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Voando na exótica Atlantic Airways [KEF/FAE/CPH]

Atlantic Airways Ilhas Faroé Islândia Keflavik A320 A319 Copenhagen

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#1 Kal_Center

Kal_Center
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Posted 12 de May de 2017 - 16:42

Olá pessoal,

 

Vou compartilhar com vcs uma experiência bacana que tive durante minhas férias em março ultimo. Entre outros destinos, decidi conhecer as distantes e inexploradas Ilhas Faroé.

 

Embora façam parte do reino da Dinamarca, as ilhas formam são um país “de facto” autônomo, com idioma e moeda próprios, seu parlamento independente e uma economia bem forte, baseada na pesca e na construção/manutenção de navios. Possui menos de 50.000 habitantes espalhados por várias ilhas, sendo boa parte delas ligadas por pontes e túneis sub-aquáticos, as demais possuem serviço regular de ferry-boat e até helicópteros.

 

Como adoro mini-países e ainda mais exóticos, decidi incluir o destino mesmo sabendo que não seria barato.

 

Até então, as únicas opções para se chegar lá eram voando pela Atlantic Airways, a cia aérea de bandeira faroense, ou o navio da Smyril Line, que liga a Dinamarca a Islândia semanalmente, fazendo uma escala de algumas horas em Tórshavn, a capital. Como o tempo era curto e navegar pelos mares do norte não é lá algo muito confortável, ainda mais no inverno, optei pela opção mais lógica.

 

Enfim, decido encaixar o destino e mando bala em duas passagens no site da própria empresa, que é de simples navegação.

 

A Atlantic Airways é uma companhia aérea relativamente nova, criada e mantida pelo governo das Ilhas Faroé, com uma frota de 2 Airbus A319 usados e 1 Airbus A320 novíssimo recém chegado. Antes disso operava os veneráveis Avro RJ. Além disso opera 2 helicópteros Agusta Westland 139 para as ligações regulares entre as ilhas. Fato interessante é que os bilhetes aéreos destas rotas de helicóptero são bem baratas, pois são subsidiadas pelo governo e atendem a necessidades básicas da população. Estrangeiros podem utilizar estas rotas porém apenas one-way, a volta necessariamente deverá ser feita em ferry, a fim de deixar sempre vaga pra os residentes.

 

Sem mais delongas, vamos aos voos. Estes eu fiz questão de documentar bem e compartilhar com vcs.

 

[Voo #1 – KEF/FAE]

Data: 17/03/2017

Voo: RC402

Aeronave: Airbus A320

Prefixo: OY-RCJ

Assento: 17A

Fechamento de portas: 10:58 HLO

Abertura de portas: 12:25 HLO

 

Após 5 dias de aventura pela belíssima (e também caríssima) Islândia, que super-recomendo, era hora de seguir com o roteiro e embarcar para as Ilhas Faróe no longínquo aeroporto de Keflavik, no extremo oeste do país. Após devolver o surrado Hyundai Tucson que nos levou pelos rincões do sul e sudeste islândes, o simpático motorista da locadora nos contou histórias sobre a proximidade cultural entre a Islândia e as Ilhas Faróe, deu boas dicas e, no caminho, parou a van e me perguntou: “Tem certeza que seu voo sai daqui”? Estranhei a pergunta e disse que sim, estava marcado “KEF” no meu cartão de embarque (check-in feito 24h antes). Ai nisso ele comentou que até mês passado a Atlantic Airways operava apenas no pequeno aeroporto de Reykjavik, que não estava sabendo desta mudança. Só faltava estar no aeroporto errado, mas no fim, era ali mesmo.

