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Costa do Alasca em Sete Voos

Alaska Airlines SEA ANC

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#1 trevisan26

trevisan26
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Posted 08 de April de 2019 - 00:20

Olá pessoal! Finalmente terminei de escrever sobre alguns voos que fiz com a Alaska Airlines em setembro do ano passado. O relato está recheado de window views (e vocês entenderão o porquê), mas o que adianto é que quanto mais ao Norte, mais bonitas ficam as vistas. Sem mais delongas, vamos aos sete voos de 737 de Seattle para Anchorage, nos voos conhecidos como "Milk Runs".

 

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Com a nova geração de aeronaves de ultra longo alcance cada vez mais presentes na frota das companhias aéreas, alguns trajetos que exigiam diversas paradas antigamente hoje em dia são operados de maneira direta, como os impressionantes Cingapura - Nova York e Perth - Londres, bloqueados em 18h25 e 17h20 respectivamente. Do ponto de vista dos passageiros, esta mudança é excelente pois permite nos deslocarmos de maneira mais rápida e eficiente e dessa maneira os voos que nos referimos como “pinga pinga” no Brasil e “Milk Run” nos Estados Unidos estão cada vez mais raros para aeronaves de grande porte, porém ainda existem algumas exceções, não por conta do alcance das aeronaves, mas sim por atenderem locais remotos e sem tanta demanda.

 

Além do mais conhecido Island Hopper operado pela United onde é possível voar de Honolulu para Guam com cinco paradas utilizando a mesma aeronave, a Alaska Airlines opera uma série de voos que atendem pequenas cidades e povoados do estado do Alasca desde os primórdios da companhia aérea no inicio dos anos 30. 

 

Estes voos são conhecidos como Milk Run, apelido que possui algumas origens diferentes. Na aviação estado-unidense, “Milk Run” refere-se a voos que realizam diversas paradas até chegar em seu destino final, como uma analogia a viagem dos antigos entregadores de leite que realizavam um percurso de ida e volta com várias paradas fazendo a entrega na ida e coleta no retorno. Se somarmos ao fato de que estes voos da Alaska são essenciais para alguns povoados que dependem inteiramente do serviço aéreo para receber correspondência e suprimentos básicos (incluíndo o leite), o nome caiu como uma luva para estas operações.

 

Claro que nos dias atuais, os voos são programados e - um pouco - mais pontuais do que antigamente. Entre estes voos programados, dois me chamaram atenção, o AS 65 (SEA-KTN-WRG-PSG-JNU-ANC) e o AS 61 (SEA-JNU-YAK-CDV-ANC). Falarei mais adiante sobre as cidades, mas detalhe para o trecho de 31mi entre Wrangell (WRG) e Petersburg (PSG) com duração de nove minutos.

 

Por fazerem parte do Essential Air Service (EAS) recebendo subsídios do governo e com o intuito de resguardar os assentos às pessoas que realmente voam de/para estas pequenas cidades, ao procurar no site da companhia aérea estes voos apenas aparecem se destino e origem não forem Seattle e Anchorage, resultado para o qual existem mais de dez voos diários diretos.

 

Para aproveitar os voos seria então necessário realizar uma conexão de mesmo dia em bilhetes separados, o que seria muito arriscado se tratando de Alasca, ou então aproveitar um stop-over em uma das cidades. Juneau é uma cidade popular com os turistas por conta dos glaciares e diversos cruzeiros que por lá passam, então poderia conhecer um pouco da cidade e juntar o melhor dos dois voos mencionados acima, em um único bilhete. No final, o trajeto de Seattle para Anchorage de 1448mi (distância similar a São Paulo - Fortaleza) ficou o  seguinte:

 

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Após quase três meses de espera, chegava a hora de voar o primeiro dos dois Milk Runs com a Alaska Airlines. Com partida para Ketchikan (KTN) prevista para às 07h35, acordei 2 horas antes para 10 minutos depois já estar no transfer do hotel Coast Gateway Seattle para o aeroporto.

