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MP contesta relatório final do Cenipa sobre acidente com helicóptero que matou filho de Alckmin

CENIPA

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#1 rlreis

rlreis
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Posted 16 de April de 2017 - 00:34

A promotora do MP de São Paulo questionando relatório do CENIPA, só me restam as perguntas?

- Qual a habilitação dela ou cinco assistentes técnicos para este tipo de afirmação?

- Quando foi a última vez que o CENIPA errou em algum relatório final ou teve seu resultado fortemente questionado com embasamentos sérios e reais?

- Pode isto Arnaldo?

Parece até que o MP está "ajudando a procurar" culpa no fabricante para resposabilizar uma eventual indenização milionária à família Alckimin, porque não faz o menor sentido negar por duas vezes relatórios da polícia científica e do CENIPA apontando erro humano na montagem das peças. Além disso havia um copiloto não habilitado voando o helicóptero. Estranho esta posição a meu ver.

 

http://g1.globo.com/...e-alckmin.ghtml

 

O Ministério Público (MP) de São Paulo discordou da conclusão do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que confirmou que o helicóptero que caiu em 2 abril de 2015 na Grande São Paulo, matando o filho caçula do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e mais quatro tripulantes, estava com componentes desconectados no momento da queda.

Para a promotora do caso, Sandra Reimberg, não seria possível a aeronave decolar sem que as peças estivessem conectadas. "Eu não concordo com a conclusão de que a aeronave estava com aqueles elementos desconectados antes da decolagem”, disse ao G1.

Thomaz Alckmin, que tinha 31 anos e sabia pilotar, o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34, morreram no acidente com o helicóptero da Seripatri.

Vídeos com a decolagem e queda da aeronave foram analisados pelo MP, que conta com um corpo de cinco assistentes técnicos. “Não é provável que o helicóptero tivesse alçado voo com os componentes apontados não conectados da maneira como manda o manual”, reforçou Sandra no blog da Promotoria de Justiça de Carapicuíba. “Qualquer opção e enroscamento incorreto e/ou precário não permitiria o voo na forma como ocorreu”.

relatório do Cenipa, órgão vinculado à Aeronáutica, foi divulgado em primeira-mão na quarta-feira (13) pelo Bom Dia São Paulo, da TV Globo. Ele confirma parecer da Força Aérea Brasileira (FAB) de junho de 2015 e da própria Polícia Civil, em inquérito de 2016, que haviam indicado problemas nas duas hastes de comando da aeronave.

 

Cenipa

 

Apesar de não apontar culpados pela queda do helicóptero, o relatório do Cenipa listou "fatores contribuintes" que podem ter colaborado para causar o acidente. Entre eles: a desconexão, antes da decolagem, dos "controles flexíveis" (ball type) e "alavancas" (bellcranck), dois dos componentes apontados como "fundamentais" para o controle da aeronave durante o voo.

Em resumo, o Cenipa informou que as peças não estavam travadas por um parafuso. Mesmo sem o comando da haste o piloto consegue fazer o helicóptero subir, porém, não realiza manobras para esquerda ou direita.

O relatório final também destaca que a rotina de trabalho da equipe de manutenção sofria várias interferências e interrupções, além do acumulo de funções. Essas falhas impediram que o mecânico identificasse e corrigisse os problemas apresentados na aeronave.

Os peritos do Cenipa também constataram que havia um passageiro, não habilitado na aeronave, ocupando o assento do copiloto. O documento aeronáutico é meramente preventivo para que acidentes futuros não ocorram em helicópteros do mesmo modelo, e não implica em punibilidade aos responsáveis pela desconexão.

Polícia

 

O relatório da polícia, no entanto, tem consequências criminais, tanto que, em dezembro do ano passado, resultou no indiciamento de cinco funcionários da Helipark, empresa responsável pela manutenção da aeronave em Carapicuíba.

Os empregados tinham sido responsabilizados criminalmente pelo 1º Distrito Policial (DP) da cidade por envolvimento no caso da queda do helicóptero, sendo que três diretamente pelas mortes. Eles foram indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar). Os outros dois funcionários da Helipark foram indiciados por falso testemunho e fraude processual.

O relatório policial apontou que problemas com a manutenção do helicóptero foram determinantes para ele cair pouco depois de decolar. Para a polícia, ocorreu "negligência e imperícia por parte dos técnicos envolvidos na manutenção".

Ministério Público

 

Como ocorreu com o relatório da FAB e da polícia, o MP também discordou da conclusão do Cenipa. “Não importa quem diga o contrário”, declarou Sandra, que, juntamente com o juiz Mário Rubens Assumpção Filho, tinham rejeitado a conclusão policial que pedia para a Promotoria denunciar os cinco empregados da Helipark.

