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Graduação em Pilotagem o que vocês acham?


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41 replies to this topic

#21 fil

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Posted 21 de April de 2015 - 03:43

O problema de hj não são as instituições, e sim os alunos. Os cursos hj são montados no perfil do aluno, aquele que injeta o "tutu". Se o aluno quer estudar os cursos serão mais puxados, mas se ele só pensa em voar pq é a parte mais bacana de acordo com ele, pq fazer um curso bacana e exigir dele??

 

Esse assunto de faculdade de CA é mais polêmico do que mamilos!!

Abs


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#22 GLK

GLK
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Posted 21 de April de 2015 - 10:00

Na boa, tecnólogo não faça, C.A., se for jovem e puder fazer junto com outra faculdade, faça, se não puder, busque uma outra área de afinidade.



#23 pilotoKAL

pilotoKAL
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Posted 21 de April de 2015 - 12:35

Vou dar meus 2 centavos sobre o assunto, não tenho ideia se existe graduação em pilotagem, pilotagem (o termo meio estranho) e um skill que se adquire com experiência e tempo, ou seja, não existe como replicar, duplicar ou mesmo simular todas as variáveis de um ambiente de voo real, infelizmente ou felizmente , para pilotar avião experiencia faz uma enorme diferença, isto posto vamos a faculdade especificamente, ao meu ver qualquer tipo de informação ou  conhecimento e excelente, seja para desenvolvimento profissional e ou pessoal, uma faculdade bem feita desenvolve alem de um profissional com excelentes conhecimentos técnicos , pessoas muito mais maduras e com uma visão maior de mundo. Discordo que e melhor um doutor em psicologia ou um mesmo um formando em C.A. tem melhor qualificação para elaborar e aplicar um programa de CRM por exemplo, em aviação não adianta um excelente teorico elaborar um excelente conteúdo porem sem a minima ligação e contato com a realidade de quem se procura atingir, um bom psicologo e um excelente suporte para elaboração de conteúdo isto sim sem a menor duvida. Su puder e tiver dinheiro e tempo , a opção de uma faculdade em qualquer area deve ser feita, isto ira te ajudar a conseguir um emprego no futuro? Talvez , porem sem experiência no tipo e horas nele esquece, no Brasil sem uma boa preparação para um processo seletivo especifico esquece também. Hoje C.A. e critério de desempate e não um qualificador. Quanto a qualidade dos cursos creio que o nível dos formandos de forma geral pode falar por si mesmo, criamos um grupo enorme  de profissionais(na minha area) medíocres e sem o mínimo, repito, mínimo conhecimento do que irão aplicar no mundo real, hoje a aviação brasileira esta se distanciando rápido, muito rápido de qualquer coisa que possamos chamar de avançado e ou civilizado, estamos muito mais próximos dos países menos preparados nesta area, gerando portanto profissionais da mesma forma. Faço uma pergunta a todos, se amanha voce sofresse um infarto iria ser operado por um psicólogo ou por um profissional medico com experiência no assunto? Aviação e terra de ninguém onde todo mundo palpita sobre tudo, tem PP discutindo fadiga em voo de longo curso, aluno discutindo SOP e doutrina de voo, leigo escrevendo BLOG e vamos ai seguindo este samba do criolo doido. 


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#24 AGPILOT

AGPILOT
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Posted 21 de April de 2015 - 13:46

Perfeito.

#25 Nimbus

Nimbus
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Posted 21 de April de 2015 - 14:26

Faço uma pergunta a todos, se amanha voce sofresse um infarto iria ser operado por um psicólogo ou por um profissional medico com experiência no assunto? Aviação e terra de ninguém onde todo mundo palpita sobre tudo, tem PP discutindo fadiga em voo de longo curso, aluno discutindo SOP e doutrina de voo, leigo escrevendo BLOG e vamos ai seguindo este samba do criolo doido. 

pilotoKAL, se me permite, faço uma resposta em forma de pergunta:

Aonde estão os comandantes de longo curso/doméstico/regional para trazer o debate entre profissionais sobre fadiga? Quem dos profissionais da 121 hoje é referencia em textos, seja em blog, revistas ou palestras sobre fadiga?

Quantos do mesmo universo de comandantes de longo curso/doméstico/regional para falar sobre SOP e doutrina de voo e o impacto disto na segurança?

Quais são os blogs mantidos por comandantes de longo curso/doméstico/regional que conseguem conversar com o leigo a fim de servir como uma ferramenta agregadora de conhecimento?

 

entendo e admiro as suas colocações, mas sua colocação final me soa um tanto quanto vazia. Faz-se a crítica mas não tem (ou não existe) nenhuma solução de curto prazo para os problemas apresentados. Como poderíamos continuar a difundir o conhecimento sobre aviação se, alguns comandantes de longo curso/doméstico/regional e até mesmo de fabricantes vão tratar com escarnio aqueles que fazem as perguntas, seguido de sua trupe?

 

Talvez o problema não seja bem qual o background de quem fala, mas sim quem pode difundir conhecimento. Hoje no Brasil eu vejo um vácuo gigante nessa parte.

