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KAI oferece o caça FA-50 para substituir dois dos mais problemáticos modelos de jatos em uso pelos peruanos


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Posted 11 de November de 2017 - 23:32

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KAI oferece o caça FA-50 (de USD 44 milhões a unidade) para substituir dois dos mais problemáticos modelos de jatos em uso pelos peruanos

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FA-50, da KAI

 

O serviço de tevê a cabo Money Today Network, da cidade de Seul, e o portal de notícias Naver, também sul-coreano, noticiaram que o grupo Korean Aerospace Industries (KAI) ofereceu o seu jato supersônico leve de combate FA-50, a duas das principais forças aéreas sul-americanas: a peruana e a argentina.
Em ambos os casos, o valor unitário do avião foi estimado em 44 milhões de dólares (com suprimentos, peças de reposição, documentação técnica e treinamento para os pilotos do cliente).
A proposta mais ambiciosa foi feita à Força Aérea do Peru (FAP): 24 aeronaves por, aproximadamente 1,1 bilhão de dólares, com o propósito de que os generais dessa corporação possam desativar os seus problemáticos jatos de ataque ao solo Su-25 e Su-25UB Frogfoot (foto), de origem russa – comprados de 2ª mão aos estoques da Força Aérea da Bielorrusia –, e também os antiquados treinadores a jato Aermacchi 339, recebidos na década de 1980.
WonSu25.jpg

Tanto o Su-25 quanto o 339 operam com baixa disponibilidade e várias restrições operacionais.
A transação desenhada pela KAI poderia incluir offsets (compensações) para a Administração peruana nos campo da infraestrutura: construção de hospitais e melhorias nas redes de distribuição de energia elétrica e água potável no interior do país.
O caso peruano é mais emblemático, porque representaria um início da desvinculação da Aviação Peruana das fontes de material aeronáutico da Rússia. O FA-50 (foto) é uma variante do T-50, produto da cooperação da KAI com a gigante americana Lockheed Martin, e considerado uma aeronave preparatória à qualificação dos pilotos para o voo no famoso (e dispendioso) F-16.
WonFA50comcabinecoberta.jpg

A FAP chegou a examinar com algum interesse a oferta, feita pelos russos, do jato treinador avançado e de ataque leve ao solo YAK-130 (foto). Mas esse avião, lançado no mercado internacional com grande alarde, anos trás, na faixa dos 15 milhões de dólares, exige aviônica e armamentos que o transformam em uma plataforma subsônica de 25 a 30 milhões de dólares – de préstimos naturalmente menores que os do FA-50.
WonYak130comarmas.jpg
Argentina – Ao governo de Buenos Aires foi oferecida uma partida inicial de 12 caças FA-50, ao custo de 530 milhões de dólares – cifra muito parecida com a reservada pelo governo Mauricio Macri para o próximo exercício fiscal (2018) na rubrica que prevê o investimento em aeronaves de combate.
Os jatos equipariam uma das duas grandes unidades de combate da Força Aérea Argentina (FAA): a IV Brigada Aérea, sediada na Base de El Plumerillo, Província de Mendoza (junto à fronteira com o Chile), ou a VI Brigada, de Tandil, a famosa “casa” dos Mirages argentinos (hoje desincorporados).
Eventuais operações comerciais com os aparelhos da KAI precisarão, entretanto, aguardar um sinal verde do governo do presidente Moon Jae-in, que empresta garantia financeira a esse tipo de negócio.
Um escândalo de corrupção paralisou as vendas da KAI ao exterior, e resultou em um polêmico processo de reorganização interna, que incluiu o afastamento de vários executivos e a nomeação de um novo presidente para a companhia – Kim-Jo Won, amigo pessoal de Moon Jae-in (na foto o primeiro à esquerda) –, que já assumiu as suas funções. A tendência, agora, é que os negócios da KAI se normalizem rapidamente.
WonnovopresidentedaKAI.jpg
América do Sul – A reativação de suas operações internacionais permitirá à KAI retomar duas outras negociações contatos com militares sul-americanos:
– 12 turboélices de adestramento primário KT-1 para a Força Aérea do Equador, ao preço de 165 milhões de dólares.
Nesse caso o objetivo é substituir as antiquadas aeronaves de treinamento básico Beechcraft T-34C-1 Turbo Mentor, que constituem a dotação da Escola Superior Militar de Aviação Cosme Rennella Barbatto, que funciona no perímetro da Base Aérea General Ulpiano Páez, situada nas vizinhanças da cidade costeira de Salinas, 358 km a sudeste de Quito.
Os oficiais equatorianos formalizaram seu interesse pelo KT-1 mês passado, durante a mostra internacional de armamentos Seoul ADEX 2017.
– 12 turboélices de adestramento primário KT-1, para a Força Aérea Paraguaia (FAP) por 127 milhões de dólares.
Objetivo: reforçar a frota de treinadores da corporação, formada por uma pequena quantidade de aparelhos ENAER T-35 Pillán, e por alguns aviões T-25 Universal doados pelo governo Brasil (todos com problemas de disponibilidade). A crise na KAI interrompeu a proposta de venda de aviões KT-1 fabricados sob licença no Peru, que avançava de maneira bastante satisfatória.
WonKT-1peruano.jpg
Treinador KT-1 da Força Aérea Peruana
Fonte: Roberto Lopes site Plano Brasil 11 nov 2017