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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Aeroporto Regional da Zona da Mata


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#1 Carlos Augusto

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Postado 18 de maio de 2008 - 12:02

Fonte: TRIBUNA DE MINAS, 18/05/2008

Mônica Calderano
Repórter

São quase dez anos de projeto, sete de obras e mais de R$ 80 milhões investidos. Após sucessivos adiamentos, promessas não cumpridas e pendências diversas, Juiz de Fora e a Zona da Mata continuam sem ver concretizado seu aeroporto, idealizado em 1999. E hoje, poucos dias depois de a cidade saber que perdeu para Uberlândia a oportunidade de sediar um Entreposto Aduaneiro da Zona Franca de Manaus, mais uma notícia desanima os entusiastas do projeto: as obras complementares, previstas para terminar este semestre, devem ser esticadas até setembro, em função da necessidade de reparação do terminal de passageiros, que nunca foi usado. Uma vez que a Infraero indicou que só vai assumir oficialmente o local depois de encerrada esta etapa - apesar de já ter se instalado no terminal -, o mais provável é que as operações no Aeroporto Regional da Zona da Mata se iniciem, na melhor das hipóteses, no final do ano.

Na semana passada, também, a Fiemg Zona da Mata entregou ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio de Lacerda, uma proposta para implementação de uma parceria público privada (PPP) que, por enquanto, parece ser a única alternativa para agilizar o processo. A idéia é que a Multiterminais Alfandegários do Brasil, que hoje gere a Estação Aduaneira do Interior de Juiz de Fora e assina o projeto junto com o órgão, assuma a administração do aeroporto e o coloque para funcionar em 90 dias. De acordo com o presidente regional da Fiemg, Francisco Campolina, a empresa se dispõe a arcar com as obras ainda necessárias para transformar o local em um aeroporto de carga, investindo entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. “Se aceitar, o estado pára imediatamente de investir lá, a Infraero também, e nós cuidamos de tudo”, explica. Campolina deixa a cargo do Estado definir o modelo de parceria a ser adotado - seja aluguel, concessão ou venda - e garante que o projeto independe da construção da estrada que ligará o local à BR-040. O secretário Márcio de Lacerda, em entrevista à Tribuna, disse que tem o projeto em mãos e que vai avaliá-lo.

Sem previsão
Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Setop) segue com os estudos para viabilização da estrada, que já teria R$ 30 milhões reservados. Esta semana, a informação, passada pela assessoria do órgão, é que estão sendo preparados o processo de desapropriação da área e os editais de licitação. Os documentos para liberação da licença ambiental também estão em andamento. A Setop, no entanto, não tem previsão de quando as obras serão iniciadas. Ainda segundo a assessoria da secretaria, as melhorias que estão sendo realizadas hoje no aeroporto contemplam todas as exigências da Infraero, feitas no ano passado. Também estão incluídos os reparos no terminal, atingido por chuvas em 2007. A expectativa do Governo é de que os trabalhos sejam encerrados em julho, mas a Construtora Oliveira Barbosa, que executa a obra, já fala em setembro. Segundo o engenheiro Lúcio Pinheiro, a inclusão dos reparos no terminal na lista de trabalhos força a prorrogação do prazo.

Região lucraria US$ 1,5 bi com entreposto
A estimativa da Fiemg, que estudou a viabilidade de criação do entreposto na Zona da Mata, é que a região tenha perdido US$ 1,5 bilhão, por ano, com a escolha de Uberlândia para sediar o projeto. Parte disso ainda pode ser recuperado, na visão dos empresários, já que a decisão, divulgada na semana passada pelo Governo do Amazonas, não impede que outras negociações sejam feitas. “Os projetos não são excludentes”, diz o presidente regional da Fiemg, Francisco Campolina.

O secretário Márcio de Lacerda concorda e alerta para o fato de a decisão ainda não ter sido oficializada. “Temos sugerido aos empresários que façam lobby lá (no Amazonas), porque a decisão é deles, não de Minas. Juiz de Fora entrou no pleito por iniciativa nossa, o governador Aécio Neves enviou carta pedindo que a cidade fosse avaliada, e o assunto não está encerrado.”

