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Operação Ostium - Combate voos irregulares ligados ao narcotráfico


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#1 jambock

jambock
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Posted 13 de March de 2017 - 10:56

Meus prezados

Operação Ostium - Combate voos irregulares ligados ao narcotráfico

Atividade de defesa aérea será intensificada na região de fronteira com a Bolívia e o Paraguai

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou nesta semana a Operação Ostium, que irá reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai. O objetivo é coibir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.

Devem participar da Operação aeronaves de caça A-29 Super Tucano, helicópteros H-60 Black Hawk e AH-2, aviões-radar E-99, aeronaves de reconhecimento R-35A e RA-1 e Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) RQ-450.

As operações devem prosseguir até o fim do ano e envolvem a instalação temporária de radares móveis em cidades próximas às fronteiras, como Chapecó (SC) e Corumbá (MS); reforço das atividades aéreas nas bases da Força Aérea Brasileira; e deslocamento de aeronaves militares para cidades como Cascavel (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Dourados (MS). Em todas essas cidades, haverá tropas para promover a segurança de equipamentos e aeronaves.

As ações serão coordenadas a partir do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), localizado em Brasília (DF), e fazem parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), do Ministério da Defesa.

De acordo com o Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich, Chefe do Estado-Maior Conjunto do COMAE, a ação da FAB nesta Operação Ostium é especial e extraordinária. “Queremos, durante todo o período, impedir a ocorrência de ilícitos pelo meio aéreo. É uma resposta a uma questão de extrema importância para todo o país!”, declara.

Defesa aérea é atribuição da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) mantém o serviço de alerta de defesa aérea 24 horas, durante o ano inteiro com o objetivo de reprimir tráfegos aéreos desconhecidos. O objetivo é manter a soberania do espaço aéreo brasileiro.

O serviço é exercido por uma equipe, composta por piloto, mecânico da aeronave de alerta, mecânico para a operação do armamento e auxiliar. Os militares permanecem de prontidão para o acionamento, caso os radares de Defesa Aérea do país identifiquem um tráfego aéreo desconhecido ou ilícito.

Ao soar a sirene, o piloto de defesa aérea corre para a aeronave, já pronta e armada, tendo um curto espaço de tempo para decolar. Somente em voo, ele é informado dos detalhes da missão.

O piloto passa, então, a seguir as orientações do Centro Integrado de Defesa Aérea a que estiver subordinado, cumprindo, de modo progressivo, as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA) que vão desde a averiguação até o tiro de detenção.

Quem inicia o processo é o Controlador de Defesa Aérea, o responsável por conduzir o piloto em direção à aeronave suspeita. Esse controlador tem formação diferenciada e altamente especializada e usa a detecção de radares estrategicamente posicionados ao longo do território nacional.

Policiamento do espaço aéreo

Definida em lei, há uma sequência de procedimentos que deve ser seguida pelo piloto de defesa aérea durante a interceptação de uma aeronave suspeita. Ele vai avançando na escala à medida que o outro piloto descumpre as abordagens.

O piloto da FAB decola para realizar medidas de averiguação (reconhecimento a distância, acompanhamento, interrogação). Se forem descumpridas, é preciso aplicar medidas de intervenção (exigir a modificação de rota e pouso obrigatório). No caso de o piloto da aeronave suspeita ignorar esta terceira ordem, é preciso executar a medida de persuasão (tiro de aviso). Se ainda assim o piloto insistir em prosseguir seu voo ilícito, a aeronave passa a ser considerada hostil. O armamento do caça da FAB será acionado, ocorrendo a chamada medida de detenção. O tiro tem o objetivo de forçar o pouso da aeronave hostil.

Para executar a medida de detenção, é preciso escolher o momento do sobrevoo em área não densamente povoada. Além disso, as comunicações e as imagens precisam ser gravadas, a aeronave tem de ser considerada hostil e precisa haver autorização expressa do Comandante da Aeronáutica.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) estabelece, em seu artigo 303, a possibilidade de aplicação da medida de destruição de aeronaves voando no espaço aéreo brasileiro classificadas como hostis, após esgotadas as medidas coercitivas, para obrigá-la a efetuar o pouso no aeródromo que lhe for indicado.

