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Embraer KC-390



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#41 Tabbex

Tabbex
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Posted 06 de June de 2008 - 18:16

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Desenvolvimento de cargueiro militar da Embraer deve receber aprovação final no segundo semestre
Plantão | Publicada em 06/06/2008 às 12h47m
Valor Online
SÃO PAULO - A divisão de aviação militar da Embraer espera receber já no segundo semestre deste ano a autorização final para desenvolver o projeto do cargueiro C-390. A aeronave, baseada em tecnologias utilizadas na família de jatos regionais E-Jets da companhia, começou a ser avaliado há pouco mais de um ano.

Citado por agências internacionais, o vice-presidente de Inteligência de Mercado da Embraer, Fernando Ikedo, afirmou que tem trabalhado ativamente para firmar acordos de parceria e financiamento para o programa, inclusive em parceria com o governo brasileiro. Segundo ele, o orçamento para o projeto já estaria garantido. A assessoria de imprensa da Embraer confirmou as declarações de Ikedo.

A fabricante indicou que a primeira aeronave poderia ser entregue em quatro a cinco anos. Ela teria capacidade para transportar 19 toneladas de carga, operar em pistas acidentadas e não pavimentadas, embora se beneficiando das características de rapidez e alcance de aeronaves a jato.

Ikedo ainda afirmou que a Força Aérea Brasileira (FAB) teria interesse em comprar pelo menos 22 aviões C-390, ao longo de 15 anos. Ele avalia que o mercado para o modelo seria de cerca de 700 aeronaves nos próximos 15 anos, com 77 países compradores em potencial.

(José Sergio Osse | Valor Online)
fonte> http://oglobo.globo....e-546684191.asp

#42 Landing

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Posted 06 de June de 2008 - 18:30

sera que com a alta do preço dos combustiveis, a procura por essa aeronave estaria ameaçada?

#43 jambock

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Posted 07 de June de 2008 - 22:04

QUOTE(marcato @ Jun 6 2008, 06:30 PM) <{POST_SNAPBACK}>
sera que com a alta do preço dos combustiveis, a procura por essa aeronave estaria ameaçada?
Prezado marcato. Creio que não, pois as turbinas serão de ultima geraçao, cada vez mais econômicas. Outro ponto importante é que, sendo aeronave nova, muito pouca manutenção terá, ao contrário das aeronaves que estará substituindo.


A quem interessar possa:

Aqui no CR a história do C- 390 iniciou-se em http://forum.contato...p...=21166&st=0.

Edited by jambock, 11 de June de 2008 - 11:07 .


#44 Cobra 31

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Posted 08 de June de 2008 - 14:04

O que vai ditar isso é custo da hora de vôo.

Se esse avião fizer METADE do que estão prometendo já será um senhor avião. Com 19 Ton de carga até o C-130 fica no chinelo.

Esse sim seria o avião ideal para as dimensão continentais do Brasil, algo no estilo C-17, claro em escala reduzida.

Estou torcendo muito para que essas crianças venham pra FAB.... biggrin.gif

Abraço

#45 jambock

jambock
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Posted 28 de June de 2008 - 23:02

Meus prezados:
Uma colega de outro Forum, engenheira, assim se pronunciou sobre o projeto do C-390.
"Em um outro forum, me foi colocada uma questão sobre o que penso sobre o programa C-390, segue abaixo a resposta.
Esta questão que colocou já esta dentro da minha área que são programas de defesa, ai posso falar com mais segurança do que sobre aviação comercial, que sou uma simples curiosa.
Sobre o que penso do projeto C-390, a resposta seria um pouco longa demais, como todo projeto, tem coisas boas e coisas ruins, vou tentar separar um pouco o que penso sobre ele em 3 segmentos distintos de forma muito resumida.
O C-390 como aeronave.
Eu não tenho informações sobre o projeto, alem do que vi em revistas e internet. Portanto em quantidade de informações estou empatada com quase todos aqui no fórum, mas vou tentar oferecer uma visão de gestora de programas sobre esta questão.
Existe um termo que utilizamos na analise de um programa que no Brasil a palavra mais apropriada talvez seja "legado", que vem a ser o seguinte.
"O nível de limitações, físicas, culturais, tecnológicas e de infra estrutura associado ao projeto ou programa."
Sendo bem pratica.
No projeto da Soyuz TMA tínhamos os levados de massa, dimensões, fornecedores, procedimentos das versões anteriores da Soyuz, o que conduziu a um projeto onde as decisões eram fortemente condicionadas a limitantes legadas ao programa.