Como a conclusão policial não foi aceita pelo Ministério Público e pela Justiça, a Promotoria continua a investigar por conta própria as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente com o helicóptero.

“As investigações do Ministério Público prosseguem com relação a eventuais crimes relacionados com a queda da aeronave”, escreveu Sandra no blog da Promotoria. “A investigação do Ministério Público, instaurada de ofício em outubro do ano passado, prossegue em busca de fatores contribuintes da queda e já foram realizadas diversas diligências, as quais não foram feitas nem pela Polícia Civil, nem pelo Cenipa.”

 

Além de apurar se a desconexão das hastes do helicóptero, apontada pelo Cenipa, ocorreu e causou a queda da aeronave, a Promotoria investiga outras hipóteses para tentar explicar o acidente, dentre elas: se algum eventual problema nas pás da hélice do rotor principal possa ter contribuído para a queda do aparelho. A revisão das pás foi feita pela Helibras em Itajubá, Minas Gerais (MG).

 

 

 



#2 Macuxi

Macuxi
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Posted 16 de April de 2017 - 15:25

Que bom que o Cenipa é o dono da verdade e suas posições não podem ser questionadas.
Vamos deixar a ingenuidade de lado e entender que órgãos são constituídos por pessoas e, portanto, falíveis.
O MP certamente não questiona ao leo. Deve ter embasado seu posicionamento em dados de outros profissionais do ramo aeronáutico.
O Cenipa é um órgão sério é muito competente? Claro que é. Mas isso não o torna perfeito

#3 Thiago

Thiago
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Posted 26 de April de 2017 - 13:38

Que bom que o Cenipa é o dono da verdade e suas posições não podem ser questionadas.
Vamos deixar a ingenuidade de lado e entender que órgãos são constituídos por pessoas e, portanto, falíveis.
O MP certamente não questiona ao leo. Deve ter embasado seu posicionamento em dados de outros profissionais do ramo aeronáutico.
O Cenipa é um órgão sério é muito competente? Claro que é. Mas isso não o torna perfeito

Concordo com sua afirmação

Entretanto, entre um Oficial-Aviador com curso de investigação (que já não é bolinho) e uma promotora, que não sabe nem o que é ball-link, ainda há alguma dúvida em direcionar a credibilidade?

Óbvio que ela quer notoriedade. Esses casos dão mídia, publicidade, spotlights, buzz....

Então vai lá DOUTORA.... monta todo um complexo como o do CENIPA e faça o seu relatório para o seu âmbito (criminal). Direito de discordar, todos nós temos.

Assim como não posso concordar com alguém sem a menor formação na área, dar pitaco.


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#4 PT-WRT

PT-WRT
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Posted 29 de April de 2017 - 12:48

O MP, como titular da ação penal, pode (e deve) discordar dos elementos trazidos a um Inquérito (o Relatório do Cenipa é um deles) na formação da sua convicção, que é a única determinante para o prosseguimento, ou não, do processo criminal.

Isso é relativamente normal, principalmente com relação as conclusões, até pela natureza da investigação do CENIPA, que não aponta culpados, exatamente o contrário de uma investigação criminal.

O que absolutamente incomum, ou diria até mesmo inédito (eu pelo menos nunca vi, em anos e anos estudando o tema), é o MP não concordar com a dinâmica dos fatos apresentada no relatório do CENIPA e neste caso confirmado pela Perícia da Polícia Técnica.

MP, CENIPA, POLICIA, ANAC, normalmente discordam sobre questões subjetivas que envolvem um acidente (as quais o CENIPA não se envolve) ou seja, a motivação dos agentes, interpretação das regras, distribuição da responsabilidade, etc...

Com relação aos questões objetivas, até mesmo por absoluta incapacidade técnica em produzir esta prova (ao contrário da excelência do CENIPA em faze-lo) o MP acolhe os FATOS como apresentados pelo CENIPA.

E para ser bem sincero, eu até já vi algumas investigações inconclusivas do CENIPA, também já vi relatórios do CENIPA com ênfase em determinadas fatores contribuintes em detrimento de outros, principalmente em questões sensíveis a aeronáutica, o que é natural a qualquer órgão e pessoa, mas nunca vi relatorio do CENIPA em que ele estivesse errado quanto a dinâmica dos eventos apresentada no relatório, até mesmo porquê na dúvida, ou o CENIPA não conclui ou atesta tratar-se de hipótese mais provável por exclusão.

 

A Promotora pode até estar seguindo o seu "înstinto investigativo" para formar sua convicção, ela tem o direito de continuar investigando para, "talvez", descobrir algo que o CENIPA não viu, mas, convenhamos, meio que esta dando murro em ponta de faca.

 

Abracos


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#5 Bonotto

Bonotto
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Posted 02 de May de 2017 - 23:20

Na minha visão isto é democracia na sua plenitude. Ter direito de contestar e verificar os fatos.