 

O serviço de transfer parou próximo à entrada, onde precisei comprar uma peça de bagagem e realizar o check-in em um dos totens. Entrei na fila para despacho de bagagem e logo fui chamado em um dos balcões onde o atendente viu meu destino e brincou “So you are going the long way today”. O bom humor não parou por aí e ao ver o passaporte logo soltou: “Ronaldinho, samba, futebol”. Devo dizer que ele foi pelo menos um pouco autêntico, fugindo do mais comum “samba, carnaval, futebol”. :lol:  

 

A fila do raio-x estava tranquila e em alguns minutos eu já estava na sala de embarque, onde utilizei a internet aguardando pela chamada. De maneira bastante ordenada, os grupos A, B e C entraram na aeronave e logo era minha vez. 

 

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Embarquei no Boeing 737-700 de matricula N614AS, entregue em 1999 para Alaska Airlines e ao me acomodar no assento 23F, o sol já começava a sair detrás das nuvens. 

 

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Speech de boas-vindas feito, explicando as três paradas que este voo realizaria e logo embarque finalizado. Acho interessante os diferentes comportamentos dos passageiros em alguns voos, principalmente quando a maior parte deles é de uma mesma região. As pessoas que estavam próximas a mim estavam de bom humor, conversando e rindo bastante, como se todos se conhecessem a muito tempo. Chegaram até a brincar com o número de paradas e fazer uma  competição para ver quem estava realizando mais voos para chegar ao destino final, o ganhador foi um passageiro da fileira à frente que vinha de conexão com a American Airlines desde Miami via Dallas e estava indo até Juneau em seis voos. Nada mal!

 

Após aguardarmos no ponto de espera, às 07h54, decolamos para Ketchikan e passamos a primeira camada de nuvens.

 

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As maiores companhias aéreas americanas hoje em dia já oferecem serviço de Wi-Fi em boa parte das aeronaves, mas o diferencial em relação ao Brasil é que elas oferecem um pacote gratuito apenas para mensagens de texto (WhatsApp, Messenger e até o chat do Instagram funcionou, mesmo sem estar mencionado no cartão que estava no bolsão). Imagens, áudios e vídeos não carregam de maneira alguma, o que é compreensível e justo, para que aqueles que compraram internet tenham uma velocidade aceitável. Espero que as cias brasileiras ofereçam algo similar em um futuro próximo. Além da internet, também há uma série de filmes e outras opções de entretenimento de voo para se aproveitar no próprio aparelho, inclusive o mapa de voo.

 

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Já à 40.000 pés, teve inicio o serviço de bordo, sendo oferecido primeiramente apenas água e depois as opções do Buy-On-Board (BOB).  

 

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Aproveitei para dar uma olhada no mapa de rotas da empresa e meia hora depois, os comissários voltaram a passar no corredor oferecendo café, suco de laranja e algumas outras opções de bebidas, todas não alcoólicas, além da bolacha Biscoff.  

 

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Ao meu lado estava um casal de meia idade, acredito que a mulher estivesse um pouco intrigada do por que eu estar neste voo já que estava sozinho e tirando muitas fotos e então puxou assunto. Expliquei sobre minha paixão pela aviação e contei sobre meu roteiro, ela disse estar cansada só de ouvir a quantidade de voos e ainda me ofereceu as bolachas dela e do marido. Conversamos por algum tempo até que foi dado início a descida para cidade deles, Ketchikan. Apesar do tempo fechado e ausência de neve já que estávamos no final do verão, a geografia já impressionava, mas nada comparado aos próximos voos. Na segunda imagem é possível ver parte da cidade e dois dos últimos cruzeiros a atracar nesta temporada.  

 

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Neste aeroporto não existem pontes de embarque, então paramos em uma remota e após o speech de que os passageiros que seguissem viagem não poderiam desembarcar, a maior parte dos passageiros desceu. Após alguns minutos fomos informados de que Wrangell estava fechado por conta da baixa visibilidade e então aproveitei para caminhar pela cabine e até mesmo conversar com o piloto, que me comentava adorar voar os Milk Runs.

