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Bombeiros de Rondônia recebem helicóptero adquirido com recursos advindo de multa aplicada pela JT e MPT


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#1 jambock

jambock
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Posted 19 de February de 2016 - 16:11

Meus prezados
Bombeiros de Rondônia recebem helicóptero adquirido com recursos advindo de multa aplicada pela JT e MPT
Rondônia – O Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO) recebeu nesta terça-feira (16/02) um helicóptero para ser utilizado nas ações de busca e salvamento em todo o Estado.
A aeronave, com capacidade total para seis ocupantes, sendo dois pilotos, modelo HB 350B, da fabricante Helibras, ano 1984, foi adquirida no valor de R$ 1.724.000,00, recursos advindos de multa aplicada pela Justiça do Trabalho em uma ação civil pública de autoria do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Na solenidade de entrega que contou com a presença do governador Confúcio Moura e diversas autoridades estaduais e militares, bem como membros da Justiça do Trabalho e do MPT, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Desembargador Francisco José Pinheiro Cruz, destacou a decisão que culminou com a doação da aeronave.

“O principal dessa decisão é demonstrar que, o que seria uma irregularidade trabalhista irrelevante, pode se transformar em frutos para toda a sociedade, sendo este um resultado do trabalho e da pronta atuação do MPT, que ajuizou a ação, bem como da Justiça do Trabalho que deu sua rápida resposta”, afirmou. Cruz é um dos autores da ação, ingressada em 2011, época em que ainda era procurador.
Juntamente com o presidente do TRT, o vice-presidente, Desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, procurador-chefe do MPT, Marcos Gomes Cutrim, o juiz titular da 1ª Vara do Trabalho de Porto Velho, Ricardo César Lima de Carvalho Sousa e a procuradora do Trabalho, Adriana Silva Candera, receberam do Corpo de Bombeiros o diploma de amigo da instituição, entregues pelo secretário de Estado da Segurança, Antonio Carlos dos Reis, e pelo comandante do CB, coronel Silvio Rodrigues.

A homenagem foi prestigiada ainda pela Desembargadora do Trabalho Socorro Guimarães.

Em seu discurso, Confúcio Moura agradeceu aos membros da Justiça Trabalhista e do MPT pela sensibilidade em contribuir com a corporação. “A doação foi feita para uma instituição séria e que goza da confiança da população”, reforçou.
Para o procurador-chefe do MPT, é um sentimento de satisfação enorme, de um trabalho coletivo e interinstitucional. “Sabemos que essa aeronave terá várias finalidades e uma delas com certeza será contribuir com o resgate aéreo, bem como a possibilidade de dar apoio às ações do TRT Comunidade em regiões como o Baixo Madeira.

É um trabalho que tem um resultado social muito grande e espero que nós do MPT e da Justiça do Trabalho continuemos a fazer destinações com essa repercussão em favor do povo de Rondônia”, evidenciou.
Ricardo César, que homologou o acordo para a compra do helicóptero, ressaltou em sua fala que esta foi sem dúvida a sua decisão de maior repercussão social. Da mesma forma, a procuradora Adriana Candera agradeceu os seus pares do MPT e o apoio da Justiça do Trabalho na execução.
TRT_4122.jpg
O projeto para a compra do helicóptero foi apresentado pelo MPT e o Corpo de Bombeiros, o qual terá como função primordial o salvamento aéreo em locais de difícil acesso, ações de defesa civil (enchentes, catástrofes), envio de equipes médicas completas para realizar atendimento clínico, odontológico e de educação sanitária às comunidades ribeirinhas, como a região do Baixo Madeira, operações de busca e salvamento, prevenção e combate a incêndios, além de apoio aos órgãos das três esferas de poder.
O ato marcou também a entrega pelo Governo Estadual de caminhões de combate a incêndio e viaturas administrativas para os Bombeiros, bem como camionetes para a Agência de Defesa Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).
Sobre o Grupo de Operações Aéreas do CBMRO
Fundado em 2012, o GOA tem como principal objetivo o socorro à população menos privilegiada e mais necessitada, cidadãos rondonienses de baixa renda, assim como os doentes mais graves que necessitam de tratamento de alta complexidade.
Em apenas três anos de operação mais de 1200 pessoas já foram atendidas, realizando missões dentro e fora do estado.
Atualmente dois aviões, um bimotor Baron BE 58 e um monomotor Cessna 210, fazem parte da frota do grupamento. Ambos são frutos de apreensão por transporte de drogas e agora salvam vidas.
foto11.jpg
(Processo nº 0010735-89.2014.5.14.0001)
Fonte: Ascom/TRT14 (Texto e fotos: Luiz Alexandre)  via site Piloto Policial 18 FEV 2016
Obs.: a aeronave já tem 32 anos de fabricação...



