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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Gol e TAM podem devolver aviões por alta do petróleo


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#21 MulekeMinduim

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Postado 07 de junho de 2008 - 21:42

QUOTE(Lucas @ Jun 7 2008, 02:23 PM) <{POST_SNAPBACK}>
(...)

Tava na hora do governo forçar a petrobrás a diminuir um pouco suas gigantescas margens de lucro em pró de um subsidio que amenizaria o impacto da crise na economia do nosso país. E por consequencia no povo tão sofrido.

Más o Governo quer que o povo se F... e o povo ainda acha que é dono da Petrobrás.

Ontem um monte de aeronave não pousou em Porto Alegre por causa da Neblina. E como não bastasse o ILS tá fora de serviço a um bom tempo, muitas tiveram que alternar gastando mais e mais combustível.

E os caras fazendo manutenção no ILS em pleno Inverno..só rindo pra não chorar...


Eu e minhas idéias maquiavélicas... stirthepot.gif

Greve geral das cias. aéreas por 48 horas, sem anúncio prévio, de preferência numa 5ª e 6ª feiras.

devil.gif

E deve piorar, ainda mais, com a tal liberação de descontos de até 80% para Europa e EUA....
thumbsdown_still.png

#22 _SkyMember_

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Postado 07 de junho de 2008 - 23:06

QUOTE(JPS @ Jun 7 2008, 10:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
To bom então. A TAM vai ter condição de competir de ” igual para igual” com uma freqüência semanal dessas cidades,enquanto a AAL que irá operar 3/4/5 freqüências nessas cidades e ainda oferecendo conexão para toda América.


Bom, se você tem alguma novidade sobre a liberação das frequências, eu gostaria muito de saber! Pois pelo que tenho ouvido, o negócio está muito mais difícil do que se pensa, a TAM está fazendo um lobby poderoso!

#23 thiago_SJK

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Postado 07 de junho de 2008 - 23:17

QUOTE(SkyMember @ Jun 7 2008, 11:06 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Bom, se você tem alguma novidade sobre a liberação das frequências, eu gostaria muito de saber! Pois pelo que tenho ouvido, o negócio está muito mais difícil do que se pensa, a TAM está fazendo um lobby poderoso!

SkyMember,

Ninguém vai esperar uma semana para pegar um vôo. A demanda que a Tam absorve nas rotas Nordeste-MIA corresponde apenas à data das frequências. Nos outros dias da semana é muito mais proveitoso fazer conexão em GRU ou GIG do que não voar na data planejada. Se a American Airlines entrar com 4/5 frequências semanais, com o tempo conquistará a preferência dos passageiros e, dessa forma, até as duas únicas frequências semanais da Tam ficarão prejudicadas.

#24 _SkyMember_

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Postado 07 de junho de 2008 - 23:24

QUOTE(thiago_SJK @ Jun 8 2008, 12:17 AM) <{POST_SNAPBACK}>
SkyMember,

Ninguém vai esperar uma semana para pegar um vôo. A demanda que a Tam absorve nas rotas Nordeste-MIA corresponde apenas à data das frequências. Nos outros dias da semana é muito mais proveitoso fazer conexão em GRU ou GIG do que não voar na data planejada. Se a American Airlines entrar com 4/5 frequências semanais, com o tempo conquistará a preferência dos passageiros e, dessa forma, até as duas únicas frequências semanais da Tam ficarão prejudicadas.


Pois é, mas é justamente este SE que eu estou contestando, e não a atitude da TAM! Mas essas escalas não demandam apenas tráfego local e individual, ela serve muito como um vôo para centralizar pacotes turísticos, fazendo REC-MIA, FOR-MIA, SSA-MIA, os pacotes ficam bem mais atrativos, jah soube de haver embarques de 150 pax em SSA (70% do vôo)! O que está sendo pensado aqui é apenas em demanda individual, quando o pouso leva bastante em consideração as agencias de viagens que oferecem tanto REC-MIA como MIA-REC! E como não há ligações diretas dos EUA pro NE (aí entram AAL e DAL com os supostos vôos), tudo favorece, fora que o que a TAM perde no MIA-GRU, ganha nos trechos SSA-GRU, REC-GRU, FOR-GRU, diferente dos SSA-CDG e REC-CDG que não possuem uma ocupação forte visto que o NE possui várias ligações com a Europa, então são escalas que não fazem muita diferença para a TAM (pelo que jah ouvi, dificilmente passam dos 90 pax embarcados tanto em REC como em SSA), nesses sim, é que mais vale a pena mandar via GIG/GRU. Mas a Europa é presente no Nordeste, ao contrário dos EUA que vivem na promessa!

#25 cmte_kings

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Postado 08 de junho de 2008 - 16:29

com essa alta a TAM e a GOL irão a falência. questão de tempo, infelizmente.

#26 thiago_SJK

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Postado 08 de junho de 2008 - 17:16

QUOTE(cmte_kings @ Jun 8 2008, 04:29 PM) <{POST_SNAPBACK}>
com essa alta a TAM e a GOL irão a falência. questão de tempo, infelizmente.

Até parece...