 

Bons voos


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#26 Secfacelac

Secfacelac
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Posted 21 de April de 2015 - 16:13

Vou dar meus 2 centavos sobre o assunto, não tenho ideia se existe graduação em pilotagem, pilotagem (o termo meio estranho) e um skill que se adquire com experiência e tempo, ou seja, não existe como replicar, duplicar ou mesmo simular todas as variáveis de um ambiente de voo real, infelizmente ou felizmente , para pilotar avião experiencia faz uma enorme diferença, isto posto vamos a faculdade especificamente, ao meu ver qualquer tipo de informação ou  conhecimento e excelente, seja para desenvolvimento profissional e ou pessoal, uma faculdade bem feita desenvolve alem de um profissional com excelentes conhecimentos técnicos , pessoas muito mais maduras e com uma visão maior de mundo. Discordo que e melhor um doutor em psicologia ou um mesmo um formando em C.A. tem melhor qualificação para elaborar e aplicar um programa de CRM por exemplo, em aviação não adianta um excelente teorico elaborar um excelente conteúdo porem sem a minima ligação e contato com a realidade de quem se procura atingir, um bom psicologo e um excelente suporte para elaboração de conteúdo isto sim sem a menor duvida. Su puder e tiver dinheiro e tempo , a opção de uma faculdade em qualquer area deve ser feita, isto ira te ajudar a conseguir um emprego no futuro? Talvez , porem sem experiência no tipo e horas nele esquece, no Brasil sem uma boa preparação para um processo seletivo especifico esquece também. Hoje C.A. e critério de desempate e não um qualificador. Quanto a qualidade dos cursos creio que o nível dos formandos de forma geral pode falar por si mesmo, criamos um grupo enorme  de profissionais(na minha area) medíocres e sem o mínimo, repito, mínimo conhecimento do que irão aplicar no mundo real, hoje a aviação brasileira esta se distanciando rápido, muito rápido de qualquer coisa que possamos chamar de avançado e ou civilizado, estamos muito mais próximos dos países menos preparados nesta area, gerando portanto profissionais da mesma forma. Faço uma pergunta a todos, se amanha voce sofresse um infarto iria ser operado por um psicólogo ou por um profissional medico com experiência no assunto? Aviação e terra de ninguém onde todo mundo palpita sobre tudo, tem PP discutindo fadiga em voo de longo curso, aluno discutindo SOP e doutrina de voo, leigo escrevendo BLOG e vamos ai seguindo este samba do criolo doido.

Cmt, concordo com quase todas as suas colocações, e aproveitando que entrou na discussão, qual o seu ponto de vista em relação aos acidentes recentes com a Asiana? Sem querer perder o foco. Realmente acho que nosso nível aqui desde a formação é bem aquem do desejável e a curto prazo não temos perspectivas de melhoras. Somado a isso, temos péssima infra estrutura, controle de tráfego aéreo deficiente, e mesmo assim vamos "tocando".
Fico intrigado pois supostamente na Coréia do Sul o nível de conhecimento deve ser altíssimo, o treinamento rigoroso, as empresas sérias, com cash, mas "shit happens"....
Abc

#27 pilotoKAL

pilotoKAL
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Posted 21 de April de 2015 - 16:29

Caro Nimbus sem querer fugir muito do tópico e questão vou tentar ir um pouco mais fundo então no meu ponto de vista, incialmente fazer escárnio ou desrespeitar alguém e questão de educação básica e não tem haver com cargo ou posição ocupada por ninguém, e obrigação de que detém algum tipo de conhecimento ter a humildade de transmitir este conhecimento a quem quer que seja, leigo ou não leigo, admirador, entusiasta e etc.. Aviacao se aprende com outros aviadores mais antigos  e mais novos, observando  um pouco de cada um com que a gente se cruza pelas aerovia da vida, extraindo o que e bom e dispensando o que voce ve de ruim,assim  se faz um comandante no real significado do termo.E um experiência única voce mal conhecer a pessoa, sentar para voar e acontecer uma emergencia e assim sendo ter que trabalhar em equipe, sinergicamente , sem nunca ter visto seu parceiro de voo, olhe que universo interessante não?Os profissionais estão nos seminários gratuitos, nas boas escolas, nos blogs de aviação disponíveis e com conteúdo realmente util , não para quem escreve mas para quem le..Os profissionais que voce citou estão espalhados pelas associações de classe, pela ABRAPAC,SNA e etc..Quantos destes futuros pilotos estão dispostos a sair da frente da telinha do computador e passar um dia aprendendo algo novo? Quantos estão dispostos a gastar um $ a mais para poder se profissionalizar e entender algo com quem realmente entende? Esta ai, do ladinho e muita vezes de gratis. Existem cursos on line OTIMOS (desculpem as maiúsculas), a embry tem material on line farto e gratis, o FAA também, e o mesmo gasto de energia , gasta a mesma luz e o mesmo dedo que a gente utiliza aqui.Quantos entusiastas estão com vontade de perder parte do dia indo aprender algo fora do universo virtual? Meu caro Ninbus anualmente um grupo de foristas aqui do C.R. , junto com um grupo de pessoas apaixonadas , organiza um seminário gratis, talvez esteja ai uma das suas respostas, este pessoal qualificado esta la, e tudo PHD em hora sem dormir dentro de cabine, e Mestre em fadiga e escala apertada, Doutor em gerenciar risco , gerenciando um ATC as vezes limitado, uma infra muito precária e por ai vai, e facinho, e so aparecer por la, voce viu minha assinatura ai embaixo? e um evento gratis, foi aberto a todos do C.R. repito todos, aqui do ladinho mesmo,so aparece por la quem se interessar em ouvir algo com qualidade e responsabilidade..