Os projetistas do A-380 tiveram uma série de legados, associados a questões como infra estrutura aeroportuária, normais sobre evacuação de passageiros, praticas de manutenção, que herdaram da industria de aviação de uma forma geral. Assim o A-380 apesar de ser uma aeronave diferente tem uma serie de legados no seu projeto.
Este bê-á-bá básico sobre o tema é importante para analisarmos o C-390 como aeronave, e seu concorrente maior, o C-130J.
C-130J – Herda uma somatória de legados técnicos e praticas operacionais dos 53 anos de operação da família C-130. Muitos podem ser sanados ou melhorados com a modernização do projeto, outros são orgânicos a filosofia da aeronave.
C-390 – Não herda legados de família anteriores em operação. (Na verdade uma analise mais profunda pode eventualmente identificar pequenos legados de algumas relações de compromisso em econômica e comunicabilidade com o ERJ-190).

Quando comparamos um projeto com alto índice de legado com um outro praticamente "novinho em folha" a comparação geralmente nos conduz a uma forte reação de encantamento com o projeto novo.
Na Rússia eu vi muitas discussões, algumas muito técnicas outra meros palpites de entusiastas sobre o AN-70 versus o IL-76MF, todas claro tecnicamente davam uma vitória ao AN-70, por uma serie de variáveis técnicas e a própria "juventude" do programa.
Neste sentindo, as comparações com o C-130J em questões técnicas e econômicas, não me impressionam no C-390 por um simples motivo, o C-390 deve produzir diferenciais técnicos, econômicos e operacionais, porque senão não tem nem chance de iniciar uma disputa técnica com o seu concorrente.

Assim como a Airbus precisou criar uma série de tecnologias, conceitos e vantagens com a família A-320 a 20 anos atrás para rivalizar a família 737 que também tinha sua dose de legados de projeto.
Quanto estes diferenciais de projeto aparecem, ai começa o jogo, porque temos dois concorrentes cada qual com a sua vantagem competitiva, e a disputa se dá no ambiente de programa e não na comparação pura e simples das fichas técnicas.
Um outro engano comum que pode-se formular é o seguinte.

Um projeto novo sem legado algum é sempre melhor que um outro com elevados índices de legados?
Sim e não. Sim como resultado final de engenharia, isto é, o melhor projeto, com o melhor desempenho. Mas não como resultado de programa, porque o legado de programa ao mesmo tempo que limita qualidades de projeto ancora riscos e custos de programa.
Sendo bem pratica.
O R-99 é uma aeronave com sérios legados de projeto em autonomia de operação. Isto como todos sabem é um legado da escolha da célula do ERJ-145 (antes como sabem era o EMB-120). Pois bem, estamos em meados dos anos de 1990 e temos duas opções. ERJ-145 + Erieye o que nos conduz a legados de projeto mas custos e principalmente riscos adequados. E-X (célula 100% nova) + Erieye que nos conduz a ótimo desempenho, mas riscos e custos elevados.
O projeto sem legado é o mais adequado neste caso? Obviamente que não.
Agora nos podemos olhar o C-390 como um programa
A primeira coisa que chama a atenção positivamente no programa C-390 (e não no projeto) é que ele tem uma orientação referenciada ao mercado externo ao qual a Embraer acredita que haja uma real demanda para este tipo de aeronave, isto cria um ambiente que não existe por exemplo em outros programas similares no Japão e Índia que são puramente locais.

Isto é positivo porque programas de defesa podem sair em duas armadilhas igualmente fatais no que tange a mercado externo.
Orientação totalmente local sem capacidade de financiamento a longo prazo

1- A industria concebe um programa focado somente nas necessidades das FA's locais, e estas necessidades são quase que exclusivamente das FA's locais. Ai das duas uma. Se a FA local tem demanda para a industria, ótimo, suas necessidades são garantidas pela demanda interna, e esta industria não é competitiva mundialmente, mas é adequadamente financiada. Exemplo. Industria militar naval americana. Se a FA não tiver demanda para tal, ela potencialmente destrói a sua industria, um exemplo disto foi a decadência da industria aeronáutica Argentina que em certa época era muito maior e melhor que a brasileira, que com o AMX aprendeu na pratica o que significa necessidades locais com financiamento curto.
Orientação totalmente externa sem a ancoragem do programa na FA local.

2- A industria minimiza as necessidades locais das FA's e foca uma necessidade global, as características do programa são orientadas para um mercado externo, que pode ser generoso, mas aumenta-se o risco do programa. Exemplo: Programa Osório, F-20 ou uma "private venture"

As pessoas por de trás do planejamento do programa é claro que querem maximizar o melhor dos dois mundos, isto é. Um programa ancorado localmente pela FA e ao mesmo tempo com características de competição globais.
Como fazer isto? E ainda acrescendo um ingrediente a mais. Como criar um programa sem legado, que ao mesmo tempo tenha um perfil de risco aceitáveis, já que vimos que legado x risco são interdependentes, e ainda por cima com orçamentos cursos dentro do cliente ao qual ancorar o programa?