Não vai ser o petróleo a US$ 200 que levará Tam e Gol à falência, por duas razões:

1) Hoje o preço do barril do petróleo está a US$ 138 e os custos com combustível representam cerca de 40% da matriz de custos das empresas. Se o petróleo subir cerca de 50% e ultrapassar a tão temida barreira, aumentará os custos diretos totais das companhias aéreas brasileiras em no máximo 20% (menos de 25%, se considerarmos os efeitos multiplicadores inflacionários). Se o câmbio continuar caindo (e essa é a tendência), devido a maior entrada de capitais estrangeiros, causada pela melhora na classificação de risco do país, o impacto do petróleo será ainda menor.

2) O mercado brasileiro ainda não está consolidado e vem crescendo a taxas de 10% ao ano, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos. Nesses lugares, o espaço para elevação de passagens é muito menor e qualquer pequeno aumento pode provocar grande impacto nos níveis de demanda. Aqui no Brasil, um aumento nos preços das passagens aéreas no máximo diminuirá o ritmo de crescimento da nossa aviação, mas jamais provocará uma regressão nos níveis de procura. Lembre-se que as passagens aéreas por aqui já foram bem maiores em relação às tarifas que precisarão ser adotadas caso o petróleo ultrapasse os 200 dólares/barril. E, nessa época, as nossas empresas tinham passageiros para transportar.

Portanto, não vai ser um petróleo acima de US$ 200 que levará Tam e Gol à falência. Um aumento do preço das passagens será necessário e causará uma diminuição no ritmo de crescimento das nossas empresas, mas não acredito que terão de diminuir a oferta, como suas congêneres americanas e européias, que possuem margens de manobra, no que diz respeito a redefinição tarifária, muito menores. No máximo terão de acelerar a retirada de aeronaves mais antigas para compensar o ingresso das que já estão encomendadas, mas sem diminuição de estoque de capital fixo. A única coisa que eu considero, hoje, uma grande ameaça para nossa aviação num futuro próximo, é a perspectiva de que o Brasil adote uma política de "céus abertos". Aí sim nossas empresas, em condições tributárias desiguais, terão problemas.

#27 StrangerAir

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Postado 08 de junho de 2008 - 22:24

Thiago, fianalmente uma análise inteligente e embasada a respeito da situação.
Têm pessoas que perdem em seus comentários por falta de conhecimento, e provocam um pânico desnecessário.
Parabéns...



QUOTE(thiago_SJK @ Jun 8 2008, 06:16 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Até parece...

Não vai ser o petróleo a US$ 200 que levará Tam e Gol à falência, por duas razões:

1) Hoje o preço do barril do petróleo está a US$ 138 e os custos com combustível representam cerca de 40% da matriz de custos das empresas. Se o petróleo subir cerca de 50% e ultrapassar a tão temida barreira, aumentará os custos diretos totais das companhias aéreas brasileiras em no máximo 20% (menos de 25%, se considerarmos os efeitos multiplicadores inflacionários). Se o câmbio continuar caindo (e essa é a tendência), devido a maior entrada de capitais estrangeiros, causada pela melhora na classificação de risco do país, o impacto do petróleo será ainda menor.

2) O mercado brasileiro ainda não está consolidado e vem crescendo a taxas de 10% ao ano, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos. Nesses lugares, o espaço para elevação de passagens é muito menor e qualquer pequeno aumento pode provocar grande impacto nos níveis de demanda. Aqui no Brasil, um aumento nos preços das passagens aéreas no máximo diminuirá o ritmo de crescimento da nossa aviação, mas jamais provocará uma regressão nos níveis de procura. Lembre-se que as passagens aéreas por aqui já foram bem maiores em relação às tarifas que precisarão ser adotadas caso o petróleo ultrapasse os 200 dólares/barril. E, nessa época, as nossas empresas tinham passageiros para transportar.

Portanto, não vai ser um petróleo acima de US$ 200 que levará Tam e Gol à falência. Um aumento do preço das passagens será necessário e causará uma diminuição no ritmo de crescimento das nossas empresas, mas não acredito que terão de diminuir a oferta, como suas congêneres americanas e européias, que possuem margens de manobra, no que diz respeito a redefinição tarifária, muito menores. No máximo terão de acelerar a retirada de aeronaves mais antigas para compensar o ingresso das que já estão encomendadas, mas sem diminuição de estoque de capital fixo. A única coisa que eu considero, hoje, uma grande ameaça para nossa aviação num futuro próximo, é a perspectiva de que o Brasil adote uma política de "céus abertos". Aí sim nossas empresas, em condições tributárias desiguais, terão problemas.



#28 LipeGIG

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Postado 08 de junho de 2008 - 22:36

QUOTE(cmte_kings @ Jun 8 2008, 04:29 PM) <{POST_SNAPBACK}>
com essa alta a TAM e a GOL irão a falência. questão de tempo, infelizmente.


Não é tão simplista assim, o Thiago já fez uma bela análise....

QUOTE(thiago_SJK @ Jun 8 2008, 05:16 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Até parece...

Não vai ser o petróleo a US$ 200 que levará Tam e Gol à falência, por duas razões:

1) Hoje o preço do barril do petróleo está a US$ 138 e os custos com combustível representam cerca de 40% da matriz de custos das empresas. Se o petróleo subir cerca de 50% e ultrapassar a tão temida barreira, aumentará os custos diretos totais das companhias aéreas brasileiras em no máximo 20% (menos de 25%, se considerarmos os efeitos multiplicadores inflacionários). Se o câmbio continuar caindo (e essa é a tendência), devido a maior entrada de capitais estrangeiros, causada pela melhora na classificação de risco do país, o impacto do petróleo será ainda menor.