Fonte: portal Defesanet via CECOMSAER 13 MAR 2017



#2 Penteado

Penteado
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Posted 15 de March de 2017 - 21:58

Não seria mais interessante não informar sobre um operação deste tipo? Acho que avisando para todo mundo que vai ter operação facilita um pouco para o pessoal do outro lado....enfim..



#3 jambock

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Posted 16 de March de 2017 - 21:55

Não seria mais interessante não informar sobre um operação deste tipo? Acho que avisando para todo mundo que vai ter operação facilita um pouco para o pessoal do outro lado....enfim..

Prezado Penteado

Segundo a notícia acima, as operações seguirão até o fim do ano. O pessoal "do outro lado" provavelmente não poderá esperar que as coisas se acalmem e irá tentar a sorte. Aí, a FAB estará esperando e... 



#4 jambock

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Posted 06 de July de 2017 - 12:15

Meus prezados

Ministro da Defesa reforça que FAB combata aviões suspeitos: "vai levar tiro"
Durante visita a RO, Jungmann enfatizou que todo o espaço aéreo da fronteira está sendo monitorado. No domingo, Fantástico mostrou caça atirando em avião suspeito.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ressaltou nesta quarta-feira (5) que a Força Áérea Brasileira (FAB) vai combater qualquer avião suspeito que invadir o espaço aéreo brasileiro. “Nós não admitimos criminosos que queiram trazer drogas e armas às famílias brasileiras. Se não obedecer as ordens da defesa aérea, vai levar tiro de detenção”, frisou Jungmann durante visita em Vilhena (RO).

No último domingo (2), o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou imagens de um caça da FAB atirando contra um avião suspeito na região de fronteira.

A visita a Rondônia foi feita para ressaltar a Operação Ostium, que foi deflagrada no último mês de março e segue por todo o ano com o objetivo de reforçar a vigilância aérea sobre a região de fronteira e combater voos irregulares.

Segundo o ministro, a operação cobre toda a fronteira brasileira, que vai do Rio Grande do Sul (RS) até o Amapá (AP). Foi observado, através de dados, que a fronteira entre Bolívia e Paraguai é onde mais acontecem voos desconhecidos.

“Nós temos a maior operação da Força Aérea Brasileira desde a Segunda Guerra Mundial. Só nas fronteiras com Bolívia e Paraguai nós temos um efetivo de 800 homens e mulheres mobilizados e temos mais de 30 aeronaves. Entre a fronteira da Bolívia e do Paraguai, desde que a Ostium começou, houve uma queda de 80% dos voos desconhecidos”, enfatizou.

Conforme Jungmann, durante a operação já foram realizadas três apreensões em aviões, entre elas, os mais de 600 quilos de cocaína em Jussara (GO).

“A nossa determinação é de que o criminoso identificado cumpra as ordens e aterrisse. Se não, nós não vamos vacilar e vamos disparar o tiro de detenção”, salienta.

Domínio de satélite

Durante visita em Vilhena, o ministro aproveitou para testar às operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD). Conforme a corporação, a partir de agora esse satélite vai ser controlado pela FAB, diretamente de Brasília (DF).

Segundo a FAB, esse controle permite uma comunicação criptografada na vigilância do espaço aéreo do país.

Para fazer o lançamento utilizando a banda X do satélite, o ministro realizou uma videconferência da base de Vilhena com o Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), que fica no DF.

Na ocasião, Raul Jungmann ressaltou que essa mudança é um fato histórico para a comunicação no Brasil.

Abordagem de aeronaves

O ministro explica que os radares estabelecem corredores, que é uma espécie de uma via aérea. Se a aeronave não passa pela via, um Super Tucano sobe imediatamente e entra em contato, mandando que ela desça em um aeroporto pré-determinado.

Caso o piloto não obedeça, é disparado um tiro de advertência para que ele obedeça e siga o Super Tucano.