 

Tive dificuldade pra achar o check-in da Atlantic Airways, se bem que até hoje não achei. Como a empresa opera apenas 2 voos semanais, não tem qualquer loja ou escritório neste aeroporto, apenas uma loja de venda de passagens no antigo aeroporto. Após perguntar para três pessoas, finalmente uma soube me dizer que quem operava o handling deste voo era a Icelandair. Embora sem qualquer sinalização visual da Atlantic Airways, fui para a grande fila de check-in dos voos da Icelandair. Ao chegar minha vez, perguntei se era ali mesmo e a resposta foi afirmativa. Como já estávamos com o check-in feito, apenas despachamos as bagagens e pegamos os cartões de embarque reimpressos, tudo com a bandeira da Icelandair.

 

Não vou entrar em muitos detalhes sobre o aeroporto de Keflavik pois o Jopeg já detalhou (super bem) em seu FR anteriormente. Mas, apenas digno de nota, é um belíssimo terminal, embora passando por reformas, que independente disto não o torna menos agradável.

 

Sem qualquer controle de imigração, chegamos ao setor de embarque destinado ao nosso voo. Como sabia que a aeronave que nos levaria ao aeroporto de Vágar (único existente nas ilhas) vinha de lá, rastreei pelo FR24 e, grata surpresa, este voo era operado pelo único e novíssimo A320 da empresa. Quando comprei a passagem dizia A319, not bad.

 

Pontualmente a bela aeronave se aproximou do gate designado e iniciou o desembarque. Maioria dos passageiros era de perfil corporativo, muitos homens de negócios, um ou outro casal e nenhuma criança. Chuto que devem ter desembarcado umas 70 pessoas.

 

Sem demora iniciaram os procedimentos de embarque, também comandado pelos aeroviários da Icelandair. Me chamou atenção que não foi feita chamada por voz, elas vieram próximo das pessoas que estavam ao redor do portão de embarque e perguntaram quem iria para Vágar. Pouca gente se manifestou e o embarque iniciou. Fui o terceiro a entrar no avião.

 

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Ao chegar a bordo, a simpatia faroense mostrou sua cara. A tripulação nos recebeu com uma simpatia ímpar, com muitos sorrisos e boas vindas animadas.

 

O avião, como era de se esperar, estava impecável. Novíssimo. Extremamente limpo e com aquele cheio de avião novo. Não havia classe executiva ou economy premium, a empresa opera todos os serviços em classe única.

 

Cheguei ao meu assento e gostei do que encontrei Um pitch bem aceitável, porta-Ipad, uma revista de bordo super interessante e uma janela limpíssima e sem riscos.

 

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Não demorou mais do que 15 minutos, anunciaram o término do embarque. Sem brincadeira, se tinha 30 pessoas neste voo era muito. O voo estava completamente vazio! Nisso as pessoas começaram a se acomodar nas fileiras vazias para maior conforto. Fechou porta com mais de 25 minutos de antecedência!

 

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Portas fechadas, foi dado inicio ao procedimento de partida. Speech dos comissários na língua nativa, em islândes e finalizando num inglês perfeitamente entendível. O carinho da tripulação com os passageiros continuava, perguntando de um pra um se estava tudo bem. Era notável que muitos passageiros eram conhecidos dos tripulantes, o que é compreensível, afinal, o país todo não tem 50.000 habitantes, de certo boa parte se conhece.

 

Taxiamos normalmente a pista em uso para decolagem. Por sorte foi o único dia realmente aberto da viagem, um céu azul belíssimo. A decolagem foi super curta, como era de se esperar. Após, curvamos a direita para tomar uma proa direta a cidade de Vík, ainda na Islândia, onde curvaria a direita em proa direta para as Ilhas Faroé. Durante a subida enfrentamos os fortes ventos reinantes na região, gerando uma leve turbulência, mas nada incômoda. Praticamente fizemos um panorâmico dos arredores de Reykjavik até próximos da cidade de Selfoss, onde uma fina camada de nuvens encobriu a paisagem.