Bem, existem estratégias de gestão e planejamento de programas que podem ajudar neste caso, obviamente o risco não pode ser completamente minimizado, mas pode ser aceitável a ponto do programa ser aprovado.
E a Embraer, na minha leitura esta fazendo uso delas para tentar viabilizar o programa C-390.
Quais estas estratégias?
Ai alguns de vocês podem me achar prepotente ou esnobe, mas isto é algo que eu não comentaria em um fórum de discussões, não que não seja um grande segredo, mas tem seus nuances..

Alias posso até dar uma pista do porque. Hoje na Rússia existe uma situações parecidas de novos programas e a maneira como eles vão ser tocados é análoga a algumas coisas que a Embraer seguramente precisara fazer para tirar o C-390 do papel.
O mercado.
Já que não da para falar sobre a forma exata do programa, vou falar algo que já escrevi aqui antes sobre o mercado externo.

Realmente ele a primeira vista impressiona, são algo como 2800 aeronaves das quais 1000 pelo menos serão aposentadas nos próximos 15 anos, segundo as projeções que vi.
Existem alguns fatores que tornam esta aritmética menos interessante.

Quando analisamos aviões de transporte tático criados fora da Rússia e dos EUA, como o G-222, C-235/295 e Transall C-160 ou somamos o C-27J descontando os exemplares encomendados pelos EUA chegamos a um teto de 200 aeronaves produzidas para o mercado mundial (descontando Rússia e EUA).
A idéia de um grande mercado externo, mal suprido por fornecedores tradicionais, com equipamentos em processo de franco envelhecimento pode pregar muitas peças.
A primeira delas é achar que itens novos só concorrem com itens novos.

Porque caças como o Mig-35 ou Gripen que custam relativamente barato se comparados com seus pares russos e ocidentais respectivamente não são um sucesso de vendas nos mercados internacionais com o envelhecimento da frota de caças é acentuado?

Primeiro porque os operadores militares estão pragmáticos em adentrar em novos programas, preferem revitalizar os atuais. Depois porque existe uma oferta razoável de hardwares equivalentes de segunda mão no mercado externo.
Vou citar 20 paises que operam o C-130 (de um total de mais de 70).

Argélia, Argentina, Camarões, Colômbia, Equador, Egito, Etiópia, Gabão, Honduras, Libéria, Yemen, Venezuela, Zâmbia, Romênia, Nigéria, México, Siri Lanka, Turquia, Tunísia, Tailândia.

Citei alguns dos mais paupérrimos operadores desta aeronave. Quantos efetivamente irão prolongar a vida de seus C-130 ate o limite? Quantos irão atrás de versões mais antigas do C-130 aos quais operadores mais ricos dentro da OTAN irão aposentar, e quantos efetivamente irão comprar aeronaves novas como o C-130J e o C-390?
Alguém pode argumentar. Mas você só citou paises pobres, e os outros? Bem, os outros, seja dentro da OTAN, seja a Rússia, seja a China, Japão ou Índia tem projetos locais, não são clientes do C-390.

A segunda é achar que quando a competição realmente incomodar o líder do mercado se ele não vai resolver entrar na briga.
Porque os sauditas não compraram o Osório? Um projeto novo, tecnicamente e economicamente vantajoso?

Quando houve a concorrência de igual para igual a industria americana se prevaleceu politicamente. O mesmo pode acontecer com o C-390.
A terceira armadilha é, achar que o preço é fator decisivo o tempo todo.

O C-130J custa US$ 65mi e o C-390 custa US$ 50mi. Isto é verdade, mas o preço do C-130J é de US$65mi, o que não quer dizer que seu custo seja US$65mi. Sendo a opção natural de substituição dos atuais C-130 o seu fabricante posiciona seu preço para um mercado sem competidores, o que pode acontecer em uma disputa acirrada entre ambas as aeronaves em uma concorrência no pais X.
A Lockheed oferecer seu avião a digamos US$ 56mi se seu competidor tiver reais chances de vitória.
Preço é uma coisa, custo é outra, hoje o preço do C-130J esta nesta patamar porque entre outras coisas não existe competidor direto para ele se a decisão de compra do operador for um avião nesta classe "novo de fabrica" seu principal concorrente são programas de extensão da vida útil dos modelos antigos.
Você esta lendo este texto e pensando, "Já sei, estão minimizando o produto da Embraer, afinal de contas, a Sra Elizabeth Koslova só sabe criticar o que é brasileiro".
Não é por ai. O que quero dizer é que a competição neste mercado é duríssima, algumas vezes inviável, pelas razoes que citei.
A Embraer sabe disto?
Claro que sabe, com muito mais propriedade que eu inclusive.
Então se sabe disto porque ela mostra projeções para até 700 aviões C-390 comercializados?

