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Voo direto do Brasil à Nova Zelândia é debatido pela Embratur


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#1 PP-CJC

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Posted 13 de July de 2018 - 21:53

Boa noite amigos Forenses.

Voo direto do Brasil à Nova Zelândia é debatido pela Embratur

https://www.panrotas... ... 57085.html

Fonte - Panrotas

Abs. Cursio



#2 51Tucano

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Posted 14 de July de 2018 - 12:14

Seria uma ótima jogada se a AVB fizesse GRU-SCL-AKL 3x/semana.

A VASP (se atendo à novidade, não à pilantragem) nos anos 90, fez assim, abria-se a Veja e tinha propaganda de novo destino: Seul, Osaka, Casablanca, Bruxelas, Atenas...

#3 TheJoker

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Posted 14 de July de 2018 - 16:07

Seria uma ótima jogada se a AVB fizesse GRU-SCL-AKL 3x/semana.

A VASP (se atendo à novidade, não à pilantragem) nos anos 90, fez assim, abria-se a Veja e tinha propaganda de novo destino: Seul, Osaka, Casablanca, Bruxelas, Atenas...

 

Não tem nenhuma vantagem nisso. Só GRU-AKL-SYD pra fazer concorrência a NZ, LA e QF.

 

O problema é que a NZ opera EZE 3 vps nos meses de baixa e vai a 6-4 vps nos meses de alta (dez a abr). Se ela coloca voos diretos pra GRU vai faltar  em EZE, se realmente chegar a 50% o O&D BR-Oceania. 

Talvez o ideal pra NZ seria operar AKL-EZE-GRU 5vps na baixa e diário na alta, até ver o quanto eles podem roubar da LA/QF.

 

Vendo os LFs da LA na Austrália, são abaixo dos 70%, e só depois que ela inaugurou MEL, o tráfego pro Chile conseguiu superar o local SYD-AKL.

Já a QF não está pra perder dinheiro, tem menos voos mas com LFs acima dos 90%, afinal os 744 consomem muito mais que os 787.

 

https://bitre.gov.au...blications.aspx


Edited by TheJoker, 14 de July de 2018 - 16:09 .


#4 leelatim

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Posted 14 de July de 2018 - 18:02

Não tem nenhuma vantagem nisso. Só GRU-AKL-SYD pra fazer concorrência a NZ, LA e QF.
 
O problema é que a NZ opera EZE 3 vps nos meses de baixa e vai a 6-4 vps nos meses de alta (dez a abr). Se ela coloca voos diretos pra GRU vai faltar  em EZE, se realmente chegar a 50% o O&D BR-Oceania. 
Talvez o ideal pra NZ seria operar AKL-EZE-GRU 5vps na baixa e diário na alta, até ver o quanto eles podem roubar da LA/QF.
 
Vendo os LFs da LA na Austrália, são abaixo dos 70%, e só depois que ela inaugurou MEL, o tráfego pro Chile conseguiu superar o local SYD-AKL.
Já a QF não está pra perder dinheiro, tem menos voos mas com LFs acima dos 90%, afinal os 744 consomem muito mais que os 787.
 
https://bitre.gov.au...blications.aspx


Qual seria teu entendimento ao afirmar que a QF não está para perder dinheiro, afinal voa com os gastões , velhos B 747 e ocupação de 90% ?
Se ela opera uma aeronave anti-economica, o mínimo que ela precisa é obter ocupações altas com tarifas boas para conseguir lucro....já a Latam, com 2 destinos na Austrália e voo exclusivo a Melbourne, pode se dar o luxo de ter ocupações menores, pois pode cobrar mais cara na rota exclusiva e ainda ter lucro com míseros 70% de ocupação , afinal os modernos B787 são muito econômicos

#5 TheJoker

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Posted 14 de July de 2018 - 18:33

Qual seria teu entendimento ao afirmar que a QF não está para perder dinheiro, afinal voa com os gastões , velhos B 747 e ocupação de 90% ?
Se ela opera uma aeronave anti-economica, o mínimo que ela precisa é obter ocupações altas com tarifas boas para conseguir lucro....já a Latam, com 2 destinos na Austrália e voo exclusivo a Melbourne, pode se dar o luxo de ter ocupações menores, pois pode cobrar mais cara na rota exclusiva e ainda ter lucro com míseros 70% de ocupação , afinal os modernos B787 são muito econômicos

 

Mas foi isso que eu disse, QF só opera 5vps, e tem altos LFs pra compensar o consumo dos 744, não perde dinheiro, e é uma empresa lucrativa.



#6 TheJoker

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Posted 14 de July de 2018 - 19:07

http://investor.qant...resentation.pdf

 

Apresentação do 1º semestre terminado em dez/17, lá o ano fiscal é de julho a junho do ano seguinte.

