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Sérios déficits no acompanhamento da saúde mental dos pilotos alemães


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#1 jambock

jambock
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Posted 06 de April de 2015 - 19:45

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Lufthansa não informou sobre transtornos de copiloto

Berlim, 5 abr (EFE).- A companhia aérea alemã Lufthansa não informou às autoridades de tráfego aéreo sobre os transtornos psíquicos de Andreas Lubitz, o copiloto que supostamente provocou de forma deliberada a queda do Airbus de Germanwings com 150 pessoas a bordo.
A informação é do jornal "Die Welt", que se baseia em fontes do Departamento de Tráfego Aéreo (LBA) e nas atas médicas do copiloto, que em 2009 retomou sua formação na escola da Lufthansa após aparentemente ter superado uma depressão grave.
"Não é certo que o LBA estivesse informado da situação médica do caso L.", declarou ao jornal uma fonte desse organismo.
De acordo com essa versão, o LBA teve acesso às atas médicas do Aeromedical Center da Lufthansa somente em 27 de março, três dias depois da tragédia do voo 4U 9525 que tinha partido de Barcelona com destino a Düsseldorf.
O jornal lembra que a Lufthansa, companhia aérea matriz da Germanwings, estava obrigada a comunicar casos graves, como uma depressão, em razão de uma legislação vigente desde 2013.
A companhia aérea respondeu a estas revelações em um breve comunicado onde afirmou que se ateve a suas obrigações de informar a esse departamento e evitou entrar em detalhes sobre o caso de Lubitz por estar sujeita às investigações da procuradoria.
Desde 2009, momento em que retomou sua formação como piloto após um tratamento de vários meses contra a depressão, Lubitz passou por seis revisões, nas quais se certificou que estava apto para pilotar.
Por sua parte, o jornal "Bild" informa hoje que a maioria dos pilotos que sofre depressão oculta esse fato, fazendo referência a um relatório do diretor do departamento médico da Organização Civil Internacional da Aviação (ICAO, na sigla em inglês), Anthony Evans.
Esse estudo, de novembro de 2013, reflete a existência de sérios déficits no acompanhamento da saúde mental dos pilotos.
Aproximadamente 60% dos pilotos que sofre algum tipo de depressão decide voar sem comunicar a situação, segundo concluiu o estudo, baseado em 1.200 casos de profissionais do setor com esse diagnóstico.
Além disso, 15% deles decide tratar-se em segredo, com remédios que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declara a seu empregador que realiza esses tratamentos.
A procuradoria de Düsseldorf, que investiga o caso, revelou que Lubitz tinha recebido, antes de obter sua licença como piloto, tratamento por "tendências suicidas".
Ao realizar buscas em suas casas - a sua própria, em Düsseldorf, e a de seus pais, na cidade de Montabaur, no oeste da Alemanha -, se descobriu que estava em tratamento e que tinha uma licença médica para o dia da catástrofe, que ocultou da Germanwings.
Segundo a investigação em curso, Lubitz tinha estado buscando na internet métodos para suicidar-se até a véspera da tragédia, que supostamente provocou de forma deliberada após ficar sozinho na cabine de voo, aproveitando uma ausência do capitão e impedir depois que este voltasse a entrar bloqueando a porta.
Após ficar sozinho, Lubitz acionou o piloto automático para iniciar o descenso e posteriormente o modificou a fim de aumentar a velocidade até cair.
O "Bild" revela, além disso, que o copiloto tinha se registrado para fazer suas buscas na internet com o nome de usuário "Skydevil" ("Demônio do céu").
Fonte:  EFE via CECOMSAER 6 ABR 2015
Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas

