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[Air Canada] Testando o ultra-longo GRU/YYZ/HKG - Parte 1

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#1 Kal_Center

Kal_Center
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Posted 08 de July de 2016 - 12:32

Salve rapaziada!

 

Era outubro do ano passado, eu e meu novo sócio estávamos organizando nossa ida pra a Canton Fair, a maior feira de negócios do mundo, que acontece a décadas na cidade de Guangzhou/China. É uma feira multi-setorial, tem de tudo lá. É tão monstruosa que é dividida em duas partes, uma na primavera (abril) e outra no outono (outubro) sendo que nestas partes ainda é subdividida em fases, que são as ramificações por área, ou seja, cada semana era uma fase diferente. Pois bem, desta vez não estava indo a trabalho pela agência, mas pelo outro negócio no qual sou sócio e precisávamos iniciar contato com fornecedores locais, esta feira era o ideal.

 

Marcamos de ir em abril, na primeira fase.

 

Hora da parte agência trabalhar rsrsrs. Brincando no meu GDS favorito, o Sabre, vi que, naquela ocasião, ainda não existiam tantas tarifas boas, mas me chamou atenção uma tarifa extremamente baixa (salientando, para o que tinha em 2015) da Air Canada até Hong Kong, que fica a apenas 2h de trem de Guangzhou.

 

Sabendo que sempre é possível melhorar, entrei em contato com nossa consolidadora que conseguiu melhorar ainda mais a tarifa. Saindo de São Paulo round-trip para HKG ficou em USD 678 + Taxas pra ficarmos uma semana por lá. Oba! A viagem seria em 12/04, perfeito! Emitido. Apesar de ser uma tarifa super restrita, permitia marcar assentos e pontuar 25% em qualquer programa da Star Alliance.

 

Um detalhe, naquela época, foi também crucial para a escolha: o Canadá isentaria brasileiros de visto a partir de 15/03.

 

Mas não foi bem assim....

 

O Canadá "voltou atrás" e acabou com este papo oficialmente em 09/03. Ai começou a peripécia para conseguir o visto de trânsito canadense. O processo de solicitação até que é tranquilo, embora bem trabalhoso, feito pelo site da imigração canadense. Perguntam uma porrada de coisas, é um chute no saco, mas OK. Finalizado o processo online, é preciso aguardar vir um PDF autorizando levar o passaporte no consulado mais próximo, que no meu caso (Curitiba) seria São Paulo. O prazo era de 5 dias úteis e não teria custos, apenas a taxa do consulado (R$ 75,00 + Correio na época).

 

Adivinhem? 5 dias uma ova! Pra resumir a história... o tal visto levou 29 dias pra sair, chegando pra mim no dia 09/04, ou seja, três dias antes de embarcar, isso que fui pessoalmente a São Paulo levar o passaporte (29/03) e pedir urgência, que foi o que nos salvou. Admito, foi bobeada minha, ainda mais sendo profissional da área. Contei com o ovo no fiofó da galinha e bobeei em não ter solicitado o visto antes, me poupando de um stress absurdo que passei, independente de liberarem ou não, mas, tudo bem, fica de aprendizado...

 

Enfim, agora com o visto em mãos, embarcaríamos tranquilamente.

 

[Voo #1 - GRU/YYZ]

Data: 12/04/2016Voo: AC91

Aeronave: Boeing 767-300ER

Prefixo: C-FCAF

Assento: 20H Economy

Fechamento de portas: 20:00 HLO

Abertura de portas: 05:35 HLO

 

Chegamos de CWB pela JJ em bilhete emitido em separado (milhas) sem maiores novidades e dentro do horário. Como tínhamos tempo, fomos caminhando tranquilamente até o T3 para check-in. Já tinha feito pela internet 24h antes mas fui ao totem imprimir os cartões de embarque, tudo ok.