Vou pegar o gancho e responder sobre o Asiana também, so um reparo aqui não sou comandante, não e nome nem titulo de nobreza , e apenas a função que desempenho  quando trabalho, ou seja , dentro de um avião(este e meu trabalho, o que paga as minhas contas), não carrego isto para fora do cockpit, portanto somos iguais aqui, desde o master de 380 ate o leigo entusiasta, se assim não for perde a graça. Não da para comentar acidentes que não possuem R.F. como o ultimo deste operador, o que posso te dizer , e que cultura e características profissionais , tanto na formação básica , quanto da aplicação de treinamento especifico podem ser grandes potencializadores  de um evento, não estou colocando bias cultural , mas sim colocando a tese que alguns ingredientes num caldeirão resultam em sopa azeda as vezes. Na Coreia (falo apenas do que conheço) a infraestrutura dos aeroportos que eu opero e excelente, não e boa, e excelente , o ATC também e bastante bom, não tao fluido como nos USA, mas se usa ingles em todas as operacaoes , se usa RNAV( não para passear com RNAV engatado) , na maior parte com proas diretas e vetores curtos e etc.. O treinamento que tenho a disposição e excelente (5 simuladores por ano , todos ministrados por instrutores do fabricante), torno a dizer o que havíamos discutido, aviação e conhecimento x experiência , este binômio resulta numa operação com riscos mais reduzidos, que tal pensarmos que muitos acidentes atualmente  acontecem em aproximacoes não ILS, efetuadas muitas vezes na mao ( termo genérico) em aviões e com aviadores extremamente bons de conhecimento teórico e voo automático...Aviador para apertar botão e fácil de fazer, decora e aperta LNAV/VNAV e assim a coisa vai, esta na hora da industria repensar se este aviador baratinho, com pouca experiência adquirida e master na arte de seguir a linha magenta e um bem ou um fator de risco adicional..Acho que esta discussão ira permear o futuro da industria num futuro muito proximo, automacao e bom, mas e como remédio , demais faz um mal danado.


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#28 Gustavo C.

Gustavo C.
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Posted 22 de April de 2015 - 10:01

Olá pessoal, bom dia.

Deixarei minhas contribuições ao fórum, do ponto de vista que defendo. Me desculpem se após a postagem eu demorar para retornar alguma dúvida ou conversa. Tenho me dedicado a alguns assuntos relacionados ao Projeto Aviador que me requer dedicar boa parte do dia realizando ou coordenando algumas atividades.

 

Educação cientifica na formação

Possuindo formação de nível médio ou superior: na pilotagem, somos todos técnicos.
 

Um médico quando recém-formado, não esta habilitado a operar (fazer cirurgias, no caso deles). Ele ainda precisa se habilitar em cirurgias.

Ele, no entanto possuirá os conhecimentos teóricos fundamentais da técnica de cirurgia (nós, da técnica de pilotagem, não é verdade?).

Tudo aquilo que exige manuseio de algo é “técnica”. Todas essas “operações” (de pilotagem), sejam elas médicas ou aeronáuticas, de computação ou de construção, qualquer uma... se exigir manipulação adequada de uma ferramenta pelo homem, são técnicas. Nós não podemos separar a técnica de nossas atividades. Mas também não podemos defender o “tecnicismo”.

 

O tecnicismo é um dos desvios do profissionalismo, deve ser combatido, pois ele afasta os profissionais de conhecer plenamente a realidade; e de participar efetivamente dos rumos e projetos de sua profissão (já assistiram "Mundos modernos"?).
 

Nós do Grupo de Pesquisa, defendemos a necessidade de mudança do modelo de formação dos “aviadores” atualmente em vigor (ainda lembrando que o titulo de “aviador” é informal na aviação civil).
 

Nosso principio diz que “O equipamento mais importante na prevenção de acidentes aeronáuticos é o equipamento humano”. Simplesmente, em qualquer sistema sócio-tecnico. Basta lembras do Modelo SHELL, não é verdade?
 

Será que não estamos investindo no que mais tecnológico há para formar equipamentos mecânicos e eletrônicos e estamos esquecendo de nós mesmo? O Humano, o mais frágil elemento dos sistemas, mas também o mais importante e flexível?

 

Acredito que o avanço da tecnologia de formação ou educação aeronáutica vem sendo a educação cientifica. É a mais moderna linha de ensino que surgiu.

Mas, por que não utilizar o curso de Ciências Aeronáuticas como instrumento para aplicar a base do conhecimento aviatório, antes de liberar pessoal para prestação de serviços públicos?
 

Todavia, concordo que precisamos estudar mais sobre esses cursos, pois há uma certa desorganização e falta de harmonia entre ofertas ao redor do Brasil e no Mundo.
 

Importante conhecer que erro na tomada de decisão cumulam em julgamento de equivocado de pilotagem. Ao dotar um individuo com um conhecimento cientifico e detalhado de seu ambiente operacional, ainda mais se conseguirmos controlar a base curricular e metodológica de tais cursos, teríamos formalmente metódicos tomadores de decisões, nunca, no entanto, afastados da daquilo que “habilita a ação”: a habilitação. A maior parte dos acidentes são atribuídos a erro de julgamento.
 

É claro, importante dizer, que para “usar” a ciência, não é necessário ter necessariamente formação cientifica. Alguns por vocação própria efetuam estudos, buscam utilizar ou praticar no dia-dia aquilo que previamente conheceu ser comprovadamente daquela forma (de fazer, de construir, de manipular, etc).

Porém, quando uma atividade requer uso formal de uma suíte de conhecimentos, muitas vezes limitada aos leigos, exige-se uma formação formal como um filtro garantidor, para nela atuar. Pois, nem todo mundo ingressa numa atividade, como a aviação, com a linha de fazer valer o que estudos que as vezes levaram mais de 100, 1000 anos para se consolidar diz ser. Ou mesmo com a intenção de contribuir para tornar a atividade melhor (os oportunistas? os ignorantes?).
 

Acredito que estamos em constante evolução. Foi-se um tempo, em que nem licença era preciso para ser médico. Para ser qualquer coisa, inclusive aviador. E quando era imposto disciplinas ou horas prativas, dava-se a mesma discussão que estamos tendo aqui. Mas, agora que já mudou, que bom que é assim, não é verdade?

Esse é o meu ponto de vista sobre a transformação do modelo que ainda está vigente.

Precisamos pensar em "profissão" como um elemento externo a nós mesmo ("fazer pela profissão").

Acredito que sobreviveríamos melhor ao futuro se nos alinharmos com os médicos, enfermeiros, museólogos, psicólogos, advogados em capacidade de participação nos assuntos e na proteção dos valores da profissão. 

