- Histórico (1):
A fazenda Val-de-Cans foi deixada em testamento por D. Maria Mendonça aos padres Mercedários em 1675. Posteriormente, por carta régia de 1798, foi autorizado o seqüestro dos bens dos padres Mercedários. Sabe-se que o nome Val-de-Cans, como o de outras cidades, originou-se de cidades portuguesas.

Em 1934, o general Eurico Gaspar Dutra, diretor da Aviação Militar, designou o tenente Armando Serra de Menezes para escolher em Val-de-Cans um terreno onde seria construído um aeroporto. O tenente foi ao local determinado em companhia do General Horte Barbosa, comandante da 8ª Região Militar, do Sr. Ildefonso Almeida, Intendente Municipal de Belém, do Sr. Raimundo Viana, Secretário de Estado de Obras Terras e Aviação e Auxiliares. Após exaustivas caminhadas na área
prevista, encontraram o terreno apropriado para a construção do aeroporto. Esse terreno foi desapropriado em 03.10.38 pelo decreto n.º 3.116.

As obras ficaram a cargo da Diretoria de Aeronáutica Civil, órgão do Ministério da Viação e Obras Públicas. Foi construída uma pista de terra, no eixo Leste Oeste, dimensionada em 1200 x 150 m; pátio de estacionamento e um hangar de estrutura em concreto para a aviação militar que através dos tempos ficou conhecido como Hangar Amarelo pela cor de sua pintura.
Com a eclosão da segunda grande guerra, as bases aéreas e aeroportos do litoral brasileiro passaram a ser da mais alta relevância no domínio das rotas vitais marítimas do Atlântico Sul. Ainda mais especiais eram as bases no norte e nordeste, que dariam o indispensável apoio logístico a milhares de aviões que, saindo das fábricas do Canadá e Estados Unidos, seriam transladados para os teatros de operações no norte da África e na Europa.
Depois de prolongadas negociações entre o Brasil e Estados Unidos, foram construídas em Val-de-Cans duas pistas medindo 1500 x 45 metros com base de concreto e revestimento asfáltico e modernas instalações aeroportuárias para atender com eficiência a aviação civil e militar, objeto primordial do acordo.
Val-de-Cans e as outras bases aéreas utilizadas pelos americanos durante a II Guerra Mundial foram entregues ao Ministério da Aeronáutica em 1945. Panair, Pan American, Cruzeiro do Sul e NAB (Navegação Aérea Brasileira), ao iniciarem suas atividades em Val-de-Cans, construíram suas próprias estações de passageiros.
Em 1958, o Ministério da Aeronáutica construiu a primeira estação de passageiros para uso geral das companhias de aviação. Em 24 de janeiro de 1959 foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Belém, administrado pelo DAC. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária foi criada pela Lei n.º 5.862, em 12/12/72, com a atribuição de implantar, administrar, operar e explorar industrial e comercialmente aeroportos. Em janeiro de 1974, o Ministério da Aeronáutica transferiu para a jurisdição da Infraero o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), tendo como primeiro Administrador o Francisco de Assis Lopes.
- Reforma e ampliação (2)
Desde 2001, o Aeroporto Internacional de Belém se transformou em um exemplo do padrão que a Infraero implementa em seus aeroportos.

Imponente em meio à vastidão da Amazônia, o desenho do edifício utiliza planos curvos na cobertura para permitir que a luz percorra toda a extensão do grande salão do terminal. O arquiteto Sérgio Parada usou de criatividade ao adotar totens de múltiplo uso com projetores de luz, sistema de som, ar-condicionado e telefones públicos.
Atualmente o Aeroporto Internacional de Belém opera com a capacidade de atender a demanda de 2,7 milhões de passageiros por ano, em uma área construída de 33.255,17 metros quadrados.



São 33 mil metros quadrados, seis pontes de embarque e desembarque- quatro domésticas, uma internacional e uma reversível, que pode ser usado para os dois fins, além da sala de embarque internacional. Há também estabelecimentos comerciais e terraço panorâmico, que funciona em um espaço climatizado, possibilitando a visualização do embarque e desembarque de passageiros sem o inconveniente da poluição sonora. São 30 balcões de check in, quatro esteiras de bagagens e sistema eletrônico informativo de vôo. (2)


Tradicionalmente denominado de Aeroporto de Val-de-Cans, é responsável pelo incremento do turismo na região, escoamento da produção e captação de novos investimentos.
O terminal de passageiros é totalmente climatizado em seus dois níveis e conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural do ambiente. Os portadores de necessidades especiais têm atendimento individualizado com equipamentos próprios, em locais específicos que facilitam a locomoção.

