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FAB quer testar nos próximos anos velocidade hipersônica em voo


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#1 jambock

jambock
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Posted 08 de April de 2017 - 11:21

Meus prezados

FAB quer testar nos próximos anos velocidade hipersônica em voo
Projeto é estratégico para a FAB, pois pode revolucionar a propulsão de veículos espaciais; experiência deve ser realizada em 2020
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Está previsto para iniciar em 2020 o teste em voo com o demonstrador tecnológico 14-X, protótipo usado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV), em São José dos Campos (SP), para desenvolver estudos de um motor que possa atingir velocidades de 12 mil km por hora ou 3 km por segundo. Uma velocidade dez vezes mais rápida que o som.
A tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, que utiliza o ar atmosférico para a combustão, está entre os projetos apresentados pela Força Aérea Brasileira (FAB) na maior feira de segurança e defesa da América Latina. A tecnologia é nova e está em desenvolvimento por países como Estados Unidos e Austrália.
“Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias”, afirma Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV. No local, está instalado o maior túnel de vento (T3) da América Latina, onde são realizados os testes. Os registros são feitos com uma câmera de alta velocidade.
De acordo com o pesquisador, o projeto é estratégico para a FAB, pois pode revolucionar a propulsão de veículos espaciais. “O projeto Prohiper irá, dentro de 10 anos, oferecer à Força Aérea Brasileira um produto de defesa que permita realizar voos rumo ao espaço de maneira mais barata e levando mais carga útil”, analisa o pesquisador.
“O grande desafio com relação ao motor é conseguir demonstrar a operacionalidade da combustão hipersônica, que é a fonte de energia para realização do voo”, complementa.
Um dos pesquisadores do projeto, o engenheiro aeroespacial Tenente Norton Assis, explica que o motor-foguete convencional tem de levar no seu interior tanto o combustível (álcool, hidrogênio ou querosene) quanto o oxidante (geralmente o oxigênio).
Já o princípio de ação da combustão hipersônica utiliza o próprio ar como oxidante para a queima do combustível. A principal vantagem é que um motor aspirado precisa levar no interior apenas o combustível.
Estima-se que a nova tecnologia possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem de veículos espaciais. Atualmente, são utilizados motores-foguete de múltiplos estágios não reutilizáveis, baseados em combustão química em que são necessários carregamentos de combustível e oxidante. Com essa configuração, o peso da carga útil, ou satélite, por exemplo, fica limitado a cerca de 5% do peso total do veículo lançador.
“O oxidante pode ser retirado do ar atmosférico, como um carro”, compara o engenheiro. “Isso reduz o peso total do veículo que será lançado e faz com que a carga útil possa ser mais pesada. Uma vez que ele não leva o oxidante no interior, o veículo torna-se mais seguro e essa redução de peso agrega mais eficiência”, ressalta.
Fonte: Portal Brasil via CECOMSAER 8 ABR 2017



#2 jambock

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Posted 11 de April de 2017 - 18:28

Meus prezados

FAB planeja avião hipersônico não-tripulado para 2020
Demonstrador tecnológico 14-X testará tecnologia de motor scramjet, considerada uma das mais promissoras nos voos espaciais

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Discretamente, a Força Aérea Brasileira (FAB) está desenvolvendo uma tecnologia hoje só testada por países como os Estados Unidos e Austrália. Trata-se da propulsão scramjet, um tipo de motor capaz de tornar possível aeronaves hipersônicas e que voam em grandes altitudes. E é com um protótipo não-tripulado que a Aeronáutica pretende testar na prática o conceito em 2020.
O projeto Prohiper, como é chamado internamente, está sob responsabilidade do IEAV (Instituto de Estudos Avançados), localizado em São José dos Campos (SP), e é restrito hoje ao laboratório onde é avaliado no maior túnel de vento da América Latina. “Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias”, disse Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.
Batizado de 14-X, o protótipo que demonstrará a tecnologia existe por enquanto apenas num modelo em escada com formato em asa delta de enflechamento bastante agudo. O motor scramjet é instalado na parte inferior da asa em delta e utiliza um princípio curioso: em vez de necessitar do combustível e do oxidante (oxigênio) como nos motores-foguete tradicionais, ele aproveita o próprio ar para queimar o combustível.
Graças a essa capacidade, ele pode em tese levar um avião a velocidades de cerca de 12 mil km por hora (algo como atravessar toda a Avenida Paulista em apenas um segundo). Para efeito de comparação, o supersônico Concorde voava a pouco menos de 2,2 mil km/h.
Em alta velocidade, o ar dispensa fans e compressores para acelerá-lo e aquecê-lo como nos turbofans, o que simplifica sua estrutura, mas exige materiais nobres para suportar o calor extremo. A grande vantagem, segundo explica o engenheiro aeroespacial Ten. Norton Assis é a maior carga útil permitida. Graças à ausência dos tanques de oxigênio é possível transportar até 15% de carga útil em relação ao seu peso – nos foguetes convencionais esse valor é de apenas 5%. “Como não leva o oxidante no interior, o veículo torna-se mais seguro e essa redução de peso agrega mais eficiência”, acrescenta.
A FAB apresentou o projeto durante a LAAD, maior feira de defesa da América Latina em busca de apoio para desenvolvê-lo. Ou seja, agora a fase é de divulgação e não mais de discrição.
Fonte: Ricardo Meier para blog Airway via CECOMSAER 11 ABR 2017