Para o secretário, a viabilização do Regional passa, hoje, pela atração de empresas para atuar nos arredores do empreendimento. Segundo ele, o estado tem negociações adiantadas com duas companhias do ramo da aeronáutica, cujos nomes ainda não podem ser divulgados. Uma delas teria se mostrado disposta a investir R$ 50 milhões na abertura de uma nova unidade, mas o negócio ainda não foi acertado, porque a empresa estaria fazendo revisão de investimentos. Com a segunda empresa - uma fábrica de pequenos aviões - a conversa está menos adiantada, mas há grande expectativa. “Estamos trabalhando para melhorar o acesso, a Setop está cuidando disso. No aeroporto, estamos executando as obras e estão previstas outras, por conta da Infraero, de valor semelhante (R$ 2,3 milhões). Ainda há problemas técnicos que temos que resolver”, avalia Márcio.

Expectativa
Na semana passada, a Tribuna visitou o aeroporto, que já tem autorização para vôos diurnos, e verificou pequena movimentação de trabalhadores. Segundo a construtora, cerca de 30 homens trabalham nas obras. A Infraero mantém um escritório no local, mas os funcionários não estão autorizados a dar entrevista. Por meio de sua assessoria, a estatal diz apenas que as operações dependem das obras e de ações da Agência de Aviação Civil (Anac) e que os funcionários são mantidos somente para tratamento de rotinas administrativas e guarda dos bens patrimoniais. A pista, esporadicamente, é usada para vôos particulares.

“Está tudo a passos de tartaruga”, reclama o prefeito de Rio Novo, Marco Aurélio Dias Ferreira (PR), que acompanha os trabalhos de perto. “Eles estão fazendo, mas sempre precisa de mais alguma coisa. Eu tenho certeza de que, no dia que se instalar aqui a primeira empresa, o aeroporto decola, mas precisa sair do papel. Recebemos visitas de muitas empresas, mas nada vai adiante”, atesta. O secretário de Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Goianá, Wesley Daniel Silva, endossa: “Há demanda, então a gente ainda acredita (no aeroporto), embora hoje isso pareça um imenso elefante branco.”

#2 Aces_High

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Postado 18 de maio de 2008 - 18:02

Me respondam uma coisa: há demanda para este aeroporto seja pra carga ou pra pax??



#3 Carlos Augusto

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Postado 20 de maio de 2008 - 10:00

Fonte: TRIBUNA DE MINAS, 20/05/2008

Aeroporto da Zona da Mata

Regional não é prioridade para Aeronáutica

Mônica Calderano
Repórter

O Aeroporto Regional da Zona da Mata vai ter que esperar, por tempo indeterminado, para operar vôos por instrumentos (em condições adversas de visibilidade). A homologação total do empreendimento, que já foi requerida pelo Governo mineiro, depende agora de documento a ser elaborado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). O órgão, subordinado ao Comando da Aeronáutica, informou, no entanto, por meio de sua assessoria, que o pedido foi recebido, mas não tem data para ser atendido, em função da extensa “lista de prioridades” da corporação, que não inclui o aeroporto de Goianá. O Decea explicou que o Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA), que dará continuidade ao processo, atende às demandas de todo o Brasil, e que, por isso, é preciso esperar.

Desde agosto de 2007, o aeroporto tem autorização para vôos visual diurno - que permitem que o piloto veja a pista. O local, no entanto, só vem sendo usado esporadicamente por pequenos aviões particulares. A exploração comercial está a cargo da Infraero, mas a estatal diz que vai esperar o término das obras complementares e se recusa a falar, por enquanto, na condição de responsável pelo espaço. A previsão é que as obras, iniciadas em fevereiro, depois de uma série de exigências feitas pela própria Infraero, sejam encerradas em setembro.

O documento que precisa ser elaborado e emitido pelo ICA é o Plano Específico de Zona de Proteção de Aeródromo. Este estudo vai determinar, dentre outros detalhes, como deve ser tratado o morro que existe, hoje, próximo a uma das extremidades da pista do Regional. A definição é necessária porque alterações no projeto original do empreendimento fizeram com que este morro ficasse mais próximo da pista que o previsto inicialmente. De acordo com a assessoria do Decea, o Plano vai indicar se o morro precisa de fato ser removido e, se sim, quanto dele terá que ser retirado. A previsão é que, depois de iniciado, o documento do ICA demore, no mínimo, 45 dias para ficar pronto.