 

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Foi dado inicio ao serviço de bordo. Durante o speech foi explicado que apenas as bebidas seriam cortesia, todo o resto era pago e o cardápio se encontrava na revista de bordo. A revista, por sinal, chama atenção. Além de falar detalhadamente sobre a empresa, sua frota e malha aérea, ainda traz um guia muito bom sobre as Ilhas Faroé, dando detalhes sobre moeda, cultura, transportes, etc. Bem legal e interessante, inclusive encorajado em speech para que os passageiros a levassem pra casa. Comissária perguntou se queria algo do cardápio ou alguma das bebidas não-alcoolicas disponíveis, optei por um chá com leite bem quente, no que fui prontamente atendido.

 

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(desculpem por ficar torta a foto, tentei de tudo que é jeito arrumar no Photobucket mas desisti, mto lenta aquela desgraça)

 

O voo seguiu tranquilamente, sem qualquer tipo de turbulência ou desconforto, pra alegria geral. Aliás, turbulência não é algo incomum na região, já que as adversas condições meteorológicas naquela área não são nada favoráveis. A título de curiosidade, no voo entre Belfast e Keflavik (pela Easyjet) viemos tomando porrada o tempo todo e o comandante falou que sempre é assim.

 

Passado aproximadamente 50 minutos de voo, iniciamos a descida e os preparativos da cabine para o pouso no exótico aeroporto da ilha de Vágar. Vamos dizer que é uma mistura de St.Maarten com Santos Dumont. Uma pista curtíssima de 1.800 metros onde uma cabeceira dá para um lago e outra para as montanhas. Já tinha visto vários vídeos deste aeroporto e estava bem ansioso para a chegada.

 

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A medida que descíamos, a paisagem começava a ficar interessante. Algumas ilhas começavam a aparecer e transformavam a monótona imagem oceânica num dramático cenário de ilhas pontiagudas e um mar mais claro. Realmente a chegada em Vágar é belíssima. Comandante anunciou que pousaríamos pela pista 30, sentido norte, fazendo aproximação sobre o lago Leitisvatn, um dos cartões postais das Ilhas Faroé pois está acima do nível do mar. Pra minha sorte, justamente era o meu lado que teria e melhor vista.

 

Não vou escrever mais nada, as imagens abaixo falam por si só.

 

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O pouso foi daquele jeito, com bastante vento, o que já era previsto, deu aquela porradinha básica e freou fortemente. Tão logo terminou a frenagem, saímos da pista para o minúsculo pátio deste aeroporto. Saiu da pista, não levou 10 segundos e já estacionou kkkkkk. Parou paralelo ao terminal e, curiosamente, desembarcamos pelo lado direito da aeronave. Já de cara fomos recebidos com bastante frio e um vento cortante bem forte. Uma curta caminhada até o terminal e finalmente estávamos em Vágar com 30 minutos antes do previsto.

 

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Não havia nenhum procedimento de imigração, o que achei estranho, já que as ilhas não fazem parte do Acordo de Schengen. De cara já caímos no enorme freeshop do aeroporto, que atende ao mesmo tempo embarque e desembarque, algo surreal de tão grande pro tamanho da estrutura. Passando por ele, num corredor estreito, chega-se a única esteira de bagagem, onde já estavam rodando nossas malas. Ao sair, já tinha reservado um carro em uma locadora que não tem escritório ali, mas que não era preciso ter... por e-mail me avisaram a placa do carro e onde eu acharia ele (de 50.000 habitantes deve ter uns 100.000 carros, o estacionamento era enorme!) e que era só abrir a porta que a chave estaria no porta-luvas! E assim estava! Entrei, peguei a chave e fui embora. Não existe violência e nem roubos neste país.

 

De lá, fomos conhecer o cartão-postal principal do país, que fica a poucos minutos do aeroporto, na mesma ilha, a cachoeira de Gasadalur. Simplesmente indescritível. Como dia 17/03 é meu aniversário, pode estar aqui foi um dos melhores presentes que já recebi.