 

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Outro Boeing 737 parou ao nosso lado e até perguntei se poderia ir até a ponta da rampa tirar uma foto, mas infelizmente a comissária negou. No big deal.

 

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Mesmo em solo, uma comissária passou pela cabine oferecendo água ou suco de laranja. Aceitei uma água e continuei a observar os movimentos do aeroporto, enquanto as bagagens eram carregadas.  

 

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Mais de uma hora após pousarmos, os novos passageiros começaram a embarcar e conforme o piloto havia me dito, a ocupação estaria bem alta neste voo seguinte. Meia hora depois, iniciamos taxi para decolagem à Wrangell, de aproximadamente 2.500 habitantes. 

 

Este voo teve duração de 23 minutos e nossa altitude de cruzeiro foi de 20.000 pés. Durante a descida, se escutava várias pessoas comentando sobre o quão bonito é o Alasca e até a jovem que estava ao meu lado pediu licença para tirar uma foto da janela. Quanto mais ao Norte, mais bonita ficava a paisagem, tentei maneirar nas fotos mas o cenário não me permitiu.

 

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Após pouso na pista 10 e backtrack feito, poucos passageiros desembarcaram e acreditem se quiser, a comissária passou novamente oferecendo água ou suco de laranja, o que se repetiria em todas as paradas até Juneau e no dia seguinte até Anchorage. Logo veio uma funcionária da Alaska Airlines com um check list verificando um por um dos passageiros a bordo e em seguida começou o embarque. A única operação que vi durante os 35 minutos de solo em Wrangell foi de um Beech 1900C da Ace.  

 

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Logo era nossa vez de decolar rumo a PSG, que refere-se ao aeroporto de Petersburg, e não ao time de futebol francês. Este certamente é um dos voos regulares de 737 mais curtos do mundo, se não o mais curto. Em linha reta, são apenas 50km de distância entre os aeroportos e o piloto me comentou na parada em Ketchikan que quando está operando pista 28 e o teto está acima de 5.000 pés eles costumam fazer esta perna em VFR. Espetacular! 

 

Abaixo me arrisquei no Google Maps a fazer um esboço da nossa rota. 

 

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Alinhados na cabeceira 28, decolamos rumo a Petersburg, que tem aproximadamente 3.500 habitantes. O acesso a ilha se da apenas por via aérea e marítima, mostrando novamente a importância que estes voos tem para alguns povoados. Como em boa parte do Alasca, a maior fonte de renda vem da pesca do salmão e outros peixes. Enquanto vocês liam este flight report, boa parte do voo já teria se passado. Pousamos em Petersburg em meros 08min30s (calculados pelo EXIF das fotos da câmera). E o cenário, bem, vou deixar as fotos falarem por si só.

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Nesta última foto é possível ver o terminal de passageiros de Petersburg, que leva o nome da Alaska Airlines.

 

Durante o período em solo, novamente um funcionário da companhia veio fazer a confirmação dos nomes de todos os passageiros e bebidas foram oferecidas. Pelo meu lado foi possível observar o carregamento de algumas caixas com peixes, que conforme comentei antes, é a principal fonte de renda dos nativos. 

 

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Ficamos longos 45 minutos em solo, digo longos pois o ar estava desligado e o sol batendo no meu lado da aeronave. Diversas pessoas começaram a reclamar do calor, mas a situação só melhorou instantes antes de partirmos.

 

Às 11h05 decolamos para o destino final de hoje, Juneau, cidade com cerca de 35.000 habitantes e para surpresa de alguns, a capital do estado do Alasca. Com duração de meia hora, o voo não teve nada de especial, a não ser é claro, as paisagens. A esta latitude, as montanhas com neve e os glaciares já eram vistos com mais frequência, lembrando sempre que este é o período com menos neve na região.     

