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Conhecendo o Egito durante o Golpe Militar

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#1 trevisan26

trevisan26
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Posted 13 de May de 2014 - 14:47

Vou postar o reporte completo aqui, e quem desejar ver com imagens pode acessar pelo meu site (Link que esta na minha assinatura).

Espero que gostem. Abraços

 

 

Conhecendo o Egito durante o Golpe Militar em 2013

 

Antes da Viagem:

 

Antes do reporte começar, é bom se ter uma ideia do que se passava politicamente com o Egito em meados de Junho/Julho de 2013. Após uma intensa onda de protestos em 2012, Hosni Mubarak renuncia depois de permanecer 30 anos no poder, ocasionando assim uma nova eleição democrática, que fora vencida pelo muçulmano Mohamed Morsi. O governo de Morsi perdeu sua popularidade após diversas ações contra o exercito e gerou uma nova onda de protestos, que resultou na morte de muitos civis. Em 3 de Junho, cerca de um mês antes de começarmos nossa viagem, os militares anunciaram a queda de Morsi e assumiram o poder. 

 

 

Assistindo diversos jornais, só crescia nossa dúvida em relação se este seria o momento apropriado para visitar o histórico Egito, mas como não conseguimos o reembolso das passagens com a Ethiopian Airlines, acabamos indo para o Cairo somente um dia antes de irmos embora, permitindo assim uma rápida volta pelos principais pontos da cidade. 

 

 

Dia 1

 

Após retirarmos as bagagens no aeroporto, fomos cercados por pelo menos 10 pessoas, desde engravatados até pessoas vestidas de maneira mais comum, todas falando um inglês porco e oferecendo serviços de taxi. Como não havia um ponto oficial de taxi no aeroporto, pelo menos no nosso terminal, optamos aleatoriamente por um homem que só dizia “Follow-me, Follow-me” e de fato o seguimos até sua van. Durante o longo e tenso trajeto até nosso hotel, foi possível perceber como o transito era caótico e perigoso, quase batemos pelo menos umas dez vezes. Ao chegarmos no hotel passamos por uma forte inspeção de segurança, e por fim fizemos o checkin no amplo e imponente saguão do Sofitel Cairo. Subimos para nossos quartos e tiramos o resto do dia para descansar. 

 

 

Sem sairmos do complexo do hotel, fomos a um restaurante as margens do rio Nilo, aonde presenciei uma cena muito triste, de uma família em uma canoa pedindo comida, apesar de termos pensado em dar comida, um segurança os afastou, o que me fez pensar que isso não era um caso isolado. Enquanto jantávamos tirei algumas fotos apoiado na murta que nos separava do Nilo.

 

 

Dia 2

 

No dia 23 de Julho, após um café da manha colossal, eu e meu pai encontramos nosso guia e partimos para a tão esperada visita as pirâmides. A caminho de Giza, cidade com 2,3 milhões da habitantes, localizada no lado oposto do rio Nilo em relação ao Cairo, fomos conversando com nosso guia, sobre a atual situação em que o país se encontrava, e ele comentava normalmente trabalhava todos dias como guia, mas que este mês que éramos os primeiros turistas com ele. Papo vai, papo vem, após 30 minutos de transito já era possível ver a imponência das pirâmides. Dez anos depois de ter apreendido sobre os egípcios na segunda série, lá estava eu, conhecendo o que considero como um dos mais importantes pontos turísticos do planeta.

 

 

Após compramos nossos ingressos, recebemos o aviso do guia para que não caíssemos no famoso golpe do camelo, que consiste no turista subir no camelo e ficar preso la em cima, e só conseguir descer após dar um bom dinheiro ao dono do camelo. Um ponto positivo da atual situação, é que o sítio arqueológico estava bem vazio.