2) O mercado brasileiro ainda não está consolidado e vem crescendo a taxas de 10% ao ano, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos. Nesses lugares, o espaço para elevação de passagens é muito menor e qualquer pequeno aumento pode provocar grande impacto nos níveis de demanda. Aqui no Brasil, um aumento nos preços das passagens aéreas no máximo diminuirá o ritmo de crescimento da nossa aviação, mas jamais provocará uma regressão nos níveis de procura. Lembre-se que as passagens aéreas por aqui já foram bem maiores em relação às tarifas que precisarão ser adotadas caso o petróleo ultrapasse os 200 dólares/barril. E, nessa época, as nossas empresas tinham passageiros para transportar.

Portanto, não vai ser um petróleo acima de US$ 200 que levará Tam e Gol à falência. Um aumento do preço das passagens será necessário e causará uma diminuição no ritmo de crescimento das nossas empresas, mas não acredito que terão de diminuir a oferta, como suas congêneres americanas e européias, que possuem margens de manobra, no que diz respeito a redefinição tarifária, muito menores. No máximo terão de acelerar a retirada de aeronaves mais antigas para compensar o ingresso das que já estão encomendadas, mas sem diminuição de estoque de capital fixo. A única coisa que eu considero, hoje, uma grande ameaça para nossa aviação num futuro próximo, é a perspectiva de que o Brasil adote uma política de "céus abertos". Aí sim nossas empresas, em condições tributárias desiguais, terão problemas.


Só um ponto, as cias não vão quebrar com certeza, mas vão enfrentar dificuldades.

Para balancear o aumento que ocorrerá nos próximos 10 dias no QAV/AvGas de cerca de 20%, as cias terão que aumentar suas tarifas em pelo menos 13%.

Por que 13 %, Lipe ?

10% seria compensatório pela participação do combustível na matriz de custos de uma cia aérea e os outros 3% são por conta da queda de demanda provocada pelo aumento da tarifa. Obvio que ninguém vai aumentar em 13%, vão aumentar em 10% e vão acompanhar a queda da demanda levar o load médio do setor para baixo de 64%

Esse é o fantasma das cias aéreas, está na hora de cortar trilhos inteiros de aeronaves, mas ninguém o faz.

Não é questão de trocar 737-300 por 737-800, mas de encostar o 737-300 sem trazer outros 737 (ou Airbus no caso da TAM , Fokker 100 no caso da OceanAir).

Tem muita gente de cia aérea aqui, mas vamos lá, tem rota que poderia sofrer redução de oferta:

GIG: VIX, BSB, CWB, VCP
GRU: SSA, REC, CWB, BSB, POA
CGH: BSB, CWB, CNF, SDU, VIX
CWB: VCP, CGH, GIG
CNF: CGH, BSB
BSB: CNF, CGH, GIG, MAO
E também alguns voos para o Nordeste.
SDU: CGH

Isso daria para encostar uns 4 a 8 aviões, cerca de 5% de toda oferta da industria, suficiente para levar o load factor de volta aos 70%

É ruim falar abertamente em redução... mas pessoal, melhor cortar logo e colocar de volta em alguns meses.



#29 VRG8837

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Postado 08 de junho de 2008 - 22:52

Lipe uma pergunta vc acredita que a longa prazo,por exemplo ano que vem vai haver uma queda do preço do petroleo ?
porque a impressao que fica é que essa subida vai ser sem fim.


ate mais.

#30 cmte_kings

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Postado 08 de junho de 2008 - 22:53

QUOTE(giovanne @ Jun 8 2008, 11:24 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Thiago, fianalmente uma análise inteligente e embasada a respeito da situação.
Têm pessoas que perdem em seus comentários por falta de conhecimento, e provocam um pânico desnecessário.
Parabéns...



respeito a opinião de todos, mas acho que a GOL e a TAM serão duramente afetadas com essa alta do petróleo. Falência: posso ter exagerado.


Mas muita gente vai para a rua e muitos aviões serão devolvidos. questão de tempo.

#31 LipeGIG

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Postado 09 de junho de 2008 - 00:42

QUOTE(VRG8837 @ Jun 8 2008, 10:52 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Lipe uma pergunta vc acredita que a longa prazo,por exemplo ano que vem vai haver uma queda do preço do petroleo ?
porque a impressao que fica é que essa subida vai ser sem fim.


ate mais.


É uma questão de oferta vs demanda.
Agora vamos assistir ao mundo buscando mais ainda fontes alternativas, americanos comprando carros menores (isso já ocorre), e uma lenta e gradual queda no consumo. Em 1 a 2 anos eu penso que a demanda vai encontrar a oferta e os preços devem recuar um pouco, mas não muito. Enquanto isso, a tendência é de alta mesmo.

Fontes novas de suprimento de óleo como os campos Brasileiros do pré-sal vão levar de 5 a 10 anos para serem desenvolvidos, muito tempo....