 

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Da ilha de Vágar até a capital, Tórshavn, onde nos hospedaríamos, que fica na ilha de Streymoy, dá mais ou menos 1h de viagem através de uma estrada perfeitamente asfaltada, com vários túneis, sendo um deles pedagiado e sub-aquático. Assim iniciava nossa aventura naquelas bandas.

 

 

 

[Voo #2 – FAE/CPH]

Data: 19/03/2017

Voo: RC456

Aeronave: Airbus A319

Prefixo: OY-RCG

Assento: 22A

Fechamento de portas: 14:25 HLO

Abertura de portas: 17:30 HLO

 

Realmente foi muito pouco tempo nas ilhas, deveria ter ficado muito mais, mas como a grana é curta e o tempo também, era hora de vir embora. Ao todo rodamos mais de 450km entre as ilhas em que se podia chegar de carro, passando por vilarejos belíssimos, de uma paisagem surreal, pegando sol, chuva, neve, vento, calor e frio tudo ao mesmo tempo, com gente extremamente simpática e acolhedora. Espero poder volta aqui novamente, pois ficou muita coisa pendente.

 

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Enfim, saímos cedo do hotel, fomos passear por mais alguns vilarejos na ilha de Streymoy antes de rumar para a ilha de Vágar e entregar o carro no mesmo lugar que encontrei (e de tanque cheio, claro rsrs). Estava um pouco preocupado pois o tempo estava extremamente bipolar neste dia. Acordamos com sol, do nada começou a nevar, depois choveu, depois fez sol de novo, ai ventou absurdamente, choveu novamente e nublou... coisa de maluco! Como o aeroporto ali é meio complicado, apesar de operar com procedimentos IFR similares ao que ocorre no Santos Dumont que minimizam os cancelamentos, ocorre regularmente dos voos alternarem Edimburgo, Bergen ou Keflavik. Enfim, está na chuva é pra se molhar...

 

Chegamos ao aeroporto com bastante antecedência, o check-in nem aberto estava. Ao todo são 4 guichês, sendo que apenas 1 possui atendimento físico, todo o resto é automatizado. Deve-se fazer o check-in em totens, imprimir os cartões de embarque e etiquetas de bagagem e depois despachar as bagagens nas esteiras utilizando um sistema automatizado. Tudo muito moderno e funcional. As pessoas deixavam as malas na fila e iam comer na única lanchonete existente na parte terra do terminal, que por sinal, era muito boa, tinha um cardápio legal e a comida era boa e saborosa.

 

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Tão logo ligaram as máquinas do “drop-off” o pessoal calmamente ia para a fila e fazia o despacho, tudo muito calmo e tranquilo. Logo após, rumavam para o raio-x (apenas uma máquina) e adentravam a área de freeshop, que depois fui descobrir que é uma importante receita para o país.

 

Me chamou atenção que além do nosso voo para Copenhagen, havia um outro para Billund em horário próximo, porém o mesmo encontrava-se cancelado. Ou seja, o único voo naquele dia seria o nosso com destino ao aeroporto de Kastrup. Ao contrário do voo anterior, desta vez a previsão era de casa cheia. Havia muita gente na área de embarque.

 

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Não tardou muito, 1h20 antes do horário do embarque, chegou nossa aeronave procedente de Copenhagen, onde havia pernoitado na noite anterior. Desta vez seria um A319, mais precisamente o OY-RCG. Ao contrário do voo da ida, este já é mais antigo, chegou a empresa direto da fábrica em 2012. Um fato me chamou bastante atenção: a grande maioria que desembarcou deste avião, não seguiu pro desembarque, ficaram no freeshop e, pasmem, já tinham o cartão de embarque para voltar pro mesmo avião. Ou seja, é rota de sacoleiro dinamarquês kkkkk!!! Tem gente que sai de Copenhagen para Vágar para fazer compras no freeshop, que realmente é abaixo do preço do resto da Europa, e volta de imediato! O freeshop estava uma loucura de tanta gente.

