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VSB-30 - Operação Rio Negro


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#1 jambock

jambock
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Posted 02 de September de 2016 - 09:19

Meus prezados

VSB-30 - Operação Rio Negro
Lançamento de VSB-30 está previsto para novembro em Alcântara (MA). Operação vai testar oito experimentos em ambiente de microgravidade
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Prevista para novembro deste ano, a Operação Rio Verde vai testar oito experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade. O veículo VSB-30, que será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai levar ao espaço pesquisas financiadas pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Serão cinco experimentos científicos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e três tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das quais em cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Esta é mais uma área em que a Força Aérea Brasileira trabalha, junto à comunidade científica, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, explica o professor doutor José Bezerra, tecnologista sênior do IAE e representante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) junto ao Programa Microgravidade da AEB.

Há duas semanas (de 15 a 18/08) foram realizados com sucesso os testes das cablagens (fiações) de voo e o primeiro teste de sistema integrado, em que foram ligados simultaneamente os oito experimentos que irão ao espaço a bordo do foguete brasileiro VSB-30. Os testes foram realizados pelo IAE em São José dos Campos (SP). O instituto é a organização responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial VSB-30, cabendo também ao corpo técnico do IAE colaborar no desenvolvimento técnico dos experimentos.

Tecnologias nacionais - Entre os oito experimentos que serão alojados na Microg2, nome da carga-útil da Operação Rio Verde, estão três tecnologias desenvolvidas pelo IAE que serão qualificadas em voo. “São tecnologias nacionais que podem ser aplicadas em qualquer sistema espacial que envolva motor foguete”, destaca Bezerra.

O Circuito de Comutação e Acionamento, que pode ser entendido como um sistema de inteligência embarcado no veículo, realizará o seu primeiro teste em voo. Dele partem ordens pré-programadas para ignição do segundo estágio do foguete e a separação da carga-útil, por exemplo. "Como esse sistema ainda se encontra na fase de desenvolvimento, ele irá ao espaço como um experimento, e não como um equipamento operacional do VSB-30", afirma o pesquisador.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) para aplicação em veículos espaciais realizará seu sétimo voo ao espaço. O projeto é resultado de uma parceria entre o IAE e a UFRN no desenvolvimento de um equipamento para voos em altas velocidades. “Receptores GPS comerciais não funcionam a velocidades elevadas.

Por isso, foi necessário desenvolver esse equipamento”, acrescenta sobre o equipamento que fornece dados em tempo real de latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases de voo. As informações são essenciais para a equipe de segurança de voo do centro de lançamento e para a equipe que resgatará a carga-útil no mar, a 175 km do ponto de lançamento.

O GPS para foguetes já tem o oitavo voo agendado. Será feito a bordo do ITASAT, satélite de pequenas dimensões desenvolvido pelo ITA e com lançamento previsto para este ano.

O terceiro projeto tecnológio que estará a bordo da carga útil da Operação Rio Verde será o Sensor Mecânico Acelerométrico. Será o terceiro voo de qualificação deste dispositivo mecânico de segurança usado para evitar o acionamento intempestivo de sistemas pirotécnicos, que fazem uso de pequenas cargas explosivas.

Ao ser submetido à aceleração resultante da ignição do motor do primeiro estágio o sensor ativa, por exemplo, a linha de ignição do motor do segundo estágio. O sensor não leva à ignição do motor, mas permite que, uma vez dado o comando, o motor seja ignitado. "Nosso objetivo é elevar o nível de segurança da operação de lançamento. Não podemos admitir que tais sistemas sejam acionados com o foguete ainda em solo,” explica o pesquisador.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 27 de outubro de 1998 pela AEB com o objetivo de colocar ambientes de microgravidade à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e recursos financeiros para o desenvolvimento de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

Conheça um pouco dos cinco experimentos desenvolvidos pelas universidades brasileiras:

1. MPM-A: Os minitubos de calor são dispositivos que fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos são utilizados para o controle térmico de equipamentos eletrônicos tanto no espaço como em terra. A Universidade Federal de Santa Catarina é responsável pelo desenvolvimento desse experimento;

2. MPM-B: Também desenvolvido pela UFSC, esse experimento tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Trata-se de um experimento biológico desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o objetivo de avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar. Para tanto, amostras de cana de açúcar serão levadas ao espaço;

4. E-MEMS: Desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) este experimento tem por objetivo a determinação de altitude de foguetes e satélites. Com essa informação é possível efetuar correções na trajetória de um foguete que possua sistema de controle, bem como manter satélites em suas órbitas nominais;

5. SLEM: Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir ligas eutéticas. As amostras são alojadas no interior de um forno cuja temperatura de operação é de 300 oC. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas. Ao serem recuperadas, as amostras são levadas ao laboratório para análise microscópicas.

