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Aeronáutica amplia quadro de militares temporários


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jambock
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Posted 11 de February de 2016 - 11:22

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Aeronáutica amplia quadro de militares temporários
Mecanismo garante oportunidade de emprego para profissionais qualificados e desonera folha de pagamentos de militares inativos

A Aeronáutica ampliou em 67% as contratações de militares temporários nos últimos cinco anos. Em 2010, foram 4.986. Em 2012, passou para 5.983. Atualmente, são 8.328 militares nos quadros temporários de sargentos e oficiais, com previsão de que esse número aumente ainda mais. Segundo a Força Aérea, a estratégia representa, de um lado, oportunidade de emprego para profissionais qualificados e experientes, e, sob outra perspectiva, desoneração da folha de pagamentos de militares inativos.

"A seleção dos temporários é feita com base em análise de currículo, então, nós atraímos pessoas com experiência para a FAB, damos oportunidade de emprego e, futuramente, ocorrerá a desoneração da folha de pagamento, já que esses profissionais vão para a reserva não remunerada", explica o coronel Lélio Walter Pinheiro da Silva Junior, chefe da 1ª Subchefia do Estado-Maior do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP).

A sargento Jaqueline Pimenta Castro, 34 anos, está servindo no Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Natal (BANT) há um ano e quatro meses, desde que participou do processo seletivo de sargentos temporários em 2014. Ela é da especialidade de administração e, antes de ingressas na Força Aérea Brasileira (FAB), trabalhou por 11 anos na carreira de técnico administrativo em empresas na cidade de Natal, inclusive, uma multinacional. Os fatores que a influenciaram a participar da seleção incluem aumento salarial e melhoria da qualidade de vida.

"Hoje em dia, eu ganho quase o dobro do salário que eu recebia quando trabalhava na iniciativa privada e, além do mais, tenho mais tempo para ficar com meus filhos, assistência médica e um ambiente profissional muito melhor", constata.

Atualmente, a FAB dispõe de três quadros de militares temporários: Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA); Quadro de Oficiais da Reserva de Segunda Classe Convocados (QOCon); e o Quadro de Sargentos da Reserva de Segunda Classe Convocados (QSCon).

O QOCon chegou a ser formado apenas por profissionais das áreas de medicina, farmácia, odontologia e veterinária que, na época da inscrição no serviço militar obrigatório, já estavam cursando universidade e, depois de formados, passam ao menos um ano prestando serviço na FAB.

Em 2010, profissionais de engenharia também puderam fazer parte desse quadro. Em 2011, foram incluídas outras áreas como pedagogia, magistério, enfermagem e nutrição. Em 2013, foi formada a última turma pelo quadro QCOA e, desde então, profissionais das diversas áreas também passaram a fazer parte desse quadro, a exemplo de direito, administração e serviço social.

Em janeiro de 2014, com a formatura da primeira turma de atletas de alto rendimento, foi criado o QSCon. No segundo semestre daquele ano, profissionais de nível técnico das mais diversas áreas, como administração e enfermagem, também passaram a fazer parte do quadro.

Para ser militar temporário, o candidato não pode ter completado 45 anos, tendo como referência o dia 31 de dezembro do ano da incorporação. O processo seletivo é constituído das seguintes etapas:  inscrição, análise de currículo, concentração inicial, inspeção de saúde inicial, concentração final e habilitação à incorporação.

O contrato do militar é renovado anualmente, podendo se estender por até oito anos. Esse foi o tempo que Clarissa Oliveira de Carvalho, profissional de relações públicas, serviu na FAB. Ela fez a seleção para o QCOA em 2006 e, após o treinamento militar, foi designada para trabalhar no Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), em Canoas (RS), onde assumiu a chefia da assessoria de comunicação social e trabalhou até 2015.

"Eu desenvolvi diversos projetos na FAB, aprendi a liderar equipes, convivi com pessoas de diferentes áreas do conhecimento e essa experiência contribuiu bastante para que eu fosse selecionada na empresa privada em que eu trabalho agora", disse.

Fonte: Portal Brasil via CECOMSAER 11 FEV 2016