Seu interior é ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram cercadas por uma fonte capaz de imitar o barulho das chuvas que caem todos os dias na região.



O TPS conta com uma sala vip operada pela ValeVede Turismo, agência de turismo local, funcionando de segunda à segunda, non-stop: (www.valeverdeturismo.com.br)
- Momentos Relevantes
Ao longo de sua história, o Aeroporto Internacional de Belém foi palco de alguns acontecimentos relevantes para a aviação, em especial, para a cidade.
Entre vários momentos, destacam-se:
1) O pouso do A340-200 da Lufthansa, trazendo a tripulação de um transatlântico ancorado na cidade, lugar escolhido para realizar-se a troca de passageiros;
2) Pouso do B757-300 da Condor, procedente da Alemanha e Senegal, trazendo, igualmente, passageiros para embarque em transatlântico ancorado na cidade;
3) Pouso de MD11 da Varig com destino a JFK, após um certo passageiros famoso ter bedido além da conta e ter tentado beijar o Pelé na boca;
4) PousoS do Antonov 124 trazendo cargas para as minas da Vale, no interior do Estado do Pará;
5) Pouso do B767 oficial do Império Japonês, trazendo a comitiva e o chefe de Estado do Japão, durante sua visita ao Brasil;
- Operações Regulares
Atualmente, o SBBE recebe, regularmente, operações das seguintes companhias:
- TAM;
- GOL;
- Meta;
- TAF;
- Rico;
- Surinam Airways;
- Total;
- Sete
Operou em BEL, até pouco tempo, a empresa franco-caribenha Air Caraïbes, ligando Belém a Caiena, Martinique e Guadalupe.
1) Wikipédia. Disponível em <<http://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_de_Bel%C3%A9m>>. Acessado em 06.02.2008;
2) Infraero. Disponível em <<http://www.infraero.gov.br/aero_prev_home.php?ai=68>>. Acesso em 06.02.2008
A fazenda Val-de-Cans foi deixada em testamento por D. Maria Mendonça aos padres Mercedários em 1675. Posteriormente, por carta régia de 1798, foi autorizado o seqüestro dos bens dos padres Mercedários. Sabe-se que o nome Val-de-Cans, como o de outras cidades, originou-se de cidades portuguesas.

Em 1934, o general Eurico Gaspar Dutra, diretor da Aviação Militar, designou o tenente Armando Serra de Menezes para escolher em Val-de-Cans um terreno onde seria construído um aeroporto. O tenente foi ao local determinado em companhia do General Horte Barbosa, comandante da 8ª Região Militar, do Sr. Ildefonso Almeida, Intendente Municipal de Belém, do Sr. Raimundo Viana, Secretário de Estado de Obras Terras e Aviação e Auxiliares. Após exaustivas caminhadas na área
prevista, encontraram o terreno apropriado para a construção do aeroporto. Esse terreno foi desapropriado em 03.10.38 pelo decreto n.º 3.116.

As obras ficaram a cargo da Diretoria de Aeronáutica Civil, órgão do Ministério da Viação e Obras Públicas. Foi construída uma pista de terra, no eixo Leste Oeste, dimensionada em 1200 x 150 m; pátio de estacionamento e um hangar de estrutura em concreto para a aviação militar que através dos tempos ficou conhecido como Hangar Amarelo pela cor de sua pintura.
Com a eclosão da segunda grande guerra, as bases aéreas e aeroportos do litoral brasileiro passaram a ser da mais alta relevância no domínio das rotas vitais marítimas do Atlântico Sul. Ainda mais especiais eram as bases no norte e nordeste, que dariam o indispensável apoio logístico a milhares de aviões que, saindo das fábricas do Canadá e Estados Unidos, seriam transladados para os teatros de operações no norte da África e na Europa.
Depois de prolongadas negociações entre o Brasil e Estados Unidos, foram construídas em Val-de-Cans duas pistas medindo 1500 x 45 metros com base de concreto e revestimento asfáltico e modernas instalações aeroportuárias para atender com eficiência a aviação civil e militar, objeto primordial do acordo.
Val-de-Cans e as outras bases aéreas utilizadas pelos americanos durante a II Guerra Mundial foram entregues ao Ministério da Aeronáutica em 1945. Panair, Pan American, Cruzeiro do Sul e NAB (Navegação Aérea Brasileira), ao iniciarem suas atividades em Val-de-Cans, construíram suas próprias estações de passageiros.
Em 1958, o Ministério da Aeronáutica construiu a primeira estação de passageiros para uso geral das companhias de aviação. Em 24 de janeiro de 1959 foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Belém, administrado pelo DAC. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária foi criada pela Lei n.º 5.862, em 12/12/72, com a atribuição de implantar, administrar, operar e explorar industrial e comercialmente aeroportos. Em janeiro de 1974, o Ministério da Aeronáutica transferiu para a jurisdição da Infraero o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), tendo como primeiro Administrador o Francisco de Assis Lopes.
- Reforma e ampliação (2)
Desde 2001, o Aeroporto Internacional de Belém se transformou em um exemplo do padrão que a Infraero implementa em seus aeroportos.