 

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Após quase 6 horas entre a primeira decolagem e o último pouso, em um voo que direto teria 2h35 de duração, finalmente chegava na capital do Alasca, cidade com vários atrativos e que inclusive é ponto de partida/chegada de diversos cruzeiros. Juneau já tem um aeroporto à altura, e apesar de simples, é bastante funcional e as três pontes de embarque dão conta tranquilamente do movimento.

 

Em questão de cinco minutos após pararmos no portão, já estava com minha bagagem despachada em mãos e fui a pé até o Best Western Country Lane Inn, enquanto o voo AS 65 seguiria até Anchorage na sua última perna. Vale lembrar que esta parte da cidade junto ao aeroporto fica à cerca de 13km do centro da cidade onde tem algumas atividades como o interessantíssimo Museu do Estado do Alasca, o porto, e o melhor de tudo, uma base de hidro aviões. Não vou entrar em muitos detalhes dessas atividades, mas deixo algumas fotos.

  

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Continua.


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#2 trevisan26

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Posted 08 de April de 2019 - 00:28

Após o museu, decidi retornar para próximo do hotel onde tem início uma trilha conhecida entre os locais como Dike Trail. Apenas as paisagens já são lindas, somando-se ao fato de que ela cruza a cabeceira da pista e permite plane spotting, era visita obrigatória.

 

Aproveitando o dia ensolarado e quente (17°C), vi muitas pessoas fazendo exercício, passeando com os cachorros e uma ou outra parando para admirar os movimentos aéreos. Logo após cruzar a cabeceira, tem uma parte em que a cerca fica bem abaixo e as oportunidades para fotos são boas, tanto da pista principal como das dezenas de hidro aviões.

   

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Apesar do movimento de jatos ser bem fraco, os hidro aviões e helicópteros não param um segundo, a maior parte fazendo voos panorâmicos sobre o Glaciar de Mendenhall. 

 

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Havia uma escadaria sem proteção para as luzes de aproximação (essas sim por detrás de um  portão chaveado), portanto resolvi subir a escadaria para ter um ângulo melhor na chegada do 737 da Alaska Airlines Cargo, a aeronave que decretou a aposentadoria dos 737-400 Combi, que operavam os Milk Runs até 2017. Só posso imaginar esta vista durante o inverno com a montanha coberta de neve.

 

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Sem palavras para descrever essa combinação de cenário e pôr do sol.

 

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Com o passar dos minutos a luz ficava cada vez melhor, uma pena o 737 da Alaska Airlines ter pousado pela pista oposta e uns 3 minutos atrasado, com o sol iluminando apenas a montanha ao fundo, mas ainda assim um efeito interessante.

 

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Alguns minutos depois já sem luz e começando a esfriar rapidamente, retornei ao hotel onde mais tarde dormi até a manhã seguinte. 

 

Minha ideia inicial era acordar próximo ao nascer do sol e ir para a trilha atrás da cabeceira novamente, mas estava bastante gripado e a cansaço falou mais alto, portanto resolvi dormir um pouco mais antes de sair para o aeroporto. 

 

O AS 61 partia às 10h15 para Anchorage (ANC) com paradas em Yakutat (YAK) e Cordova (CDV), portanto cheguei às 08h20 no aeroporto e ao realizar o check-in novamente a atendente brincou “You're taking the scenic route, enjoy the views”, evidentemente que com um lembrete de que deveria permanecer a bordo durante as paradas.  

 

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Não havia me dado conta, mas neste dia fazia exatos dezessete anos do atentado de 11 de setembro. Não percebi segurança mais rígida no aeroporto (inclusive foi bastante rápida), apenas uma reportagem na TV do terminal.

 

A área de embarque não é grande mas possui todo o necessário, incluindo calefação para os dias mais frios. Após comer um sanduíche no café, aproveitei para mais um pouco de plane spotting. 

 

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Fico devendo a foto, mas logo chegou o N523AS procedente de Seattle que continuaria para Yakutat, Cordova e por fim Anchorage. 