“Se mesmo assim ele recusar todas as ordens da defesa aérea, e permanecer, ele vai levar tiro de detenção, porque é isso que manda a Lei do Abate, e isso que nós vamos cumprir sem vacilação. Nós não vamos dar mole com criminoso”, conclui.

Fonte: Eliete Marques para G1 via CECOMSAER 6 jul 2017


Edited by jambock, 06 de July de 2017 - 12:20 .


#5 jambock

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Posted 21 de July de 2017 - 17:03

Meus prezados

Com base em MS, operação da FAB intercepta 150 voos em 4 meses

Operação Ostium começou no dia 24 de março e segundo a FAB reduziu em 80% o tráfego aéreo desconhecido na fronteira

Em quatro meses, a Operação Ostium, iniciada em março deste ano pela FAB (Força Aérea Brasileira), fez 150 interceptações de aeronaves suspeitas que sobrevoavam a fronteira brasileira. Em alguns casos, os aviões Super Tucanos usados na interceptação decolaram do aeroporto de Dourados, a 233 km de Campo Grande, onde a Ostium mantém uma base de operações.

Os números fazem parte do balanço referente ao período de 24 de março, quando a operação começou, até o início de julho. Os dados foram enviados ao Campo Grande News pela assessoria de comunicação da FAB, que avalia a Ostium como a maior operação de combate a ilícitos da sua história.

Segundo a FAB, a operação permitiu até o momento uma redução de 80% nos tráfegos aéreos desconhecidos na região de fronteira. Um desses casos ocorreu no final de maio, em data não informada pela Força Aérea.

Um avião monomotor que decolou da Bolívia e voava baixo ao entrar em espaço aéreo brasileiro, foi interceptado pelo Super Tucano que decolou do aeroporto de Dourados.

O piloto da FAB adotou os procedimentos previstos na Lei de Abate, mas não foi preciso derrubar a aeronave suspeita. O outro piloto seguiu as ordens e pousou em uma pista indicada. O avião estava com a documentação vencida e foi apreendido.

A FAB não revela detalhes, como datas e locais exatos das interceptações, nem informa quantos aviões abordados nesse período estavam sendo usados para o tráfico de drogas.

“Os números referentes às regiões e períodos de maior incidência de interceptações são reservados e compõem os estudos de inteligência da Operação Ostium. Com base nesses dados, os esforços de defesa aérea são intensificados e remanejados para garantir a efetividade da operação”, informou a assessoria.

Trabalho permanente – A Operação Ostium, que não tem previsão de quando será encerrada, é o reforço das ações realizadas corriqueiramente pela FAB, que faz a vigilância do espaço aéreo brasileiro 24 horas por dia através de uma rede de radares que cobre o continente e parte do Oceano Atlântico.

Para reforçar a cobertura, são utilizados ainda aviões-radar E-99, baseados em Anápolis (GO). As informações são reunidas em Brasília, no Comando de Operações Aeroespaciais, que pode, de acordo com a necessidade, acionar aeronaves de caça em qualquer parte do país.

A FAB conta com supersônicos F-5M baseados em Manaus (AM), Anápolis (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Canoas (RS), além de turboélices A-29 Super Tucano em Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Natal (RN). Também tem helicópteros AH-2 Sabre, baseados em Porto Velho (RO) e H-60 Black Hawk, em Manaus e Santa Maria (RS).

Durante operações, como a Ostium e Ágata, essas aeronaves podem operar a partir de outras localidades, como ocorre atualmente em Dourados, onde os militares estão de prontidão para o acionamento, caso os radares identifiquem um tráfego aéreo desconhecido ou ilícito.

Ao soar a sirene, o piloto corre para a aeronave, já pronta e armada. Somente em voo, ele é informado dos detalhes da missão. O piloto passa, então, a seguir as orientações do Centro Integrado de Defesa Aérea.

Fonte: Helio de Freitas, de Dourados para PORTAL CAMPO GRANDE NEWS via CECOMSAER 21 JUL 2017



#6 VCP-SBKP

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Posted 23 de July de 2017 - 09:41

Propaganda pra impressionar quem não conhece os gargalos....