 

 

Fomos direto a Pirâmide de Queóps, construída em 2550 a.C, com 146,6 metros de altura, o equivalente a um prédio de 49 pavimentos. Para temos uma ideia de como a matemática e engenharia era avançada no povo egípcio, todos os lados da pirâmide tem apenas alguns centímetros de diferença. Esta construção foi durante 4.400 anos, a maios estrutura feita pelo homem, até ser ultrapassada pela Torre Eiffel em 1900. Durante anos se podia subir até o topo da pirâmide, mas atualmente só se pode ficar na base dela. Mais números impressionam, estima-se que tenham sido utilizados 2,3 milhões de blocos, pesando em média 2,5 toneladas cada. Fazendo a conta de maneira grotesca, podemos dizer que há quase 6 milhões de toneladas de pedra somente na pirâmide de Queóps.

 

 

Nosso guia conversou com um dos donos de camelo por lá e negociou um passeio e algumas fotos por 10 dólares por pessoa. Considerando que ele não tinha muita intimidade com a câmera fotográfica, as fotos ficaram boas. Ter andado de camelo foi uma experiência incrível e até mesmo assustadora na hora de descer.

 

 

A seguir fomos a um ponto de onde seria possível comprar bebidas e tirar fotos da três pirâmides, notem que na foto abaixo, apesar de não aparentar por causa do relevo, a primeira da esquerda, a de Queóps é a mais alta, seguida pela de Quéfren no centro, e por último a de Miquerinos.

 

 

Resolvemos entrar em uma das pirâmides menores, um local não aconselhado para quem tem claustrofobia. Para se chegar no túmulo é necessário descer um longo túnel de rocha somente com a ajuda de algumas barras de ferro presas ao chão. Em momento algum é possível ficar de pé, pois o túnel tem cerca de 1 metro de altura por 1 de largura. A câmera mortuária é bem pequena, sem muito o que se ver por la, mas valeu a pena pela experiência. 

 

 

Fomos em direção a esfinge, uma das maiores esculturas feita em somente uma pedra, medindo 73m de comprimento, 20m de altura e uma largura de até 4 metros. Se acredita que o rosto representado segue os traços do faraó Quefrén, ou de seu irmão Djedefré. A figura do leão era tida como um guardião dos lugares sagrados. Não costumo colocar fotos que não sejam de minha autoria, mas achei esta de 1880 muito interessante, mostra a esfinge antes de retirarem toda a areia que quase a cobriu.

 

 

Logo que saímos da Necrópole de Gizé, fomos a uma loja dos famosos perfumes egípcios. Não sei até que ponto as informações passadas eram verdadeiras ou apenas para comprarmos. Dizem que os perfumes egípcios são totalmente puros, ao contrário das marcas mais famosas que misturam os aromas com álcool e outras substancias. Nos apresentaram cerca de 40 fragrâncias diferentes, cada variedade com uma explicação e por vezes alguma função terapêutica. Acabamos comprando uma caixinha com 4 frascos, e de fato o cheiro é muito mais forte. Gostei bastante de um chamado Frankeincense, que tem o aroma e funciona até melhor que o desintupidor nasal Vick Vaporub.

 

 

Na sequência fomos ao museu do papiro, aonde vimos como ele era produzido e aprendemos bastante sobre sua história. Estima-se que as primeiras folhas de papiro tenham sido feitas por volta de 2.500 a.C pelos egípcios. O folha de papiro era obtida a partir da parte interna e esponjosa do caule da planta, que a seguir era cortado em finas tiras e logo depois molhadas e sobrepostas, para finalmente serem prensadas durante seis dias, até que as lâminas se misturam homogeneamente e formam o papel amarelado. Nas duas fotos a baixo é possível ver uma demonstração da produção do papiro, e algumas das centenas de obras que estão a venda no local, chegando até a valores de $15.000. Após barganhar, conseguimos levar dois lindos papiros por 250 reais, ao invés dos 350 iniciais.

 

 

Tomamos nosso carro junto com o guia e fomos em direção ao hotel para almoçar com as mulheres que tinham ficado descansando após duas semanas de viagem. Voltando passamos por pelo menos uns 10 tanques de guerra e centenas de militares, o que gerava um certo desconforto, mas já estavamos nos acostumando.  Almoçamos muito bem no restaurante do próprio hotel pela facilidade e por ser tarde aproveitamos o resto do dia para relaxar, já que passaríamos as próximas 28h voltando do Cairo com a Ethiopian Airlines. A quem interessar, o reporte dos voos com a Ethiopian estão no site.