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Quatro países têm interesse em usar centro de lançamento de foguete do Brasil

Alcântara

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#1 jambock

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Posted 13 de April de 2017 - 13:48

Meus prezados

Quatro países têm interesse em usar centro de lançamento de foguete do Brasil

Estados Unidos, França, Rússia e Israel manifestaram interesse em formalizar parceria com o Brasil para utilização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que esteve hoje (12) conhecendo as instalações do centro e o programa espacial brasileiro.

O CLA é a denominação da segunda base de lançamento de foguetes da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele sedia os testes do Veículo Lançador de Satélites e destina-se a realizar missões de lançamento de satélites.

De acordo com o ministro, qualquer acordo com as partes interessadas se dará sempre levando em consideração a soberania do Brasil.

“Na semana passada, um grupo francês esteve visitando o centro de lançamento. Obtive informações de que o CLA está em condições operacionais. Ou seja, se houver algumas demandas, o centro pode lançar foguetes num prazo de uma semana”, disse Jungmann.

O ministro informou que mantém conversas com a direção da Embraer Defesa, a fim de que o conglomerado nacional, que é sócio na Visiona, junto com a Telebrás, também fixe acordos com o CLA.

A Visiona é a empresa que contratou da francesa Thales o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).

“Vou também procurar o BNDES para que o banco possa apontar formas de fomento para o centro de lançamento. Em uma outra frente conversarei com os responsáveis na Casa Civil da Presidência da República para equacionar as questões de natureza fundiárias”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil via CECOMSAER 13 ABR 2017


Edited by jambock, 13 de April de 2017 - 13:49 .


#2 jambock

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Posted 31 de May de 2017 - 20:13

Meus prezados

EUA vão usar Centro de Alcântara para lançar foguetes, diz ministro

Segundo Raul Jungmann, Israel, Rússia e França também já manifestaram interesse em utilizar estrutura no Maranhão

SÃO PAULO – O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira, 31, que o governo brasileiro vai permitir inicialmente aos Estados Unidos o uso do Centro de Alcântara, no Maranhão, para o lançamento de foguetes ao espaço. Além dos Estados Unidos, o ministro disse que Israel, Rússia e França já manifestaram interesse em usar a estrutura do equipamento.

O Centro de Lançamento de Alcântara, conforme lembrou o ministro durante o Fórum de Investimentos Brasil 2017, está paralisado desde 2001, e o governo do presidente Michel Temer (PMDB) prepara um projeto de lei que autoriza o País a permitir o uso do equipamento a governos estrangeiros. Uma versão do projeto já havia sido apresentada em 2001, mas foi retirada do Congresso para ganhar um novo texto.

Durante discurso no evento, o ministro não citou um prazo para envio do projeto, mas disse que “muito em breve” o centro vai estar em plenas condições de funcionamento. Jungmann falou ainda que será reformulada a governança da estrutura, que, segundo ele, era um dos “temas mais frágeis” da estrutura para o governo.

Um Conselho Nacional de Espaço também será criado, explicou o ministro, para servir como um comitê executivo que dará suporte à administração do centro de lançamentos.

“O País investiu bilhões na construção do equipamento de um centro que aí se encontra plenamente consolidado, com plenas condições de funcionamento e que esperamos (reativá-lo) muito em breve”, disse Jungmann.

O ministro destacou que o interesse dos outros países em usar a estrutura brasileira para lançar foguetes no espaço se dá pelo fato de o centro estar estrategicamente localizado, já que fica na Linha do Equador e tem uma proximidade maior da superfície terrestre com o espaço.

Fonte: Por Daniel Weterman para O Estado de S.Paulo via site Poder Aéreo 31 MAI 2017



#3 jambock

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Posted 01 de June de 2017 - 09:52

Meus prezados

Governo quer retomar plano de ampliação da base de Alcântara

O governo quer resgatar o plano de ampliação da base de Alcântara com o uso de áreas de quilombolas, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Segundo ele, foi solicitado à Casa Civil a retomada da discussão. O ministro afirmou que já há acordo com lideranças quilombolas para a cessão desses 12 mil hectares ao centro de lançamento de satélites, que fica localizado no Maranhão.

A ideia é aumentar o número de plataformas para lançamento, permitindo que o país feche acordos de uso da base com mais países e ganhe mais dinheiro com o centro.

O plano de ampliação de Alcântara para 20 mil hectares é antigo. Um acordo começou a ser gestado ainda no governo Lula, mas nunca chegou a ser finalizado com a efetiva extensão da área.

INTERESSE

Segundo o ministro, a base desperta interesse por sua localização, que torna os custos de lançamento muito menores do que em outros centros do mundo.

Israel, Rússia e França já informaram ao governo ter "disposição firme" para usar o centro, afirmou Jungmann.

Já há tratativas avançadas para um acordo com os Estados Unidos.

Além da ampliação da área, há outras medidas em curso como a revisão da governança da base.

De acordo com o ministro, hoje há diversos órgãos envolvidos na administração da base, mas o papel de cada um não está claro.  

Fonte: Renata Agostini e Flavia Lima para O Estado de São Paulo via CECOMSAER 1 JUN 2017 



#4 Pifpaf

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Posted 01 de June de 2017 - 16:08

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O ministro destacou que o interesse dos outros países em usar a estrutura brasileira para lançar foguetes no espaço se dá pelo fato de o centro estar estrategicamente localizado, já que fica na Linha do Equador e tem uma proximidade maior da superfície terrestre com o espaço.
Fonte: Por Daniel Weterman para O Estado de S.Paulo via site Poder Aéreo 31 MAI 2017

Alcântara então "tem uma proximidade maior da superfície terrestre com o espaço"?!?!?
Esse repórter é um "jênio"!!!

#5 jambock

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Posted 09 de June de 2017 - 18:49

Meus prezados

Comissão ouvirá ministro da Defesa sobre acordo com os Estados Unidos

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quinta-feira (8) a realização de uma audiência pública com o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

...