#32 boulosandre

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Postado 09 de junho de 2008 - 04:21

QUOTE(LipeGIG @ Jun 9 2008, 12:42 AM) <{POST_SNAPBACK}>
É uma questão de oferta vs demanda.
Agora vamos assistir ao mundo buscando mais ainda fontes alternativas, americanos comprando carros menores (isso já ocorre), e uma lenta e gradual queda no consumo. Em 1 a 2 anos eu penso que a demanda vai encontrar a oferta e os preços devem recuar um pouco, mas não muito. Enquanto isso, a tendência é de alta mesmo.

Fontes novas de suprimento de óleo como os campos Brasileiros do pré-sal vão levar de 5 a 10 anos para serem desenvolvidos, muito tempo....


E fatos completamente novos como em Abril qdo, pela primeira vez na historia, tivemos um maior consumo de álcool do que gasolina no país.

#33 flyer_120

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Postado 09 de junho de 2008 - 09:27

Engraçado.......todo mundo fala da alta do petróleo. Mas ninguem percebeu que o U$ esta desvalorizado? Em 2002 2003 sim.isso iria arruinar as CIAS, mas com o dolar desvalorizado, acho que não e isso que pode levar a "quebra" das cias.

#34 thiago_SJK

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Postado 09 de junho de 2008 - 09:57

QUOTE(LipeGIG @ Jun 9 2008, 12:42 AM) <{POST_SNAPBACK}>
É uma questão de oferta vs demanda.
Agora vamos assistir ao mundo buscando mais ainda fontes alternativas, americanos comprando carros menores (isso já ocorre), e uma lenta e gradual queda no consumo. Em 1 a 2 anos eu penso que a demanda vai encontrar a oferta e os preços devem recuar um pouco, mas não muito. Enquanto isso, a tendência é de alta mesmo.

Fontes novas de suprimento de óleo como os campos Brasileiros do pré-sal vão levar de 5 a 10 anos para serem desenvolvidos, muito tempo....

Quanto a isso, eu sou mais pessimista.

Do lado da oferta, temos os países da OPEP, maiores produtores de petróleo, com sua produção praticamente estagnada; os investimentos na África, especialmente chineses, são promissores, mas ainda caminham em ritmo lento; a produção nos novos mega-campos brasileiros ainda irá demorar; o único grande produtor de petróleo que vem expandindo consideravelmente sua produção é a Rússia, porém esse acréscimo de oferta não tem acompanhado o crescimento da demanda.

Do lado da demanda, temos a perspectiva de queda do consumo americano a partir da substituição de grandes automóveis beberrões por carros menores e mais econômicos. Mas essa queda no consumo estadunidense de petróleo não é suficiente para compensar o crescimento do mercado automobilístico na China e na Índia. Apenas em um ano, esses dois países juntos adicionam a seus mercados o equivalente a 6% da frota americana, e ainda têm a necessidade de criar infra-estrutura para suas próprias frotas, vide asfalto, cuja matéria-prima é o petróleo. Além disso, nada indica que o ritmo de crescimento desses países diminuirá, mesmo com a crise nos Estados Unidos.

Uma possibilidade de contornar essa crise está no desenvolvimento e uso de energias alternativas, mas a única que atualmente possui viabilidade econômica considerável é o etanol brasileiro. Porém ele tem encontrado resistências protecionistas nos Estados Unidos e na Europa. Mesmo que as tarifas de importação diminuíssem, não existe ainda nos Estados Unidos uma infra-estrutura de distribuição do produto estabelecida (menos de 1000 postos vendem o E85 atualmente). Uma área em que os americanos são promissores, é no desenvolvimento dos carros elétricos. No entanto, essa área ainda necessita de um grande desenvolvimento tecnológico para se tornar competitiva.

É por isso que eu acho que esse ciclo de alta nos preços internacionais do petróleo ainda perdurará por um tempo muito maior que 1-2 anos. Talvez, nesse período ele se estabilize em um dado patamar, mas acredito que uma queda de volta aos valores de hoje só deve acontecer daqui a 5-10 anos. Além disso, sempre existe a questão da deficiente estabilidade política no Oriente Médio e os rumores de que Israel estaria planejando atacar o Irã ficaram mais fortes semana passada. Nunca se sabe quando aquele "barril de pólvora" irá estourar, o que poderá aumentar ainda mais os preços do barril de petróleo.

Editado por thiago_SJK, 09 de junho de 2008 - 09:59 .


#35 thiago_SJK

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Postado 09 de junho de 2008 - 10:02

QUOTE(flyer_120 @ Jun 9 2008, 09:27 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Engraçado.......todo mundo fala da alta do petróleo. Mas ninguem percebeu que o U$ esta desvalorizado? Em 2002 2003 sim.isso iria arruinar as CIAS, mas com o dolar desvalorizado, acho que não e isso que pode levar a "quebra" das cias.

Esse, sem dúvida, é um fator amenizante. Mas a depreciação do dólar a nível mundial tem sido muito menor que a alta do preço do barril do petróleo, o que pode impactar, sim, as companhias aéreas.

#36 Tradewinds

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Postado 09 de junho de 2008 - 11:40

Não vai ser o petróleo a US$ 200 que levará Tam e Gol à falência, por duas razões:

Q: Hoje o preço do barril do petróleo está a US$ 138 e os custos com combustível representam cerca de 40% da matriz de custos das empresas. Se o petróleo subir cerca de 50% e ultrapassar a tão temida barreira, aumentará os custos diretos totais das companhias aéreas brasileiras em no máximo 20% (menos de 25%, se considerarmos os efeitos multiplicadores inflacionários). Se o câmbio continuar caindo (e essa é a tendência), devido a maior entrada de capitais estrangeiros, causada pela melhora na classificação de risco do país, o impacto do petróleo será ainda menor.

