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Aviação mundial poderá perder mais de US$ 6 bi


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Postado 03 de junho de 2008 - 08:06

Aviação mundial poderá perder mais de US$ 6 bi

Culpa é do aumento do combustível, diz entidade


DA REDAÇÃO

As companhias de aviação podem perder mais de US$ 6,1 bilhões neste ano devido aos altos preços do petróleo, segundo a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
Esse é o pior cenário previsto pela entidade, em que o preço do barril tipo Brent, o petróleo do mar do Norte negociado na Bolsa de Londres, custará em média US$ 135 no ano.
No cenário mais conservador da Iata, a cotação média do Brent será de US$ 107, e os prejuízos chegarão a US$ 2,3 bilhões neste ano. O barril foi negociado a pouco menos de US$ 130 ontem no mercado de Londres -nesta mesma época no ano passado, valia aproximadamente US$ 70.
"A situação é desesperadora e potencialmente mais destrutiva do que as nossas últimas batalhas com todos os cavaleiros do apocalipse juntos", afirmou o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignan. No ano passado, as companhias aéreas tiveram lucro de US$ 5,6 bilhões, o primeiro ganho desde 2000.
Pelos cálculos da associação, cada aumento de US$ 1 no preço do petróleo provoca crescimento de US$ 1,6 bilhão nos custos das empresas.
Os aumentos nos preços dos combustíveis devido à alta no petróleo fizeram com que a Iata alterasse significativamente as suas projeções de lucro para este ano. Inicialmente, ela estimou ganhos de quase US$ 8 bilhões. Ainda no ano passado, o valor foi reduzido para US$ 5 bilhões. Já em março deste ano, nova queda na projeção, desta vez para US$ 4,5 bilhões.
Na semana passada, a companhia aérea britânica Silverjet, que só tinha classe executiva, suspendeu suas operações após 16 meses de funcionamento, depois que não conseguiu fechar um financiamento de emergência para tentar compensar os prejuízos com a alta no preço do combustível.
Também no final do mês passado, a United Airlines, a segunda maior companhia aérea americana, disse que aumentará o preço das suas passagens nos Estados Unidos, medida que foi seguida pela rival American Airlines, a maior do país, e e pela Delta.
A American Airlines já anunciou que passará a cobrar US$ 15 de passageiros pelo check in da primeira bagagem, serviço que antes era gratuito (nos Estados Unidos, algumas empresas cobram pela segunda mala que precisa ser despachada).
A empresa também pretende reduzir em 85 aviões sua frota até o final do ano. Pelo menos por enquanto, ela é a única entre as grandes companhias aéreas que cobrará para fazer o check in da primeira mala despachada -a United Airlines afirmou que estuda tomar medida semelhante.

Fonte: Folha de S. Paulo- 03/06/08.





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