Depois de concluído e executado o Plano, o Decea comunicará seu parecer à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que terá poderes para homologar o aeroporto também para vôos por instrumentos. Segundo adiantou o Decea, há ainda um pedido do Governo de Minas Gerais para que o departamento instale auxílios de navegação aérea no local, mas esta demanda também não tem data para se atendida. A posição oficial do Decea é que é preciso aguardar.

Setop já solicitou homologação duas vezes
Na Secretaria de Estado de Obras Públicas (Setop), também não há previsão de quando deve sair a homologação. De acordo com a assessoria do órgão, a solicitação já foi feita duas vezes, porque o prazo estipulado inicialmente, de seis meses, venceu. A secretaria aguarda agora posicionamento da Aeronáutica com relação a um novo prazo. O subsecretário de assuntos internacionais de Minas, Luiz Antônio Athayde, garantiu ontem que o Estado tem estudado “todas as alternativas” para agilizar o processo. Athayde disse que a instalação do sistema de aproximação de vôos (que está sendo negociado com a Aeronáutica) é prioridade para o Governo mineiro. “Estamos pensando nos aparelhos mais sofisticados e estamos tentando ver o meio mais rápido de ter isso.”

Ele insistiu que o assunto tem importância estratégica para Minas. “Isso (a instalação dos equipamentos) não é de responsabilidade do Estado, e sim da Infraero, mas mesmo assim estamos acompanhando. A homologação depende deste sistema, que dará ainda mais segurança aos aviões.” Athayde ainda lembrou que, ao mesmo tempo que trabalha junto ao Decea, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem consultado empresas e operadoras para estudar a melhor alternativa para a ocupação racional de todo o sítio aeroportuário.

Parceria
A informação de que o Regional não consta na lista de prioridades do Decea não surpreendeu o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, que entregou ao Governo, na semana passada, proposta para uma parceria público privada (PPP) no local. Segundo ele, uma das justificativas da proposta é a possibilidade de aumentar os investimentos no empreendimento e vencer estas questões burocráticas. “Sabemos que, para homologar, é preciso uma série de investimentos, uma série de licitações. Se for depender do setor público, vai demorar.”

#4 JetSetter

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Postado 20 de maio de 2008 - 15:05

Ridículo a aeronáutica fazendo esse corpo mole. Com todas essas respostas genéricas e sem a mínima transparência, desconfio que o governo federal quer sentar em cima do projeto do ARZM até quando não puder mais (isto é, no mínimo até passarem as eleições).

#5 LipeGIG

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Postado 21 de maio de 2008 - 09:56


Demanda existe, mas uma vez mais me faz lembrar a nefasta concentração de foco do nosso país. A região de Juiz de Fora tem população, negócios e pequenos grupos que poderiam capitalizar uma pequena regional, mas infelizmente a mentalidade aeronaútica do Brasil ficou restrita a Santos Dumont.



#6 E175

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Postado 21 de maio de 2008 - 10:02

QUOTE(LipeGIG @ May 21 2008, 09:56 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Demanda existe, mas uma vez mais me faz lembrar a nefasta concentração de foco do nosso país. A região de Juiz de Fora tem população, negócios e pequenos grupos que poderiam capitalizar uma pequena regional, mas infelizmente a mentalidade aeronaútica do Brasil ficou restrita a Santos Dumont.


Felipe, mas se a própria Juiz de Fora renega o aeroporto e insiste no Serrinha não tem como sustentar o ARZM. Já não é tão simples haver interesse pra operar lá, quando existe o Bejani corre e arrasta o cara pro JDF.

Abraço

#7 Carlos Augusto

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Postado 22 de maio de 2008 - 10:48

Fonte: TRIBUNA DE MINAS, 22/05/2008


PROJETO DA FIEMG

Aécio Neves admite implementar PPP no Aeroporto Regional

O governador Aécio Neves (PSDB) admitiu ontem a possibilidade de implementar uma parceria público privada (PPP) no Aeroporto Regional da Zona da Mata. Em entrevista em Muriaé, onde participou da inauguração do Centro Administrativo Municipal Presidente Tancredo Neves, com investimentos de R$ 3,8 milhões do Estado, o governador disse que irá conversar com a iniciativa privada uma forma de tornar o aeroporto viável. “Agora o Estado vai discutir, inclusive com agentes privados, uma alternativa que viabilize e efetive definitivamente o aeroporto, e estou otimista que isto acontecerá.”

