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Destacada contribuição da Prefeitura de Resende para reabertura do Aeroporto


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Posted 01 de July de 2018 - 11:33

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Ex-secretário destaca contribuição da Prefeitura de Resende para reabertura do Aeroporto Municipal
O ex-secretário de Indústria, Tecnologia e Serviços do município e empresário do ramo de Logística, Edgar Moreira, disse na tarde de ontem, que contribuiu para a abertura e infraestrutura do Aeroporto Municipal. Ele pontuou as várias melhorias de infraestrutura que a administração do ex-prefeito José Rechuan fez no primeiro ano de administração municipal e que culminou na reabertura do Aeroporto Municipal que estava fechado quando assumiu a prefeitura.
“O aeroporto estava interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A prefeitura fez investimento na época, através de uma parceria com a Votorantim Siderurgia, para que fossem realizadas obras para o aeroporto volta a operar normalmente, estando capacitado para receber aeronaves de pequeno e médio porte. As obras que resultaram na reabertura do Aeroporto Municipal foram estimadas em R$450 mil. No local, todas as obras apontadas pela Anac como exigências na época da interdição foram cumpridas. Na época, a prefeitura construiu um muro de alvenaria, com 600 metros de extensão, por dois metros de altura; implantou cerca de 300 metros de alambrado, além de aproximadamente 1.200 metros de cerca de arame farpado para impedir o acesso de pessoas e a entrada de animais na pista de pouso e de decolagem. Também foram realizados serviços de capina e roçada, recuperação da drenagem, pintura e sinalização da pista, reforma do salão de embarque e desembarque, além de melhorias feitas na área livre destinada ao trânsito de aeronaves”, enumerou o empresário, destacando que o aeroporto municipal foi reinaugurado pela prefeitura em agosto de 2010.
“O aeroporto só foi regulamentado em nossa época e até as verbas foram solicitações feitas por nós a época ao ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco”, ressaltou.
Aeroporto Agulhas Negras
Edgar informou ainda que na época aeroporto passou a se chamar Aeroporto Agulhas Negras, cujo nome foi dado em homenagem aos 200 anos da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). “Além das obras foi exigida a formação de uma brigada contra incêndio em aeródromo que contou com a formação de dez bombeiros do quadro da prefeitura de Resende, que foram capacitados pela Aeronáutica no Curso de Especialização de Combate a Incêndio e Salvamento em Aeronaves. O grupo, sob a responsabilidade da Defesa Civil Municipal, tinha a finalidade atuar no salvamento de pessoas em acidentes aeronáuticos. O Governo Federal enviou um carro de Bombeiros e depois conseguimos mais um outro caminhão com o Comando Geral da Aeronáutica. Estes veículos são caríssimos”, explicou o ex-secretário, informando ainda que a Brigada de Incêndio foi muito elogiada pelo então subsecretário estadual de Transportes Delmo Pinho, que compareceu no evento representando o secretário de Estado de Transporte, Júlio Lopes.
“Nesta época foi quando o aeroporto de Resende efetivamente passou a existir como aeroporto e estava todo regulamentado pela Secretaria de Aviação Civil e estava bem mais estruturado”, disse Moreira. Ele também relembrou que a partir desta reforma a prefeitura negociou com a companhia aérea Trip para fazer voos regulares por uma malha regional. “A Trip iniciou voos para Resende, com destino a São Paulo (Guarulhos) ou Juiz de Fora e conexões para dez outros destinos. Os voos eram operados em turboélices ATR-42, com capacidade para 45 passageiros”, recordou o empresário, acrescentando que os voos foram encerrados quando a Azul comprou a Trip. “Infelizmente os voos foram encerrados devido a falta de ocupação de assentos e operava com aviões para 45 lugares. Quando a Azul comprou a Trip ela acabou com a operação nos aviões ATR- 42 e passou a utilizar ATR-62 que tem restrição para pouso e decolagens em Resende devido o tamanho da pista e também não tinha um número de passageiros que cobria os custos operacionais. A empresa encerrou as atividades por este motivo”, explicou.
Edgar também disse que além de o aeroporto Agulhas Negras estar todo estruturado quando era secretário de Indústria, Tecnologia e Serviços do município, a prefeitura conseguiu ais verbas com a Secretaria de Aviação Civil. “Através do então Ministro Moreira Franco conseguimos verbas de R$22 milhões para reforma e adequação de pátio de cargas, pintura, entre outras. Pelo que me consta foi liberado recursos no valor de R$7 milhões que até ano retrasado havia sido liberados verbas da época de nossa gestão”, contou.
Problemas para a realização do balizamento noturno
Moreira também contou que o balizamento noturno da pista do aeroporto de Resende não foi feito devido a dois problemas identificados na época. “Tem dois problemas sérios para fazer este balizamento noturno da pista de Resende. A aproximação passa em cima de duas baterias de tiro antiaéreo da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Não tem como fazer o balizamento, cruzar e passar com aviões em cima destas duas linhas de tiro antiaéreo. Além disso, para fazermos este balizamento teríamos que aumentar o tamanho da pista do aeroporto. E para redesenhar e aumentar a pista terão que desapropriar muitos imóveis até a região da Cidade Alegria. Isso é inviável. Este balizamento não é tão simples e básico”, explicou Edgar, acrescentando que Resende não tem capacidade para ter um aeroporto cargueiro.
“Hoje não tem aeronave cargueira para pousar em Resende porque a pista tem 1.100 metros e para operar com estes aviões é necessária uma pista de 2.300 metros. Vamos cair na mesma história do balizamento noturno que precisa de muitos recursos”, completou.
Para finalizar, o ex-secretário comentou que antes de sair do cargo conversou com a direção do aeroclube e do paraquedismo. “Dentro do processo de regulamentação, chamamos o pessoal do Aeroclube e do paraquedismo para regulamentar as áreas usadas por eles como manda a legislação. Deixei os contratos prontos e apenas reduzindo o tamanho das áreas e de forma onerosa. Na época eles não quiseram assinar, pois acharam que estavam sendo prejudicados e, na verdade, eu estava regularizando a situação deles. Se tivessem assinado estariam operando até hoje sem nenhum problema”, informou.
Fonte: A VOZ DA CIDADE (RJ)  via CECOMSAER 1 JUL 2018