 

Assim que abriu o check-in, nos dirigimos a fila especial para clientes Star Alliance Gold, no qual faço parte através da Avianca Brasil e fomos prontamente atendidos. Atendimento impecável, só elogios, a atendente era de uma simpatia ímpar. Perguntei se haveria possibilidade de upgrade gratuito neste voo, no qual ela disse que infelizmente não devido voo lotado, mas que nos colocaria, sem custo algum, nos assentos Economy Comfort na perna YYZ/HKG. Uma bela ajuda.

 

De lá fomos para o maravilhoso lounge da Star Alliance, onde ficamos trabalhando um pouco, jantamos e tomamos alguns "gorós" pra aliviar a ansiedade. Pra quem tiver a oportunidade, vá conhecer.

 

No horário programado embarcamos no veteraníssimo B763 que nos levaria a Toronto. Começou carreira em 1988 na Canadian, vindo pra Air Canada em 2001, onde está até hoje.

 

Se compararmos com a American Airlines, estes 767 estão anos-luz mais bem conservados. Até me surpreendi quando tomamos os assentos. Havia tomada para carregar o celular e o IFE funcionava normalmente. Reclino da poltrona aceitável.

 

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Voo decolou no horário e logo que estabilizou, iniciou-se o jantar. Segue o padrão convencional das classes econômicas rumo a América do Norte. Duas opções, carne ou pasta, acompanhado de bebidas normais ou alcoólicas (sem custo adicional). Tripulação comercial OK, sem muito brilho, mas não foram nem impecáveis e nem rudes.

 

Após o jantar preenchi o formulário de imigração canadense, fui dar uma mijadinha, tomei meu Diazepan e dormi.

 

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Acordei com as luzes acessas para servir o café-da-manhã e, grata surpresa, em céu claro sobrevoamos Nova Iorque, que ainda dormia, algo que nunca tinha visto. No café haviam duas opções, como meu cérebro ainda estava dormindo, não entendi lhufas que a comissária falou e só falei "the first!" ai veio o que aparece na foto abaixo kkkkkk. Não estava ruim, deu pra comer.

 

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Terminado o café-da-manhã, iniciou-se a preparação para pouso no aeroporto internacional de Toronto. Tempo naquele dia muito bom com temperatura de 4ºC. Informaram que o desembarque seria efetuado no Terminal E e que conexões que não fossem para o Canadá e Estados Unidos seriam realizados neste terminal. Como tínhamos em torno de 4h de conexão, nem me preocupei muito.

 

Tocamos o solo suavemente e após um longo taxi chegamos ao gate no tal terminal internacional. Aparentemente éramos o primeiro voo long-haul do dia a chegar.

 

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Todo mundo desembarcou, fomos seguindo as placas para conexão internacional. O caminho é longo mas existem esteiras rolantes (uma lenta e outra rápida) pra ajudar neste trajeto. Ao contrário de EUA, não precisa desembarcar igual todo mundo e reembarcar, há uma imigração exclusiva para quem tem conexão ali.

 

Ao chegarmos na entrada da imigração, a simpática atendente da Air Canada nos disse que éramos os únicos naquele voo de São Paulo (!!!) e nos encaminhou para o oficial, com cara de poucos amigos e nada simpático, nos interrogou com as perguntas de praxe e logo carimbou os passaportes.

 

De lá nos dirigimos ao lounge internacional Maple Leaf para podermos tomar um banho e aguardar o próximo voo. Sala bacana! Atendimento muito bom. Único senão é que acabei tomando banho meio frio, não me acertei com a torneira kkkkk, mas tudo bem.

 

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Ficamos o tempo todo por ali, tinha um breakfast muito bom, assim como internet rápida para trabalharmos. De lá, descemos ao hall de embarque para voarmos mais 15h até o outro lado do mundo.

 

 

[Voo #2 - YYZ/HKG]

Data: 13/04/2016

Voo: AC15

Aeronave: Boeing 777-200LR

Prefixo: C-FVIK

Assento: 18E Economy Comfort

Fechamento de portas: 09:56 HLO

Abertura de portas: 13:24 HLO

 

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Bom, ossos do oficio, hora de seguir viagem. O bom de ter ido ao lounge foi ter tomado banho, dá uma boa resetada em voos ultra-longos. Graças a isso, não estávamos tão cansados como deveríamos estar.