 

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Enfim, passados alguns longos minutos, iniciaram o embarque. Pra surpresa minha, chamaram também para embarque o pessoal do voo cancelado a Billund. Moral da história: juntaram dois voos em um. De certo o outro não estava cheio e transformaram o nosso voo em Vágar-Copenhagen-Billund.

 

Desta vez o embarque foi pelo lado esquerdo da aeronave. Como meu assento era na parte traseira, foi-me orientado de seguir pela escada da retaguarda. O tempo neste momento deu uma firmada e deu pra caminhar legal contornando a aeronave. Não havia um ruído sequer naquele pátio, nem parecia um aeroporto, muito surreal. Ao subir as escadas, novamente recepcionado com muita simpatia por parte da tripulação. Ao contrário do outro avião, este já mostrava um certo desgaste no interior. Outra coisa interessante, novamente, parecia que boa parte dos passageiros e tripulantes já se conheciam, uma das comissárias se dirigia a muitos passageiros pelo nome.

 

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Com a casa cheia, 100% de ocupação incluindo 2 tripulantes extras, a 20 minutos antes do horário publicado de partida, as portas foram fechadas e iniciados os procedimentos para acionamento e taxi.

 

 

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Por o aeroporto ser pequeno e a aeronave estacionar em paralelo a pista e ao terminal, não é necessário push-back. O acionamento se deu ali mesmo para o curto taxi até a cabeceira 30, a mesma utilizada na chegada. O A319 seguiu até o final da pista, aplicou os freios e tochou manete a pleno segurando nos freios. Neste momento a chuva voltou a cair sobre o aeroporto.

 

Decolamos comendo boa parte da pista. Ao tirarmos os pneus do chão, a ventania já começava a chicotear o avião, fazendo a subida bem desconfortável. Após sobrevoar a vila de Sørvágur, na cabeceira oposta, curvou a esquerda acompanhando o relevo. Esperei ansioso para poder visualizar o lago novamente, mas não deu certo. Pra meu azar, na metade da curva ele entrou numa formação, que provocou bela turbulência moderada que assustou bastante gente e sumiu com minha vista. A turbulência forte durou menos de 20 segundos, quando saiu de dentro do cumulus e encontrou céu mais ameno, apenas com algumas estratarias, deixando o resto do voo sem visão do solo/mar.

 

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Tempo previsto de voo era de 1h45. Ao contrário do A320, este avião tinha um pitch um pouco mais apertado, embora nada desconfortável. Tão logo a aeronave nivelou no FL350 iniciou-se o serviço de bordo... mas com um detalhe bem interessante. Como houve a fusão do nosso voo com o que fora cancelado para Billund, como pedido de desculpas geral, a tripulação iria distribuir almoço gratuito a todos os passageiros, como forma de amenizar os transtornos aos clientes com destino a Billund e como uma forma de agradecimento aos clientes Copenhagen por receber os passageiros afetados. Que bonito!

 

Nesse tal almoço que veio a cereja do bolo. Nunca na minha vida tinha comido o tal do caviar, era que em o Zeca Pagodinho, “nunca vi nem comi mas só ouço falar”. E não é que no almoço foi servido o tal do caviar? O que pra nós é algo extremamente fino, pra eles é comida normal, é típico das ilhas. Que aliás, é famosa, infelizmente, pela grande matança de baleias que acontece em todo o verão. Embora polêmica e visualmente sensível, esta matança visa alimentação da população e não provoca impactos ambientais significativos. Enfim, lá vai eu, mochileiro pé-de-chinelo, comer caviar kkkkkkkk.

 

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Terminado o almoço, neste momento sobrevoando as cercanias da cidade de Stavanger, Noruega, as comissárias passaram recolher as bandejas e oferecer uma segunda rodada de bebidas não-alcoolicas a quem quisesse. Optei por mais um chá com leite que estava delicioso. Me deu sono e dormi alguns minutos.