#7 jambock

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Posted 09 de August de 2017 - 11:30

Meus prezados

Operação Ostium reduz tráfego aéreo ilícito na fronteira brasileira

Uma das aeronaves interceptadas pela FAB durante a operação Ostium transportava 500 quilos de cocaína.

A operação Ostium, realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) desde março, já reduziu em 80 por cento o tráfego aéreo desconhecido na fronteira do Brasil com a Bolívia e com o Paraguai. A operação reforçou a vigilância no espaço aéreo na região com a instalação temporária de radares móveis em cidades próximas às fronteiras, como Chapecó, em Santa Catarina, e Corumbá, no Mato Grosso do Sul (MS). Também foram incrementadas as atividades aéreas nas bases da FAB, bem como o deslocamento de aeronaves militares para cidades como Cascavel e Foz do Iguaçu, no Paraná, e Dourados (MS), principal base da operação, localizada a 100 quilômetros da fronteira com o Paraguai.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, declarou aos meios de comunicação, no início de julho, em visita à cidade de Vilhena, em Rondônia, região norte do Brasil, que a Ostium mobilizou 800 militares e mais de 30 aeronaves. Durante a operação, coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), localizado em Brasília, no Distrito Federal, estão sendo empregadas aeronaves de caça A-29 Super Tucano, aviões-radar E-99 e aviões de reconhecimento R-35A e RA-1, além de helicópteros de combate AH-2 Sabre e H-60 Black Hawk, dentre outras. O monitoramento conta ainda com o radar TPS-B34, capaz de rastrear vários alvos simultaneamente, com uma capacidade de varredura de 360 graus.

A FAB considera a Ostium uma das mais importantes operações de combate a voos irregulares em zonas de fronteira. Segundo informações do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), desde o dia 24 de março, quando foi iniciada a operação, já foram realizadas 150 interceptações de aeronaves suspeitas.

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, comandante do Comando de Operações Aeroespaciais da FAB, explicou que com a Ostium está sendo intensificado o controle do espaço aéreo na região de fronteira. “Essa operação faz parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras do governo federal, no qual a Força Aérea é responsável pelo controle do espaço aéreo. É uma ação interagências, principalmente com a Polícia Federal. Temos um banco de dados de inteligência em que acompanhamos algumas aeronaves no espaço aéreo brasileiro”, disse.

Interceptação de aeronave ilícita

Uma dessas interceptações aconteceu no dia 25 de junho. Um A-29 Super Tucano da FAB forçou o pouso de um bimotor na região de Aragarças, Goiás, região centro-oeste do Brasil. O bimotor transportava 500 kilogramos de cocaína e desobedeceu as orientações para o pouso. Na ocasião, os pilotos do caça realizaram um “tiro de aviso”, conforme previsto no protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo, previstos na Lei do Tiro de Detenção.

Segundo informações da Agência Força Aérea, foi necessário dar um tiro de aviso depois de duas solicitações de modificação de rota não obedecidas. A medida de persuasão não atinge a aeronave suspeita, embora apresente o poder de fogo do caça e obrigue a cumprir as normas exigidas. A FAB também empregou a aeronave radar E-99 para auxiliar na detecção e interceptação do bimotor, além de um trabalho conjunto de inteligência com a Polícia Federal.

Lei do Tiro de Detenção

Desde a assinatura do decreto, em 2004, a FAB já realizou mais de duas mil interceptações de tráfegos desconhecidos no espaço aéreo brasileiro. De acordo com o Ten Brig Machado, a interceptação faz parte do dia a dia das atividades da Aeronáutica.

A lei prevê que antes de ser classificada como hostil e, portanto, sujeita à medida de detenção, a aeronave deverá ser considerada suspeita se entrar em território nacional sem plano de voo aprovado, com origem de regiões que são reconhecidamente fontes de produção ou distribuição de drogas ilícitas. Outra situação é se a aeronave omitir aos órgãos de controle de tráfego aéreo informações necessárias à sua identificação, ou não cumprir determinações das autoridades de controle, estando a mesma trafegando em rota presumivelmente utilizada na distribuição de drogas ilícitas.