VSB-30 - Sua letras significam Veículo de Sondagem Booster – 30.
Fonte: Fonte IAE Agência FAB 30 de Agosto, 2016 - 17:00 ( Brasília )

 



#2 jambock

jambock
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Posted 24 de November de 2016 - 20:50

Meus prezados
Lançamento de Alcântara sedia Operação Rio Verde
Objetivo é realizar o lançamento e o rastreio de um foguete de treinamento e um foguete suborbital
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O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realiza, até meados de dezembro, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a Operação Rio Verde. Os objetivos são lançar e rastrear um foguete de treinamento e um foguete suborbital (VSB-30 V11), assim como resgatar uma carga útil MICROG2 no mar.
Durante a Rio Verde, coordenada por meio do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o lançamento do foguete de treinamento visará verificar todos os meios relacionados à operação de lançamento, bem como testar procedimentos e treinar todas as equipes envolvidas na campanha.
Em seguida, deverá ser lançado o foguete nacional VSB-30 V11, desenvolvido pelo IAE, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). O veículo levará a bordo oito experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB), que possibilitarão aos cientistas e pesquisadores brasileiros realizarem estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade, acima de 100 quilômetros, por até seis minutos, em condições bem específicas.
“O lançamento do VSB-30 V11 com os experimentos embarcados na carga-útil MICROG-2 constitui uma excelente oportunidade das instituições de ensino e pesquisa nacionais obterem acesso facilitado ao espaço, que apresenta um baixo custo se comparado, por exemplo, a estudos sob essas mesmas condições realizados na International Space Station (ISS). Nessa região, conhecida como Low Earth Orbit (LEO), ocorrem fenômenos que são de difícil reprodução no nosso meio, o que ressalta a importância desse tipo de atividade para desenvolvimento científico e tecnológico do país”, explica o Coordenador-Geral da Operação Rio Verde, Coronel Avandelino Santana Junior.
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Também são objetivos importantes da Operação Rio Verde dar prosseguimento ao Programa Nacional de Atividades Espacial (PNAE), em coordenação com AEB; apoiar o Programa Microgravidade da AEB, permitindo que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos através de voos suborbitais; manter a operacionalidade do CLA, proporcionando treinamento às diversas equipes envolvidas; testar novos sistemas do CLA para inclusão operacional em lançamentos futuros; manter a operacionalidade do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) como estação remota de rastreio; e incrementar a parceria com o Centro Espacial Alemão (DLR) relacionada ao lançamento de veículos suborbirtais e de realização de experimentos em ambiente de microgravidade.

Experiência

Esta é a 23ª operação de lançamento do VSB-30, primeiro foguete nacional certificado para lançamentos no exterior e já lançado da Suécia, Noruega e Austrália, em parceria com a Agência Espacial Alemã. No Brasil, será o quarto lançamento do VSB-30, todos realizados em Alcântara. O último lançamento com o veículo no país ocorreu em 2010, durante a Operação Maracati II.
“A expectativa é muito grande para a realização da Operação Rio Verde no CLA com sucesso. Além disso, pela primeira vez sendo utilizado em operações de veículos de médio porte, testaremos novos procedimentos a partir do novo Prédio de Segurança do Setor de Preparação e Lançamento (SPL), inaugurado no início deste ano e que nos possibilita intensificar a segurança das atividades na área operacional, o controle de acesso, bem como oferecer melhor conforto e infraestrutura às equipes que atuam na campanha. Ainda, estamos testando novos Sistemas Operacionais do Centro”, ressalta o Diretor do CLA, Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.
Após o lançamento e o voo em ambiente de microgravidade, tais experimentos devem ser recuperados em alto mar, por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) com apoio de embarcações da Marinha do Brasil.
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Saiba mais sobre cada um dos experimentos e as instituições desenvolvedoras

1. MPM-A: Novas tecnologias de meios porosos para dispositivos com mudança de fase, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os minitubos de calor fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos podem ser utilizados para o controle térmico tanto de equipamentos eletrônicos no espaço como em terra;
2. MPM-B: Tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;
3. VGP2: Os efeitos da microgravidade real no sistema vegetal cana de açúcar, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de um experimento biológico que tem por objetivo avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar;
4. E-MEMS: Sistema para determinação de atitude de veículos espaciais, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo deste experimento é fazer uso de sensores comerciais para determinação de atitude de sistemas espaciais;
5. SLEM: Solidificação de ligas eutéticas em microgravidade, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir (300°C) amostras de 3 materiais distintos. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas;
6. GPS: Modelos de Global Positioning System - GPS (Sistema de Posicionamento Global) para aplicações em veículos espaciais de alta dinâmica, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Esse equipamento fornece a latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases do voo do foguete;
7. SMA: Sensor Mecânico Acelerométrico, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Servirá para ativação de linhas de ignição, após submetida a uma aceleração entre 4 e 6 vezes a aceleração da gravidade. Com esse dispositivo, ainda em fase de qualificação, objetiva-se elevar a segurança do veículo, evitando-se, por exemplo, que sistemas pirotécnicos sejam acionados intempestivamente.
8. CCA: Circuito de Comutação e Atuação, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Modelo de desenvolvimento do sequenciador de eventos pirotécnicos e comutação de energia funcional.
Fonte: CLA, por Tenente Andreza Edição: Agência Força Aérea, por Ten Emília Maria via CECOMSAER  24 NOV 2016