A resposta é simples.

No segmento aeroespacial, algumas coisas você sabe e guarda para si, outras você as mostra da forma que melhor se adequar a sua estratégia.
Alias uma curiosidade. Somando G-222, C-295, C-235, CJ-27 (descontando encomendas americanas) e C-160 vamos ter algo menor que 700 aviões.

Vocês leram na imprensa esta semana sobre o lançamento dos RRJ's. Muitos seguramente acharam aquilo um espetáculo de otimismo da industria russa, sabemos que o mercado de RJ's não é aquilo que esta ali escrito.
A Sukhoi também sabe disto, mas ela tal qual a Embraer é desafiante em um mercado onde esta em desvantagem, sua estratégia de lançamento, captação de parcerias, persuasão a clientes chaves, articulações políticas com governos esta associada a uma serie de ações e posicionamentos sobre mercado, que não são na pratica o que se anuncia oficialmente.

Então antes de me criticarem por estar levantando óbices ao programa C-390 procurem realmente entender o que escrevi e verão que é um elogio a Embraer, que esta jogando um jogo "de gente grande" onde o risco do programa é razoável e ela esta através de um planejamento de programa de primeiríssima linha tentar tornar viável este projeto. Se fosse fazer uma aposta pessoal, acredito que o programa não sai.
A maneira como a Embraer esta procurando fazer isto é o que peço desculpas a vocês, mas não posso falar, assim como o Danilo naquela excelente mensagem sobre a manutenção do Mirage III na FAB seguramente não contou muitas coisas das quais sabe. Ai sai a entusiasta que participa dos fóruns de discussão e entra a profissional que tem programas em andamento com estratégias parecidas.

Por fim, caso o C-390 não saia, isto forçara a Embraer a re-pensar seu posicionamento no tocante ao segmento de defesa. Os motivos pelo qual a empresa de posicionou desta forma após a sua privatização e a nova forma de se posicionar é um assunto muito interessante, existe toda uma lógica de decisão que conduziu a situações como a do FX ou PX, que era bastante coerente para a época, mas que no novo cenário de 2010 em diante talvez nos conduza a uma nova Embraer no segmento militar, mas este assunto é longo demais.
Abraços Elizabeth"

Edited by jambock, 28 de June de 2008 - 23:15 .


#46 Operti

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Posted 29 de June de 2008 - 06:56

Estou vendo que o camarada Jambock anda frequentando algumas listas de discussão wink.gif

Sou fã da autora, e esse é um dos e-mails que está bem salvo aqui comigo.




Abraços

#47 SA280

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Posted 30 de June de 2008 - 01:58

QUOTE(marcato @ Jun 6 2008, 06:30 PM) <{POST_SNAPBACK}>
sera que com a alta do preço dos combustiveis, a procura por essa aeronave estaria ameaçada?

Eu também penso nisso...

Nesse cenário, aviões à jato tendem a ficar menos atraentes que os turboélices.

Será que não será mais viável para as forças aéreas optarem por um avião como o A400M, que transportará o dobro da quantidade de carga e voará a 780 km/h, do que escolher o C-390?

#48 jambock

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Posted 30 de June de 2008 - 02:12

QUOTE(thiago_SJK @ Jun 30 2008, 01:58 AM) <{POST_SNAPBACK}>
(...) Será que não será mais viável para as forças aéreas optarem por um avião como o A400M, que transportará o dobro da quantidade de carga e voará a 780 km/h, do que escolher o C-390?
Ou como o An-70, que transportarah 27% a mais que o A400M e voarah a 800 km/h, e serah mais barato que esse?

Edited by jambock, 30 de June de 2008 - 02:17 .


#49 jambock

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Posted 16 de July de 2009 - 23:08

Meus prezados:
FAB realiza seminário sobre Projeto KC-X

A Subdiretoria de Desenvolvimento e Programas (SDDP), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) do Comando da Aeronáutica, sob a coordenação da Gerência Executiva do Projeto KC-X, realizou o 1º "Workshop" Operacional, de 12 a 15 de julho, nas instalações da EMBRAER, em São José dos Campos – São Paulo.

O evento contou com a presença de representantes do Exército, COMGAR, COMGEP, FAE2, FAE5, DIRSA, DIRINT, CTA, SDDP e EMBRAER, com a finalidade de refinar os requisitos operacionais para o desenvolvimento de nova Aeronave de Transporte e Reabastecimento em Vôo da Força Aérea Brasileira – KC-X.