Até mais!

Abraço e desculpem a falta de tempo.



#29 pilotoKAL

pilotoKAL
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Posted 22 de April de 2015 - 11:50

Caro Gustavo  a discussão sempre e interessante e própria independente de juízo de valores, vamos por partes então, pilotar e algo puramente técnico, e o ato de transformar seu pensamento e ações no resultado mecânico, ou seja, pensei em subir o avião sobe , pensei em descer dou um comando(atraves de manche, sidestick , FMGS, ou através de um input eletrônico no FMS), ate ai meu caro faculdade nenhuma ira te dar a formação básica para faze-lo, e um ato que se aprende (parte teórica) num ground school muito especifico e complementando com a parte técnic(ou seja sentadinho no assento de verdade), e muito delicado comparar nossa classe profissional com outros segmentos porque temos condições especificas de trabalho, alias , únicas, em aviação , diferente das areas que voce citou aviação se trabalha com uma coisa chamada interações rápidas, ou seja, na sala de cirurgia o medico trabalha junto com a mesma equipe(ou pelo menos parcialmente ) por vários anos, estabelecendo assim uma interacao entre todos, em nosso caso, por muitas vezes isto não existe, se conhece, se cumprimenta e vamos agir juntos. Outro fator de extrema diferença, trabalhamos  muitas vezes com varias interações de culturas, hábitos e nível de entendimento diferentes isto sem contar  idiomas diferentes), imagine uma tripulação de brasileiro, russo, chines, comissarios tailandeses e árabes operando no Nepal por exemplo, o diferença enorme não? Mais um reparo voce não usa ciencia para pilotar , muito menos para decidir , usa sim treinamento, conhecimento e experiência adquirida e ai o pepino entorta, nosso trabalho( não sei aonde voce voa, se 121, 135 ou etc..) necessita de experiência adquirida para poder se decidir com qualidade, e que qualidade e esta e integridade de casco, volto a frisar, novamente , decisão boa e aquela onde se pousa e o avio pode decolar novamente apos o evento. Simples assim...Melhorar a grade curricular de um curso de C.A. e extremamente valido, eu mesmo hoje estou concluindo C.A. e vi matérias muito fora da casinha(para ser delicado no mínimo) , e realinhar estes conceitos para algo mais proximo da realidade, procurar direcionar e estimular o aluno/piloto com exercícios e assuntos que irão direto a atividade fim do mesmo irão ajudar em muito. Mais uma sugestão, ou melhor curiosidade, seu projeto me parece muito mais um apupo acadêmico que algo com substancia realmente profissional e embalsado em vivencia, mas posso estar ficando velho demais para estas mudanças ...



#30 BrazPilot

BrazPilot
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Posted 22 de April de 2015 - 14:49

Discussão interessante. Aqui nos EUA esse assunto é um bocado polêmico também. Mas para ser breve... Por aqui, as companhias aéreas dão preferência para contração para quem possue um Bachelor's Degree (BS ou BA) e algumas a exige como pré-requisito (Delta e FedEx). O que é certo é que não importa qual o "major" do curso, mas acredita-se sim que um BS em Aeronautical Science ou Aeronautical Engineering é altamente valorizado pelos "recruiters." Isso é de certa forma óbvio devido à grade curricular estruturada, de 4 anos, dedicada a formar um Aeronauta profissional. Aqui, a grande maioria dos pilotos possuem nível superior e eu diria que uma significante parcela destes são detentores de um BS da Embry-Riddle (meu caso), University of North Dakota (UND Aerospace), Florida Institute of Technology (FIT), Purdue University, além de outras. O problema é o alto custo dessa educação, daí existe a polêmica do "Será que vale a pena?" Não posso falar por outras pessoas, mas para mim valeu a pena sim. Meu objetivo sempre foi me tornar um piloto comercial e fui para escola para atingir este objetivo. Voar não foi uma mudança de carreira para mim. Desta forma, tudo que aprendi nos meus cursos de graduação e pôs-graduação ajudou no desenvolvimento de minha carreira. Desde matérias como "Aviation Physilogy" até "Aircraft Crash Survival Analysis and Design" e "Passenger and Cargo Airline Management". Tópicos que certamente eu não estudaria aprofudadamente num curso superior comum de Administração por exemplo. Também acredito que o fato de possuir um BS em Aero Science me ajudou a ser selecionado para entrevistar aonde trabalho (e muitos dos meus colegas também possuem o mesmo curso superior). O contra argumento é o "o que eu faria em caso de estar desempregado?" Mas, isso também se aplica a qualquer curso e profissão, não é? Eu sempre fui otimista e nunca olhei para trás. Sonhe alto e bola pra frente!

Edited by BrazPilot, 22 de April de 2015 - 14:52 .

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#31 pilotoKAL

pilotoKAL
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Posted 22 de April de 2015 - 15:04

General Requirements

  • At least 23 years of age.
  • Graduate of a four-year degree program from a college or university accredited by a U.S. Dept. of Education recognized accrediting organization.
    • Degrees obtained from a non-U.S. institution must be evaluated for equivalency to U.S. degrees by a member organization of the National Association of Credential Evaluation Services (NACES).
  • Current passport or other travel documents enabling the bearer to freely exit and re-enter the U.S. (multiple reentry status) and be legally eligible to work in the U.S. (possess proper working documents).

FAA Requirements

  • FAA commercial fixed-wing pilot license with an instrument rating.
  • Current FAA First Class Medical Certificate.
  • Meets ALL minimum FAA ATP requirements including successful completion of the ATP written exam.

Flight Time Requirements

  • Minimum of 1,500 hours of total documented flight time.
  • Minimum of 1,000 hours of fixed wing turboprop or turbofan time.