 

No slide 9 a operação doméstica faturamento total 3.1 bilhões, margem 14,6%, LF 78,7%, Ebit  447 milhões AU$

No slide 10 a operação internacional faturamento 3.4 bi, margem 6,5%, LF 84,4%, Ebit 222 milhões AU$

 

QF Group em seis meses 64.5 bilhões RPKs lucro líquido de 607 milhões AU$ x 0.78 = 473 milhões USD

LTM             doze  (2017) 115.7                                                                                          155.3

 

LTM 155.3 / 115,7 = 1.34

QF    473  / 64,5 = 7.33

 

7.33 /1.34 = 5.5         

 

O QF Group é 5.5 vezes mais lucrativo do que o LTM Group em termos de lucro liquido por RPK. Por isso eu disse que os Australianos ( e os Neo Zelandeses, pois a NZ também é altamente lucrativa) não estão pra perder dinheiro.


Edited by TheJoker, 14 de July de 2018 - 19:11 .


#7 leelatim

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Posted 14 de July de 2018 - 23:05

http://investor.qant...resentation.pdf
 
Apresentação do 1º semestre terminado em dez/17, lá o ano fiscal é de julho a junho do ano seguinte.
 
No slide 9 a operação doméstica faturamento total 3.1 bilhões, margem 14,6%, LF 78,7%, Ebit  447 milhões AU$
No slide 10 a operação internacional faturamento 3.4 bi, margem 6,5%, LF 84,4%, Ebit 222 milhões AU$
 
QF Group em seis meses 64.5 bilhões RPKs lucro líquido de 607 milhões AU$ x 0.78 = 473 milhões USD
LTM             doze  (2017) 115.7                                                                                          155.3
 
LTM 155.3 / 115,7 = 1.34
QF    473  / 64,5 = 7.33
 
7.33 /1.34 = 5.5         
 
O QF Group é 5.5 vezes mais lucrativo do que o LTM Group em termos de lucro liquido por RPK. Por isso eu disse que os Australianos ( e os Neo Zelandeses, pois a NZ também é altamente lucrativa) não estão pra perder dinheiro.


Excelente explicação

#8 LipeGIG

LipeGIG

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Posted 15 de July de 2018 - 23:14

Não faz o minimo sentido pensar em rotas para a Oceania a partir do Brasil.

 

Infelizmente para essa rota, temos 2 cidades importantes ao sul que estão mais próximas da Oceania e que conseguem inclusive conectar não uma mas várias cidades Brasileiras (caso de Buenos Aires) sem qualquer back-track.

 

Transferir rota de EZE ou SCL vai fazer com que esses passageiros se movam para outros serviços, a partir de SCL ou EZE, mas muito dificilmente veremos esse publico (que tende a ser 50% do avião) voando EZE-GRU-Oceania ou SCL-GRU-Oceania



#9 Delmo

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Posted 16 de July de 2018 - 09:03

Claro que existe um ponto de equilíbrio positivo rentável onde uma rota Oceania - Brasil dê certo, com as frequências, aeronave e parceria certas, mas alcançar esse ponto de equilíbrio tem um custo bastante alto, pela distância, dificuldades de voo próximo à Antártida; sazonalidade e concorrência.

 

Mas a ANZ é isolada suficiente pra maioria de seus voos de longa distância enfrentarem dificuldades parecidas.


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#10 LipeGIG

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Posted 16 de July de 2018 - 22:38

Claro que existe um ponto de equilíbrio positivo rentável onde uma rota Oceania - Brasil dê certo, com as frequências, aeronave e parceria certas, mas alcançar esse ponto de equilíbrio tem um custo bastante alto, pela distância, dificuldades de voo próximo à Antártida; sazonalidade e concorrência.

 

Mas a ANZ é isolada suficiente pra maioria de seus voos de longa distância enfrentarem dificuldades parecidas.

 

Perfeito, e para o tipo de tráfego de hoje, majoritariamente low yield, não faz sentido.

 

Podem até lançar, mas duvido que dure muito tempo.

 

BRA-AUS/NZ não permite conexões adiante de forma significativamente melhor que outros mercados, e também não permite ir além do BRA com condições de conexão melhores.



#11 boulosandre

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Posted 17 de July de 2018 - 09:00

Claro que existe um ponto de equilíbrio positivo rentável onde uma rota Oceania - Brasil dê certo, com as frequências, aeronave e parceria certas, mas alcançar esse ponto de equilíbrio tem um custo bastante alto, pela distância, dificuldades de voo próximo à Antártida; sazonalidade e concorrência.

 

Mas a ANZ é isolada suficiente pra maioria de seus voos de longa distância enfrentarem dificuldades parecidas.

 

Interessante notar que dos 3,5 milhoes de estrangeiros que a NZ recebe anualmente, menos de 20 mil sao Brasileiros. De acordo com o site do turismo da NZ (que abriu um escritorio em SP em 2013 responsavel por todo o continente), o potencial de Brasleiros e Argentinos para visitar aquele pais atinge 14 milhoes de pessoas.

 

Na minha opiniao, é questao de tempo para termos um voo direto (com escala em EZE/SCL ou nao) entre o Brasil e a Oceania. E claro, que é uma rota bem sazonal, com maior demanda no verao do Hemisferio Sul.

 

https://www.tourismn...-and-argentina/


Edited by boulosandre, 17 de July de 2018 - 09:02 .