Os próximos passos na Fase de Desenvolvimento são a realização de "workshops" dedicados ao detalhamento técnico-operacional das missões em áreas distintas: Transporte, Reabastecimento em Vôo, SAR e Evacuação Aeromédica; os ensaios em ambiente de Realidade Virtual e a utilização de modelo da cabine da Aeronave - "mock up" – em tamanho real, onde o embarque e desembarque de tropas, viaturas e cargas serão experimentados.
Ao final da Fase de Desenvolvimento, a EMBRAER entregará à FAB dois protótipos da Aeronave, já certificados, um em 2014 e outro em 2015.









Fonte: CECOMSAER 16/07/2009 - 15h31

Edited by jambock, 16 de July de 2009 - 23:09 .

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#50 transvasp

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Posted 10 de August de 2009 - 22:39

Boeing sinaliza interesse em novo cargueiro da Embraer

Um importante executivo da Boeing sinalizou nesta segunda-feira interesse da empresa de participar do desenvolvimento do cargueiro KC-390, que a Embraer está desenvolvendo a partir de um contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB).

O presidente da divisão de defesa da Boeing e vice-presidente-executivo da fabricante, Jim Albaugh, disse em entrevista coletiva que a empresa pretende fazer negócios no Brasil independentemente do resultado de uma concorrência que selecionará os novos caças de multiemprego da FAB.

Ele afirmou ainda que já houve conversas entre representantes da Boeing e da Embraer sobre possíveis parcerias.

"Sempre admiramos a Embraer e conversamos com eles sobre alguns projetos", disse Albaugh a jornalistas.

Questionado sobre quais projetos teriam sido alvos dessas conversas, o executivo não quis entrar em detalhes, mas afirmou que "o KC-390 é um projeto que nós gostamos muito".

A Boeing, com seu caça F-18 Super Hornet, é uma das três finalistas do programa F-X2 da FAB, pelo qual a Força Aérea pretende adquirir 36 caças de multiemprego. Os outros dois finalistas são o caça Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen NG, da sueca Saab. A decisão sobre o vencedor deve ser anunciada até o mês que vem.

Na semana passada, a Agência de Cooperação em Segurança Nacional dos Estados Unidos, ligada ao Pentágono, pediu aval do Congresso norte-americano para a eventual venda dos Super Hornets ao Brasil num valor de 7 bilhões de dólares.

Albaugh, no entanto, procurou assegurar que a oferta entregue pela Boeing à FAB é de valor menor. "Posso garantir que nosso preço não é de 7 bilhões de dólares", disse.

"Nosso governo é bastante cuidadoso em não permitir que nossos concorrentes saibam nosso preço", justificou. Apesar disso, ele se recusou a revelar valores da proposta entregue ao governo brasileiro.

SUBSTITUTO DO HÉRCULES

FAB e Embraer assinaram o acordo de 1,3 bilhão de dólares para o desenvolvimento do KC-390 em abril deste ano durante feira de defesa no Rio de Janeiro. A expectativa é que as Forças Armadas comprem 22 unidades da nova aeronave, que substituirá os aviões C-130 Hércules, fabricados pela norte-americana Lockheed.

A linha de montagem e os dois primeiros protótipos devem estar prontos em sete anos. A Embraer estima o mercado externo total de cargueiros em 700 unidades num período de 15 anos, dos quais a fabricante brasileira espera deter um terço, o que significaria exportações de 18 bilhões de dólares.

Procurada, a Embraer não tinha representantes imediatamente disponíveis para falar sobre os comentários do executivo da Boeing sobre eventuais parcerias.

Fonte: http://oglobo.globo....r-757341764.asp

#51 dudutbrito

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Posted 10 de August de 2009 - 23:01

A fuselagem do KC-390 é bem curta comparada a evergadura de sua asa...

Não é querer ser precipitado, mas seria interessante no futuro estudar uma versão alongada do KC -390.




#52 marcelvinicius

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Posted 10 de August de 2009 - 23:28

Seria mesmo para substituir o Hércules?



#53 Landing

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Posted 11 de August de 2009 - 00:22

QUOTE(dudutbrito @ Aug 10 2009, 11:01 PM) <{POST_SNAPBACK}>
A fuselagem do KC-390 é bem curta comparada a evergadura de sua asa...

Não é querer ser precipitado, mas seria interessante no futuro estudar uma versão alongada do KC -390.


A Embraer não da ponto sem nó!
Com certeza ela ja visualiza muitas possibilidades!

#54 SA280

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Posted 12 de August de 2009 - 23:02

QUOTE(dudutbrito @ Aug 10 2009, 11:01 PM) <{POST_SNAPBACK}>
A fuselagem do KC-390 é bem curta comparada a evergadura de sua asa...