Um dos pontos que chamou a atenção da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), autora de um dos requerimentos aprovados, é a permissão para que os norte-americanos façam uso da Base de Alcântara (MA) no lançamento de foguetes. O outro requerimento aprovado, de Romero Jucá (PMDB-RR), também prevê que o ministro detalhe o recente acordo com os EUA.

...

A data da audiência com Raul Jungmann será acertada em comum acordo com a assessoria do ministro.

Fonte: Sergio Vieira para Agência Senado via CECOMSAER 9 JUN 2017


Edited by jambock, 09 de June de 2017 - 18:49 .


#6 jambock

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Posted 30 de June de 2017 - 18:24

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País perde U$ 1,5 bilhão por ano devido a modelo equivocado na Base de Alcântara, avalia Jungmann

O país não pode repetir o equívoco de atrelar a base de lançamentos de Alcântara (MA) a um único parceiro, disse nesta quinta-feira (29) o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Ele informou os senadores que o governo já negocia com outros países o uso otimizado da plataforma.

Jungmann avalia que os acordos podem render ao Brasil cerca de U$ 1,5 bilhão por ano, o que já deveria ocorrer. Neste cenário ele entende ser "incompreensível" a base encontrar-se totalmente inutilizada, em razão de "concepções errôneas", que temiam o controle de Alcântara pelos Estados Unidos.

— Nesta nova concepção nós vamos trabalhar com China, Rússia, EUA, Israel, França, com empresas nacionais, seja quem for. Já estamos negociando com qualquer país que tenha interesse, não haverá monopólio — disse.

Ele acrescentou que a minuta definindo um novo modelo de uso para a base será em breve encaminhada ao Congresso Nacional, e pediu a compreensão da oposição para que o veja como sendo de "interesse nacional". O ministro avalia a Base de Alcântara como "a melhor do hemisfério", a mais econômica, capaz de colocar o país no lucrativo mercado de lançamento de satélites.

Ucrânia

Ele também afirmou que o governo não cogita ter apenas um país parceiro em torno da base, por entender ser esta a melhor forma inclusive de evitar ações buscando inviabilizá-la, por razões de concorrência comercial.

O novo modelo passa ainda pela assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público, que possibilitará a reincorporação de parte do terreno, cedido para quilombolas. Entre 2003 e 2015 vigorou um acordo de parceria em torno da Base com a Ucrânia.

Fonte: Sergio Vieira para Agência Senado via CECOMSAER 30 JUN 2017



#7 jambock

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Posted 03 de October de 2017 - 12:07

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Brasil envia proposta para EUA lançarem foguetes na Base de Alcântara
Governo enviou há dois meses documento aos americanos; outros países poderiam usar estrutura no Maranhão
WASHINGTON – O Brasil enviou ao governo dos Estados Unidos uma proposta de acordo para permitir a utilização da Base de Alcântara, no Maranhão, para lançamento de satélites americanos e de outras nações que utilizam tecnologia do País. O documento está sob análise do Departamento de Estado há dois meses.
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A Base de Alcântara se localiza no Maranhão Foto: Lisandra Paraguassu/Estadão
+++ França e Rússia entram na disputa por Alcântara
Essa negociação começou há mais de 15 anos e sofreu um revés com a rejeição do acordo original pelo Congresso brasileiro em 2001, sob o argumento de que os termos violavam a soberania nacional. O embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, disse que a proposta foi revisada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e enviada ao Departamento de Estado.
“O acordo não passou em nosso Congresso porque, talvez, fosse um procedimento mais intrusivo que o justificável para a proteção da propriedade intelectual da informação e dos equipamentos que são sensíveis”, afirmou o diplomata.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Michael McKinley, observou que as exigências americanas de segurança e proteção de informações continuam as mesmas. Mas ressaltou: “Agora é um momento novo e um momento de avaliação das propostas feitas. Temos que esperar a avaliação”.
Os dois diplomatas participaram nesta terça-feira, 26, de plenária anual do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, em Washington.
Ambos disseram não saber quando o processo de análise será concluído.
“Ninguém questiona a proteção da informação, da tecnologia e dos equipamentos, mas questiona o grau de interferência no processo de lançamento dos foguetes”, ressaltou Amaral.
O embaixador disse ainda que o acordo é importante não apenas para permitir lançamentos de todos os equipamentos que tenham tecnologia americana.
A negociação com os Estados Unidos foi retomada com a posse de Michel Temer (PMDB) e o fracasso da cooperação fechada por sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), com a Ucrânia. Depois de consumir US$ 1 bilhão em investimentos, o acordo não teve resultados concretos.
Fonte: Cláudia Trevisan, Correspondente de O Estado de S. Paulo nos Estados Unidos via E.M.Pinto para site Plano Brasil 27 SET 2017



#8 jambock

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Posted 11 de January de 2018 - 10:27

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Delegação de empresas americanas visita o Centro de Lançamento de Alcântara

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O Jane’s noticiou que uma delegação da indústria aeroespacial americana visitou o Centro de Lançamento de Alcântara (ALC) em dezembro.
O Brasil estaria cortejando as empresas dos EUA para utilizarem seu site de lançamento de Alcântara no nordeste do Brasil.
A localização é sedutora, mas os obstáculos regulatórios e logísticos são grandes. O clima acolhedor do Brasil para satélites pequenos e um local de lançamento equatorial privilegiado são considerados atraentes para as empresas espaciais dos EUA.
Entre as empresas que visitaram Alcântara, estavam a Vector Space Systems, Microcosm Inc, Lockheed Martin, e Boeing.
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Centro de Lançamento de Alcântara

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Fonte: site Poder Aéreo 10 jan 2018



#9 jambock

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Posted 22 de June de 2018 - 08:45