#2 Penteado

Penteado
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Posted 19 de February de 2016 - 17:27

O problema não é ter apenas 32 anos de fabricação, o que realmene conta, mas um AS350 B??? Vai sofrer para fazer o trabalho a que se destina. E pelo valor anunciado na matéria, foi uma baita venda esse esquilo hein!!! Ahhh esqueci, compra com dinheiro público é assim mesmo.....


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#3 jambock

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Posted 25 de February de 2016 - 23:21

...

E pelo valor anunciado na matéria, foi uma baita venda esse esquilo hein!!! Ahhh esqueci, compra com dinheiro público é assim mesmo.....

Prezado Penteado

 A verba é advinda de uma multa. O erário não aplicou um centavo público nesta aquisição.



#4 Penteado

Penteado
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Posted 26 de February de 2016 - 09:06

Prezado Penteado

 A verba é advinda de uma multa. O erário não aplicou um centavo público nesta aquisição.

Sim. Apesar de que, como veio de multa aplicada pelo TRT, ele se tornou dinheiro público, assim como uma multa de trânsito por exemplo, o TRT não pode aplicar do modo que convêm, 

 

De qualquer forma, gastar esse valor todo em um AS350B, achei um pouco excessivo. Primeiro pq a aeronave em si é muito boa, mas para o fim que será destinada, a operação será um pouco "apertada", sendo que o ideal seria um AS350B2 ou até um B3. Essa que foi a minha grande dúvida. Mas td bem, não tem cão, vai com o gato mesmo...



#5 aramarcos

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Posted 28 de February de 2016 - 13:10

Sim. Apesar de que, como veio de multa aplicada pelo TRT, ele se tornou dinheiro público, assim como uma multa de trânsito por exemplo, o TRT não pode aplicar do modo que convêm, 

 

De qualquer forma, gastar esse valor todo em um AS350B, achei um pouco excessivo. Primeiro pq a aeronave em si é muito boa, mas para o fim que será destinada, a operação será um pouco "apertada", sendo que o ideal seria um AS350B2 ou até um B3. Essa que foi a minha grande dúvida. Mas td bem, não tem cão, vai com o gato mesmo...

Poderia explicar as diferenças entre os modelos mencionados? 



#6 jambock

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Posted 28 de February de 2016 - 17:03

Prezado aramarcos

As diferenças são poucas:

Weights
                                                                 AS 350 B2                      AS 350 B3
Maximum take-off weight........................... 2250 kg......................... 2250 kg
Maximum take-off weight with external load 2500 kg 
Maximum cargo-swing load........................ 1220 kg........................ 1400 kg
Empty weight (standard configuration) 1030 kg 
Useful load (standard configuration) 1160 kg 
Standard fuel capacity 426 kg 
Power plant
                                                                 AS 350 B2                      AS 350 B3
Engine 1 TURBOMECA ARRIEL 1D1 turbine engine 1 TURBOMECA ARRIEL 2B 1 turbine engine
Take-off power ..........................................546 kW........................... 632 kW
PERFORMANCE at Maximum Gross Weight at sea level, ISA and zero wind condition
                                                                 AS 350 B2                      AS 350 B3
Maximum speed (Vne)........................... 287 km/hr .........................287 km/h
Fast cruise speed (at MCP)................... 246 km/hr......................... 258 km/h
Recommended cruise speed 226 km/hr 
Rate of climb at SL 8,5 m/sec 
Service ceiling 4,600 m 
Hover ceiling at takeoff power ISA-IGE 3,000 m 
Maximum range without reserve at recommended cruise speed (RCS)  666 km 
Endurance without reserve at 100 km/hr - 54 kts........4hrs, 24 min 
Operation Limitations
                                                                 AS 350 B2                      AS 350 B3
Maximum altitude (PA)............................. 6,100 m 
Minimum temperature....................... - 40°C      + 40°C 
Maximum temperature ISA + 35°C / limited to + 50°C


Edited by jambock, 28 de February de 2016 - 17:07 .