 

Acordei com o comandante informando que tinham iniciado a descida para o Aeroporto Internacional Kastrup, em Copenhagen, com pouso previsto para as 17h15 sujeito ao tráfego. Ou seja, dentro do horário previsto. O tempo se encontrava neste momento bastante encoberto, com chuvas nas vizinhanças e temperatura de 2ºC. Após entrar em território dinamarquês sobre Aalborg, pegou uma proa (provavelmente sequenciamento) que nos levou até Helsinborg, já na Suécia. Depois subiu o monitor e não acompanhei mais o mapa.

 

Quase próximo do pouso, o tempo abriu e consegui ver a enorme ponte rodoferroviária que liga a Suécia e a Dinamarca, bem perto da cabeceira 22L de Kastrup, pista esta que utilizamos para o pouso. Toque suave e sem utilizar reverso, pousamos em Copenhagen as 17h15, exatamente dentro do previsto pelo capitão.

 

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O taxi foi longo até o terminal utilizado pelos voos domésticos e intra-Schengen, mas que deu pra visualizar alguns tráfegos interessantes. Desembarque se deu por finger, já direto ao bacana terminal de Kastrup. Anda-se um monte para chegar a área de desembarque, que é bem distante de onde a aeronave aparcou. Mesmo demorando quase 20 minutos pra chegar lá, a bagagem ainda demorou outros 10 minutos para aparecer. Como estava de férias e sem pressa, nada a reclamar. Dali só pegar o trem ao centro e descansar por mais 3 dias até regressar ao Brasil via SAS e Lufthansa.

 

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Recomendo aos colegas visitar este fantástico país, que acredito eu, em breve deverá se tornar independente. Pelas contagens oficiais, menos de 100 brasileiros já pisaram lá. E se puderem, voem pela Atlantic Airways, vale o preço.

 

Espero que tenham gostado!

Abs!

 

p.s: Final de março a SAS começou a operar a rota Copenhagen-Vágar utilizando também A319, tirando o monopólio da empresa local. Independente disto, o code-share entre as duas permanece.

 

 


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#2 Leonardo de Paula

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Posted 12 de May de 2017 - 17:58

Olha... que FR!!!!! Viajei junto aqui...  Parabéns!!! Apreciei muito as fotos das Ilhas Faroé, lugar exótico, cia aérea exótica, com certeza uma viagem inesquecível!!! 



#3 PaxPoa

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Posted 12 de May de 2017 - 17:59

Sensacional!



#4 Bruno Holtz

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Posted 12 de May de 2017 - 18:02

Muito bom o FR.
Como se trata de um destino um tanto incomum, te "convoco" para por mais detalhes la no forum do trip report!
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#5 TheJoker

TheJoker
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Posted 12 de May de 2017 - 18:49

Caviar dinamarquês ou alemão é feito com ovas de lumpo tingidas, não tem nada a ver com caviar de esturjão do mar Cáspio, muuuito mais caro.



#6 comandantejpc

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Posted 13 de May de 2017 - 09:15

Simplesmente sensacional, parabéns pelo relato e riqueza de detalhes!



#7 TAP151

TAP151
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Posted 13 de May de 2017 - 15:30

Kal,

 

Excelente report de viagem numa companhia e destino pouco comum! Fotos maravilhosas!

 

Apartir deste verão IATA vai ser mais fácil para os Brasilieros chegarem a Vagar, a Atlantic vai ligar Lisboa às Ilhas Faroé!

 

Abraços

 

Luis


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#8 MissedApproach

MissedApproach
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Posted 13 de May de 2017 - 19:53

Obrigado por nos permitir embarcar juntos, ótimo FR!

#9 gabrielmagacho

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Posted 13 de May de 2017 - 21:49

FR sensacional! Nunca sequer havia ouvido falar desta cia! Nota 10!