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Roscosmos quer participar do desenvolvimento do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão
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A corporação espacial russa Roscosmos e a Agência Espacial Brasileira (AEB) discutiram a possibilidade da participação russa no desenvolvimento do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão, informou o serviço de imprensa da corporação nesta quarta-feira.
A delegação de Roscosmos, liderada pelo diretor-geral Dmitry Rogozin, participa do simpósio do jubileu da Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Usos Pacíficos do Espaço Exterior (UNISPACE + 50).
A delegação assinou um acordo de cooperação com os Emirados Árabes Unidos e participou da 61ª sessão do comitê espacial da ONU, além de ter tido discussões com autoridades brasileiras.
“Além disso, foi realizada uma reunião bilateral com a delegação da Agência Espacial Brasileira, liderada pelo presidente José Raimundo Braga Coelho Braga. As partes discutiram as perspectivas de cooperação na área de navegação por satélite, monitoramento de detritos espaciais e possível participação da Rússia no desenvolvimento do cosmódromo brasileiro de Alcântara”, informou a Roscosmos.
Alcântara é a instalação de lançamento de satélites do Brasil no estado do Maranhão. No início de junho, o Brasil iniciou negociações com os Estados Unidos para emprestar o local para uso comercial. A instalação está localizada perto da linha do Equador, permitindo assim reduzir o consumo de combustível no lançamento.
Anteriormente, o projeto foi tocado pelo Brasil em parceria com a Ucrânia, mas os resultados ficaram muito abaixo do esperado.
Fonte: sputniknews via Ghost para site Plano Brasil 22 jun 2018



#10 jambock

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Posted 21 de July de 2018 - 11:58

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Governo Temer corre para tentar acordo com EUA sobre base de Alcântara: o que está em jogo?
Se acordo com os EUA prosperar, acesso a determinadas áreas do centro de lançamento será restrito

São quase quarenta anos de promessas desde que, em 1979, a ditadura militar lançou a Missão Espacial Completa Brasileira prevendo a criação de um centro espacial no país. Após três tentativas frustradas de lançamento de foguetes VLS (veículos lançadores de satélites), umas dais quais resultou em 21 mortes, o governo do presidente Michel Temer busca tornar a proposta realidade por meio de um controverso acordo com os Estados Unidos ainda este ano.
O objetivo é viabilizar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão, o que em outras palavras significa gerar recursos alugando a base para países e empresas colocarem seus satélites em órbita. O CLA pertence ao Estado brasileiro e é gerido pela Aeronáutica.
O local - escolhido nos anos 80 em detrimento de outra região no Amapá por influência do então senador maranhense José Sarney, depois presidente da República - é celebrado como uma das melhores zonas de lançamento do mundo, já que sua localização muito próxima da linha do equador permite uma economia de cerca de 30% no combustível necessário para essas operações. O Brasil, no entanto, nunca conseguiu por meios próprios realizar lançamentos para colocar satélites em órbita. Já uma parceria com a Ucrânia consumiu desde 2007 R$ 480 milhões sem alcançar seu objetivo.

