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Boeing negocia compra da Embraer, diz jornal

Boeing Embraer aquisição

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#101 jambock

jambock
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Posted 10 de January de 2018 - 09:38

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Conheça os obstáculos para a união entre Boeing e Embraer
Sindicatos de metalúrgicos e de engenheiros de São José dos Campos vão lançar campanha contra parceria, mas especialistas afirmam que país só tem a ganhar se o negócio for fechado

São Paulo – Além das restrições decorrentes da ação de classe especial (golden share) do governo brasileiro, que tem poder de vetar o negócio, um eventual acordo entre a Boeing e a Embraer terá que enfrentar também a oposição dos trabalhadores. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, outras entidades de trabalhadores da região e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo marcaram para próxima semana o início de uma campanha nacional contra qualquer tipo de transação que represente a transferência do controle acionário da empresa brasileira para a norte-americana.

Os sindicalistas consideram que a venda da principal empresa da região pode transformar São José dos Campos (SP), em uma espécie de Detroit brasileira, a cidade americana que pediu falência em 2013 depois da crise que atingiu a indústria automobilística.

A confirmação das negociações entre as duas fabricantes de aviões, em 21 de dezembro, pegou os trabalhadores de surpresa na véspera do tradicional período de paralisação da fábrica para as festas de Natal e final de ano. Nas unidades de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e Gavião Peixoto, no interior paulista, que empregam mais de 25 mil trabalhadores, o clima desde o retorno ao trabalho, na quarta-feira passada, é de apreensão e preocupação com o futuro da empresa e dos empregos.

“A maioria dos funcionários vê com muita preocupação essa movimentação, porque a história das fusões tem mostrado que a empresa maior acaba destruindo a menor”, diz Herbert Claros da Silva, vice-presidente do sindicato, e mecânico ajustador da Embraer. Segundo ele, o sindicato já enviou carta ao governo federal cobrando uma posição contrária à venda da empresa à Boeing.

Na fábrica de São José dos Campos são produzidos os modelos da família 190, utilizados na aviação regional. O setor de montagem de jatos executivos ficou bem reduzido, desde que a produção dos jatos Phenom 100 e 300 foi transferida para uma nova unidade nos Estados Unidos. Na área militar, alguns componentes ainda são produzidos em São José, mas a maior parte do trabalho dos aviões militares (os modelos Tucano e o cargueiro KC-390) é realizada pelos trabalhadores da unidade de Gavião Peixoto. No total, a Embraer emprega cerca de 18 mil pessoas nas duas fábricas e escritórios do país.

CONFLITO DE INTERESSES Outro ponto que começa a surgir como um empecilho à negociação é a parceria da Embraer com a sueca Saab, que venceu a concorrência internacional para fornecer os caças do programa FX-2 do Brasil. Na época, a Boeing foi a grande derrotada na licitação, que acabou vencida pelos franceses. Agora, uma parceria entre Embraer e Boeing pode gerar um conflito de interesses, já que americanos e franceses concorrem no mercado internacional. A questão foi colocada pelo ex-ministro da Defesa e das Relações Exterior, Celso Amorim: “A Suécia concordará em passar um segredo tecnológico para uma empresa que estará coligada a uma concorrente direta dela nesta área?”, questionou em artigo ao portal GGN.

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em regulação, Cleveland Prates, não vê problemas ou conflito entre franceses e americanos. Segundo ele, a Embraer e a Saab têm um contrato que prevê uma série de situações com exigências para a possível entrada de um sócio em uma das empresas. “Não vejo problema, até porque a Boeing já sabia que a Embraer tem o contrato com a Saab”, diz Prates.

Para o especialista, ex-integrante do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Embraer só tem a ganhar com o negócio. A empresa brasileira, diz ele, é muito mais uma desenvolvedora de tecnologia do que propriamente uma geradora de recursos para o país. “Cerca de 70% da venda de uma aeronave equivale a insumos importados, ou seja, a Embraer desenvolve tecnologia e monta, mas para fazer isso compra componentes do resto do mundo. Mais importante que o símbolo nacional é a geração de riqueza. E se a Boeing está vindo para o Brasil para gerar riqueza e desenvolver tecnologias junto com a Embraer, só temos a ganhar com isso.”