R: Em termos.
Em primeiro lugar, boa parte do dinheiro estrangeiro que circula pelo mercado brasileiro e puramente especulativo. Com uma bolsa de valores como a nossa, que oferece rendimentos colossais, qualquer um que saiba lidar com essa atividade esta fazendo a festa e ganhando muito. Na hora que nao der mais, todos cairao fora sem medo de deixar o pais com a vassoura na mao. Tudo isso tem cara de um grande cassino, e a suposta estabilidade que o Brasil oferece e tao firme e forte quanto um predio da Encol. Nossa infra-estrutura, para citar um simples exemplo, e precaria, e tudo depende dela para criar possibilidade de investimentos seguros de fato. Vamos esperar uma crise pesada de verdade chegar para ver onde vai parar essa politica economica inexistente do PT. Com o combustivel nas alturas e uma eventual reversao descontrolada do valor da nossa moeda podem nao levar a Tam e a Gol a falencia, mas suas pifias linhas internacionais vao para o espaco, pode apostar.
Segundo, todas as companhias aereas do mundo estao com as pernas tremendo por causa do aumento do combustivel. Seria, portanto, uma tremenda surpresa a TAM possuir uma formula magica com um combustivel a $200. O que nao esta sendo levado em consideracao e que nao so a aviacao sentira os efeitos catastroficos desse valor, mas a economia global. O custo de vida subira loucamente, e voce acha que ainda alguem gastara dinheiro comprando passagem aerea se nao tem dinheiro nem para manter o padrao de vida do dia-a-dia?



Q: O mercado brasileiro ainda não está consolidado e vem crescendo a taxas de 10% ao ano, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos. Nesses lugares, o espaço para elevação de passagens é muito menor e qualquer pequeno aumento pode provocar grande impacto nos níveis de demanda. Aqui no Brasil, um aumento nos preços das passagens aéreas no máximo diminuirá o ritmo de crescimento da nossa aviação, mas jamais provocará uma regressão nos níveis de procura. Lembre-se que as passagens aéreas por aqui já foram bem maiores em relação às tarifas que precisarão ser adotadas caso o petróleo ultrapasse os 200 dólares/barril. E, nessa época, as nossas empresas tinham passageiros para transportar.
Num cenario sem crise, pode ser, mas com projecoes de medio prazo, se confirmadas, tudo devera ser revisto. Se companhias de paises fortes estao sentindo o baque, nao sera uma empresa que tem uma frota 'buffet a quilo', com um pouco de cada aviao, e que sabera sair de uma enrascada como essa. Boa parte da possivel continuidade de uso de avioes pelo viajante brasileiro sofrera uma reviravolta. Muitos negocios, que obrigam o deslocamento de passageiros que voam na C, serao brecados. O Brasil continua sendo um pais pobre e aviao ainda e luxo. Com a queda de demanda nas linhas internacionais, sera uma briga de foice. A TAM tera a sua estrategia, o mesmo podera ser dito da LH, BA, AA, UA, AF e o que tiver mais. A TAM devera enfrentar sozinha todas elas, enquanto cada concorrente podera dosar individualmente sua artilharia. Vale dizer que a TAM e boa na foto, mas na real, para os estrangeiros, na hora de escolher em qual empresa alguem comprara passagem, pode ter certeza que o apelo de uma companhia consolidada falara mais alto.



Q: Portanto, não vai ser um petróleo acima de US$ 200 que levará Tam e Gol à falência. Um aumento do preço das passagens será necessário e causará uma diminuição no ritmo de crescimento das nossas empresas, mas não acredito que terão de diminuir a oferta, como suas congêneres americanas e européias, que possuem margens de manobra, no que diz respeito a redefinição tarifária, muito menores. No máximo terão de acelerar a retirada de aeronaves mais antigas para compensar o ingresso das que já estão encomendadas, mas sem diminuição de estoque de capital fixo. A única coisa que eu considero, hoje, uma grande ameaça para nossa aviação num futuro próximo, é a perspectiva de que o Brasil adote uma política de "céus abertos". Aí sim nossas empresas, em condições tributárias desiguais, terão problemas.
Petroleo a $200? Companheiro, nesse patamar, nao so podera levar a TAM e a Gol a falencia, assim como muitas outras empresas brasileiras de diversas atividades. O povo sofrera um bocado com isso e nao tem quem sobreviva com a escalada de precos que havera para manter uma rentabilidade minima para a producao. Isso e uma roda-viva, e tudo o que for superfluo sera deixado de lado, pelo menos esse seria o raciocinio decente que deveria predominar na cabeca de um ser humano com um minimo de responsabilidade. E quem pensara em comprar passagem aerea, ainda mais com elevacao de preco para manter os custos?
Com ou sem ceus abertos, a concorrencia na aviacao internacional sera pesada. E ai veremos o que o desmantelamento de um nome como a Varig causara na hora que a 'onca for beber agua', isto e, numa crise onde o usuario escolhera com cuidado onde gastar o seu dinheiro. A oferta subira assustadoramente e os precos nao poderao acompanhar a elevacao dos custos. Se adicionarmos mais um fator nesse jogo todo, que e a carga, nao ha empresa aerea tupiniquim que conseguira sobreviver voando internacional levando somente passageiros: nem executivos, principalmente quando os negocios sofrerao uma paulada violenta, muito menos turistas em viagem de lua de mel, porque esses serao os primeiros a desaparecer.
Torcamos para que o petroleo volte para um nivel aceitavel onde todas as grandes empresas do mundo se basearam para manter frota, pessoal, ampliar investimentos, abrir linhas e comprar avioes. Mas se isso nao acontecer, a TAM TAMBEM DEVERA COMPULSORIAMENTE PARAR BOA PARTE DA SUA FROTA, porque a retracao da economia e os custos obrigarao tal acao. Se isso nao ocorrer, um barril de petroleo na faixa de $100 a $120, nao tem quem sobreviva a medio prazo, sem pestanejar. Mas se mesmo assim, com desaceleracao da economia, petroleo a $200 e crise global, eles, o pessoal da TAM, forem capazes de continuar mantendo todas as linhas e avioes, vamos fazer o seguinte: e hora de eleger o Bari1 presidente do Brasil.