#10 Marcos Felipe

Marcos Felipe
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Posted 15 de May de 2017 - 10:35

Bom dia

 

Muito interessante e gostoso de ler este FR.

Gostaria, se possível for, ler um TR das Ilhas Faroe

 

Abs



#11 Kal_Center

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Posted 15 de May de 2017 - 10:41

Olha... que FR!!!!! Viajei junto aqui...  Parabéns!!! Apreciei muito as fotos das Ilhas Faroé, lugar exótico, cia aérea exótica, com certeza uma viagem inesquecível!!! 

 

Sensacional!

 

Que bom que gostaram. Valeu!

 

Muito bom o FR.
Como se trata de um destino um tanto incomum, te "convoco" para por mais detalhes la no forum do trip report!

 

Desafio quase aceito! Arrumando um tempo quero fazer um sim. Valeu!!

 

Caviar dinamarquês ou alemão é feito com ovas de lumpo tingidas, não tem nada a ver com caviar de esturjão do mar Cáspio, muuuito mais caro.

 

Como nunca tinha visto ou comido, valeu a experiência, ainda mais de brinde kkkkkkk. Como tudo lá é caro, estava na base do pão e água (literalmente).

 

Simplesmente sensacional, parabéns pelo relato e riqueza de detalhes!

 

Valeu!!

 

Kal,

 

Excelente report de viagem numa companhia e destino pouco comum! Fotos maravilhosas!

 

Apartir deste verão IATA vai ser mais fácil para os Brasilieros chegarem a Vagar, a Atlantic vai ligar Lisboa às Ilhas Faroé!

 

Abraços

 

Luis

 

Pois é, eu vi na revista deles. Além de Lisboa terão voos para as Canárias. Como o povo de lá é bem capitalizado, devem ser voos de férias. Bom que quem mora em Portugal aproveita também.

 

Obrigado por nos permitir embarcar juntos, ótimo FR!

 

FR sensacional! Nunca sequer havia ouvido falar desta cia! Nota 10!

 

Valeu! Que bom que gostaram.

 

Bom dia

 

Muito interessante e gostoso de ler este FR.

Gostaria, se possível for, ler um TR das Ilhas Faroe

 

Abs

 

Valeu amigo, como dito acima, vou providenciar um. 



#12 Stelios4K

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Posted 15 de May de 2017 - 13:08

Sensacional!

Quero fazer Islandia em 2018 ou 2019, mas agora vou colocar Ilhas Faroe no roteiro. 

CPH como cidade é muito boa, já fui em 14.

 

Me diz mais sobre Faroe, aonde ficou e o q deu pra fazer la?



#13 Kal_Center

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Posted 15 de May de 2017 - 13:37

Sensacional!

Quero fazer Islandia em 2018 ou 2019, mas agora vou colocar Ilhas Faroe no roteiro. 

CPH como cidade é muito boa, já fui em 14.

 

Me diz mais sobre Faroe, aonde ficou e o q deu pra fazer la?

 

Coloque que vale a pena.

 

Fiquei na capital Torshavn, que é bem pequena e em poucas horas se vê tudo, é bem simpática. Fiquei rodando de carro meio que sem destino pelas ilhas onde se conseguia chegar por via terrestre. É destino pra quem gosta de paisagens bucólicas e natureza. Nunca vi tanta cachoeira junta kkkk. Se tivesse mais tempo, teria visitado outras duas ilhas pra avistar os famosos pássaros puffins, que basicamente só tem lá.

 

Já CPH, esperava mais, sai decepcionado.


Edited by Kal_Center, 15 de May de 2017 - 13:39 .


#14 Ernesto

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Posted 15 de May de 2017 - 13:51

Belo FR, obrigado por compartilhar sua experiência.


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#15 Stelios4K

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Posted 16 de May de 2017 - 11:49

 

Coloque que vale a pena.