When evaluating the flight time of applicants meeting the basic qualifications, consideration will be given to, among other things, quality, quantity, recency, and verifiability of training; complexity of aircraft flown; types of flight operations; and hours flown as PIC in turbine powered aircraft.

Other Requirements

  • Applicants invited to interview must provide appropriate documentation of all flight hours and college transcripts.
  • FCC Radiotelephone Operator's Permit (RP).
  • DOT required pre-employment drug test.
  • TSA required fingerprint based Criminal History Records Check and a Delta background check.


#32 E195-SDU

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Posted 22 de April de 2015 - 15:49

Cari e195-sdu, permita-me discortar plenamente do seu texto.
 
Vejo o mesmo escrito de forma passional. Acredito que você tenha uma formação superior em C.A., correto?
 
Uma escola 141 não tem, por função, nem vocação, a criação de disciplinas voltadas a SAFETY. Elas precisam formar o conhecimento técnico necessário para o candidato demonstrar aptidão em seus exames escritos e práticos, além de permitir uma fundação sólida para o mesmo avançar em seus estudos (aeronaves a jato). Além disso, qual o supra-sumo de formação de safety de algum formado em C.A. que o credencia de forma melhor que um ASV capacitado pelo CENIPA através de algum operador da aviação?
Quem seria melhor para falar sobre CRM? Um formado em C.A. com um curso, ou um Psicologo com doutorado/mestrado em CRM?
 
Não faça ensino de nível superior apenas pelo diploma. Digo isso para qualquer pessoa. Um bacharelado deve ter o enfoque cientifico de sua graduação. Então eu pergunto: dentro deste universo de bacharéis, quantos artigos e pesquisas vem sendo realizadas apenas no enfoque de safety? Porque adquirir o conhecimento sobre as "ciências aeronáuticas" se o foque é a pilotagem? Para ter uma base mais sólida de CRM? Para uma base mais sólida de desempenho de jato? Para dominar melhor o conhecimento da estrutura de uma pista de pouso?
 
Pilotagem não é uma ciência unica. Ela para mim é um condensador de ciências humanas e exatas em seus mais diferentes ramos de pesquisa. Somos aplicadores, não desenvolvedores.
Claro, existem exceções a regra de pilotagem como aplicação de ciências. É o caso do piloto de testes, aonde a necessidade de uma formação de engenheiro aeronáutico/física/matemática obrigatória. Estes profissionais possuem uma série de responsabilidades muito superiores a de conduzir uma aeronave com segurança. Eles devem avaliar o comportamento da aeronave, preparar o voo teste a fim de obter os dados requeridos pelo teste, analisar o pós voo a fim de prover um feedback aos projetistas para um aperfeiçoamento do equipamento.
 
Tirando quando eu, como piloto de bimotores e monomotores a pistão, levo as aeronaves a oficina e reporto pequenos erros ou incoerências, é o momento que mais me aproximo de um piloto de testes. Mas a aproximação é mínima, e nem me considero tanta coisa.
 
Acredito que a aviação tem muito mais a ganhar com arquitetos, engenheiros, psicólogos como mestres ou doutores em áreas da aviação, aplicando suas pesquisas para a melhora da aviação, do que um mundo inundado de bacharéis em c.a. que não avançaram muito além do que a graduação solicita.
 
bons voos.


Passional, não. Por que achou isso? Não defendo bandeira, defendo minha opinião.
Me surpreende você vir dizer que a 141 deve se limitar a formação técnica. Por isso carecemos de bons profissionais. Olhar retrógrado e simplista do potencial de uma escola de aviação. Mas não se preocupe. Participo de um grupo de estudo, que pretende mudar a maneira pífia em que damos instrução teórica em escolas de aviação.
E sim, sou formado em C.A, pós graduado em SAFETY, indicando especialização em ergonomia e defenderei tese em curso de psicologia experimental muito em breve. Acho que um curso de aviação me ajudou a chegar onde estou. O que não vai me impedir de fazer meu curso superior de psicologia, assim que milhas atuais atividades acadêmicas se encerrem.
CA é um curso formidável, se você estuda. Mas tudo bem. Concordo que a aviação ganha com engenheiros, arquitetos, psicólogos, ...
Só não se esqueça que este profissional é muito mais qualificado quando damos a introdução à operação e quem sabe até este tira suas carteiras.

Abrs,
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#33 Gustavo C.

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Posted 23 de April de 2015 - 17:06

Pois é!  Técnica é a parte de manipulação de objetos e ferramentas. Porém, a aviação é um sistema socio-técnico complexo. Precisa-se de todo um conhecimento organizado e sistêmico para a tomada de decisões e gerenciamento do risco da atividade: a operação, a navegação, o gerenciamento dos recursos, tudo isso passa pelo humano no ambiente operacional antes, durante e depois da pilotagem propriamente dita.

Cada vez mais vamos avançando nesse aspecto. Mas, como disse na resposta anterior, precisamos utilizar o que mais tecnologico há, não apenas em bens materiais, mas na formação de bons "equipamentos humanos" também.

O caso do Projeto Aviador é de um projeto que busca oficializar a profissão de aviador, uma vez que há uma lacuna no Sistema de Aviação. O website atual esta atendendo os objetivos iniciais. As considerações de minha ultima resposta complementam essa.

 

Quanto a lacuna que eu disse existir no Sistema, lanço uma pergunta para reflexão:

 

reflexc3a3o-aviac3a7c3a3o.jpg

 

Aviador: profissional destinado à aviação; e que se ocupa de aviação e que pode pilotar uma aeronave.

 

Estamos buscando oficializar o aviador no sistema de aviação como um todo. Convido-os a conferir a proposta (conheça o projeto clicando aqui).

 

Através de estudos SIPAER estamos trabalhando para uma aviação cada vez mais evoluida. Nós precisamos disso.