A respeito de comentarios sobre subsidios ao querosene que alguem fez sei la onde numa dessas mensagens:
Se alguem esta sentido com a alta do combustivel e a populacao do Planeta Terra, nao somente os usuarios de aeronaves beberronas. Seria um absurdo o governo brasileiro subsidiar o querosene, enquanto o diesel, que tem uma funcao social muito mais importante, continua morro acima. Todos, eu, inclusive, querem ter um custo de vida mais barato. Quanto aos voos para CDG e FRA da Tam, quero que se danem.

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#37 thiago_SJK

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Postado 09 de junho de 2008 - 12:59

Como tudo na área econômica é bastante subjetivo, quero dizer que não desprezo sua opinião. Aliás, ela serve para tornar a discussão ainda mais construtiva. Porém, eu não concordo com você em muitos trechos, mas isso não significa que você esteja errado e eu esteja certo. Então, vamos por partes.

QUOTE(Tradewinds @ Jun 9 2008, 11:40 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Não vai ser o petróleo a US$ 200 que levará Tam e Gol à falência, por duas razões:

Q: Hoje o preço do barril do petróleo está a US$ 138 e os custos com combustível representam cerca de 40% da matriz de custos das empresas. Se o petróleo subir cerca de 50% e ultrapassar a tão temida barreira, aumentará os custos diretos totais das companhias aéreas brasileiras em no máximo 20% (menos de 25%, se considerarmos os efeitos multiplicadores inflacionários). Se o câmbio continuar caindo (e essa é a tendência), devido a maior entrada de capitais estrangeiros, causada pela melhora na classificação de risco do país, o impacto do petróleo será ainda menor.

R: Em termos.
Em primeiro lugar, boa parte do dinheiro estrangeiro que circula pelo mercado brasileiro e puramente especulativo. Com uma bolsa de valores como a nossa, que oferece rendimentos colossais, qualquer um que saiba lidar com essa atividade esta fazendo a festa e ganhando muito. Na hora que nao der mais, todos cairao fora sem medo de deixar o pais com a vassoura na mao. Tudo isso tem cara de um grande cassino, e a suposta estabilidade que o Brasil oferece e tao firme e forte quanto um predio da Encol. Nossa infra-estrutura, para citar um simples exemplo, e precaria, e tudo depende dela para criar possibilidade de investimentos seguros de fato. Vamos esperar uma crise pesada de verdade chegar para ver onde vai parar essa politica economica inexistente do PT. Com o combustivel nas alturas e uma eventual reversao descontrolada do valor da nossa moeda podem nao levar a Tam e a Gol a falencia, mas suas pifias linhas internacionais vao para o espaco, pode apostar.
Segundo, todas as companhias aereas do mundo estao com as pernas tremendo por causa do aumento do combustivel. Seria, portanto, uma tremenda surpresa a TAM possuir uma formula magica com um combustivel a $200. O que nao esta sendo levado em consideracao e que nao so a aviacao sentira os efeitos catastroficos desse valor, mas a economia global. O custo de vida subira loucamente, e voce acha que ainda alguem gastara dinheiro comprando passagem aerea se nao tem dinheiro nem para manter o padrao de vida do dia-a-dia?

1) Esse dinheiro que circula em nosso mercado financeiro, que você chama de especulativo, também proporciona contribuições positivas ao país:
- Num país em que os juros reais são os maiores do mundo, sendo bastante proibitivos, é através de aberturas de capital que muitas empresas conseguem levantar recursos para se expandirem, gerar mais empregos e contribuir com o crescimento da economia;
- A entrada de dólares ajuda a segurar a inflação ao apreciar a moeda brasileira. Se não fosse isso, pode ter certeza de que os juros estariam muito maiores e proibitivos hoje, provocando imensos prejuízos, inclusive sociais, como maior desemprego, etc. Isso prejudica as exportações? Sim, mas nós ainda somos competitivos, pois senão a balança comercial estaria negativa;

