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Serviço Remoto de Informação de Voo aumenta a segurança aérea no Brasil


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Posted 07 de August de 2017 - 12:37

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Serviço Remoto de Informação de Voo aumenta a segurança aérea no Brasil

O Brasil é um dos maiores mercados de voos domésticos do mundo. Quando o assunto são asas rotativas, ou seja, helicópteros, os números surpreendem: são mais de 400 aeronaves registradas só na capital paulista, segundo dados da Prefeitura de São Paulo. Cerca de quatro helicópteros pousam ou decolam na cidade a cada cinco minutos, considerada já a dona da maior frota desse transporte no mundo.

A boa notícia é que acaba de ser lançado em São Paulo um sistema inovador, o FSS (Flight Service Station - nome dado para o produto), uma solução completa de operações implementadas a partir do Centro de Comando e Controle de Informações de Voo da ALLTA BBP dedicado a operações remotas, localizado na cidade de Barueri, região metropolitana da capital.

A ALLTA BBP, como é chamado o conjunto de empresas responsáveis pela solução, tem como associadas a Allta Heliport (infraestruturas especializadas), o Bembras Group (Inteligência e Tecnologias Críticas) e a Paim&Betel (telecomunicações, aeronáutica/proteção e segurança de voo) que contam, ainda, com a parceria e o suporte tecnológico da Frequentis do Brasil, fornecedora dos equipamentos. Líderes em seus mercados de atuação elas resolveram se juntar para trazer ao Brasil uma plataforma com amplo e consolidado uso na Europa. "Toda a infraestrutura teve financiamento subsidiado pela Desenvolve São Paulo, e isso foi muito importante para que um projeto inovador como este viesse a ser efetivamente realizado", afirma o diretor da ALLTA Heliport, Leonardo Nunes.

A solução é inédita no Brasil e na América Latina e tem capacidade para realizar o Serviço Remoto de Informação de Voo para aeródromos (aeroportos, heliportos e helipontos) em todo o Brasil.

Os equipamentos da plataforma estão configurados para orientar e informar os pilotos sobre meteorologia (Vento; pressão atmosférica; Umidade), visualização da pista, teto, comunicação via rádio, entre outros.

De acordo com Christian Herrera da Frequentis, a ideia do novo modelo tecnológico surgiu da visível necessidade de implantar no Brasil um serviço operado há anos lá fora. "Na Europa, temos "torres a distância", de categoria especial, e vimos a necessidade de trazê-las para cá, porém, de forma diferenciada, pois a infraestrutura e o ambiente normativo do país ainda não permitiam a implantação de uma torre completa", revela. Dessa forma, a plataforma implantada é relativamente menor, mas possui o mesmo diferencial e capacidade no que diz respeito à realização de controle do tráfego aéreo, tanto do território brasileiro quanto latino-americano. "Temos capacidade e tecnologia inovadora e estamos preparados para atender qualquer aeroporto, seja do setor público ou privado, e em qualquer frequência", afirma.

"Instalaremos todos os equipamentos em um aeroporto ou em um heliporto, sem que seja necessária a existência de uma Afis presencial, e fazemos toda parte de informações de voo", pontua.

Mais segurança, menos custos

Um dos maiores benefícios trazidos pela operação remota a um país com dimensões continentais como o Brasil está no quesito Segurança, segundo o diretor da Paim&Betel, José Braz. "Muitos pilotos não contam com esse auxílio o que compromete sensivelmente a segurança do voo. Acidentes recentes poderiam ter sido evitados caso houvesse melhor qualidade na informação obtida e disponibilizada em tempo real aos pilotos no momento de sua decolagem, durante o seu voo e antes de sua aterrissagem". "Com a operação remota, acabamos com essa situação, pois equipamos integralmente os aeródromos os quais estarão sendo operados pela central do FSS com a mesma segurança de um operador local", completa.

Segundo o CLO da Bembras Group, José Olinto de Toledo Ridolfo (José de Toledo), "a falta de segurança no controle de voo para helicópteros existe porque, de fato, as aeronaves operam no chamado "voo visual", o que representa um risco muito grande para a segurança aérea e consequentemente para passageiros". "Nosso projeto elimina esse problema já que passa a operar os aeródromos com todas as informações em tempo real a partir dos nossos equipamentos os quais permitem a visualização direta e, mais uma vez, em tempo real dos pontos de pouso, de forma que os pilotos saberão como e em que condições de tempo estão voando antes de decolarem", diz.

Além disso, José de Toledo observa que os aeródromos, sobretudo os menores, por exemplo, operam com custos muito elevados sendo, em sua grande maioria, deficitários. "Nossa plataforma permite uma redução de custo em pelo menos 30% e ainda conta com tecnologia avançada", ressalta.

"A redução nos custos pode vir também para aeroportos que não têm torre, pois o investimento na sua construção é altíssimo", de acordo com o diretor comercial da Bembras, Alan Sereni. Segundo ele, uma equipe operando uma plataforma FSS poderá fornecer informações ao voo (R-Afis) para até três aeroportos. "Para os aeroportos que já têm a torre, a economia vem no compartilhamento de custo que a solução oferece", ressalta.

Salvação sustentável

O Secretário Nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, chamou atenção para a importância da chegada desse serviço ao Brasil. "Vi esse modelo no Japão e na Suécia e o queremos no Brasil, para que soluções dessa natureza aumentem a cobertura espacial, contribuam para aprimorar ainda mais a organização do espaço aéreo, promovam uma melhora na capacitação dos serviços e, subsequentemente aumentem a segurança de voo". De acordo com Lopes, dez aeroportos estão sendo fechados no Amazonas por falta de serviços como o lançado pela ALLTA BBP.

Para o Tenente-Coronel PM Carlos Eduardo Falconi, Comandante do Grupamento Aéreo da PMSP, o serviço é extremamente importante para a aviação, de maneira geral. "Como operador da Segurança Pública e da Defesa Civil com aeronaves da Polícia Militar, posso afirmar que quanto mais informações você tem dos locais de pouso e decolagem, e também das condições meteorológicas, melhores serão as decisões para socorrer uma vítima", destaca.

A assinatura de duas cartas de intenções marcou o pontapé inicial no lançamento da plataforma de controle de voo à distância. Uma delas foi firmada com a Safran Electronics & Defense e a outra com a IHome, empresa de tecnologia especializada em construção civil.

Fonte: Portal Terra via CECOMSAER 3 AGO 2017