 

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Seguimos para embarque no portão designado, onde já começaram a se formar filas, mas de modo bem organizado. A grande maioria eram de chineses, bem poucos ocidentais nesta perna. Fomos a fila do Star Alliance Gold, onde prontamente nos chamaram para embarcar. Ali aconteceu algo inusitado. A atendente que dava o boarding nos segurou e chamou uma supervisora, a mesma nos perguntou o que faríamos em Hong Kong e se tínhamos visto. Falamos que para Hong Kong brasileiros não precisam de visto mas que tínhamos o chinês para os demais dias. Ela não se convenceu, pelo sistema deles precisaríamos de visto pra Hong Kong. Papo vai, papo vem, ai já chegou um cara da imigração junto, mais questionamentos... no fim deu tudo certo, mas acabamos embarcando por ultimo entre os que estavam na fila do Gold.

 

Aeronave era um 77L, entregue novo a Air Canada fabricado em 2008. Avião este especialmente feito para voos ultra-longos, que no caso da Air Canada, utiliza uma configuração bem generosa de 3-3-3, ao contrário do 77W que é 3-4-3. Foi uma grata surpresa, o avião era realmente bem espaçoso. Nossos assentos eram um corredor e um meio, que no caso era o meu, mas com espaço muito bom para as pernas, eu mal conseguia alcançar a parede.

 

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Comandante super simpático deu as boas vindas a bordo do seu "belíssimo triplo-seven" como ele mesmo disse. Deu previsão de 15h20 de viagem, sobrevoando o pólo norte em tempo bom porém com previsão de turbulências na região de Shanghai próximo da chegada.

 

Tripulação 50% canadense e 50% chinesa, mas todos muito simpáticos, ao contrário do voo vindo do Brasil.

 

Logo após estabilizado foi servido um almoço, que estava bem saboroso. Tal qual o voo anterior, bebidas alcoólicas não são cobradas.

 

Não tinha sono e por sorte a primeira etapa do voo realmente foi super tranquila, nem parecia que estava num avião. Fiquei assistindo alguns filmes e acompanhando o mapa. O espaço realmente era bom, mas minhas costas começaram a incomodar, não achava posição boa. Como conseguia sair do assento sem bater em ninguém, várias vezes caminhei ao longo da bela aeronave, era meu programa pra passar o tempo e esticar as costas.

 

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Logo após entrarmos em espaço aéreo chinês, serviram um lanche no mínimo exótico. CUP NOODLES! Sim, aquele mesmo que vendem no mercado baratinho kkkkkk. A chinezada se deliciava, muitos pediam mais. Acompanhava um pequeno sanduíche, bebidas e umas bolachas salgadas.

 

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Chega uma hora que saco enche e o cansaço finalmente dá suas caras. Todos os filmes que prestavam já foram assistidos, as músicas idem, não tem mais o que fazer, é um desespero kkkk. O mapa acaba virando uma hipnose e os minutos não param.

 

Enfim, faltando 3h para a chegada em Hong Kong, atravessamos uma área de forte turbulência que assustou bastante gente, mesmo assim, com o pau torando lá fora, ainda tinha gente que desrespeitava os sinais de atar cintos e ficava em pé, ia no banheiro... é bem comum nos voos asiáticos este tipo de comportamento perigoso, toda vez que viajo pra Ásia vejo que ninguém tá nem ai...

 

Fomos tomando porrada até iniciarmos a descida em Hong Kong, não havendo qualquer serviço de bordo de chegada. Uns 40 min antes de chegarmos, comandante deu as ordens para configurar a cabine e nos prepararmos para o pouso, onde chovia leve e com temperatura de 25ºC, extremamente úmido e quente.

 

Tocamos o solo no horário previsto com salva de palmas pelos passageiros, um senhor pouso.