Um primeiro acordo de salvaguarda, cujo objetivo é evitar que a tecnologia de um país seja roubada por terceiros, foi firmado com os EUA em 2000, mas a iniciativa não foi pra frente devido às acusações de ameaça à soberania nacional. O texto previa espaços de acesso restrito aos americanos, entrada de contêineres lacrados que não sofreriam inspeção e também proibia que determinados países laçassem foguetes do Brasil.
O governo negocia agora um texto mais palatável que possa superar as resistências políticas, já que o acordo só entrará em vigor se aprovado no Congresso Nacional. O Brasil enviou uma sugestão para os EUA em 2017 e recebeu uma contraproposta em maio. Agora, diversos órgãos como Itamaraty, Agência Espacial Brasileira e Aeronáutica trabalham em uma nova versão. Há expectativa de um acordo final ainda neste ano.
Os documentos estão em sigilo - autoridades envolvidas ouvidas pela BBC News Brasil reconhecem que os americanos mantêm diversas exigências que geraram controvérsia no início da década passada, mas sustentam que houve avanços principalmente de "redação", de modo a explicar melhor as intenções do acordo e gerar menos "sensibilização política".
"Hoje nós temos um texto que consideramos melhor que aquele dos anos 2000", afirma o diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, no comando da instituição desde a administração Dilma Rousseff.
Defensores da proposta na AEB e na Aeronáutica dizem que é "impossível" viabilizar o uso comercial de Alcântara sem o acordo com os Estados Unidos, porque o país domina boa parte da tecnologia espacial. É comum que outros países usem componentes americanos em seus lançadores e satélites - sem o acordo de salvaguarda, eles não poderiam acessar o espaço a partir de Alcântara.
Esses entusiastas querem que os recursos usados com a comercialização do centro sirvam para desenvolver o programa espacial brasileiro, hoje bem atrás do de países como China, Índia e Argentina, que há algumas décadas estavam em estágio semelhando ao nosso. Durante as entrevistas, eles pediram que a reportagem procurasse usar o termo "centro de lançamento" ao invés de "base de Alcântara", preocupados em dissipar a imagem de projeto militar.
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Eles afirmam ainda que acordos de salvaguarda entre países são praxe nessa área e negam que comprometam a soberania nacional. Sua esperança é que, passados 18 anos da primeira tentativa de entendimento com os EUA sem que o programa espacial brasileiro tenha apresentado desenvolvimento relevante, a oposição ao acordo arrefeça.
"Em aviação, a gente costuma dizer: se você quer um risco zero, não decole, porque, se você decolar, é baixa a probabilidade (de acidente), mas pode acontecer. Então, a soberania hoje em Alcântara é 100%, não tem ninguém lá, mas não tá acontecendo nada", afirma o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), órgão responsável pela implantação dos sistemas espaciais de Defesa, o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.
Pontos polêmicos do acordo com os EUA
Entre os pontos polêmicos do acordo, Aguiar diz que há avanços por exemplo na entrada dos componentes americanos no Brasil, que, segundo o texto de 2000, poderiam ingressar em contêineres lacrados, sem qualquer inspeção.
"Saberemos o que está sendo transportado. `Ah, está sendo transportado um pedaço de um satélite?` Confere o satélite. `Ah eu quero ligar esse satélite e ver em que frequência ele opera´. Infelizmente isso no acordo de salvaguarda tecnológica não é previsto. `Mas eu não estou trazendo uma bomba, algo diferente do que esta reportado no relato de importação´. `Ok, conferido, obrigado´", exemplificou.
Por outro lado, a atual negociação mantém a previsão de que os EUA terão acesso restrito a algumas áreas do centro, onde estiver sendo operada tecnologia americana. Durante esse processo, pessoas não autorizadas pelos americanos não poderão ingressar no local.O presidente da AEB, Braga Coelho, argumenta que isso ocorreria temporariamente, não representando uma cessão definitiva de território brasileiro aos americanos.
Também foi alvo de críticas em 2000 o artigo que proibia o uso de recursos gerados pelo centro de Alcântara no desenvolvimento de lançadores (foguetes) brasileiros. Braga Coelho explica que o governo americano tem regras internas que o proíbem de investir em foguetes de outros países e por isso não é possível retirar esse ponto. Ele diz, porém, que "dinheiro não tem cor" e, como os recurso iriam para o Tesouro (caixa comum da união), poderiam depois ser destinados para qualquer área. A Agência Espacial Brasileira também estuda no momento modelos de negócios para exploração comercial do centro - uma das possibilidades é fazer uma operação em parceria com o setor privado e, nesse caso, não há restrição para que empresas invistam os recursos em foguetes, afirma ele.
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Outro ponto que gerou resistência e que deve ser mantido no novo acordo é a restrição para que a base de Alcântara seja usada por países considerados terroristas ou que não tenham aderido a um acordo internacional chamado MTCR (Missile Technology Control Regime), cujo objetivo é evitar o desenvolvimento "sistemas de distribuição não tripulados capazes de entregar armas de destruição em massa".
A China, que é parceira do Brasil desde os anos 80 em um programa de desenvolvimento de satélites, não aderiu a esse acordo. Por isso, o Brasil não poderia lançar de Alcântara esses satélites, os Cbers.
"Esse acordo a princípio não nos permitiria, a não ser que a gente tivesse uma discussão entre Brasil e Estados Unidos que autorizasse o lançamento. Mas poderíamos continuar lançando da China, que tem várias centros", ressaltou Coelho.
Ministro das Relações Exteriores durante todo o governo Lula (2003-2010) e da Defesa no primeiro mandato da Dilma (2011-2014), Celso Amorim continua crítico do acordo. Segundo ele, durante sua gestão, o uso de Alcântara nunca foi uma prioridade trazida pelos americanos para a agenda bilateral. De acordo com o ex-chanceler, a demanda partia mais de setores técnicos do governo brasileiro que viam o uso comercial de Alcântara como forma de gerar recursos para investir no programa espacial brasileiro. Na sua avaliação, porém, o setor deve ser desenvolvido a partir de investimentos do Estado, sem que isso signifique acordos que "firam a soberania brasileira".
"Durante a minha época não houve nenhum avanço, eu mesmo me encarreguei de barrar. Nunca houve uma formulação que me satisfizesse do ponto de vista da preservação da soberania nacional", contou à BBC News Brasil.
"Um acordo que diz que não podemos lançar nosso satélite (desenvolvido com os chineses) de Alcântara, isso é um absurdo total. Há valores mais altos do que o ganho imediato comercial que você possa ter. E você não deve ceder nenhum espaço do território brasileiro. Começa ali em Alcântara, depois vai pra Amazônia", criticou ainda.
Amorim ressaltou também que o acordo não prevê qualquer transferência de tecnologia. As autoridades envolvidas na atual negociação reconhecem isso e enfatizam que o acordo serve exatamente para proteger os investimentos tecnológicos feitos pelos americanos, o que argumentam ser algo natural. Sustentam, porém, que o uso do centro após esse acordo pode criar oportunidades de futuras parcerias.
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"Esse não é o melhor acordo do mundo, mas é um acordo bom. O melhor acordo do mundo seria: eu ganho tecnologia, eu ganho tudo, não pago nada, eles pagam muito, isso não existe. Tecnologia não se dá de graça, você tem que gramar", afirma o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.
Os entusiastas da negociação com os americanos argumentam ainda que acordos do tipo são comuns no mundo, e citam tratados dos EUA com Rússia e Nova Zelândia, por exemplo.
A BBC News Brasil comparou os textos desses acordos com aquele negociado em 2000. O acordo com a Rússia, de 2006, é diferente já que não trata de lançamentos em território russo, mas do desenvolvimento de um centro marítimo, para lançamentos do meio do oceano, desenvolvido por empresas da Noruega, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. Nesse caso, o texto prevê as garantias de proteção da tecnologia russa, já que o centro ficava ancorado na costa da Califórnia. O acordo não previa, por exemplo, a entrada de contêineres lacrados nos EUA, permitindo que os americanos, sempre em conjunto com os russos, realizassem a inspeção do material.
Já o acordo firmado com a Nova Zelândia em 2016 para uso de um centro de lançamento no país tem termos parecidos com os negociados com o Brasil, estabelecendo áreas cujo acesso é controlado pelos americanos, por exemplo.
Qual o potencial da base de Alcântara?
Após anos tentando desenvolver um foguete VLS (Veículo de Lançamento de Satélites), o Brasil abandonou esse projeto. Foram três tentativas frustradas de lançá-lo de Alcântara - na última delas, em 2003, o foguete explodiu em solo e provocou 21 mortes.
O governo decidiu focar então no desenvolvimento do VLM (Veículo Lançador de Microsatélite), que hoje apresenta potencial comercial mais promissor e cuja conclusão está prevista para até 2020. Mais baratos, os satélites menores tem se tornado cada vez mais importantes para a produção de imagens da terra, vigilância, navegação por GPS e comunicação por internet.
O Space Enterprise Council, que representa a indústria espacial norte-americana, estima que até 2022 podem ocorrer até 600 lançamentos de satélites de até 50 quilos e que o Centro de Lançamento de Alcântara poderia abocanhar 25% desse mercado.
Apesar disso, as autoridades brasileiras dizem que não é possível ainda estabelecer qual o potencial econômico do centro da Alcântara. Michele Melo e Carolina Pedroso, analistas em Ciência e Tecnologia da AEB, estão estudando quais os modelos de negócios possíveis. Elas explicaram à BBC News Brasil que não há hoje uma base de lançamento no mundo focada em microsatélites que possa servir de parâmetro para o brasileiro.
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Segundo as analistas, hoje, a infraestrutura de lançamentos em Alcântara está quase pronta para ser explorada comercialmente, graças aos investimentos feitos na época do acordo com a Ucrânia e dos lançamentos de foguetes de treinamento e de satélites suborbitais com experimentos científicos curtos (89 nos últimos dez anos) que são realizados para manter a estrutura do centro funcionando. A parte logística, porém, exigirá investimento em um novo porto, melhoria do aeroporto e da rede hoteleira. Algumas estruturas da época do acordo com a Ucrânia ficaram incompletas e estão "abandonadas", segundo lideranças quilombolas da região.
Resistência contra novas remoções
Além da polêmica em torno do possível acordo com os Estados Unidos, outra questão delicada envolvendo o centro de Alcântara é o impacto sobre comunidades tradicionais locais. A região foi ocupada no período colonial por produtores de cana-de-açúcar e algodão que usavam mão de obra escrava - após o declínio dessas atividades, os ex-escravos tomaram posse das terras e fundaram os quilombos.
Quando o CLA foi criado, 312 famílias de 24 povoados que viviam da pesca foram removidas da costa e fixadas no interior em agrovilas, o que modificou completamente seu modo de vida. Agora o governo diz que precisa realizar novas remoções para ampliar o potencial de uso do centro de lançamento.
Segundo Danilo da Conceição Serejo Lopes, representante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), as lideranças não foram formalmente comunicadas sobre a intenção do governo de expandir o centro. Ele diz que as comunidades acompanham com "apreensão" a retomada das negociações com os EUA e afirma que nenhuma família foi indenizada na primeira remoção.
"Houve toda uma desestruturação cultural e social das famílias removidas. Não existe nenhuma possibilidade de sair (mais famílias agora), não tem negociação", afirmou, criticando ainda a intenção de "entregar a base para os estrangeiros".
De acordo com Lopes, em 2008 houve um acordo, mediado pelo Ministério Público Federal, com a Advocacia Geral da União (AGU), que reconhecia os territórios quilombolas e interditava novas remoções. Questionada pela BBC Brasil, a Casa Civil, órgão que está responsável pela questão das comunidades, disse por email que "em 2008 foi aberto via AGU um canal de diálogo com as comunidades quilombolas locais" e que "tal processo não resultou em maiores definições até o presente momento".
"O governo federal está estudando medidas envolvendo políticas públicas e questões sociais na região de forma concomitante", ressaltou ainda a Casa Civil.
Fonte: Mariana Schreiber para BBC via CECOMSAER 21 JUL 2018


