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Satélite do Inpe percorre 5,650 bi de quilômetros


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#1 jambock

jambock
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Posted 17 de February de 2017 - 12:28

Meus prezados

Satélite do Inpe percorre 5,650 bi de quilômetros
Em 24 anos de atividade, caminho percorrido é equivalente a 7.435 viagens de ida e volta para a Lua

Construído pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, o primeiro satélite brasileiro chega à marca de 5,650 bilhões de quilômetros percorridos no espaço, equivalente a 7.435 viagens de ida e volta à Lua.
O SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados) completou, em 9 de fevereiro, 24 anos em órbita, percorrendo 126.714 voltas ao redor da Terra. Na época do lançamento, em 1993, o satélite tinha expectativa de apenas um ano de vida operacional.
Embora com limitações, segundo o Inpe, o equipamento cumpre sua missão de coleta e transmissão de dados ambientais, usados no monitoramento de bacias hidrográficas, marés, meteorologia, planejamento agrícola, estudos sobre mudanças climáticas e desastres naturais, entre outros.
"A longevidade do SCD-1 comprova o alto grau de competência técnica não só das equipes de engenharia espacial e de integração e testes que participaram do desenvolvimento do satélite, como também das equipes de operação em voo do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do Inpe", apontou o Inpe.
Domínio. O lançamento do SCD-1 colocou o Brasil entre as nações que dominam o ciclo completo de uma missão espacial desde sua concepção até o final de sua operação em órbita. Marcou ainda o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que fornece informações para instituições nacionais governamentais e do setor privado.
Elas desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como estudo da química da atmosfera, previsão meteorológica e climática, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis. Além do pioneiro, integra o sistema de coleta de dados o satélite SCD-2, lançado em 1998.
Nacional. Com 115 kg, o SCD-1 foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado pelo Inpe com importante participação da indústria nacional. Para seu desenvolvimento, o instituto investiu em laboratórios modernos e no desenvolvimento de seus recursos humanos.
Fonte: O VALE via CECOMSAER 17 FEV 2017



#2 jambock

jambock
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Posted 04 de March de 2017 - 21:09

Meus prezados
SCD-1: um fenômeno do mundo dos satélites
Após 24 anos no espaço o SCD (Satélite de Coleta de Dados) ainda funciona mesmo que parcialmente. O excepcional é que foi planejado durar 1 ano.
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O SCD montado no foguete Pegasus, sendo transportado pelo bombardeiro B-52 a serviço da NASA

 

São 24 anos no espaço, completados em fevereiro, em órbita da Terra, e ainda se encontra funcionamento. O Satélite de Coleta de Dados (SCD-1), o primeiro de uma série prevista pela Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), é hoje um fenômeno entre os satélites artificiais do mundo. Seu projeto inicial era para funcionar um ano, recolhendo dados ambientais das Plataformas de Coleta de Dados (PCD) espalhadas pelo território nacional.

Caso o SCD-1 alcance seu 25º ano no espaço, a serem completados em 09 de fevereiro de 2018, ele se tornará um dos mais bem sucedidos objetos espaciais com função de monitoramento ambiental já produzido pelo segmento aeroespacial. Um feito praticamente inédito na história da tecnologia satelitária desde o começo da corrida espacial, na década de 50. Esse é um dos satélites mais longevos em relação ao seu projeto inicial.

O tempo de 25 anos é calculado como o máximo de tempo para um objeto em órbita terrestre baixa, como a do SCD-1 que é de 750 quilômetros, sofra com o efeito de arrasto da gravidade do planeta e caia na superfície, geralmente se desintegrando na reentrada atmosférica.

"A longevidade do SCD-1 comprova o alto grau de competência técnica não só das equipes de engenharia espacial e de integração e testes que participaram do desenvolvimento do satélite, como também das equipes de operação em voo do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do INPE", comentou  o engenheiro do instituto, Jun Tominaga.

 

O lançamento do SCD-1 colocou o Brasil entre as nações que dominam o ciclo completo de uma missão espacial desde sua concepção até o final de sua operação em órbita. Com 115 kg, o SCD-1 foi totalmente projetado, desenvolvido e construído pela equipe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos. Para seu desenvolvimento, o Inpe investiu em laboratórios com tecnologia de ponta, como o Laboratório de Integração e Testes ( LIT) e no desenvolvimento de técnicos e engenheiros.

Esse pequeno satélite foi um marco na coleta de dados ambientais e que são distribuídos para instituições nacionais governamentais e do setor privado. Elas desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como estudo da química da atmosfera, previsão meteorológica e climática, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

O SCD-1 foi lançado com começo de fevereiro de 1993, a partir do foguete Pesagus, de origem norte americana. Nas próximas semanas ele completa sua órbita 127.000, algo próximo a marca de seis bilhões de quilômetros girando em torno do planeta. Para se ter uma ideia da trajetória, a distância média entre a Terra e Marte é de cerca de 225 milhões de quilômetros.

Devido a uma falha em sua bateria, desde 2010, o satélite tem funcionado quando está iluminado pelo Sol.  Com a falha no suprimento de energia, de acordo com o Centro de Rastreio e Controle do Inpe, o SCD-1 ainda consegue coletar e transmitir dados ambientais, que acabam destinados ao monitoramento de bacias hidrográficas, marés, meteorologia, clima,  pesquisas sobre mudanças climáticas e desastres naturais.

Atualmente, a carga útil do satélite se resume a um transponder de coleta e transmissão de informações telemétricas. O SCD-1 opera em horários determinados do dia, o que equivale a cerca de 65% do tempo total anterior.

O segundo transponder, denominado de serviço, que recebe os telecomandos do Inpe para as correções de órbita do satélite não funciona mais. A perda deste equipamento diminui a precisão das estimativas do posicionamento do satélite no espaço. Embora ainda se tenha condições de efetuar algumas operações de controle do SCD-1.

Os técnicos do INPE fazem periodicamente manobras para manter os painéis solares apontados para o Sol, para captar energia, e o radiador voltado para o espaço a fim de dissipar calor. Desde sua colocação no espaço, a velocidade de rotação do satélite, que o manter em órbita,  vem diminuindo, dos iniciais 120 rpm para 5 rpm este ano. Isso tem afetado a estabilidade na rotação e no seu ângulo em relação à superfície do planeta. E tem causado uma elevação das temperaturas de alguns equipamentos embarcados, que hoje estão acima dos limites estabelecidos.

Apesar dos problemas mencionados, o SCD-1 continua fornecendo dados de carga útil válidos a seus usuários, de modo que, embora com alguma degradação, ainda realiza sua missão de coleta de dados ambientais em um nível satisfatório.
Fonte: Julio Ottoboni site Defesanet 3 MAR 2017


Edited by jambock, 04 de March de 2017 - 21:11 .