A maioria dos pilotos que sofrem de depressão oculta a doença das companhias e das autoridades aéreas, segundo um estudo divulgado hoje (5) pelo jornal alemão Bild. O problema veio à tona após a queda do avião da Germanwings, com 150 pessoas a bordo, no último dia 24, na região dos Alpes franceses.
O copiloto da companhia, Andreas Lubitz, que teria deliberadamente derrubado avião, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Dusseldorf (Alemanha), sofria de depressão e, segundo a investigação em curso, fez buscas na internet sobre métodos de suicídio na véspera da viagem.
Segundo o estudo divulgado pelo Bild, o caso de Andreas Lubitz não é único entre os pilotos, que procuram esconder os problemas de saúde dos seus superiores. A análise, do diretor do Departamento de Medicina da Organização Civil Internacional da Aviação, Anthony Evans, datada de novembro de 2013, revela a existência de déficits graves no acompanhamento dos pilotos em matéria de saúde mental.
De acordo com o estudo, cerca de 60% dos pilotos que sofrem algum tipo de depressão decidem continuar a voar sem comunicar aos empregadores. Com base na análise de 1.200 casos de pilotos com depressão, o trabalho de Evans revela que cerca de 15% dos profissionais optam por tratar-se em segredo com medicamentos que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declaram ao empregador que está fazendo tratamento.
O estudo resulta da observação de casos entre 1997 e 2001, informa o Bild, que destaca ainda a enorme pressão a que são submetidos os pilotos e o fato de um diagnóstico de depressão implicar seu afastamento do serviço.
A investigação alemã sobre queda do avião da Germanwings revelou que Lubitz fez, há alguns anos, antes de receber a licença de piloto, tratamento psicoterapêutico por ter tendências suicidas.
Nas buscas à casa do copiloto e dos pais foi descoberto que Andreas Lubitz estava em tratamento e que tinha um atestado médico para o dia da catástrofe, que não tinha comunicado à companhia.
fonte: Portal EXAME.COM via CECOMSAER 6 ABR 2015

Autoridade de supervisão alemã não sabia de depressão de copiloto
LBA desconhecia problema do copiloto Andreas Lubitz. Segundo investigação, ele jogou avião nos alpes, matando 150 pessoas.

Autoridade alemã de Supervisão do Transporte Aéreo (LBA), que emite os brevês de voo aos pilotos, declarou neste domingo (5) que não havia sido informada sobre a depressão do copiloto Andreas Lubitz, suspeito de ter causado o acidente com o Airbus da Germanwings nos Alpes franceses.
Um porta-voz da LBA disse à agência de notícias AFP que a Lufthansa, proprietária da Germanwings, não lhes enviou "nenhuma informação sobre o histórico médico" de Andreas Lubitz.
Os médicos da Lufthansa, que examinaram Lubitz, não alertaram as autoridades sobre a "fase de depressão grave", ressaltou o porta-voz, confirmando informações fornecidas pelo jornal alemão Welt am Sonntag.
A LBA só teve acesso ao dossiê médico de Andreas Lubitz em 27 de março, três dias após o acidente, acrescentou.
De acordo com Welt am Sonntag, Andreas Lubitz foi examinado pelo menos seis vezes por médicos da Lufthansa a partir de 2009.
Foi durante este ano que Andreas Lubitz informou a escola de pilotagem da empresa, quando ele retomou a sua formação após uma longa ausência médica, ter passado por uma "depressão grave", reconheceu a companhia aérea na semana passada.
Um único exame psicológico foi realizado em 2009, e nenhum outro depois, afirma o jornal.
A Lufthansa não quis comentar essas informações, em razão da investigação em curso sobre as circunstâncias do acidente.
A Promotoria de Düsseldorf havia dito na semana passada que Lubitz "fez tratamento psicoterápico para tendências suicidas alguns anos" antes de obter sua licença de piloto.
Fonte: Agencia France Press via CECOMSAER 6 ABR 2015



#2 jambock

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Posted 23 de May de 2015 - 18:33

Meus prezados

Lufthansa cogita submeter pilotos a testes médicos de surpresa
Ação permitiria detectar se eles tomam antidepressivos de maneira regular. Medida ocorre após queda de avião da Germanwings nos Alpes franceses.

Da France Presse

A Lufthansa, empresa matriz da companhia aérea de baixo custo Germanwings, estuda a possibilidade de realizar exames médicos de surpresa com seus pilotos, após a tragédia dos Alpes franceses, o que permitiria detectar se os profissionais tomam antidepressivos de maneira regular.

"Uma possibilidade para identificar o consumo deste tipo de medicamento e ser alertados sobre eventuais fragilidades psicológicas dos pilotos poderiam ser os exames de controle improvisados para os pilotos", informa, em estilo indireto, o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), com base em uma entrevista com o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr.

Este tipo de exame seria comparável, ao menos pelo caráter surpresa, aos controles antidoping com atletas de alto nível, afirma o jornal, que faz questão de ressaltar que Spohr não utilizou a analogia.

O presidente da Lufthansa também defendeu uma "análise atenta" sobre em que condições "excepcionais" seria possível flexibilizar o sigilo médico, segundo o FAZ.

Um avião da Germanwings que viajava de Barcelona a Dusseldorf caiu nos Alpes franceses no fim de março e matou as 150 pessoas a bordo, incluindo 72 alemães e 47 espanhóis.

Para os investigadores, o copiloto da aeronave provocou a catástrofe de maneira deliberada. Ele estava em tratamento contra a depressão e havia escondido sistematicamente seu estado de saúde da empresa.