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#7 jambock

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Posted 18 de November de 2016 - 22:54

Meus prezados

Helicóptero doado ao GOA pelo Ministério Público do Trabalho nunca voou

Rondônia – O helicóptero PT-HMW, que o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Poder Judiciário doaram para o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) pode ser considerado um presente de grego.
A aeronave que foi entregue ao Governo do Estado em concorrida solenidade festiva em 16 de fevereiro deste ano nunca operacionalizou, pois já chegou danificado, com revisões vencidas e, no momento, continua parado no Hangar do Governo do Estado, sem utilidade alguma.
O comandante do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), capitão Philipe Rodrigues Maia Leite, disse que a aeronave que atenderia as comunidades ribeirinhas do Estado está ainda em manutenção. Já se passaram nove meses da ‘sucupiriana’ solenidade de entrega do helicóptero que ‘não voa’, com a presença do Governador, Procuradores do Trabalho, Juízes e outras autoridades.
“A aeronave saiu de Cuiabá e chegou a Porto Velho voando, mas, por medida de segurança e para cumprir as exigências da ANAC, o helicóptero está passando por uma extensa inspeção e manutenção. No dia 13 de setembro de 2016, foi assinado o contrato com a JPA para a recuperação do PT-HMW. A manutenção de uma aeronave não é algo muito simples, pois existem peças que precisam ser enviadas para o Exterior para que sejam inspecionadas as condições das mesmas, por isso é necessário certo tempo para que seja finalizada a manutenção”, justificou o capitão Maia, negando-se a dizer quanto já foi gasto com a tão demorada manutenção.
Questionado reiteradas vezes sobre os gastos com a recuperação do helicóptero, o comandante do GOA/CBMRO informou que o processo está em andamento e que a Corporação está buscando parcerias para o custeio da manutenção da aeronave.
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Contraditoriamente, o capitão Maia afirmou que a aeronave não chegou com defeito, mas que “a mesma veio com manutenções preventivas e calendárias vencidas”. Aduziu, no entanto, que esse problema não prejudicou o translado da mesma até Porto Velho. Entretanto, desde que foi entregue no inicio de 2016, até hoje o PT-HMW continua em recuperação no Hangar do Aeroporto Internacional “Governador Jorge Teixeira de Oliveira”, nesta capital.
Adquirida junto à empresa Abelha Táxi Aéreo, por 450 mil dólares – o equivalente a R$ 1,1 milhão, em 2015, por indicação dos próprios bombeiros e com recurso oriundo de multa trabalhista a empresa. Nestes casos de compensação, não se sabe como foi feita a licitação para compra do helicóptero.
Pelo contrário, o mecânico da JPA, que veio para realizar a manutenção corretiva, está encontrando dificuldades para restaurar as pás do rotor principal, embora o comandante do GOA/CBMRO insista em que os aludidos equipamentos não estão condenados e que, por isso, o PT-HMW não corre o risco de virar sucata, mesmo com altíssimo custo de manutenção, não obstante estar parada e sem perspectivas de recuperação a curto prazo, o que, certamente, implicará em mais gastos infrutíferos, onerando o preço da aeronave usada.
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“As pás do rotor principal não estão condenadas. Ocorre que o poliuretano do intradorso das pás do rotor principal está deteriorado. O poliuretano é uma borracha que inicia na ponta da pá e de forma triangular vai afinando até o ponto médio da pá na junção das duas chapas de inox da bordo de ataque. Todas as pás do rotor possuem essa borracha (poliuretano) na parte de baixo (intradorso). Devido à alta temperatura, esta borracha perde a rigidez, e a pintura começa a sair onde o poliuretano está deteriorado”, lamentou o capitão Maia, lembrando que o valor da manutenção preventiva é de R$ 889 mil, embora se saiba que já foram gastos mais do que isso, mesmo assim o helicóptero continue mofando no Hangar.
De acordo como comandante do GOA/CBMRO, “o preço tem por finalidade a manutenção preventiva e corretiva da aeronave e ainda a estada de um mecânico de aeronave da empresa, 24 horas por dia e 365 dias por ano aqui, em Porto Velho, para atender a demanda da mesma” (aeronave). O mecânico, que não quis se identificar, disse não saber quando os pás do rotor principal do helicóptero vão funcionar.
Fonte: Eduardo Alexandre Beni para site Piloto Policial 18 NOV 2016