 

Com muitos desembarques e poucos embarques, boa parte das fileiras tinham o assento do meio e corredor livre. Pelo visto a janela é preferência de quase todos neste voo, por que será?

 

Esta aeronave foi entregue em 2009 e já possuía o modelo de cabine mais novo da Alaska, inclusive com tomadas em todos os assentos. Achei o pitch bom, mas não sou uma pessoa alta, e o fato de ter o assento do meio livre certamente ajudou bastante na minha boa impressão. 

 

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Após rápido taxi, alinhamos e decolamos pela pista 26 com destino à Yakutat. Na segunda foto é possível ver parte da trilha que eu fui no dia anterior.

 

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Com o tempo estimado de voo em 52 minutos, houve serviço de bebidas e aproveitei o restante do voo para ouvir música e apreciar as vistas, mesmo com o tempo um pouco fechado nesta etapa.    

 

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Logo o aeroporto de Yakutat já estava em vista e fizemos uma bela aproximação. 

 

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Yakutat é um dos dezoito distritos organizados do Alasca e tem uma área de quase 25.000km2, quase dezesseis vezes maior do que o município de São Paulo, porém com uma população de apenas 605 habitantes conforme o censo de 2017 e com projeção de reduzir ainda mais nos anos seguintes.

 

O terminal do aeroporto faz jus à população, é minúsculo porém deve atender bem aos pouco mais de 10 mil passageiros anuais. Gostaria muito de ter visitado por dentro mas realmente não é permitido o desembarque nestas paradas e o controle dos passageiros que permanecem a bordo é sempre feito por um funcionário da Alaska Airlines, que confere os sobrenomes com a lista impressa. Até tirei uma foto desta vez.

 

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Meia hora após pousarmos, já estávamos alinhando na pista para decolagem rumo à Cordova, última parada antes do destino final e paraíso para amantes da aviação de carga e clássicos, Anchorage. 

 

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Logo após a decolagem, à esquerda, apenas o Oceano Pacífico, já as vistas da costa ficaram ao lado direto e é para lá que fui algumas fileiras atrás.     

 

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Exatamente como nos outros voos, houve o serviço de bebidas com água e suco de laranja. Aproveitei para perguntar à comissária se poderia permanecer no assento em que eu estava no voo seguinte e ela me comentou que o voo estaria bastante cheio, mas iria verificar se havia alguma janela ao lado direito e me avisaria após o embarque ser finalizado.

 

Cerca de 25 minutos após a decolagem, já estávamos nos aproximando do aeroporto de Cordova, que conta com os glaciares de Sherman e Sheridan como cenário de fundo. Já em solo, retornei para meu assento original e aguardei ansiosamente o retorno da comissária.    

 

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Cordova não possuí ligações terrestres e tem cerca de 2.200 habitantes, número que vem diminuindo assim como em Yakutat. O terminal é similar porém o número de passageiros é bem maior, cerca de 35 mil em 2016.

 

Após falar sobre esses números de passageiros e considerar pelo menos dois voos de 737 diários, é natural questionar a viabilidade financeira de um voo desses e a reposta, como brevemente mencionado no começo, está no Essential Air Service (EAS), programa dos Estados Unidos que subsidia rotas para 174 cidades no país inteiro, sendo 62 delas apenas no Alasca. Nos seis aeroportos em que a Alaska Airlines opera de maneira subsidiada, ela recebeu quase 11 milhões de dólares no ano passado. 

 

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Com vários passageiros com muita bagagem de mão e ítens despachados como skis e varas de pescar, o embarque levou cerca de 35 minutos quando finalmente recebi resposta da comissária em relação ao assento na janela: “You can go in the last row”. Para já!

 

Apesar de estar praticamente dentro do banheiro, os dois assentos ao lado permaneceram livres e eu teria as vistas desejadas.

 

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Completando quase uma hora de solo, alinhamos e decolamos para o destino final Anchorage.

 

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O assento na fileira 32 e a lente wide angle permitiram uma foto mostrando tanto a asa quanto o estabilizador horizontal.