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Posted 11 de August de 2018 - 12:23

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Como Alcântara pode ajudar o Brasil

Temos pela frente uma excelente oportunidade para nos posicionarmos no mercado espacial

Há décadas, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, tem sido alvo de polêmicas baseadas, em boa parte, na desinformação sobre sua relevância para o Brasil. O País precisa saber que Alcântara não está à venda, não será arrendada e que tampouco haverá cessão de área ou qualquer outra ação que afete a soberania brasileira.

Na verdade, o que se pretende é viabilizar o uso comercial do CLA. Feito isso, Alcântara vai oferecer a possibilidade de empresas privadas efetuarem lançamentos de engenhos espaciais a partir das suas instalações, proporcionando uma nova e significativa fonte de recursos financeiros para o Programa Espacial Brasileiro e seus importantes projetos.

A Estratégia Nacional de Defesa, já em 2008, designou o Comando da Aeronáutica como o responsável pelo setor espacial brasileiro, entretanto, como não há programa espacial exclusivamente militar, é imprescindível que toda a sociedade brasileira conheça a importância de Alcântara.

Nosso país tem o tamanho de um continente. São praticamente 200 milhões de habitantes que usam diariamente serviços providos por satélites, sem nem sequer notar que o fazem. Essas tecnologias estão em nossos telefones celulares, no GPS, na previsão meteorológica, no levantamento de imagens para diversas finalidades – como as usadas para previsão de safras agrícolas e monitoramento de desmatamentos – dentre inúmeros outros serviços. Diante da relevância de tantas possibilidades de uso do espaço, a questão que se impõe é: queremos ter essa indústria aqui, no Brasil, gerando empregos e desenvolvimento, ou vamos seguir sendo ultrapassados por outros países na corrida espacial?

Infelizmente, hoje o Brasil está praticamente fora do mercado espacial mundial. Estamos falando de um volume de negócios estimado em mais de US$ 300 bilhões por ano. E, como não temos empresas nacionais explorando profundamente esse segmento, nossos profissionais altamente capacitados acabam sendo absorvidos por empresas de outros países, pondo em risco um legado de décadas de trabalho no Brasil.

Atualmente, países que iniciaram seus programas espaciais junto com o Brasil, por volta da década de 1960, já se valem de uma considerável autonomia. Diferentemente do que acontece aqui, mesmo tendo em nosso território um dos melhores locais do mundo para lançamento de satélites. Situado a apenas 250 km ao sul da Linha do Equador, nosso centro em Alcântara propicia uma economia de combustível de pelo menos 30% nos lançamentos. Além disso, sua posição estratégica apresenta meteorologia favorável e saída para o mar, fatores igualmente importantes para um centro espacial.

Para minimizar os danos da estagnação do programa espacial, algumas ações de alta relevância têm sido tomadas em prol do setor espacial brasileiro. Prova disso é o recém-assinado Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese) – parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais –, que tem uma concepção dual, englobando ações de defesa e de ciência e tecnologia. Com essa formatação, o Pese oferece possibilidades de serviços de satélites não só para as Forças Armadas, mas também para atendimento a necessidades governamentais em diversas áreas em prol da sociedade, notadamente no fornecimento de internet de banda larga a regiões mais remotas.

Além disso, acompanhando o surgimento de novas ondas como a nanotecnologia, e sua decorrente miniaturização de produtos espaciais, o Programa Espacial Brasileiro tem focado atualmente na viabilização do desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM). Trata-se de um novo nicho muito explorado por companhias privadas. As filas de espera nos centros de lançamento de artefatos desse tipo ao redor do globo estão em torno de três anos, o que corrobora a carência dessas instalações no mercado e reforça a oportunidade que surge para recuperarmos o tempo perdido.