As quatro fases da interceptação

A Lei do Tiro de Detenção prevê quatro fases de interceptação: averiguação, intervenção, persuasão e detenção. “A FAB realiza medidas coercitivas de forma progressiva, sempre que a medida anterior não obtiver êxito, e, se considerada hostil, a medida de detenção”, explicou o CECOMSAER à Diálogo. As aeronaves de interceptação da FAB, acionadas pelo COMAE, poderão executar medidas de averiguação, que envolvem, entre outras coisas, reconhecimento à distância, confirmação da matrícula e interrogação na frequência internacional de emergência, além de sinais visuais, de acordo com as regras estabelecidas internacionalmente e de conhecimento obrigatório por todo aeronavegante.

Caso o piloto da aeronave suspeita não responda adequadamente, serão utilizadas medidas de intervenção. Neste caso, ainda segundo informações do CECOMSAER, é realizada a determinação de mudança de rota ou de pouso obrigatório. Se não forem obedecidas estas determinações, o piloto da aeronave passa para a fase da persuasão, isto é, pode realizar os tiros de advertência, como o realizado no bimotor em junho.

A última fase do procedimento de interceptação acontece quando a aeronave é considerada hostil. Neste caso, é realizado o tiro de detenção, que deve seguir obrigatoriamente as exigências de praxe. De acordo com a FAB, é necessário que todos os radares e aeronaves de interceptação envolvidos estejam sob o controle das autoridades da Defesa Aérea brasileira e que a operação seja registrada em áudio ou vídeo.

Além disso, a execução deve ser realizada por pilotos e controladores de defesa aérea qualificados, segundo os padrões estabelecidos pelo COMAE. O procedimento tem que ocorrer sobre áreas que não sejam densamente povoadas e que estejam relacionadas com rotas presumivelmente utilizadas para o tráfico de drogas.

Fonte: Taciana Moury para REVISTA MILITAR DIÁLOGO (EUA) via CECOMSAER 9 AGO 2017


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#8 jambock

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Posted 02 de November de 2017 - 09:54