 

Pior seria algum setor do estado soltar um relatório e fim de conversa. Sei da competência do CENIPA e

acredito nele, mas isto não tira o direito do MP de continuar seu trabalho.


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#6 Mauro Silva

Mauro Silva
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Posted 12 de May de 2017 - 19:08

Uma investigação feita paralelamente a do CENIPA, contando com pessoas qualificadas (Engenheiro Aeronáutico especializado no equipamento em questão) e tendo laboratórios certificados internacionalmente em análise material Aeronáutico, irá cobrar no mínimo 1 milhão de dólares americanos para realizar esse trabalho e mesmo assim poderá ser questionado, da mesma forma que estão fazendo com o RF do CENIPA.
Essa Promotora está querendo seus 15 minutos de fama, deve ser do tipo que faz pose quando abre a geladeira, pois um holofote irá brilhar na sua frente.
O caso envolve autoridade política e por isso alguém quer encontrar pelo em ovo ou se dar bem.
Temos que pedir a quebra de sigilo bancário e telefônico dessa promotora, algo muito suspeito deve estar acontecendo.
Se ela pode duvidar do CENIPA, eu também posso duvidar DELA!!!!
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#7 PHAJET

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Posted 09 de June de 2017 - 23:14

Na minha visão isto é democracia na sua plenitude. Ter direito de contestar e verificar os fatos.

 

Pior seria algum setor do estado soltar um relatório e fim de conversa. Sei da competência do CENIPA e

acredito nele, mas isto não tira o direito do MP de continuar seu trabalho.

 

sim, mas quando se trata do MP de SP, que é cheio de promotores tucanos, isso se torna muito estranho. pra mim, o MP de SP, assim como MP de alguns outros estados, não tem credibilidade alguma. o MP de SP vive arquivando casos de corrupção que envolvem bilhões de reiais no estado de SP e agora vem com essa de contestar o CENIPA? ai tem coisa...


Edited by PHAJET, 09 de June de 2017 - 23:16 .


#8 jambock

jambock
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Posted 13 de May de 2018 - 00:57

Meus prezados
Perito é acusado de mentir sobre queda do helicóptero com filho de Alckmin
Hélio Ramacciotti, do Instituto de Criminalística (IC), se tornou réu por não dizer a verdade na investigação

Três anos após a queda do helicóptero que matou Thomaz Alckmin, filho do ex-governador Geraldo Alckmin, e outras quatro pessoas, uma reviravolta pode alterar as causas apontadas para o acidente. Em 24 de abril, o juiz Renato de Andrade Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Carapicuíba, transformou o perito Hélio Ramacciotti, do Instituto de Criminalística (IC), em réu por mentir na investigação.