O presidente regional da Fiemg Zona da Mata, Francisco Campolina, que na semana passada apresentou ao Governo do estado um projeto de PPP para o Regional, ficou esperançoso ao saber da informação dada pelo governador. A idéia é que a Infraero deixe o Regional para que a Multiterminais Alfandegários do Brasil, que assina a proposta junto com a Fiemg, assuma a administração do aeroporto. O compromisso da empresa, que hoje gere, entre outros, o Porto Seco de Juiz de Fora, é colocar o aeroporto em funcionamento, para transporte de cargas, em 90 dias.

“Na semana passada, quando conversei com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio de Lacerda, já sabia que ele havia apresentado a proposta ao governador. E fico feliz de saber que eles estão abertos para estudar perspectivas de ações e colocar o aeroporto para funcionar”, disse Campolina. Conforme o projeto, a empresa se dispõe a arcar com as obras necessárias para transformar o local em um aeroporto de carga, investindo entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões.

Perda do entreposto
Na semana passada, a Zona da Mata recebeu a notícia de ter perdido para Uberlândia a oportunidade de sediar um Entreposto Aduaneiro da Zona Franca de Manaus. A decisão foi a gota d’água para a saída do ex-presidente Itamar Franco da presidência do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Ontem, em Muriaé, o governador destacou que já está em curso a licitação das obras de na rodovia MG-353 que dá acesso ao aeroporto “que era responsabilidade do Estado e uma reivindicação pessoal do presidente Itamar Franco, mais uma que eu tenho o prazer de estar atendendo” destacou.



#8 747SBKP

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Postado 22 de maio de 2008 - 11:42

Esse aeroporto só foi construido para atender a produção da Mercedes-Benz, essa é a grande verdade!

#9 E175

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Postado 22 de maio de 2008 - 12:34

QUOTE(747SBKP @ May 22 2008, 12:42 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Esse aeroporto só foi construido para atender a produção da Mercedes-Benz, essa é a grande verdade!


Esse aeroporto só foi construído por mais uma idéia polêmica do Itamar Franco, que era governador na época. Nem pra atender Mercedes ele se justificava já que quando começou a ser construído a fábrica estava encerrando a produção do Classe A nacional e o futuro era totalmente incerto. Talvez hoje sim haja alguma demanda visto que o modelo que está sendo montado vem da Alemanha em kits e é exportado pros EUA, mas acredito que façam isso de navio. E o pior de tudo é o local, que obviamente foi escolhido pra atender interesses de alguns políticos, como o próprio vice governador da época, que teria sido beneficiado. Poderiam ter investido o dinheiro em parceria com a prefeitura de Juiz de Fora e construir um substituto pro Serrinha que realmente atendesse a cidade.

Abraço

#10 Carlos Augusto

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Postado 22 de maio de 2008 - 20:08

QUOTE(Diego-BHZ @ May 22 2008, 01:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
quando começou a ser construído a fábrica estava encerrando a produção do Classe A nacional

Abraço


Só uma correção de épocas, Diego: o aeroporto começou a ser construído em agosto de 2001; já a montagem do Classe A foi encerrada em agosto de 2005. Abraços.

#11 E175

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Postado 23 de maio de 2008 - 00:02

QUOTE(Carlos Augusto @ May 22 2008, 09:08 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Só uma correção de épocas, Diego: o aeroporto começou a ser construído em agosto de 2001; já a montagem do Classe A foi encerrada em agosto de 2005. Abraços.


Certo .. mas mesmo antes de encerrar a produção já havia incerteza, primeiro porque o Classe A nunca emplacou mesmo e segundo que da decisão ao encerramento de fato ainda teve um tempo. De toda forma eu não acho que o problema (e nem a solução) do ARZM esteja relacionado com a fábrica.

Abraço





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