Não! E não ouvimos simplesmente pq NÃO houve proposta! O que houve foi a manifestação da TAM dizendo que PODERIA apresentar uma proposta.
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Essa é a escola Delúbio Soares de retórica. Mudar os nomes para induzir ao erro.
Leia o que vai a seguir:
Será que devo escrever posts “não-vinculativos”? por Reinaldo Azevedo

Se você clicar na imagem acima, amplia o documento em que a TAM, em “
caráter não-vinculativo”, expressa o seu interesse em comprar a Varig. E ali se fala que os então vendedores consideravam que as ações valiam US$ 1,2 bilhão. Era o começo da negociação. Chegou-se a US$ 738 milhões, em “
caráter não vinculativo”. Mas a empresa foi vendida à Gol, como queria o governo, por US$ 320 milhões.
A TAM reiterou à imprensa o que está no documento: era proposta ainda “
não-vinculativa”, isto é, sem quaisquer conseqüências jurídicas. E alguns oportunistas estão lendo a nota — cujo conteúdo está no próprio documento — como se a empresa estivesse desmentindo a matéria da VEJA.
Não está, não. Não vi a TAM afirmar até agora que a revista publicou um documento falso, né?
Ora, é claro que a proposta era “
não-vinculativa”, ou a companhia teria sido vendida para a TAM, não para a Gol. Quando menos, a primeira empresa teria de arcar com alguma multa decorrente da desistência do negócio. A nota da TAM busca um lugar retórico que costumo batizar de “
nem-nem”: nem desmente a VEJA nem compra briga com o governo.
E reitero trecho de um post desta madrugada (em azul):
Aliás, já que a empresa [TAM] decidiu dar esclarecimentos, poderia nos contar quantas vezes um representante graduado do escritório de Roberto Teixeira andou conversando com Líbano Barroso, vice-presidente de Finanças da TAM, na sede da própria empresa. Isso depois que a TAM já estava fora da jogada. Se quiser, pode contar também o que conversaram.
Devem ter sido encontros muito interessantes, não? Afinal, Teixeira era advogado de Marco Antonio Audi, um dos primeiros compradores da Varig. Apareceu no Planalto acompanhando os donos da Gol, os segundos compradores da Varig. E hoje advoga para Lap Chan, que era sócio daquele grupo inicial.Ah, sim:
Começarei a escrever textos
não-vinculativos. Se alguém vier me cobrar ter dito isso e aquilo, direi: “Cama lá, companheiro! Era um post
não-vinculativo”.
Editado por ppjr, 11 de junho de 2008 - 10:02 .