Em seu laudo, concluído cinco meses depois do desastre, ele afirma que as pás da aeronave prefixo PP-LLS, da empresa Seripatri, se soltaram por desconexão na “cadeia de comando”, dispositivo mecânico entre o piloto e as asas móveis. Segundo o Ministério Público, esse texto copia trechos do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que tem caráter preventivo e não pode, por lei, ser usado como base em processos judiciais.
Além disso, Ramacciotti teria mentido sobre testes em fluidos e realizado uma simulação em modelo diferente do acidentado, o EC 155 B1, da Airbus Helicopters. O laudo do IC fez a culpa recair sobre a empresa Helipark, responsável pela reforma do veículo. Cinco funcionários chegaram a ser denunciados. “As afirmações falsas causaram o indiciamento indevido”, disse a promotora Camila Moura.
Após ouvir especialistas, o MP concluiu que a falha, se realmente existisse, teria impedido o helicóptero de levantar voo. Ou seja, as pás se soltaram por outro motivo. A promotora instaurou um inquérito e pediu providências à Polícia Civil. A corregedoria da corporação iniciou uma investigação para apurar a conduta de Ramacciotti, e o Instituto de Criminalística começou a refazer o laudo.
Concluído em setembro passado, este novo laudo aponta problemas em uma manutenção realizada pela empresa Helibras, em Itajubá (MG), dois dias antes do acidente. Segundo o documento, uma pintura nas pás não respeitou o prazo de secagem de uma semana indicado no manual do helicóptero. “Os processos de secagem foram abreviados, expondo a aeronave a vibrações que podem ter conduzido a uma falha”, afirma o perito Edwar Folli Júnior, no texto. Em depoimento ao MP, o funcionário encarregado do serviço confirmou que o tempo mínimo não foi respeitado.
Outra questão levantada no segundo laudo do Instituto de Criminalística diz respeito a uma das cinco pás instaladas no helicóptero acidentado. A peça seria de um lote inicialmente rejeitado pela Airbus, mas depois liberado para o mercado. Em nota, a Helibras, subsidiária da companhia francesa no Brasil, informa que não há histórico de outros acidentes com esse modelo de aeronave causados por falha das pás. Além disso, informou que o trabalho de pintura foi de “baixa complexidade e não contribuiu para o acidente”.
O perito Hélio Ramacciotti confirma que copiou trechos do relatório da Aeronáutica, mas porque concordava com os termos, e nega ter mentido em seu laudo. Ele conta que estava sendo pressionado pela Polícia Civil para acelerar a investigação. “Meus superiores diziam que o governo do estado pedia prioridade nessa investigação”, diz. “Agora querem a minha cabeça”, completa ele, que continua exercendo sua função no IC. Procurados, o governador Márcio França e seu antecessor, Geraldo Alckmin, pai de uma das vítimas, não quiseram comentar o caso.
Paralelo a isso, moradores de uma das três casas atingidas em Carapicuíba continuam esperando pela indenização para consertar os danos. Na residência da consultora Lídia Harue, a parte destruída estava em obras. “Até hoje sou obrigada a conviver com os escombros”, afirma Lídia. “A vizinha subiu o muro para não ver a destruição, mas eu não tenho essa opção.”
Em nota, a Seripatri diz que fez acordo extrajudicial com duas casas, mas Lídia preferiu procurar a Justiça. No processo, um perito contratado pelas partes chegou a um valor de 144 000 reais para reformar a residência, mas ainda não houve decisão da juíza. A analista de sistemas Ana Niechcicki teve um prejuízo de mais de 30 000 reais devido à queda de peças em sua casa, mas recebeu apenas 15 000 reais para os consertos de piso e parede.
“Precisei arcar com o restante, mas preferi pagar do que brigar na Justiça.” A tradutora Maura Fuchs, que mora ao lado e também teve o imóvel afetado pela queda, afirma que a parte destruída (o telhado e um banheiro) foi totalmente reformada, e a terra inundada pelo combustível foi removida. “Ofereceram hotel durante a obra e foram corretos”, conclui.
Fonte: Sérgio Quintella  para VEJA via CECOMSAER 12 MAI 2018



#9 raverbashing

raverbashing
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Posted 13 de May de 2018 - 04:42

Parabéns a quem se dispõe de ser capacho de político, ainda mais sendo concursado, agora toma um processinho na cabeça.


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#10 jambock

jambock
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Posted 13 de May de 2018 - 10:39

Meus prezados

Uma promotora de Justiça que honra a função

A função do promotor não é a de condenar: é a de procurar a verdade. Esses tempos sombrios de Lava Jato consolidaram a imagem deturpada do procurador vingador, que define uma narrativa inicial e, depois, enfia provas a marretada, na maioria das vezes contra o réu, para satisfazer a sede de vingança de uma sociedade doente. Como o nome define, é um promotor da justiça, o que procura fazer justiça, e não sair condenando a torto e a direito.

A promotora Sandra Reimberg deu um exemplo relevante da verdadeira função do Ministério Público, à altura do seu colega Eduardo Araújo da Silva, que enfrentou uma imprensa sedenta de sangue e libertou rapazes inocentes, detidos e torturados em função do episódio conhecido como Bar Bodega.

No acidente que vitimou o filho do governador Geraldo Alckmin, houve uma investigação conduzida pela Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes) da Força Aérea e convalidada pelo perito Hélio Rodrigues Ramacciotti, do Instituto de Criminalística.

Com base nele, a Polícia Civil concluiu um relatório indiciando cinco pessoas por negligência e imperícia, que iam o homicídio culposo qualificado, homicídio culposo em coautoria, falso testenho e aí por diante.

A promotora Reimberg não aceitou o laudo e não se acomodou. O Ministério Público Estadual continuou investigando por conta própria. Chegou-se à conclusão o helicóptero havia retornado da Helibras na véspera do acidente, e não se respeitou o prazo de secagem das pás. Com base na sua investigação, cinco inocentes não foram denunciadas.

A promotora denunciou o perito Hélio Ramacciotti, que admitiu ter copiado trechos do relatório da Cenipa, sem ter vistoriado o helicóptero, devido a pressões da Polícia Civil para acelerar a investigação.

Fonte: jornal GGN via CECOMSAER 13 mai 2018



#11 Landing

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Posted 13 de May de 2018 - 12:11

- Quando foi a última vez que o CENIPA errou em algum relatório final ou teve seu resultado fortemente questionado com embasamentos sérios e reais?

 

Na colisão entre o Gol 1907 e o Legacy, ficou claro a grande deficiência do nosso sistema de trafego aéreo.

Como ele é militar e o Cenipa também, o relatório alivia em muito o Decea.

Isso foi amplamente questionado pela FAA, ainda mais quando a politica entrou na jogada com a prisão dos tripulantes americanos.


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