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Aeronáutica aperta fiscalização antitráfico e reduz em 80% voos irregulares na fronteira
Desde que foi criada, no início deste ano, a Operação Ostium da FAB (Força Aérea Brasileira) realizou até outubro cerca de 150 interceptações de aeronaves hostis no espaço aéreo nacional, reduzindo em 80% os voos desconhecidos na região de fronteira.
As ações são coordenadas em Brasília, a partir do Comando de Operações Aeroespaciais, e fazem parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, do Ministério da Defesa.
Durante 2017, várias fases da Operação Ostium (portão, em latim) foram deflagradas em pontos diferentes da faixa de fronteira.
Na primeira etapa, já encerrada, algumas cidades receberam reforços de tropas e equipamentos para atuar no combate a tráfegos hostis da Argentina, do Paraguai e da Bolívia.
O resultado foi uma média de quatro interceptações por dia nas regiões Sul e Centro-Oeste, com aeronaves que tiveram como base as cidades de Chapecó (SC), Cascavel e Foz do Iguaçu (PR), Corumbá, Dourados e Campo Grande (MS).
A quantidade de abordagens nesta nova fase da Operação Ostium não é divulgada pela FAB. As informações atuais, sigilosas, servem para redirecionar as aeronaves para as áreas de fronteira que registram o maior trânsito de aviões hostis que tentam entrar em território nacional. Com o elemento surpresa, a Aeronáutica espera levar a zero o número de tráfegos ilícitos por aeronaves na fronteira.
Baseando-se nesses dados, os esforços de defesa aérea são intensificados e remanejados para garantir a efetividade da operação, conforme a necessidade.
As abordagens da FAB são feitas com aviões caças supersônico F-5M e os turboélices A29 Super Tucano. Contam ainda com apoio de helicópteros preparados para combate, como o H-60 Black Hawk.
De acordo com a Aeronáutica, se houver necessidade, as aeronaves estão autorizadas a abater os suspeitos em áreas não populosas.
A vigilância é feita 24 horas por dia, por meio de uma rede de radares que abrange todo o território nacional. Para reforçar a cobertura, a FAB utiliza ainda aviões-radar E-99.
Interceptações somam mais de 2.000 casos desde 2004
Desde que entrou em vigor a Lei do Tiro de Detenção (TDE), em julho de 2004, foram realizadas mais de 2.000 interceptações de tráfegos aéreos desconhecidos no espaço aéreo brasileiro.
São abordadas aeronaves que entram em território nacional sem plano de voo aprovado, vindas de regiões reconhecidas como fontes de produção de maconha e cocaína.
Também são interceptados aviões que omitem aos órgãos de controle informações sobre sua identificação ou que não cumpram determinações das autoridades brasileiras, caso estejam em rotas geralmente utilizadas na distribuição de drogas.
Antes dos disparos, os pilotos realizam uma série de procedimentos para identificar a aeronave, o proprietário, a matrícula e quem está pilotando, entre outras medidas.
Caso o piloto não responda aos sinais visuais ou entre em contato pela frequência internacional de emergência, de 121.5 MHz, mostrada em uma placa nos aviões e helicópteros da FAB, as exigências vão se tornando mais severas.
Nesse ponto, o piloto de Defesa Aérea determina a mudança de rota, tanto pelo rádio como por sinais visuais previstos nas normas internacionais e de conhecimento obrigatório.
Se o avião prosseguir o voo sem atender à ordem de pouso obrigatório, os aviões da FAB disparam tiros de advertência na lateral da aeronave suspeita, de forma visível, sem atingi-la.
A partir deste momento, já considerada hostil, a aeronave estará sujeita à medida de detenção e será atingida por disparos de metralhadoras para provocar danos suficientes para derrubá-la.
Aeronave teve tiro de alerta em Goiás
O caso mais recente aconteceu no dia 25 de junho deste ano, na região de Aragarças, interior de Goiás. Um caça A-29 Super Tucano interceptou o avião bimotor matrícula PT-IIJ que transportava 500 quilos de cocaína de Mato Grosso para Goiás.
Ao não cumprir as orientações da Defesa Aérea, a aeronave foi interceptada em Aragarças e pousou na região rural de Jussara, também em Goiás.
Em vez de pousar no aeródromo de Aragarças, conforme orientação via rádio, o bimotor arremeteu.
O piloto da FAB novamente comandou a mudança de rota e solicitou o pouso, mas o avião não respondeu. A partir desse momento, a aeronave foi classificada como hostil e foi realizado o tiro de aviso.
A aeronave então pousou na zona rural do município de Jussara. A droga apreendida foi encaminhada para a Polícia Federal, em Goiânia.
Em 2015 aconteceram outros dois casos de interceptação. Em outubro, um avião Neiva EMB-721C, suspeito de tráfico de drogas, foi interceptado por um caça da FAB na região de Japorã, em Mato Grosso do Sul, município na fronteira com o Paraguai. Após o tiro de detenção a aeronave foi posteriormente apreendida pela polícia.
Em novembro, um Sêneca EMB-810C foi interceptado e obrigado a pousar perto de Araçatuba (SP).
Bancos são arrancados para liberar espaço para drogas
De acordo com José Antônio Simões de Oliveira Franco, delegado da Polícia Federal em Campo Grande e chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Mato Grosso do Sul, os aviões de pequeno porte são usados para transportar basicamente cocaína.
"Eles retiram os bancos e tudo o que podem de dentro da aeronave para sobrar mais espaço e peso para a cocaína. As cargas variam entre 400 kg a 500 kg de droga. De cinco anos para cá, a cocaína não entra em território nacional somente pela Bolívia. Existem rotas alternativas também com origem no Paraguai", diz o delegado federal.
Franco observa que a maconha contrabandeada tem como destino final de consumo o mercado brasileiro, enquanto a cocaína, muitas vezes, somente passa pelo país e tem destino a outros países.
Mato Grosso do Sul, segundo o delegado federal, é o Estado onde mais se apreendem drogas no Brasil.
Fonte: portal UOL via CECOMSAER  2 NOV 2017