Imponente em meio à vastidão da Amazônia, o desenho do edifício utiliza planos curvos na cobertura para permitir que a luz percorra toda a extensão do grande salão do terminal. O arquiteto Sérgio Parada usou de criatividade ao adotar totens de múltiplo uso com projetores de luz, sistema de som, ar-condicionado e telefones públicos.
Atualmente o Aeroporto Internacional de Belém opera com a capacidade de atender a demanda de 2,7 milhões de passageiros por ano, em uma área construída de 33.255,17 metros quadrados.



São 33 mil metros quadrados, seis pontes de embarque e desembarque- quatro domésticas, uma internacional e uma reversível, que pode ser usado para os dois fins, além da sala de embarque internacional. Há também estabelecimentos comerciais e terraço panorâmico, que funciona em um espaço climatizado, possibilitando a visualização do embarque e desembarque de passageiros sem o inconveniente da poluição sonora. São 30 balcões de check in, quatro esteiras de bagagens e sistema eletrônico informativo de vôo. (2)


Tradicionalmente denominado de Aeroporto de Val-de-Cans, é responsável pelo incremento do turismo na região, escoamento da produção e captação de novos investimentos.
O terminal de passageiros é totalmente climatizado em seus dois níveis e conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural do ambiente. Os portadores de necessidades especiais têm atendimento individualizado com equipamentos próprios, em locais específicos que facilitam a locomoção.

Seu interior é ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram cercadas por uma fonte capaz de imitar o barulho das chuvas que caem todos os dias na região.



O TPS conta com uma sala vip operada pela ValeVede Turismo, agência de turismo local, funcionando de segunda à segunda, non-stop: (www.valeverdeturismo.com.br)
- Momentos Relevantes
Ao longo de sua história, o Aeroporto Internacional de Belém foi palco de alguns acontecimentos relevantes para a aviação, em especial, para a cidade.
Entre vários momentos, destacam-se:
1) O pouso do A340-200 da Lufthansa, trazendo a tripulação de um transatlântico ancorado na cidade, lugar escolhido para realizar-se a troca de passageiros;
2) Pouso do B757-300 da Condor, procedente da Alemanha e Senegal, trazendo, igualmente, passageiros para embarque em transatlântico ancorado na cidade;
3) Pouso de MD11 da Varig com destino a JFK, após um certo passageiros famoso ter bedido além da conta e ter tentado beijar o Pelé na boca;
4) PousoS do Antonov 124 trazendo cargas para as minas da Vale, no interior do Estado do Pará;
5) Pouso do B767 oficial do Império Japonês, trazendo a comitiva e o chefe de Estado do Japão, durante sua visita ao Brasil;
- Operações Regulares
Atualmente, o SBBE recebe, regularmente, operações das seguintes companhias:
- TAM;
- GOL;
- Meta;
- TAF;
- Rico;
- Surinam Airways;
- Total;
- Sete
Operou em BEL, até pouco tempo, a empresa franco-caribenha Air Caraïbes, ligando Belém a Caiena, Martinique e Guadalupe.
1) Wikipédia. Disponível em <<http://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_de_Bel%C3%A9m>>. Acessado em 06.02.2008;
2) Infraero. Disponível em <<http://www.infraero.gov.br/aero_prev_home.php?ai=68>>. Acesso em 06.02.2008




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