 

Longo taxi, novamente, até o terminal de desembarque. Portas abertas, o desespero de sempre do povo apressado e finalmente chegamos a Hong Kong. Funcionários da Air Canada chamavam os passageiros que teriam conexão com Cathay Pacific, Cebu Pacific e Dragonair.

 

Como não era nosso caso, seguimos para a imigração (como sempre muito tranquila) onde nos deram o selo de entrada (não carimbam passaporte aqui e nem em Macau) e logo fomos ao recolhimento de bagagens, onde nossas bagagens já rodavam com a devida identificação Priority.

 

Como tenho o cartão de transporte Octopus de outras viagens por lá, apenas carreguei num totem e embarcamos no ônibus A21 que nos deixou na porta do Ramada Kowloon no centro de Hong Kong, onde passaríamos a noite antes de adentrar a China dia seguinte de trem. Parecia Manaus, muito úmido. Outras vezes estive no inverno, é uma outra Hong Kong.

 

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Moídos, ainda saímos tomar uma Tsingtao gelada na orla antes de desmaiar de vez, já que os próximos dias seriam bem puxados.

 

A volta postarei em breve.

 

Espero que tenham gostado!


Edited by Kal_Center, 08 de July de 2016 - 12:35 .


#2 Approach-Air

Approach-Air
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Posted 08 de July de 2016 - 13:34

 Ali aconteceu algo inusitado. A atendente que dava o boarding nos segurou e chamou uma supervisora, a mesma nos perguntou o que faríamos em Hong Kong e se tínhamos visto. Falamos que para Hong Kong brasileiros não precisam de visto mas que tínhamos o chinês para os demais dias. Ela não se convenceu, pelo sistema deles precisaríamos de visto pra Hong Kong. Papo vai, papo vem, ai já chegou um cara da imigração junto, mais questionamentos... no fim deu tudo certo, mas acabamos embarcando por ultimo entre os que estavam na fila do Gold.

 

 

Canadenses, sempre Canadenses.

 

Eles se fazem de desentendidos em muitas coisas se você não for duro. A imigração em Toronto (ou até nessa 'simples' conexão) sempre vai lhe guardar uma surpresa!



#3 Kal_Center

Kal_Center
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Posted 08 de July de 2016 - 14:17

 

Canadenses, sempre Canadenses.

 

Eles se fazem de desentendidos em muitas coisas se você não for duro. A imigração em Toronto (ou até nessa 'simples' conexão) sempre vai lhe guardar uma surpresa!

 

Justamente! Espere o FR da volta hehehehehe!



#4 -ZAP-

-ZAP-
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Posted 10 de July de 2016 - 13:39

Muito bom!

#5 raverbashing

raverbashing
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Posted 10 de July de 2016 - 13:52

Bacana! Aguardando o FR de volta

E checando no TIMATIC agora claro que indica a não-necessidade de visto pra Brasileiros em HK.
Esse pessoal da AC tá querendo criar confusão

#6 mr_loner

mr_loner
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Posted 11 de July de 2016 - 08:41

 

Canadenses, sempre Canadenses.

 

Eles se fazem de desentendidos em muitas coisas se você não for duro. A imigração em Toronto (ou até nessa 'simples' conexão) sempre vai lhe guardar uma surpresa!

 

Não diria Canadenses e sim ''Torontorianos''...

 

Quando fui via YYZ, pensei que seria barrado de tantas perguntas que fizeram (a maioria sem nexo, ou ao menos a mim não apresentava sentido algum, ainda mais partindo do pré suposto que já tinham me checado aqui no Brasil na época que deram o visto)

 

Quando fui por YQB (conexão em JFK), praticamente me deixaram passar, se reservaram a perguntar onde eu ia ficar e quantos dias iria ficar. Mesmo a questão do security é abissal a diferença entre os dois aeros, em YYZ você só falta tirar a roupa de tanta exigência, em YQB é semelhante aqui ao Brasil...

 

Enfim, mas como YYZ é a porta de entrada de 95% das pessoa no Canadá, de fato acabamos ampliando a experiencia como ''dos canadenses''.