 



#34 Aero User

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Posted 13 de July de 2017 - 19:39

Já que o fórum tá morto não vejo problema em ressucitar um tópico "antigo" hehehe..

Acho que o curso tecnólogo de pilotagem não vale muito a pena.Me formei recentemente em um e me vejo detentor de uma graduação que, no momento, não me abre nenhuma porta.Evidente que em uma seleção para alguma empresa o tecnólogo é um diferencial, mas as vezes eu penso que teria sido mais interessante ter cursado adm ou contábeis por um simples motivo pra ter uma carta na manga...


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#35 Landing

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Posted 14 de July de 2017 - 11:34

Pois é!  Técnica é a parte de manipulação de objetos e ferramentas. Porém, a aviação é um sistema socio-técnico complexo. Precisa-se de todo um conhecimento organizado e sistêmico para a tomada de decisões e gerenciamento do risco da atividade: a operação, a navegação, o gerenciamento dos recursos, tudo isso passa pelo humano no ambiente operacional antes, durante e depois da pilotagem propriamente dita.

Cada vez mais vamos avançando nesse aspecto. Mas, como disse na resposta anterior, precisamos utilizar o que mais tecnologico há, não apenas em bens materiais, mas na formação de bons "equipamentos humanos" também.

O caso do Projeto Aviador é de um projeto que busca oficializar a profissão de aviador, uma vez que há uma lacuna no Sistema de Aviação. O website atual esta atendendo os objetivos iniciais. As considerações de minha ultima resposta complementam essa.

 

Quanto a lacuna que eu disse existir no Sistema, lanço uma pergunta para reflexão:

 

 

Aviador: profissional destinado à aviação; e que se ocupa de aviação e que pode pilotar uma aeronave.

 

Estamos buscando oficializar o aviador no sistema de aviação como um todo. Convido-os a conferir a proposta (conheça o projeto clicando aqui).

 

Através de estudos SIPAER estamos trabalhando para uma aviação cada vez mais evoluida. Nós precisamos disso.

"Gezuiz"
Se vc ver um acidente vc vai ficar lá do lado da vitima falando: "ta vendo como o projeto aviador é importante, blablabla..."

nao perde um gancho para se promover!

 

 

Já que o fórum tá morto não vejo problema em ressucitar um tópico "antigo" hehehe..

Acho que o curso tecnólogo de pilotagem não vale muito a pena.Me formei recentemente em um e me vejo detentor de uma graduação que, no momento, não me abre nenhuma porta.Evidente que em uma seleção para alguma empresa o tecnólogo é um diferencial, mas as vezes eu penso que teria sido mais interessante ter cursado adm ou contábeis por um simples motivo pra ter uma carta na manga...

Foi o que eu fiz, tecnologo em uma area de exatas mas não relacionada diretamente com a aviação.

Mas o mercado hj está muito ruim mesmo, então é um momento dificil de julgar o quanto um curso superior na area faz a diferença.

Eu particularmente adoraria ser formado na area, mas infelizmente ainda estamos engatinhando nesse sentido.

O dia que surgir uma faculdade que automaticamente elimine materias baseada na qualificação que eu ja tenho, eu vou começar a dar um pouco de fé nesses cursos, até então passam a imagem de ser apenas caças niqueis! 



#36 Aero User

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Posted 14 de July de 2017 - 16:41

"Gezuiz"
Se vc ver um acidente vc vai ficar lá do lado da vitima falando: "ta vendo como o projeto aviador é importante, blablabla..."

nao perde um gancho para se promover!

 

 

Foi o que eu fiz, tecnologo em uma area de exatas mas não relacionada diretamente com a aviação.

Mas o mercado hj está muito ruim mesmo, então é um momento dificil de julgar o quanto um curso superior na area faz a diferença.

Eu particularmente adoraria ser formado na area, mas infelizmente ainda estamos engatinhando nesse sentido.

O dia que surgir uma faculdade que automaticamente elimine materias baseada na qualificação que eu ja tenho, eu vou começar a dar um pouco de fé nesses cursos, até então passam a imagem de ser apenas caças niqueis! 

 

Acho que o principal problema desses cursos é que eles não abrem nenhuma porta fora da aviação (e em tempos como o que vivemos, a impressão que dá é que na aviação também não).Isso é ruim pq o cara se forma, checa as carteiras e tudo mais e, enquanto não surge nada na aviação, tem que viver de subemprego, uber, sei lá...Já o camarada que fizer o que vc fez pode ir tocando a vida com um emprego melhor do que chapeiro ou lavador de pratos (não que tenha algum problema em trabalhar nessas funções, até pq é o que eu faço hoje).



#37 tom182

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Posted 17 de July de 2017 - 21:05

Estou há 1 semestre para formar, e tenho que concordar em totalidade com os colegas.
Se você tiver $, faça PUC. Se não tiver condições faça qualquer outro curso, e amplie sua área em tempos de baixa, como agora.
Faço Bacharelado em CA a distância. Muito foco em gestão, administração... que vc só vai usar se abrir o seu taxi aéreo, pq ao contrário nenhuma cia irá contratar um CA para gerir uma base, por exemplo, irão contratar um administrador. Matérias básicas, e bem pinceladas, nada aprofundado e técnico. Forma sem saber cálculos básicos de operação para PLA, operações diversas. Mas é um "canudo".


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#38 L_Rosa

L_Rosa
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Posted 17 de July de 2017 - 22:38

Estou há 1 semestre para formar, e tenho que concordar em totalidade com os colegas.
Se você tiver $, faça PUC. Se não tiver condições faça qualquer outro curso, e amplie sua área em tempos de baixa, como agora.
Faço Bacharelado em CA a distância. Muito foco em gestão, administração... que vc só vai usar se abrir o seu taxi aéreo, pq ao contrário nenhuma cia irá contratar um CA para gerir uma base, por exemplo, irão contratar um administrador. Matérias básicas, e bem pinceladas, nada aprofundado e técnico. Forma sem saber cálculos básicos de operação para PLA, operações diversas. Mas é um "canudo".

