iceberg" chamado códigos fontes, códigos de programação, códigos de interface!!! 
Acredito que a produção dessas aeronaves por industrias nacionais vai gerar grande know how para o time das empresas participantes do projeto, mas para que tudo isso aconteça o puder publico deve honrar suas decisões e isso nunca acontece no Brasil, vide o exemplo recente da HELIBRAS onde o governo postergou em dois anos a entrega dos helicópteros EC725 e a consequência foi que muitos engenheiros e técnicos que vinham adquirindo conhecimentos e konw how entraram em um programa de demissão voluntaria e parte desses já estão em outras empresas fora do Brasil!!!