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Foguete brasileiro a etanol passa em testes na Alemanha


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#1 jambock

jambock
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Posted 22 de March de 2017 - 00:50

Meus prezados
Foguete brasileiro a etanol passa em testes na Alemanha
Foguete verde
As agências espaciais do Brasil (AEB) e da Alemanha (DLR) deram um passo importante no desenvolvimento de um foguete alimentado por etanol, que as duas entidades chamam de "propulsão verde".
Foram finalizados com êxito na Alemanha os testes de queima do estágio superior do foguete.
"Duas cabeças de injeção com diferentes conceitos foram desenvolvidas em paralelo, a fim de encontrar a tecnologia ótima para a propulsão do futuro foguete germano-brasileiro," explicou Lysan Pfützenreuter, gerente do projeto na DLR.
"Nesta primeira série, alcançamos todos os nossos principais objetivos do teste. Foi realizado com êxito um total de 42 ignições durante um período de 20 dias. Durante estes testes, pudemos analisar de perto, entre outras coisas, o comportamento da ignição e a estabilidade do sistema durante a ignição e o arranque da câmara de empuxo. A partir daí, obtivemos conhecimentos importantes para o desenvolvimento de motores adicionais," acrescentou a engenheira aeroespacial.
Cabeças de injeção
As duas cabeças de injeção diferem na forma como o combustível é aspergido na câmara de combustão e misturado com o oxigênio.
Um dos sistemas foi desenvolvido no Brasil, por engenheiros do Instituto de Aeronáutica e Espaço, e o outro foi desenvolvido na Alemanha pela empresa Airbus Safran Launchers, dentro do projeto SALSA, que visa construir um foguete de propulsão a álcool em substituição aos combustíveis sólidos.
Com os dados dos testes, a equipe agora definirá o melhor projeto de cabeça de injeção para equipar o motor L75, que equipará o foguete brasileiro destinado ao lançamento de pequenos satélites.
Lançador de nanossatélites
A Agência Espacial Brasileira espera abrir mercado para o foguete de pequeno porte com o forte apelo do "combustível verde", além de conseguir atuar no emergente mercado dos nanossatélites.
Além disso, o "novo" combustível poderá reduzir significativamente o custo dos lançamentos espaciais, uma vez que o custo de fabricação, transporte e armazenagem do etanol é significativamente inferior ao da hidrazina, o composto químico mais utilizado nos foguetes de combustível líquido de pequeno e médio portes.
Em 2014, o Brasil lançou com êxito seu primeiro foguete a etanol, mas o VS-30 V13 é projetado apenas para voos suborbitais
Fonte: Portal INOVAÇÃO TECNOLÓGICA via CECOMSAER 18 MAR 2017



#2 jambock

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Posted 02 de April de 2017 - 00:22

Meus prezados
FAB aposta em motor de propulsão líquida
Concebido para impulsionar veículos espaciais, projeto que usa etanol finalizou primeira etapa de testes de câmara de combustão na Alemanha
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O projeto de cooperação germano-brasileira no desenvolvimento de motor para impulsionar veículos espaciais baseados em propulsão "verde" é um dos destaques no estande da Força Aérea Brasileira (FAB), na maior feira de segurança e defesa no Rio de Janeiro. O projeto L-75 usa etanol para desenvolver a tecnolgia de propulsão líquida.
Atualmente, os pesquisadores brasileiros e alemães analisam os dados da campanha de ensaios da câmara de combustão realizada entre julho e dezembro no ano passado em Lampoldshausen, na Alemanha. Foram cinco anos de pesquisas até o projeto ter condições de avaliar o cabeçote de injeção, concebido para ser o núcleo do novo motor L-75. Os testes verificaram os parâmetros de desempenho de combustão para serem comparados com o estabelecido no projeto.
O motor L-75 é um projeto desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), localizado em São José dos Campos (SP), em parceria com a Agência Espacial Alemã (Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt - DLR) e a Agência Espacial Brasileira (AEB). O nome do L-75 tem relação com o empuxo do motor (força que empurra) de 75 KN (quilonewtons). Para se ter uma ideia, isso seria suficiente para tirar do chão um caminhão de 7,5 toneladas.

Os responsáveis explicam que o objetivo brasileiro nesse projeto é capacitar equipe técnica de engenheiros e técnicos para dominar a tecnologia de propulsão líquida. O conhecimento permite calcular e projetar os componentes do motor inteiro. Além disso, permite capacitar a indústria nacional para fabricar esses diversos componentes projetados e, ao final, ensaiar esses componentes nas instalações projetadas e construídas no Brasil.
“Ao final desse ciclo o país estaria capacitado a desenvolver a tecnologia de propulsão líquida no país. Importantíssima para ter acesso efetivo ao espaço, por meio de lançamento de satélite”, explica Daniel Soares de Almeira, gerente do projeto no IAE. “A tecnologia de propulsão líquida é mais eficiente e é a que a maior parte dos países usa para ter acesso ao espaço. No entanto, é mais complexa. Isso exige um trabalho maior, além de desafios para a equipe técnica e para a indústria”, complementa.
Fonte: Ten Jussara Peccini para Agência Força Aérea 31 MAR 2017