Porém, para que satélites estrangeiros possam ser lançados do território brasileiro são necessárias proteções legais, conhecidas no mercado aeroespacial como Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, ou AST, um contrato recíproco de proteção legal de tecnologias.

Com o acordo, os países estabelecem um compromisso mútuo de proteção das tecnologias e patentes contra uso ou cópia não autorizados. Esses acordos são praxe no setor espacial e não representam ameaça alguma à soberania brasileira. Infelizmente, este tema tem sido distorcido com alguma regularidade, gerando uma falsa ideia de que o AST seria prejudicial para o País. E isso não é verdade.

No momento, o Brasil se encontra em plena negociação de um AST com os Estados Unidos. Após sua conclusão, teremos condições legais de atuar conjuntamente não só com a nação que domina simplesmente cerca de 80% do mercado espacial e suas tecnologias, mas também com qualquer outro país que tenha produtos espaciais desenvolvidos com componentes de empresas americanas. Por outro lado, caso o Brasil não permita a formalização desta parceria com os norte-americanos, estaremos impondo ao País óbices extremamente duros para a continuidade do nosso programa espacial.

Temos pela frente uma excelente oportunidade para finalmente nos posicionarmos no mercado espacial mundial, com um protagonismo compatível com a grandeza do Brasil. E o Centro de Lançamento de Alcântara é peça fundamental neste processo. Por isso precisamos incentivar seu uso comercial, o que certamente trará consequências benéficas para o Programa Espacial Brasileiro. Trata-se de um assunto que não pode ficar restrito ao Comando da Aeronáutica ou a apenas um governo. A área espacial sempre foi e continua sendo estratégica para o País, mas, para avançarmos rumo ao seu desenvolvimento, ela deve ser tratada como tal por todos os brasileiros.

*TENENTE-BRIGADEIRO-DO-AR, É COMANDANTE DA AERONÁUTICA

Fonte: Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO via CECOMSAER 11 AGO 2018



#12 jambock

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Posted 15 de August de 2018 - 10:37

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EUA estudam novo acordo para uso da Base de Lançamento de Alcântara
Houve avanço nas tratativas Cooperações militares foram discutidas

O acordo de salvaguardas tecnológicas para o aproveitamento do campo de Alcântara, no Maranhão, pode estar próximo da conclusão, de acordo com o general Joaquim Silva e Luna, ministro da Defesa. Ele participou de reunião com James Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos. Sem dar detalhes, o ministro afirma que houve avanço nas tratativas.

Para o ministro, é preciso que os termos do acordo sejam compreendidos no Congresso. Dois aspectos relacionados a ele foram citados no encontro. “Avançamos no primeiro [ponto] como o Brasil queria, estamos ajustando o último, o secretário se comprometeu no mais curto prazo possível a ajustarmos os detalhes para que ficassem de acordo com os nossos interesses”, disse.

Os parlamentares já rejeitaram o último acordo com os Estados Unidos para exploração de Alcântara. No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, 1 tratado foi assinado com a Ucrânia e os 2 países criaram uma empresa binacional para explorar a base. A parceria não funcionou e o acordo acabou sendo rescindido unilateralmente pelo Brasil.

A base, criada em 1983 para o Programa Espacial Brasileiro, é objeto de interesse dos Estados Unidos. O motivo é a proximidade com a Linha do Equador, que possibilita a economia de combustível no lançamento de foguetes. Segundo o ministro Silva e Luna, o Brasil tem interesse na produção de informações do satélite.

“Enfatizamos muito já que os Estados Unidos têm uma grande capacidade de informação na área, que é a de inteligência por meio de satélites de imagem”, disse.

O acordo com os norte-americanos é defendido pela Agência Espacial Brasileira e pelo Comando da Aeronáutica. Além da retomada do acordo, temas como a situação social da Venezuela e cooperações militares foram debatidos na visita do secretário James Mattis ao Brasil.

Fonte: Nathália Pase para PODER 360 via CECOMSAER 15 AGO 2018

1 tratado? 2 países? 



#13 jambock

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Posted 24 de August de 2018 - 21:32

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Há 15 anos, o Brasil sofria seu pior acidente em exploração espacial
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Sabemos que o Brasil, especialmente quando comparado aos Estados Unidos e à antiga União Soviética, está anos-luz distante de ter um programa de exploração espacial profícuo. Poucas vezes nosso país se aventurou a desenvolver tecnologia espacial de ponta ou mesmo tentar lançar dispositivos para o espaço, obviamente por falta de interesse e recursos, e não de capacidade humana.
Apesar disso, o Brasil iniciou um programa espacial moderno em 1956, dois anos antes da fundação da NASA, com a criação de uma base de rastreio em Fernando de Noronha que serviria para “vigiar” as transmissões a partir dos foguetes que decolavam da estação no Cabo Canaveral, de onde a grande maioria dos foguetes da agência espacial norte-americana vieram a decolar e ainda o fazem até hoje.