Assino junto com o Relator.

 

Formei em CA no final do ano passado em uma faculdade do Interior. Algumas matérias são bem pinceladas mesmo e o curso está anos luz atrás da PUC, mas também tivemos matérias muito aprofundadas como CRM e gestão de negócios aeronáuticos, um dos trabalhos mais desafiadores pra mim foi nessa matéria onde tivemos que criar um MIP. Eu aproveitei ao máximo o curso e busquei muito conhecimento fora de sala de aula e inclusive fui assistente de professores. Dizem que quem faz o curso bom é o aluno, eu me apeguei a essa frase e manti fiel a ela durante os 3 anos de curso.

 

pilotoKAL 

Fiquei triste com seu comentário, de que tem PP querendo dar pitaco sobre fadiga (sei que o comentário é antigo) mas sempre leio todos seus comentários são sempre de muito valiosos. Fiz meu TCC (Artigo Científico) sobre "Sistema de gerenciamento de fadiga" e era PP na época. Estudei muito os trabalhos do Paulo Licati e o doc da ICAO sobre FRMS. Lógico que nunca vivi uma situação de fadiga em função de jornada de trabalho, por isso escolhi como orientadora uma ex tripulante que já havia sentido esses efeitos, gostei do resultado do trabalho, obtivemos nota 9 na avaliação final.


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#39 pilotoKAL

pilotoKAL
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Posted 18 de July de 2017 - 09:09

Assino junto com o Relator.

 

Formei em CA no final do ano passado em uma faculdade do Interior. Algumas matérias são bem pinceladas mesmo e o curso está anos luz atrás da PUC, mas também tivemos matérias muito aprofundadas como CRM e gestão de negócios aeronáuticos, um dos trabalhos mais desafiadores pra mim foi nessa matéria onde tivemos que criar um MIP. Eu aproveitei ao máximo o curso e busquei muito conhecimento fora de sala de aula e inclusive fui assistente de professores. Dizem que quem faz o curso bom é o aluno, eu me apeguei a essa frase e manti fiel a ela durante os 3 anos de curso.

 

pilotoKAL 

Fiquei triste com seu comentário, de que tem PP querendo dar pitaco sobre fadiga (sei que o comentário é antigo) mas sempre leio todos seus comentários são sempre de muito valiosos. Fiz meu TCC (Artigo Científico) sobre "Sistema de gerenciamento de fadiga" e era PP na época. Estudei muito os trabalhos do Paulo Licati e o doc da ICAO sobre FRMS. Lógico que nunca vivi uma situação de fadiga em função de jornada de trabalho, por isso escolhi como orientadora uma ex tripulante que já havia sentido esses efeitos, gostei do resultado do trabalho, obtivemos nota 9 na avaliação final.

 

Caro L Rosa, vou tentar contextualizar meu comentário , creio que sua pesquisa em relação a fadiga foi direcionada ao TCC (como você mesmo disse) portanto sem buscar uma aplicação pratica e direcionada a industria, você  buscou, creio eu, fundamentar na teoria seus pontos de vista. acho extremamente importante termos suporte teórico, repito suporte, em relação a fadiga por exemplo, as implicações fisiológicas da mesma devem ser abordadas por um profissional da área da saúde , assim sendo complementando o trabalho do piloto e por ai vamos. Infelizmente avião voa, mesa e powerpoint ainda não, se toda a energia e gasto numa formação em C.A. fosse direcionado a parte de voar(para quem deseja ser piloto) , ao meu ver o tempo e dinheiro seriam melhor despendidos, que tal ao invés de matéria de administração de empresas abordar com profundidade voo IFR e desorientação espacial?Não conheço nenhum caso de laptop entrar em atitude anormal e soltar partes em voo, porem temos um sem numero de casos e  tragédias pelo cidadão estar voando visumentro sem ter a mínima noção do risco daquele tipo de operação. Nos tornamos meu caro o pais do mais ou menos, perdemos muitas de nossas referencias e isto se reflete também no campo da aviação, hoje você faz C.A, entra num aeroclube e sai voando, a titulo de curiosidade , o cidadão que na Europa deseja fazer seu curso de piloto numa escola seria, faz prova de seleção (Matemática e Fisica com 75% de acertos mínimos) , prova de Inglês (nível ICAO), e uma extensa bateria de avaliação psicológica( COMPASS TEST incluído), passou o cara vai voar? NADA disso, 9 meses de formação teórica, prova do EASA (para quem quer piloto nível de ATPL) feitas e aprovado e ai sim vai voar e para acabar ainda tem que fazer formação especifica, sem duvida o mesmo processo aplicado aqui em nossa terra simpática de povo agradável e amável e muito samba e futebol. Voltando ao seu ponto inicial, enquanto pesquisadores pelo mundo afora ( NASA AMES inclusive) , despendem horas e horas de simulador, observação de cenários de voo (reais) , suporte académico com laboratórios de ponta, piloto profissionais com formação teórica invejável(não é meu caso pois sou um simples apertar de botão que so sabe descer e subir),publicam seus estudos para um extenso debate pela comunidade académica , pelas associados e órgãos regulamentares, por aqui , na terra do coco e açaí , temos uma centena de especialistas que nunca, repito , nunca  fizeram nada alem de dar copy paste ou de ler artigos na internet formando um sem numero de jovens e ou profissionais que no futuro serão um reflexo da mediocridade dos mesmos, é todo mundo assim?Claro que não,voce mesmo, que pela dedicação em sua formação parece ser  um ponto fora da curva , ira dividir o mesmo espaço aéreo com um colega que infelizmente esta mais preocupado em agradar o patrão ou quem quer que seja. Desculpe a dureza nas minhas palavras , mas cansa ver jovens vidas serem ceifadas por ganância  e ignorância. 