Não é querer ser precipitado, mas seria interessante no futuro estudar uma versão alongada do KC -390.



QUOTE(marcato @ Aug 11 2009, 12:22 AM) <{POST_SNAPBACK}>
A Embraer não da ponto sem nó!
Com certeza ela ja visualiza muitas possibilidades!

Quem sabe um KC-395...

#55 jambock

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Posted 26 de August de 2009 - 13:47

Meus prezados:
Embraer recebe primeira parcela da FAB para projeto do cargueiro KC-390
O programa da aeronave de transporte militar KC-390, que a Embraer desenvolve para a Força Aérea Brasileira (FAB), ganha reforço em setembro com a liberação da primeira parcela de recursos, no valor de R$ 40 milhões. O secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, brigadeiro Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, confirmou a informação e disse que o cargueiro já é uma realidade do ponto de vista conceitual. "Todos os requisitos técnicos foram definidos, assim como os prováveis parceiros de risco no seu desenvolvimento, entre eles Colômbia, Chile, Portugal e África do Sul", afirmou o vice-presidente de Defesa da Embraer, Orlando Ferreira Neto. Atualmente, segundo ele, cerca de 80 engenheiros estão envolvidos no projeto do novo cargueiro, mas a previsão é que até meados de 2010 esse número cresça para 200 e, em 2011, para 400.

A Embraer, de acordo com o executivo, será responsável pelo desenvolvimento da aeronave e gestão dos parceiros estratégicos, fornecedores, projeto e integração da aeronave. O KC-390, pesando 20 toneladas, será o maior e mais complexo avião projetado pela Embraer, para missões de transporte de carga e reabastecimento.

Avaliado em US$ 1,3 bilhão, o KC-390 vai disputar um mercado estimado em 700 aeronaves, num prazo de 10 anos, o que representa um volume de negócios da ordem de US$ 13 bilhões, segundo cálculos da Embraer. Como o projeto será desenvolvido pelo sistema de parcerias estratégicas, haverá compartilhamento de custos e riscos, a criação de laços de longo prazo entre as indústrias, as forças armadas e os governos dos países, além do estabelecer cotas de participação nas vendas dos aviões.

A Embraer acredita que as parcerias vão enriquecer as especificações técnicas do avião e garantir um produto mais adequado para as necessidades do mercado. O processo de negociação e contratação dos parceiros do projeto, segundo Neto, será conduzido pela FAB e auxiliado pela Embraer. "A nossa expectativa é que até o fim de maio de 2010 estejamos com todo o projeto definido do ponto de vista operacional", disse.

Os primeiros trabalhos no projeto foram iniciados em maio. Os recursos previstos para serem liberados em setembro, segundo o executivo da Embraer, cobrem as necessidades deste ano em relação a concepção e definição da configuração da aeronave. "Os próximos meses serão de grandes definições em termos das tecnologias que a aeronave irá incorporar."
fonte: Virgínia Silveira, de São José dos Campos para o Valor




#56 jambock

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Posted 10 de September de 2009 - 17:24

Meus prezados:
O projeto KC-390
Um projeto além de um avião militar.
http://www.defesanet..._air/kc-390.htm

#57 jambock

jambock
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Posted 25 de October de 2009 - 18:22

Meus prezados:
Versões do C-390...
O C-390 ainda deve ter chances de substituir pelo menos parte da frota de C-130 da USAF e algumas de suas versões especiais. Talvez até parte da frota de KC-135. Um dos motivos pode ser o baixo custo de aquisição e operação do C-390. Outras aeronaves como o A400M pode preencher os requisitos das missões mais difíceis ou que necessite de maior carga e alcance. O C-390 e o A-400M não têm a capacidade STOL e furtividade dos projetos citados, mas as maiorias das missões não precisam destas capacidades.

Conclusão

Entre as várias missões adicionais propostas para o C-390, a maioria tem grande sinergia entre elas. A versão de operações especiais MC-390 tem capacidade de realizar ataque se armado com casulo com canhões e bombas/mísseis no compartimento de carga e cabides nas asas. Pode realizar as missões de busca e salvamento do HC-390 e as missões de patrulha marítima do P-390. Tem todos os sistemas que o KC-390 precisa para realizar reabastecimento nas situações mais difíceis como aeronave cisterna penetrante para apoiar helicópteros e caças em território inimigo. Pode atuar como posto de comando aéreo apoiando tropas e forças especiais, usando seus sensores e rádios para apoiá-los.