2) Não existe expectativa de que esse boom financeiro acabe tão cedo, devido aos seguintes fatores:
- As ações brasileiras ainda estão baratas, se comparadas às ações que circulam nas bolsas de valoras de outros países emergentes, como China, Índia e Rússia;
- Com a esperada queda maior do dólar, em virtude da entrada mais intensa de capital (principalmente dos bilionários fundos de previdência), as ações brasileiras ficam ainda mais baratas e atrativas;
- as reservas internacionais do país hoje poderiam cobrir qualquer retirada maciça de capitais, tornando movimentos especulativos maiores que o que ocorreu em 1999 inócuos;

3) É lógico que uma elevação dos preços internacionais do petróleo terá efeitos sobre a economia global, mas nada que fuja do controle. Lembre-se que em 1973, verificou-se inclusive um movimento oposto, quando houve um aumento das cotações do barril do petróleo tão grande ou maior do que o verificado nos últimos anos. O que se sucedeu foi um aquecimento da economia global, devido ao aumento da liquidez internacional que ocorreu a partir do momento em que os países árabes, grandes exportadores de petróleo, reaplicaram os excedentes obtidos em bancos ocidentais, o que provocou uma onda de investimentos com reflexos inclusive no Brasil, o chamado "milagre econômico".

QUOTE(Tradewinds @ Jun 9 2008, 11:40 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Q: O mercado brasileiro ainda não está consolidado e vem crescendo a taxas de 10% ao ano, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos. Nesses lugares, o espaço para elevação de passagens é muito menor e qualquer pequeno aumento pode provocar grande impacto nos níveis de demanda. Aqui no Brasil, um aumento nos preços das passagens aéreas no máximo diminuirá o ritmo de crescimento da nossa aviação, mas jamais provocará uma regressão nos níveis de procura. Lembre-se que as passagens aéreas por aqui já foram bem maiores em relação às tarifas que precisarão ser adotadas caso o petróleo ultrapasse os 200 dólares/barril. E, nessa época, as nossas empresas tinham passageiros para transportar.
Num cenario sem crise, pode ser, mas com projecoes de medio prazo, se confirmadas, tudo devera ser revisto. Se companhias de paises fortes estao sentindo o baque, nao sera uma empresa que tem uma frota 'buffet a quilo', com um pouco de cada aviao, e que sabera sair de uma enrascada como essa. Boa parte da possivel continuidade de uso de avioes pelo viajante brasileiro sofrera uma reviravolta. Muitos negocios, que obrigam o deslocamento de passageiros que voam na C, serao brecados. O Brasil continua sendo um pais pobre e aviao ainda e luxo. Com a queda de demanda nas linhas internacionais, sera uma briga de foice. A TAM tera a sua estrategia, o mesmo podera ser dito da LH, BA, AA, UA, AF e o que tiver mais. A TAM devera enfrentar sozinha todas elas, enquanto cada concorrente podera dosar individualmente sua artilharia. Vale dizer que a TAM e boa na foto, mas na real, para os estrangeiros, na hora de escolher em qual empresa alguem comprara passagem, pode ter certeza que o apelo de uma companhia consolidada falara mais alto.

No Brasil avião ainda é luxo? Realmente é, mas o que você considera algo ruim eu vejo como uma vantagem competitiva em relação aos países desenvolvidos, do ponto de vista de uma amenização da elevação dos preços do QAV. Como você disse, haverá uma reduçaõ na quantidade de passageiros transportados, em razão das passagens mais caras. E quem é que, primeiramente, deixará de voar? Não são as classes A e B; nem os executivos das empresas. Serão os turístas e as poucas pessoas da classe C que voam. Como no Brasil, relativamente, voa-se mais a negócios do que a turismo, e o transporte aéreo ainda é bastante elitista, nossas companhias aéreas sofrerão menos que suas equivalentes americanas e européias, pois perderão menos passageiros e, assim, ficarão com a demanda menos defasada.

Além disso, se o petróleo passar de US$ 200, as passagens aéreas, não precisarão ser elevadas em mais de 30% (20% pela elevação dos custos e 10% para compansar a redução do load factor, como o Lipe explicou). Lembre-se que as passagens aéreas no Brasil, antes da criação da Gol, já foram muito mais caras do que esses 30% que serão necessários para amortizar a elevação dos custos das companhias aéreas. Faça um deflacionamente de preços e compare!