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Posted 10 de June de 2018 - 14:22

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Aviões da FAB interceptam monomotor com drogas na fronteira com a Bolívia
Aeronave não adotou os procedimentos de abordagem e, classificada como suspeita, foi comboiada

Por Roberto Godoy Publicado Em 09/06 - 12h40

Dois aviões de ataque A-29 Super Tucanos da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram na manhã deste sábado (09/06) um monomotor vindo da Bolívia em voo clandestino, sem registro e sem identificação. A aeronave PT-IDV, monitorada por um jato-radar E-99, não adotou os procedimentos determinados na abordagem pelos A-29. Classificado como suspeito, o avião foi comboiado para pouso no aeroporto de Tangará da Serra, em Mato Grosso.
Entretanto, antes disso, o piloto realizou uma manobra de risco e pousou o monomotor em uma área de pasto em Tapirapuã (MT). Um time da Polícia Federal, acionado desde de o momento em que o PT-IDV passou a ser acompanhado pelo sistema de defesa aérea, seguiu para o local.
Em nota, a Força Aérea informou que o monomotor transportava grande quantidade de drogas. A interceptação faz parte da Operação Óstium, de repressão ao tráfico de drogas, armas e contrabando nas fronteiras.
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Avião que transportava droga da Bolívia é interceptado pela FAB e faz pouso forçado em MT
Interceptação faz parte de operação de combate a crimes na região de fronteira. Avião fez pouso forçado em região rural de Salto do Céu.

Por Lidiane Moraes E Nayana Bricat, G1 Mt e Tv Cen Publicado Em 09/06 - 15h48

Uma aeronave que transportava cocaína proveniente da Bolívia foi interceptada por pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) neste sábado (9), na região da Serra Tapirapuã, próximo a Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
O piloto, identificado como Harysohn Pedrosa Pina, de 46 anos, fez um pouso forçado em uma área rural de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá.
Segundo o Gefron, o co-piloto Aldo Sanchez Sandoval seria membro da polícia militar boliviana.
Os dois tentaram fugir, mas foram capturados, presos e encaminhados para a delegacia da Polícia Federal, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá.
A interceptação faz parte da operação Ostium para combater crimes na região de fronteira e integra uma ação conjunta entre Polícia Federal, Polícia Militar, Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Força Aérea Brasileira (FAB).
Ao perceber o tráfego do monomotor de prefixo PT-IDV, através do sistema de segurança aérea, a FAB deu voz de comando para que o piloto aterrisasse em Tangará da Serra, mas ele desobedeceu a ordem.
Duas aeronaves de defesa aérea e um avião radar foram utilizados para interceptar os criminosos.
O trabalho por terra foi realizado por agentes da Polícia Federal e Gefron, que por meio de técnica de rastreio conseguiu capturar os criminosos que estavam escondidos na mata.
O Gefron estima que a aeronave estivesse transportando cerca de 250 kg de cocaína, mas a confirmação será feita após pesagem do produto que será feita em Cuiabá.
Outro caso
Em março, outra aeronave foi interceptada pela FAB no Distrito de Nova Fernandinópolis, no município de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá. Na ocasião, o avião transportava 500 kg de cocaína da Bolívia.

http://g1.globo.com/...html#!v/6799717
Fontes: jornal O Estado de São Paulo, Correio Braziliense, Portal G1, Portal R7 via CECOMSAER 10 JUN 2018

MATRÍCULA: PTIDV

Fabricante: CESSNA AIRCRAFT
Ano de Fabricação: 1972
Modelo: 182P
Número de Série: 18261218
Tipo ICAO : C182

Classe da Aeronave: POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem: 1338 - Kg
Número Máximo de Passageiros: 003
Tipo de voo autorizado: VFR Diurno

Categoria de Registro: PRIVADA SERVICO AEREO PRIVADOS
Número dos Certificados (CM - CA): 6594
Situação no RAB: COMUNICADA A VENDA
Data da Compra/Transferência: 291216

Data de Validade do CA: 29/05/18
Data de Validade da IAM: 120419
Situação de Aeronavegabilidade: Normal