"Ao contrário de outros incidentes aéreos, não é possível tirar conclusões claras em termos de segurança a bordo do drama da Germanwings", disse Spohr na entrevista.

"As marcas Germanwings e Lufthansa superaram bem este teste e a confiança dos passageiros, inclusive, aumentou", disse.

Spohr espera que a filial Germanwings registre lucro este ano.

Fonte: France Presse via CECOMSAER 23 mai 2015



#3 jambock

jambock
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Posted 15 de March de 2016 - 16:19

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Em sequencia a http://forum.contato...4u9525-bcn-dus/

Médico havia sugerido a internação do copiloto da Germanwings
Comissão de investigação da catástrofe conclui que médicos não alertaram sobre desequilíbrio do jovem
Como é possível que um paciente com tendências suicidas fique no comando de um avião de passageiros em pleno voo e que, além disso, seja deixado sozinho na cabine, bloqueando o acesso do outro piloto? Foi o que aconteceu às 10h30 em 24 de março do ano passado, quando o copiloto Andreas Lubitz colocou o Airbus A-320, da Germanwings, em rota de colisão sobre os Alpes no voo Barcelona-Dusseldorf, com 150 pessoas a bordo. O que a aviação mundial — fabricantes, companhias aéreas, médicos — deve fazer para que algo semelhante não volte a ocorrer?

Para responder a essa pergunta, o Escritório de Investigação e Análise para a Segurança da Aviação Civil da França (BEA, na sigla em francês) recomendou neste domingo, em seu relatório final sobre o desastre, exames periódicos para verificar se os pilotos não têm problemas psicológicos ou psiquiátricos.

O relatório, divulgado quase um ano depois da tragédia ocorrida nos alpes da comuna de Prads-Haute-Bléone, destaca claramente que deve ser feita "uma análise regular sobre a incapacidade de voar e, particularmente, sobre os problemas psicológicos e psiquiátricos" dos pilotos.

O documento confirma que o Airbus da Germanwings, subsidiária da companhia aérea alemã Lufthansa, caiu devido a uma ação deliberada de Lubitz, o copiloto de 27 anos.
Lubitz sofria de desequilíbrios psicológicos há vários anos e já havia passado por pelo menos 41 consultas médicas relacionadas a esse problema. Antes de obter sua licença de piloto, havia sido tratado "por tendências suicidas", como observaram os investigadores. Os primeiros alertas no mundo da aeronáutica surgiram durante seu treinamento como piloto. Entre novembro de 2008 e agosto de 2009, teve de interromper seu treinamento "por razões médicas".
Em abril de 2009, seu atestado médico não foi renovado "devido a uma depressão e à medicação ingerida para tratá-la", como revelado pela comissão francesa de investigação, em maio de 2015. Em julho de 2009, o atestado foi concedido, mas com o seguinte aviso anexado: "Observem as condições/restrições especiais da licença" para voar. Em sua licença de piloto, foi incluída a restrição "SIC incl ... PPL", que significa: exames médicos específicos periódicos; entre em contato com a autoridade emissora da licença".
Agora, o relatório final afirma que, desde dezembro de 2014, Lubitz sofria de "um episódio depressivo psicótico" e que, apesar dos vários tratamentos médicos, ninguém relatou a situação preocupante do piloto, nem às as autoridades aeronáuticas nem à companhia aérea.

Duas semanas antes da catástrofe, um médico chegou a recomendar que Lubitz fosse internado em uma clínica psiquiátrica.
Os médicos têm se justificado em todos os momentos com a necessidade do sigilo profissional, mas os investigadores argumentam que deve haver um equilíbrio entre privacidade e segurança aérea. Agora, os investigadores recomendam que esse sigilo profissional seja quebrado em casos graves de desequilíbrio psicológico dos pilotos, mas exige "regras claras" para determinar o comportamento dos médicos nesses casos.

Especialistas dizem que "é preciso definir as condições para monitorar os pilotos com um histórico de problemas psicológicos".
Algumas semanas após o acidente, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) já havia recomendado reforçar o controle psicológico dos pilotos, aperfeiçoar o treinamento dos médicos encarregados da tarefa e criar um banco de dados internacional sobre o estado desses profissionais.

A agência também pediu que, em qualquer caso, sempre houvesse duas pessoas dentro da cabine das aeronaves. A maioria dessas recomendações ainda não foi adotada por muitas empresas.
Fonte: Carlos Yárnoz  para JORNAL EL PAÍS (Espanha) via CECOMSAER 15 MAR 2016