O radar, FLIR e sistemas defensivos seriam padrão para o AC-390, MC-390 e P-390. Um canhão em casulo do AC-390 seria útil para um P-390 contra alvos de pequena ameaça. As táticas de lançar quadricíclos para ajudar na fuga de pilotos podem ser mais efetivas se o HC-390 também estiver armado com o canhão. A capacidade de comando e controle e acompanhamento de tropas em avanço e equipes de operações especiais está presente em todas as versões já citadas.

Obviamente que as tripulações não seriam treinadas para todas as missões, mas a quantidade de missão e de aeronaves que pode substituir já sugere que pode equipar pelo menos um esquadrão. Se for previsto para substituir os KC-130, KC-137 e futuramente os P-3AM, já pode adicionar uma boa compra adicional de aeronaves apenas pela FAB.

Quase todas essas missões já são realizadas pela FAB, mas com aeronaves adaptadas e com capacidade limitada. Teriam desempenho sofrível em um teatro de intensidade média. A diversidade de missões possíveis sugere que seria possível operar um esquadrão de MAC-X na FAB e seria o mais ativo de todas as unidades.

Um exemplo prático poderia ser uma aeronave em alerta rápido no Rio de Janeiro. Poderia ser usado para o lançamento de tropas pára-quedistas (uma companhia) em qualquer lugar do país com apoio de reabastecimento aéreo. Um exemplo poderia ser ajudar um pelotão de fronteiras ameaçado por guerrilheiros. Até o preparo dos pára-quedistas, outra aeronave seria preparada para apoio de fogo. A aeronave com perfil de ataque poderia partir na frente para reconhecimento e apoio de fogo imediato. O tempo de reação seria bem menor se os esquadrões estivessem dispersos no país. Com a grande autonomia e capacidade de ser reabastecida em vôo, a missão poderia ser de apoio a tropas em missões de paz no exterior.

A mesma aeronave poderia ser acionada para socorrer um navio naufragado. Seu radar e FLIR seriam úteis em caso de busca noturna. A autonomia também não seria problema, pois tem opção de ser reabastecido em vôo até que outra aeronave tome seu lugar nas buscas ou acompanhamento dos náufragos. O compartimento de carga permite lançar botes salva-vidas, suprimentos e membros do PARASAR o que não é possível com o P-3AM.

As missões de transporte em apoio as missões de paz seriam as mais freqüentes. Como o local de pouso ou lançamento de cargas poderia estar cercado e com ameaça de armas leves e até mísseis SAM portáteis (MANPADS), sua blindagem e seus sistemas de autodefesa como os flares e aviso de chegada de mísseis (MAWS) poderiam aumentar a capacidade de sobrevivência da aeronave. A capacidade de vôo noturno e a baixa altitude aumentariam a capacidade de sobrevivência ainda mais no caso de um cenário de ameaça média. Estas medidas de defesa estão sendo adicionada em várias aeronaves de carga e helicópteros que realizam missões de paz, pois tem de operar dentro do território controlado pelo inimigo ou com forças adversas. As aeronaves de transporte geralmente não levam sistemas defensivos, pois geralmente só operam na área de retaguarda.

Para que as versões citadas do C-390 sejam viabilizadas o projeto deve incluir a capacidade de receber os módulos citados. As asas já irão ter dois cabides para os casulos de reabastecimentos e deveriam ter pelo menos mais dois cabides. A fuselagem também deveria ser preparada para receber casulos ou preparado para receber sistemas, cargas e sensores. Já está previsto que a aeronave irá ter capacidade de levar paletes de carga que podem ser adaptados para levar aviônicos, rádios e caixas pretas como as versões especializadas do C-130. O trabalho de adaptação seria ainda mais fácil se os sensores, defensivos e cargas fossem levados em cabides adicionais nas asas e fuselagem maximizando a modularidade.

As versões especializadas do C-390 podem não resultar em grandes encomendas, mas a flexibilidade pode resultar em garantir alguns contratos. Uma força aérea irá pensar duas vezes na hora de escolher uma aeronave que só é usada para transporte e outra que pode realizar várias outras missões. A EMBRAER já pensou nisso com a capacidade REVO permanente dos seus C-390.




fonte: sistemadearmas.uol


#58 transvasp

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Posted 23 de November de 2009 - 20:51

Presidente da República Tcheca quer parceria com a Embraer para construir avião-cargueiro

Viviane Vaz

O Brasil deve ganhar mais um parceiro de peso para cooperar em matéria de aviação. O presidente da República Tcheca, Václav Klaus, chega a Brasília amanhã e se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estabelecer uma cooperação mais próxima entre a empresa brasileira Embraer e a tcheca Aero Vodochody. “Estamos muito interessados em fazer uma parceria com a Embraer para desenvolver o cargueiro KC-390 (que substituirá o Hércules, usado pelas Forças Armadas brasileiras)”, afirmou o embaixador da República Tcheca no Brasil, Ivan Jancárek, em coletiva de imprensa.