Lançamentos na Linha do Equador
O programa espacial brasileiro teve altos (não muito altos) e baixos durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, mas entrou no decênio de 1990 com empolgação: a AEB, Agência Espacial Brasileira, começou a realizar diversas decolagens a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, a 32 quilômetros de São Luís, capital do estado do Maranhão. Sua latitude, por ser próxima à Linha do Equador, diminui o consumo de combustível das naves que partem de lá.
O Centro de Lançamento de Alcântara foi inaugurado em 1º de março de 1983 e serviu como substituto para o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Após quase 30 decolagens feitas da base de lançamento de Alcântara, um terrível acidente com o foguete VLS-1 XV-03 da missão SATEC deixou 21 mortos, todos funcionários do Centro Técnico Espacial (CTA) de São José dos Campos, no estado de São Paulo.
“Após quase 30 decolagens feitas da base de lançamento de Alcântara, um terrível acidente com o foguete VLS-1 XV-03 da missão SATEC deixou 21 mortos”
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Fogo e destruição
Um incêndio seguido por uma explosão foi causado pela ignição acidental de um dos quatro motores do foguete brasileiro, conforme relatou o ministro da Defesa na época, José Viegas. O acidente aconteceu três dias antes da data prevista para a decolagem da missão, 22 de agosto de 2003, e pode ser rapidamente visto por quatro câmeras que monitoravam cada um dos andares da base de lançamento.
O fogo se alastrou a partir da base do veículo e em segundos tomou todo o foguete, chegando até sua extremidade superior onde estava o satélite que seria colocado em órbita. Câmeras externas também mostram a tragédia: é possível ver a explosão da base onde o veículo estava armazenado pouco depois das 13h26.
O objetivo da missão – também chamada de Operação São Luís – era colocar em órbita circular equatorial os satélites meteorológicos SATEC, do INPE, e o UNOSAT, da Universidade do Norte do Paraná.
https://youtube.com/...h?v=LA3vrWl56K0
Motivos e negligência
Segundo o tenente-brigadeiro Astor Nina de Carvalho, comandante do Centro de Lançamento de Alcântara, a tragédia com o VLS-1 começou com o incêndio causado pela ignição acidental do motor que se alastrou em velocidade impressionante, chegando a temperaturas de 3 mil graus Celsius, que derrubou a torre de lançamento sobre o foguete e causou a explosão. A plataforma onde os 21 técnicos do CTA da Aeronáutica trabalhavam também ruiu, levando todos a óbito imediatamente.
“Algumas pessoas mais ‘criativas’ chegam a cogitar a possibilidade de terrorismo, sabotagem, especialmente por parte dos Estados Unidos”
Muitas investigações foram feitas no local do acidente para determinar as causas do incêndio e encontrar culpados pelas mortes. As famílias dos técnicos até hoje lamentam o ocorrido e sentem o esquecimento público do caso e a negligência do governo no que diz respeito ao amparo que deveriam receber após a perda de entes queridos.
Algumas pessoas mais “criativas” chegam a cogitar a possibilidade de terrorismo, sabotagem, especialmente por parte dos Estados Unidos, que teriam propositalmente causado o acidente para evitar que outros países entrassem no ramo da exploração espacial — área que os norte-americanos têm dominado após o fim da União Soviética —, como se a exploração espacial brasileira ameaçasse a hegemonia do Tio Sam.

Futuro à vista
No século XXI, o Centro de Lançamento de Alcântara continuou funcionando, tendo, em 2010, colocado em órbita com sucesso um foguete de médio porte, o VSB-30, que realizou testes em microgravidade e conseguiu retornar a salvo para a Terra. Da mesma base também saiu o primeiro foguete de propulsão líquida do Brasil, em 2014.
Torcemos para que esse acidente, pelo menos, tenha ajudado os responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologia espacial no Brasil a entender melhor o funcionamento de seus dispositivos, para que isso não torne a acontecer e vitimar fatalmente funcionários envolvidos nessas missões.
Fonte: .tecmundo via via Ghost para site Plano Brasil 24 ago 2018


Edited by jambock, 24 de August de 2018 - 21:33 .


#14 jambock

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Posted 15 de September de 2018 - 22:04

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Acordo de salvaguardas tecnológicas é necessário para abertura do CLA ao mercado global
Primeiro acordo deve ocorrer com os Estados Unidos
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Nesta sexta-feira (14), o Presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, visitou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e ressaltou a importância do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), em termos de desenvolvimento para o país e geração de recursos. A explanação ocorreu durante apresentação do CLA a veículos de imprensa nacionais e internacionais.
Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, a Força Aérea Brasileira (FAB) é responsável pelo desenvolvimento de projetos no Setor Aeroespacial, assim como a operação e o monitoramento de satélites. “O que propomos é um plano aeroespacial de alto nível, um programa brasileiro feito por brasileiros. Isto não é um programa de governo, mas de nação”, ressaltou o Major-Brigadeiro Aguiar.
De Acordo com o Presidente da CCISE, foi criado grupo técnico com a atribuição de tratar a viabilidade de acordos de salvaguardas tecnológicas com estados estrangeiros, como forma de potencializar as ações de fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro. “O Brasil pretende fechar um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos que pode viabilizar  para a utilização comercial do CLA até o próximo ano. Os EUA dominam plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias”, disse.
O oficial-general ainda abordou a criação da empresa pública Alada. “A Alada destina-se a explorar atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos e equipamentos aeroespaciais, além da exploração econômica da infraestrutura e das navegações aeroespaciais, de forma direta e indireta”, disse.
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CLA – Até hoje, ao todo, 490 veículos foram lançados pelo Centro de Lançamento de Alcântara, em um total de 101 operações. Alguns dos lançamentos são da família de foguetes suborbitais VS-30, VS-40 e VSB-30. Os veículos tiveram testes iniciais no CLA e já foram lançados em mais de 20 operações na Austrália, Noruega e Suécia, frutos de acordos de cooperação entre o Brasil e a Agência Espacial Europeia (ESA).
Segundo o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, desde 2009, são realizadas periodicamente operações de lançamento de Foguetes de Treinamento Básico e Foguetes de Treinamento Intermediário. “Nesse período ocorreram operações em atendimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como a Operação Maracati II, em 2010; a Operação Salina e Operação Iguaíba, em 2012; a Operação Raposa, em 2014; a Operação São Lourenço, em 2015, e a Operação Rio Verde, em 2016”, listou.
Ele explica que, além de testar dispositivos e equipamentos de segurança, que passam a ser incorporados aos projetos de engenhos aeroespaciais em desenvolvimento no Brasil, as operações também mantêm as equipes preparadas para operações cada vez mais complexas.
Fonte: FAB via Ghost site Plano Brasil 15 set 2018


Edited by jambock, 15 de September de 2018 - 22:07 .


#15 capelini

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Posted 17 de September de 2018 - 17:18

Sugiro à Moderação unir os tópicos...