 

Fiquei na capital Torshavn, que é bem pequena e em poucas horas se vê tudo, é bem simpática. Fiquei rodando de carro meio que sem destino pelas ilhas onde se conseguia chegar por via terrestre. É destino pra quem gosta de paisagens bucólicas e natureza. Nunca vi tanta cachoeira junta kkkk. Se tivesse mais tempo, teria visitado outras duas ilhas pra avistar os famosos pássaros puffins, que basicamente só tem lá.

 

Já CPH, esperava mais, sai decepcionado.

CPH é pequena, não é uma Amsterdam da vida, a região de Nyhaun é legal mas é bem pequena. Não sei se vc conseguiu entrar, mas fui naquele Parque Tivoli q é uma mistura de parque de diversões, parque, restaurantes e bares. Como era maio tinha shows ainda de bandas grandes.

 

Mas beleza! valeu pelas dicas!!


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#16 isaacml

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Posted 17 de May de 2017 - 09:04

 

 

Já CPH, esperava mais, sai decepcionado.

Poxa, que pena! Morei um tempo em CPH e sou apaixonado pela cidade. Não é tão agitada quanto Amsterdam e nem tão pacata quanto Bruxelas. Entendo que não é uma cidade "óbvia" ou com muitas atrações turísticas tradicionais, mas com certeza sua experiência seria bem diferente caso estivesse acompanhado de alguém local. Tem muita coisa pra se descobrir em Copenhagen e redondezas!


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#17 Kal_Center

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Posted 17 de May de 2017 - 13:27

CPH é pequena, não é uma Amsterdam da vida, a região de Nyhaun é legal mas é bem pequena. Não sei se vc conseguiu entrar, mas fui naquele Parque Tivoli q é uma mistura de parque de diversões, parque, restaurantes e bares. Como era maio tinha shows ainda de bandas grandes.

 

Mas beleza! valeu pelas dicas!!

 

Poxa, que pena! Morei um tempo em CPH e sou apaixonado pela cidade. Não é tão agitada quanto Amsterdam e nem tão pacata quanto Bruxelas. Entendo que não é uma cidade "óbvia" ou com muitas atrações turísticas tradicionais, mas com certeza sua experiência seria bem diferente caso estivesse acompanhado de alguém local. Tem muita coisa pra se descobrir em Copenhagen e redondezas!

 

Stelios e Issacml, não q eu não tenha gostado, eu sinceramente esperava mais.

 

De tudo que já vi de mundo e de que ouvia falar de Dinamarca, realmente me frustrei e achei a cidade bem sem sal e sem açúcar e bem sujinha. Tem tbm o fato de ser final de viagem e estar cansado, que pode ter influenciado.

 

Em compensação, a vibe da cidade é bacana, gostei bastante do bairro alternativo de Christiania e tbm de Fredericksberg, fora a cidadezinha de Helsingor que adorei.

 

Mas, não é um lugar onde diria "vá com certeza". Até dá pra entender o fato das Ilhas Faroé quererem se separar, eles NADA tem a ver com o povo da Dinamarca, muito menos de CPH.


Edited by Kal_Center, 17 de May de 2017 - 13:29 .


#18 alferreira

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Posted 18 de May de 2017 - 12:00

Kal_Center: muito obrigado pelo FR. Se nos presentar com um Trip Report seria muito legal!

 

E CPH? Eu iria em julho agora mas não deu... Se der fale um pouco mais também.

 

Obrigado.



#19 Luciano Cunha

Luciano Cunha
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Posted 19 de May de 2017 - 18:10

Viajei no relato. Parabéns!



#20 Francesconi

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Posted 02 de June de 2017 - 21:01

Muito legal, obrigado por nos contar em detalhes! Vou ter que dar um jeito de conhecer, assim como eu quero ir a Santa Helena e Tristão da Cunha.
Abs





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