 

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Já nos aproximando de Anchorage, tive uma bela vista com alguns pontos interessantes. A direita da imagem, a Base Aérea de Elmendorf, o Aeroporto de Merrill Field e o centro da cidade, que não impressiona muito em termos de prédios. Ao centro da imagem, Lake Hood, com mais de mil hidro-aviões baseados e por fim o Aeroporto Internacional de Anchorage Ted Stevens, que recebe este nome em homenagem à Theodore Stevens, senador americano de 1968 até 2009.

 

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Após curva à direita, finalmente chegava em meu destino final, onde passaria o dia atual e seguinte fotografando antes de descer para Los Angeles.  

 

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Apesar dos sete voos serem um pouco cansativos e uma total "indiada" para aqueles que não gostam de aviação como nós (nem se deem o trabalho de tentar convencer alguém), devo dizer que foi uma experiência incrível, ainda mais com a sorte de ter pego tempo bom em quase todos os voos. Fiz o stop-over em Juneau, pois o site não permite voar com todas estas paradas se origem e destino forem Seattle e Anchorage, mas devo dizer que vale bastante a pena, para quebrar a sequência de voos e também para aproveitar a cidade, caso estivesse com o tempo mais folgado nestas férias acho inclusive que valeria uma segunda noite na cidade.

 

Bom, acho que é isto, demorou mas saiu o FR! Espero que tenham gostado e sintam-se a vontade para fazer comentários, é sempre a melhor parte de postar aqui. 

 

Se quiserem acompanhar algumas fotos do plane spotting em Anchorage e outros lugares, é só clicar no seguinte link que leva a conta do Instagram dedicada a aviação que criei:

https://www.instagra...san26_aviation/

 

Abraços a todos!


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#3 rbullara

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Posted 08 de April de 2019 - 01:13

Mais uma vez um belo FR Trevisan. Como diria um famoso narrador da ESPN:
"Palmas, Palmas, um Tocantins inteiro, vc é ridículo!"

#4 alvaroaps

alvaroaps
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Posted 08 de April de 2019 - 10:21

Parabéns,sensacional, gostei bastante, afinal um belo FR do Alaska.



#5 alferreira

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Posted 08 de April de 2019 - 11:06

Parabéns: pela viagem e pelo FR. Perfeito (ambos). Obrigado pelo presente!



#6 Kal_Center

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Posted 08 de April de 2019 - 14:22

Espetacular!! Nota 10, nota 11!! Meus parabéns!! Não lembrava desse ai, boa ideia pra torrar milhas do AAdvantage.

 

Esse ano eu fiz o "Island Hopper" da United GUM-TKK-PHI-KSA-KWA-MAJ ida e volta. Extremamente sofrida a viagem, mas valeu a pena.

 

Qquer hora faço um FR.



#7 Schonarth

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Posted 08 de April de 2019 - 16:04

Simplesmente sensacional! Vou até adicionar na minha lista de voos para fazer.



#8 MissedApproach

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Posted 10 de April de 2019 - 16:08

Muito, mas muito bom! Excelente FR, obrigado por nos levar a conhecer essa experiência um tanto diferente!

#9 rofalcao

rofalcao
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Posted 10 de April de 2019 - 17:10

Trevisan, vc se supera a cada FR. Meus parabéns! Textos e imagens incríveis... Obrigado por compartilhar essa experiência!

#10 Silva

Silva
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Posted 11 de April de 2019 - 10:47

Fotos lindas!  Parabéns pelo FR!                       



#11 Luciano Cunha

Luciano Cunha
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Posted 11 de April de 2019 - 15:32

Caramba! Que FR sensacional! Viajei junto!



#12 gabrielmagacho

gabrielmagacho
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Posted 11 de April de 2019 - 20:48

Um dos melhores, se não o melhor FR que li aqui no Contato Radar! Trevisan, suas descrições são perfeitas e as fotografias nem se fala! Obrigado por compartilhar conosco essa viagem sensacional para os entusiastas da aviação!







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