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#16 jambock

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Posted 19 de September de 2018 - 11:47

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FAB pretende arrecadar R$ 140 milhões por ano com o Centro de Lançamento de Alcântara
O valor é cerca de cinco vezes o recurso anual investido pela União no programa espacial nos últimos dez anos
Quinze anos após o incêndio que matou 21 engenheiros e técnicos no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a Aeronáutica volta a sonhar com um programa espacial que consiga colocar satélites em órbita, técnica hoje dominada por um clube restrito de oito países.
A FAB busca agora comercializar as bases de lançamento do CLA para empresas de países que têm tradição no setor, como EUA, China e Rússia. A estimativa do órgão é que seria possível arrecadar R$ 140 milhões por ano apenas com as taxas de lançamento – cinco vezes o valor médio anual investido pela União no programa espacial nos últimos dez anos, segundo a FAB.
O plano prevê a criação de uma empresa pública, a Alada, a um custo inicial de R$ 1 milhão, vinculada ao Ministério da Defesa, que teria agilidade para fechar contratos com estrangeiros, arrecadar as taxas e reinvestir o valor no programa espacial, reduzindo a burocracia e evitando a lei de licitações.
A FAB rejeita a expressão “aluguel” para o sistema proposto, e compara o CLA a um aeroporto, no qual as companhias aéreas pagam pelo direito de operar. “Nós vamos ceder ou entregar um pedaço de Alcântara aos Estados Unidos? Nós vamos [deixar] fincar uma bandeira aqui e vamos embora? Nada disso”, diz o major-brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais.
Em 2001, o governo Fernando Henrique Cardoso tentou fechar com os EUA um acordo semelhante. Bombardeado de todos os lados por conter cláusulas que colocavam em risco a soberania nacional, o acordo não foi aprovado pelo Congresso brasileiro.
Hoje a FAB reconhece a procedência das antigas críticas e procura esclarecer o alcance e as características de um futuro acordo de salvaguardas, que desde 2017 está em discussão com o governo dos EUA.
A FAB reuniu jornalistas na sexta (14) para mostrar a potencialidade comercial do CLA. “O acordo de 2001 era muito desigual, desequilibrado em termos de nação brasileira. Ele era muito, digamos assim, americanizado, e pouco abrasileirado”, reconheceu Aguiar, citando que o antigo acerto “previa área exclusiva para operação dos EUA, entrada de material sem verificação por parte da Receita [Federal]”.
Esses pontos foram modificados, segundo o militar, para que o acordo se torne “mais palatável” e possa ser aprovado pelo Congresso. A íntegra da minuta do acordo ainda não é conhecida.
O acordo, diz Aguiar, terá o efeito em cascata de permitir outros acertos bilaterais, pois muitas empresas da Europa usam equipamentos e peças americanos. Para ele, o Brasil poderia assim participar do mercado mundial espacial, que movimenta cerca de US$ 330 bilhões ao ano.
A ideia é seguir os passos do centro espacial europeu Kourou, na Guiana Francesa, que também comercializa bases de lançamento. Para Aguiar, o CLA é uma mina de ouro, tendo como principal atrativo a sua localização. Como a estação é próxima da linha do Equador, o foguete que carrega o satélite poderia economizar até 30% de combustível, permitindo que leve mais cargas, como outros satélites.
A FAB acredita que a futura empresa poderia negociar posições até com a empresa americana SpaceX, que planeja lançar mais de 900 satélites nos próximos anos.
A expectativa de arrecadar R$ 140 milhões/ano, segundo o major-brigadeiro, se refere ao uso de três pontos possíveis em 9 mil hectares do CLA já ocupados pela FAB. Os militares, porém, afirmam querer ocupar todos os 20 mil hectares do complexo.
O centro foi inaugurado em 1983, nos últimos anos da ditadura militar. Uma das consequências foi a transferências de centenas de pescadores e quilombolas para longe da faixa litorânea, por razões de segurança. Para ocupar os 20 mil hectares e criar os novos locais de lançamento, a FAB estima que terá de remover mais de 2.000 pessoas.
Apoiadas pelo Ministério Público, as famílias prometem resistir. A FAB diz que a negociação com as famílias não compete a ela, mas à Casa Civil, que trabalha em conjunto com o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Mantido com recursos federais que variam de R$ 20 a R$ 40 milhões anuais, fora os salários de 900 servidores, o CLA foi usado até agora apenas para lançamentos chamados suborbitais, ou seja, quando um artefato é lançado mas retorna à atmosfera e cai no mar, sem entrar em órbita.
Experimentos desse tipo permitem que universidades brasileiras e estrangeiras avaliem, por exemplo, como determinada substância se comporta na gravidade zero. Foram 490 lançamentos do gênero.
Porém, o grande salto científico e militar brasileiro de ter domínio do espaço é um sonho ainda distante. Os satélites brasileiros lançados pelo Brasil a partir dos novos recursos, segundo a FAB, teriam uma função dupla, civil e militar. Isso permitiria baratear o custo de serviços tão diversos como fazer uma ligação telefônica a assinar uma TV a cabo.
Para se viabilizar comercialmente, a FAB também fez uma série de obras e modificações na área de segurança do CLA. Em 22 de agosto de 2003, a apenas três dias do lançamento, o foguete brasileiro VLS (Veículo Lançador de Satélites) se incendiou na própria torre, matando todos os profissionais que ali estavam. Foi o mais duro golpe na história do CLA e do programa espacial brasileiro.
O diretor do CLA, o coronel Luciano Valentim Rechiuti, disse que a nova torre foi construída conforme as recomendações de dois relatórios, o da investigação da FAB e o de uma empresa de consultoria russa.
A FAB criou sistemas de fuga para os técnicos, automatizou vários procedimentos, construiu uma casamata a poucos metros, para restringir ao mínimo necessário a presença de pessoas na torre, e reforçou o sistema de proteção das descargas atmosféricas.
“Nós trabalhamos sempre para chegar próximo do risco zero. É uma atividade de risco? Sem dúvida nenhuma, mas trabalhamos para minimizá-lo”, disse o coronel.
Fonte: Folhape.com.br via site Poder Aéreo 19 set 2018



#17 jambock

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Posted 21 de September de 2018 - 20:21

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Aluguel de Alcântara ameaça o programa espacial brasileiro

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