A Embraer em números

Faturamento em 2016:
» US$ 7,1 bi

Receita por unidade de negócio
Aviação comercial 57%
Aviação executiva 18%
Defesa e segurança 15%

Participação no capital*
BNDES 15%
Brandes 10,1%
Mondrian 10,1%
BNDESPar 5,1%
BlackRock 5%
Outros 64,5%

*O governo brasileiro é dono de uma ação especial “golden share”, que lhe dá o direito de vetar qualquer negócio

Estrutura
» 18 mil funcionários
» 2 fábricas em São Paulo

Principais aviões
Militares
» Super Tucano
» KC – 390

Jatos executivos
» Phenom 100 e 300
» Legacy 500

Aviação comercial
» E195
» E195 – E2

Fonte:  Lino Rodrigues para Estado de MInas via CECOMSAER 10 JAN 2018


Edited by jambock, 10 de January de 2018 - 09:40 .


#102 jambock

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Posted 14 de January de 2018 - 17:25

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Governo federal não venderá controle da Embraer à Boeing, diz ministro
RIO DE JANEIRO (Reuters) — O ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, afirmou nesta sexta-feira (12) que o governo federal decidiu que não venderá o controle da Embraer à rival norte-americana Boeing, mas defendeu uma parceria entre as duas companhias.
“O governo não cederá o controle acionário da Embraer. Como vai ser a parceria, ainda não sabemos”, disse Etchegoyen a jornalistas durante evento de segurança no Rio de Janeiro.
“A essência é garantir o interesse nacional e a partir daí xenofobia não vale à pena porque de repente a gente perde o bonde da história. E pode perder uma boa oportunidade”, disse o ministro sem dar detalhes sobre as negociações.
O governo detém ‘golden share’ na Embraer que garante poder de veto em decisões estratégicas da companhia. As empresas admitiram no mês passado que estavam discutindo uma potencial combinação de negócios.
Etchegoyen defendeu que o governo deveria garantir o controle da empresa, mas abrir brecha para uma associação com a norte-americana “naquilo que nos for conveniente e sintonizado com o interesse nacional”.
Fonte: UOL via site Poder Aéreo 12 jan 2018

Já  foi o tempo em que dava para se acreditar no governo. O pessoal de Rio Grande /RS, com o Polo Naval, que o diga!  



#103 jambock

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Posted 14 de January de 2018 - 17:33

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Em reunião sobre Embraer, governo entrega lista de dúvidas à Boeing

A Boeing fez nesta sexta-feira (12) o primeiro contato oficial com o governo brasileiro acerca de sua intenção de formar algum tipo de parceria com a Embraer que envolva aquisição de ações da empresa brasileira.
Os americanos saíram da reunião com uma lista de questionamentos sobre aspectos sensíveis das negociações, como o futuro dos programas militares da Embraer. E ouviram o que já era sabido: o governo usará o seu poder de veto para evitar a perda de controle nacional da fabricante de aviões paulista.
No encontro, os americanos não expressaram detalhes da proposta que pretendem fazer. Segundo a Folha apurou, a impressão do governo foi a de que eles queriam mais ouvir do que falar.
O ministro Raul Jungmann (Defesa), acompanhado do comandante da Força Aérea, Nivaldo Rossato, e de assessores, recebeu os executivos da Boeing. Jungmann reafirmou o interesse do governo no negócio, ressaltando as ressalvas relativas a soberania.
A negociação da Boeing foi anunciada no fim de 2017, sendo vista como uma resposta de mercado à aquisição da linha de jatos regionais da canadense Bombardier por sua rival europeia Airbus. A Embraer domina o nicho, que não é atendido por produtos da Boeing. Além disso, interessa aos americanos a carteira de defesa da brasileira.
Fonte: Igor Gielow para a Folha de São Paulo via site Poder Aéreo 13 jan 2018



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Posted 14 de January de 2018 - 17:46

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Futuro da Embraer é assunto de reunião de emergência entre FAB e fabricante sueco de caças
O encontro ocorreu nesta quinta-feira (11) em Brasília
O Comando da Força Aérea Brasileira (FAB) e diretores da empresa sueca Saab se reuniram em Brasília, nesta quinta-feira (11), para tratar das negociações para a compra da Embraer pela americana Boeing. Fontes ouvidas por EXPRESSO revelaram que o clima na FAB e na companhia europeia é de irritação com a empresa americana, que passaria a ter atuação no andamento do projeto FX-2.
O projeto prevê a produção de 36 caças suecos Gripen com transferência de tecnologia para o país, além de permitir ao Brasil vender as aeronaves com a nova tecnologia para outros países.
Por parte da Saab também pesam a preocupação de perder espaço nas futuras aquisições de aviões pelo governo federal e até a possibilidade de as instalações criadas para o desenvolvimento dos caças suecos no Brasil ficarem paradas após a entrega das 36 aeronaves, já que não interessaria à Boeing produzir o modelo concorrente.
GDDN (Gripen Design and Development Network) em Gavião Peixoto – SP
Fonte: Mateus Coutinho para Época/Coluna Expresso via site Poder Aéreo 13 jan 2018







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