O embaixador reconhece que o cargueiro é “uma noiva extremamente disputada”. “Ainda está em fase de desenvolvimento, e esse é o momento de estabelecer as parcerias”, diz Jancárek. O diplomata ressalta que a Aero Vodochody já coopera com a Embraer na produção dos jatos E-190, e que a empresa tcheca exporta aviões para quase 150 países no mundo. “Outra empresa AÉREA que começou a fornecer para empresas regionais no Brasil é a Let Kunovice, que vendeu mais várias unidades do L410, com capacidade para 20 passageiros”, conta. As principais exportações ao Brasil, porém, estão ligadas ao setor automobilístico, como motores, caixas de transmissão e maquinaria pesada.

A comitiva do presidente será integrada por empresários e pelo ministro do Interior, Martin Pecina. Klaus também pretende propor cooperação na área de etanol. “Para atender as normas da União Europeia, a República Tcheca é obrigada a colocar 5% de etanol na gasolina, hoje, e esse índice deve aumentar para 10% até 2014”, diz o embaixador. Na República Tcheca, existe uma reduzida produção da substância à base de beterraba, cuja a produtividade para o combustível é menor que a da cana de açúcar. “O etanol brasileiro é mais barato”, reconhece Jancárek.

Outra parceria que pode entrar na mesa de negociações diz respeito à melhoria da infraestrutura de transportes de cidades brasileiras, pensando na Copa de 2014. Os tchecos pretendem oferecer o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principalmente para Manaus e Recife. Lula e Klaus devem assinar, também, um acordo comercial entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportação (Apex) e a Tchecainvest.

Parentesco
Em Brasília, o presidente tcheco visitará o Congresso Nacional e o memorial do presidente Juscelino Kubitschek. Um dos bisavós maternos do ex-presidente brasileiro, o carpinteiro Jan Nepomuk Kubícek, foi um dos primeiros imigrantes tchecos a desembarcar no Brasil, em 1823. Hoje, cerca de 500 mil tchecos e descendentes vivem no país. “Para a República Tcheca, o Brasil é o parceiro mais importante da América Latina”, afirma o embaixador. O presidente tcheco segue na quarta-feira para São Paulo, onde se reúne com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab. Klaus termina a viagem na quinta-feira, em Recife, onde se encontra com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Fonte: NOTIMP - Via: Plano Brasil

#59 jambock

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Posted 02 de March de 2010 - 04:46

Meus prezados:
KC-390: Um desafio gigante.
http://www.defesanet...19_15_kc390.htm

Edited by jambock, 02 de March de 2010 - 04:47 .


#60 jambock

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Posted 11 de March de 2010 - 23:25

Meus prezados:

Aeronáutica apresenta maquete em tamanho real do compartimento de carga da aeronave KC-390
A Aeronáutica e a Embraer apresentaram, nesta semana, em São José dos Campos (SP), no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a maquete em tamanho real do compartimento de cargas da aeronave KC-390, de médio porte, que está em fase inicial de desenvolvimento. O “K” do nome significa reabastecedor e o “C” transporte.

O Brasil é o proprietário do projeto, que poderá contar com parceiros de outros países, para a produção de um avião de transporte que, no futuro, apoiará as Forças Armadas e de outras nações interessadas no produto, em missões de transporte de tropa, de carga, de veículos militares, busca e resgate, lançamento de paraquedistas e carga e reabastecimento em vôo, além de operações de ajuda humanitária pelo mundo, como no caso do Haiti e do Chile.

Participaram da apresentação o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, e o presidente da Embraer, Frederico Curado, além de representantes do Alto Comando da FAB e militares e engenheiros envolvidos diretamente no projeto.

O contrato para o desenvolvimento do cargueiro, e produção de dois protótipos, foi assinado há dez meses e o projeto está na primeira etapa de desenvolvimento, quando são realizados os estudos preliminares. Nesse período, diversos ensaios ocorreram e outros estão previstos, inclusive com o uso da maquete em tamanho real.

Segundo a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela gerência executiva do Projeto KC-390, está previsto o primeiro vôo do protótipo em 2014. Ainda, a comissão ressalta que o projeto demarca um momento histórico para a Aeronáutica, Embraer e o País.

De acordo com o presidente da Embraer, o projeto traz à empresa “um enorme desafio”, que a levará a um patamar diferenciado no mercado de defesa. O KC-390 é quase 50% maior em peso do que o maior avião fabricado hoje pela empresa, o Embraer 190, que já opera na FAB em missões de transporte.



Fonte: CECOMSAER 11/03/2010 - 15h08