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[LEILÃO] Safety Cards

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Airbus da TAM não dispunha de alarme sonoro para as manetes


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#1 Rafael Santos

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Postado 26 de outubro de 2007 - 09:30

Dispositivo é considerado apenas “desejável” pelo fabricante, mas não é obrigatório.
Para diretor técnico da TAM, equipamento evitaria acidentes nas Filipinas e Taiwan.

O departamento técnico da TAM não instalou no Airbus A320 que fez o vôo JJ 3054, de Porto Alegre a São Paulo, no dia 17 de julho, o alarme sonoro que alerta os pilotos se eventualmente as manetes, ambas ou apenas uma, forem colocadas ou mantidas acima da posição da marcha lenta.

A informação foi fornecida nesta quinta-feira (25) pelo engenheiro aeronáutico Sérgio Fernando Bernardes Novato, diretor técnico da TAM desde 1985, ao delegado Antônio Carlos Menezes Barboza, titular do 27º Distrito Policial, do Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo, no inquérito que investiga o acidente que vitimou 199 pessoas.

Além dele, também prestou depoimento nesta quinta o engenheiro eletrônico Adriano Cielici Venditti, que ocupa o cargo de gerente de frota na TAM e é subordinado a Sérgio Novato.

De acordo com o diretor técnico da empresa, o alarme sonoro não foi instalado por não ser um dispositivo obrigatório pela Airbus, a fabricante da aeronave. De acordo com Adriano Venditti, a Airbus emitiu boletim considerando “desejável” a instalação do alarme sonoro. Pela escala do fabricante, os boletins se enquadram em mandatório (obrigatório), recomendável, desejável e opcional.

Ainda segundo Adriano, o critério “desejável” significa redução de custo de manutenção e dos intervalos de inspeção e trazer conveniências operacionais. O boletim da Airbus foi emitido após acidentes com duas de suas aeronaves, um nas Filipinas e outro em Taiwan, ambos ocorridos antes da tragédia que ocorreu no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Ele revelou que o alarme sonoro “está em pleno curso na TAM”, mas não soube precisar se tal equipamento já foi instalado nas aeronaves da empresa.

Sérgio Novato, por sua vez, afirmou que “não tem dúvidas” que se estas aeronaves, a das Filipinas e a de Taiwan, tivessem instalado o alarme sonoro não teriam se acidentado. Mas não consta de seu depoimento se este fator contribuiu ou não para o acidente com o aparelho da TAM, em 17 de julho.

Fiscalização da ANAC

Além disso, ele negou que a TAM tire peças de uma aeronave para fazer reparo em outra, conforme denúncia feita por familiares das vítimas no inquérito.

“Como no caso do reverso pinado, seria prática, quando do vencimento do prazo de 10 dias, se colocar outra aeronave no lugar da que estava com o reverso pinado, substituindo peça para que a aeronave inicial pudesse operar; isto é, ficaria indefinidamente substituindo peças de uma aeronave em outra, sempre operando a última com o reverso pinado”, explicou em seu depoimento. Segundo ele, "toda manutenção tem controle e fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)".

Conforme o funcionário da TAM, as peças podem ser substituídas, enviadas para manutenção em oficinas homologadas pela ANAC ou permanecerem na aeronave se nenhum problema for constatado.

São as oficinas homologadas que determinam se a peça pode ou não ser mais comercializada. Segundo ele, a TAM tem oficinas próprias homologadas pela ANAC - em Congonhas, Guarulhos, Porto Alegre, Curitiba e São Carlos.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,M...AS+MANETES.html





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