Bons voos!


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#40 L_Rosa

L_Rosa
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Posted 18 de July de 2017 - 12:46

 

Caro L Rosa, vou tentar contextualizar meu comentário , creio que sua pesquisa em relação a fadiga foi direcionada ao TCC (como você mesmo disse) portanto sem buscar uma aplicação pratica e direcionada a industria, você  buscou, creio eu, fundamentar na teoria seus pontos de vista. acho extremamente importante termos suporte teórico, repito suporte, em relação a fadiga por exemplo, as implicações fisiológicas da mesma devem ser abordadas por um profissional da área da saúde , assim sendo complementando o trabalho do piloto e por ai vamos. Infelizmente avião voa, mesa e powerpoint ainda não, se toda a energia e gasto numa formação em C.A. fosse direcionado a parte de voar(para quem deseja ser piloto) , ao meu ver o tempo e dinheiro seriam melhor despendidos, que tal ao invés de matéria de administração de empresas abordar com profundidade voo IFR e desorientação espacial?Não conheço nenhum caso de laptop entrar em atitude anormal e soltar partes em voo, porem temos um sem numero de casos e  tragédias pelo cidadão estar voando visumentro sem ter a mínima noção do risco daquele tipo de operação. Nos tornamos meu caro o pais do mais ou menos, perdemos muitas de nossas referencias e isto se reflete também no campo da aviação, hoje você faz C.A, entra num aeroclube e sai voando, a titulo de curiosidade , o cidadão que na Europa deseja fazer seu curso de piloto numa escola seria, faz prova de seleção (Matemática e Fisica com 75% de acertos mínimos) , prova de Inglês (nível ICAO), e uma extensa bateria de avaliação psicológica( COMPASS TEST incluído), passou o cara vai voar? NADA disso, 9 meses de formação teórica, prova do EASA (para quem quer piloto nível de ATPL) feitas e aprovado e ai sim vai voar e para acabar ainda tem que fazer formação especifica, sem duvida o mesmo processo aplicado aqui em nossa terra simpática de povo agradável e amável e muito samba e futebol. Voltando ao seu ponto inicial, enquanto pesquisadores pelo mundo afora ( NASA AMES inclusive) , despendem horas e horas de simulador, observação de cenários de voo (reais) , suporte académico com laboratórios de ponta, piloto profissionais com formação teórica invejável(não é meu caso pois sou um simples apertar de botão que so sabe descer e subir),publicam seus estudos para um extenso debate pela comunidade académica , pelas associados e órgãos regulamentares, por aqui , na terra do coco e açaí , temos uma centena de especialistas que nunca, repito , nunca  fizeram nada alem de dar copy paste ou de ler artigos na internet formando um sem numero de jovens e ou profissionais que no futuro serão um reflexo da mediocridade dos mesmos, é todo mundo assim?Claro que não,voce mesmo, que pela dedicação em sua formação parece ser  um ponto fora da curva , ira dividir o mesmo espaço aéreo com um colega que infelizmente esta mais preocupado em agradar o patrão ou quem quer que seja. Desculpe a dureza nas minhas palavras , mas cansa ver jovens vidas serem ceifadas por ganância  e ignorância. 

Bons voos!

Concordo que a formação é deficiente. Você disse que "infelizmente" avião voa eu digo que "Felizmente" avião voa kkkk. Muitos colegas, inclusive eu, no decorrer do curso faziamos nossas horas de voos em escolas ou aeroclubes, eu ainda estou fazendo o IFR só não terminei pois tive que retornar ao meu estado natal, alguns já estão mais avançados e já estão finalizando o INVA. Tivemos um semestre de Medicina Aeroespacial onde Desorientação espacial foi brevemente explanado, como disse um colega anteriormente, algumas materias são "pinceladas" concordo que essa deveria ser muito bem explicada. Sobre o TCC e trabalhos acadêmicos, principalmente na nossa área estamos muito distantes do ideal, por falta de engajamento dos pesquisadores? alguns sim mas não temos uma estrutura eficiente. Quando comecei a escrever o artigo tinha um trabalho brasileiro na área, um só. O do Paulo Licati. Eu mandei email até pra NASA pedindo material, pois eles tinham estudos desde a década de 80 sobre fadiga. Recebi um documento digitado com máquina de escrever kkkk. A ideia é desenvolver o trabalho ainda mais e conseguir ajudar a comunidade aeronáutica de alguma forma. Mas creio que para uma melhora ocorrer seria necessário o engajamento de todos, veja. Alguns colegas tentaram fazer perguntas a pilotos via formulários do google, aqueles questionário que a pessoa perde menos de 5 minutos pra responder de 5 - 10 perguntas. todos desistiram de usar o questionário pois não atingiram o número minimo de "entrevistados". Não tinhmos um aeroporto próximo para irmos até lá tomar um café com os pilotos e fazer as perguntas. Até tinha,mas no JTC nas poucas movimentações diárias os comandantes nem chegam a sair das aeronaves e no pernoite saem do avião para van muito rápido. Pra quem não sente os problemas fisiológicos como você falou, perguntar pra quem sente é a melhor forma de elaborar uma pesquisa, pois não temos (Pelo menos eu não tinha) acesso a outras técnologias.

 

Não se desculpe pelas palavras ditas, venho a esse fórum pra isso, ler opniões de aviadores mais experientes e com mais conhecimento que eu. Eventualmente faço algum comentário mas por ter pouca experiência mais observo do que falo.

 

Tivemos uma plaestra com um comandante da KAL na faculdade, não era você?

 

Abraço e bons voos!!


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