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As grandes empresas aéreas dos EUA nunca foram tão parecidas

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#1 A345_Leadership

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Posted 16 de August de 2016 - 00:34

 
Scott McCartney
Segunda-Feira, 15 de Agosto de 2016 00:05 EDT
 
Os assentos, espaço para as pernas e os lanches são praticamente os mesmos e seus programas de fidelidade fazem mudanças em sincronia. Se uma delas cria ou cancela um serviço, as outras acompanham. Todas elas equipam seus aviões com interiores azuis e cinzas.
 
As três grandes companhias aéreas dos Estados Unidos — American, Delta e United — nunca foram tão parecidas. As três foram criadas com a fusão de seis grandes empresas aéreas nos últimos oito anos e, agora, cada uma delas têm os lucros necessários para modernizar-se e impedir que as rivais passem à frente.
 
Quando a United anunciou que iria oferecer assentos que viram cama em rotas que cruzam o país, como Nova York a Los Angeles, a Delta e a American também colocaram esses leitos em suas cabines “premium”. Quando a Delta começou a oferecer transporte em carros de luxo para seus principais clientes em grandes aeroportos, a iniciativa foi logo imitada pelas outras duas. Tarifas por bons assentos? Sim. Cobrar mais para fazer mudanças na passagem? Também. Todas as três adotaram tarifas de até US$ 200 para viagens dentro dos EUA.
 
Muitas das mudanças conjuntas beneficiam os passageiros. Para acompanhar as rivais, as companhias aéreas se apressaram em adicionar Wi-Fi aos aviões e tornaram alguns recursos mais disponíveis, como tomadas nos assentos. Mas grande parte dessa sincronia prejudica os clientes quando as empresas, por exemplo, decidem simultaneamente colocar mais passageiros num mesmo espaço, cortar serviços ou criar tarifas.
 
“As três grandes empresas aéreas se dissolveram em uma grande massa homogênea”, diz o analista Henry Harteveldt, fundador da Atmosphere Research Group, uma consultoria do setor de viagens.
 
Tratados aéreos permitiram que as três grandes formassem redes globais, de modo que nenhuma alcançasse vantagens geográficas expressivas. Alianças com empresas estrangeiras também têm levado à padronização. Nos EUA, a consolidação permitiu que elas montassem grandes operações em cidades importantes, como Nova York e Los Angeles. As três são as maiores empresas aéreas do mundo, liderando em tráfego de passageiros, receita e lucro.
 
Como o tamanho veio a igualdade. Jat Sorensen, consultor do setor aéreo especializado em programas de fidelidade e marketing, diz que as grandes empresas não têm mais estilo e que reina a mediocridade. “Seguir o líder é um jogo maçante”, diz ele. “Temos visto um declínio constante da exclusividade desde a desregulamentação [do setor, em 1978], quando a personalização estava no auge.”
 
A Routehappy, empresa que classifica voos e serviços das companhias aéreas para sites de vendas de passagens, considera que a Delta leva uma ligeira vantagem sobre a United e a American, diz o diretor-presidente, Robert Albert. Mas na avaliação por avião, as diferenças são pequenas. No Boeing 757, as versões da United e da Delta atualmente têm uma pontuação maior que a American, enquanto no Boeing 737 a Delta e a American superam a United.
 
As empresas aéreas afirmam que as similaridades indicam só que elas estão chegando às mesmas conclusões sobre o que o cliente deseja e não deseja. “O mercado dita a aparência do produto”, diz Brian Znotins, diretor de rede da United.
 
A American, por exemplo, decidiu não colocar telas de entretenimento nos assentos de voos domésticos porque os sistemas elevam os custos e muitos passageiros preferem seus próprios aparelhos. Mas quando a Delta começou a pôr telas em seus aviões, a American foi compelida a fazer o mesmo, diz seu diretor-presidente, Doug Parker.
 
Todas elevaram o limite de gasto anual para o passageiro ganhar status de elite nos programas de fidelidade. No menor nível elite da United e da Delta, o valor é US$ 3 mil. A American vai igualar a cifra a partir de 2017.
 
Quando a Delta mudou a fórmula de os clientes ganharem milhas nos programas de fidelidade para uma baseada no preço das passagens, em vez de distâncias voadas, a United logo copiou a rival. A American também adotou a mesma fórmula a partir de 1o de agosto.
 
Algumas distinções importantes permanecem. Os assentos da Delta com espaço extra para as pernas são acompanhados de regalias que as outras não oferecem, como bebidas alcóolicas grátis e lanches especiais. A Delta também tomou a frente em confiabilidade operacional, reduzindo cancelamentos, atrasos e a perda de bagagem.
 
A American e a United afirmam ter seus próprios pontos fortes. A American está adicionando novos aviões à sua frota mais rapidamente que as demais e agora, segundo a Routehappy, tem a frota com menor média de idade das três. Já a United afirma que sua rede de rotas têm vantagens únicas, como voos diretos de San Francisco para cidades no interior da China.
 
“A programação do avião é o mais importante e praticamente a única vantagem competitiva sustentável que você pode ter no negócio”, diz Znotins, da United. “Todo o resto pode ser copiado.”


#2 A345_Leadership

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Posted 17 de August de 2016 - 00:13

Enquanto isso, no outro lado do Atlântico...

 

British anuncia cortes no serviço de bordo; veja itens
16/08/2016 11:22:00 - Aviação
Fernanda Cordeiro
 
A British Airways anunciou uma série de mudanças nos serviços oferecidos aos passageiros da classe econômica, econômica executiva e primeira classe. A principal alteração é que em voos com menos de sete horas, a segunda refeição vai deixar de ser servida.
 
A aérea confirmou ao Business Traveller outras mudanças, como: os jornais serão removidos dos portões de embarque em viagens de curta distância. Entretanto, ainda serão oferecidos em serviços que saem de Londres e nas salas vip.
 
Na classe econômica, a garrafa de água oferecida será trocada por copos d’água na econômica. Os aperitivos servidos na primeira classe também serão removidos. Além disso, os cobertores não ficarão nos assentos em voos diários na primeira classe, mas ainda serão oferecidos.
 
Recentemente, a British já tinha retirado as refeições quentes de voos que tinham como destino Atenas, Bucareste, Istambul, Larnaca, São Petersburgo e Sofia. Em comunicado, a empresa disse que fez isso por conta da curta distância.
 


#3 LipeGIG

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Posted 18 de August de 2016 - 02:10

Copiar não tem nada de errado, mas o artigo descreve bem o cenário atual ! 

Copiam tudo o que dá certo para as outras.



#4 philoclimber

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Posted 18 de August de 2016 - 03:26

que fase mais sem graça essa do capitalismo mundial. sem graça porque covarde, austeros, medrosos...contando metal.



#5 A345_Leadership

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Posted 19 de August de 2016 - 00:35

que fase mais sem graça essa do capitalismo mundial. sem graça porque covarde, austeros, medrosos...contando metal.

Philo, em um setor que historicamente a margem de retorno não chega a 2%, onde o bem capital pode custar até U$$ 300 milhões, com diversas variáveis, ter cautela nos negócios é de suma importância.

 

Antes a ousadia era maior por que eram estatais ou protegidas. 


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