QUOTE(Tradewinds @ Jun 9 2008, 11:40 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Q: Portanto, não vai ser um petróleo acima de US$ 200 que levará Tam e Gol à falência. Um aumento do preço das passagens será necessário e causará uma diminuição no ritmo de crescimento das nossas empresas, mas não acredito que terão de diminuir a oferta, como suas congêneres americanas e européias, que possuem margens de manobra, no que diz respeito a redefinição tarifária, muito menores. No máximo terão de acelerar a retirada de aeronaves mais antigas para compensar o ingresso das que já estão encomendadas, mas sem diminuição de estoque de capital fixo. A única coisa que eu considero, hoje, uma grande ameaça para nossa aviação num futuro próximo, é a perspectiva de que o Brasil adote uma política de "céus abertos". Aí sim nossas empresas, em condições tributárias desiguais, terão problemas.
Petroleo a $200? Companheiro, nesse patamar, nao so podera levar a TAM e a Gol a falencia, assim como muitas outras empresas brasileiras de diversas atividades. O povo sofrera um bocado com isso e nao tem quem sobreviva com a escalada de precos que havera para manter uma rentabilidade minima para a producao. Isso e uma roda-viva, e tudo o que for superfluo sera deixado de lado, pelo menos esse seria o raciocinio decente que deveria predominar na cabeca de um ser humano com um minimo de responsabilidade. E quem pensara em comprar passagem aerea, ainda mais com elevacao de preco para manter os custos?
Com ou sem ceus abertos, a concorrencia na aviacao internacional sera pesada. E ai veremos o que o desmantelamento de um nome como a Varig causara na hora que a 'onca for beber agua', isto e, numa crise onde o usuario escolhera com cuidado onde gastar o seu dinheiro. A oferta subira assustadoramente e os precos nao poderao acompanhar a elevacao dos custos. Se adicionarmos mais um fator nesse jogo todo, que e a carga, nao ha empresa aerea tupiniquim que conseguira sobreviver voando internacional levando somente passageiros: nem executivos, principalmente quando os negocios sofrerao uma paulada violenta, muito menos turistas em viagem de lua de mel, porque esses serao os primeiros a desaparecer.
Torcamos para que o petroleo volte para um nivel aceitavel onde todas as grandes empresas do mundo se basearam para manter frota, pessoal, ampliar investimentos, abrir linhas e comprar avioes. Mas se isso nao acontecer, a TAM TAMBEM DEVERA COMPULSORIAMENTE PARAR BOA PARTE DA SUA FROTA, porque a retracao da economia e os custos obrigarao tal acao. Se isso nao ocorrer, um barril de petroleo na faixa de $100 a $120, nao tem quem sobreviva a medio prazo, sem pestanejar. Mas se mesmo assim, com desaceleracao da economia, petroleo a $200 e crise global, eles, o pessoal da TAM, forem capazes de continuar mantendo todas as linhas e avioes, vamos fazer o seguinte: e hora de eleger o Bari1 presidente do Brasil.

Algumas empresas irão falir? É claro que sim, principalmente algumas pequenas e médias que atuam no ramo petroquímico. Mas as que sobrarem estarão ainda mais fortalecidas para enfrentar essa crise energética (é o chamado "darwinismo empresarial"), e surgirão novas oportunidades de negócio que iniciarão um novo ciclo econômico mundial, como um maior uso de energia alternativas, surgimento de novas tecnologias da informação, etc. Haverá inflação? Lógico que sim, mas hoje nós praticamos instrumentos eficientes de controle de preços e, assim, não teremos nenhuma hiperinflação como tivemos nos anos 1980. E, mais uma vez, em razão de nosso transporte aéreo ainda ser elitizado, nossas companhias aéreas ainda estão em melhor situação que suas congêneres de países desenvolvidos. O "povão", camada mais afetada por crises inflacionárias, ainda não viaja de avião!

QUOTE(Tradewinds @ Jun 9 2008, 11:40 AM) <{POST_SNAPBACK}>
A respeito de comentarios sobre subsidios ao querosene que alguem fez sei la onde numa dessas mensagens:
Se alguem esta sentido com a alta do combustivel e a populacao do Planeta Terra, nao somente os usuarios de aeronaves beberronas. Seria um absurdo o governo brasileiro subsidiar o querosene, enquanto o diesel, que tem uma funcao social muito mais importante, continua morro acima. Todos, eu, inclusive, querem ter um custo de vida mais barato. Quanto aos voos para CDG e FRA da Tam, quero que se danem.

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Nesse ponto eu concordo com você. Subsidiar um insumo de um setor que apenas as elites têm acesso é um crime social! Algo como o que Celso Furtado classificou de "socialização das perdas", em referência aos subsídios recebidos pelos cafeicultores durante a República Velha. Impostos que todos pagavam eram repassados a apenas alguns; e pior, justamente àqueles que mais tinham posses.

#38 ctral charles

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Postado 09 de junho de 2008 - 19:02

QUOTE(flyer_120 @ Jun 9 2008, 10:27 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Engraçado.......todo mundo fala da alta do petróleo. Mas ninguem percebeu que o U$ esta desvalorizado? Em 2002 2003 sim.isso iria arruinar as CIAS, mas com o dolar desvalorizado, acho que não e isso que pode levar a "quebra" das cias.

Será que as Cias correm esse risco ?

#39 StrangerAir

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Postado 12 de junho de 2008 - 15:24

12/06/2008 - 12h56
Opep não vê necessidade de aumento na produção de petróleo

ARGEL (Reuters) - O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse na quinta-feira que não há necessidade de aumento na produção de petróleo, já que a oferta atual excede a demanda em 500 mil barris por dia.

Khelil, que também é ministro de Minas e Energia da Argélia, acrescentou que os preços elevados do petróleo no mercado mundial não têm relação com os fundamentos do mercado.

"Os fundamentos do mercado não estão afetando os preços. Os problemas são a crise econômica nos Estados Unidos, que levou à desvalorização do dólar, e as ameaças contra o Irã, responsáveis por aumentar as tensões geopolíticas", afirmou Khelil a repórteres, de acordo com a agência de notícias oficial da Argélia (APS).

A especulação também deve ser levada em conta e a Opep não vê necessidade em produzir mais petróleo, acrescentou.

"A oferta atual excede a demanda, e há um excedente de 500 mil barris por dia", disse Khelil, acrescentando que a Opep deve se reunir em 9 de setembro para "avaliar o mercado e tomar decisões para estabilizá-lo."

(Por Hamid Ould Ahmed)






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