Reportagem: José Sergio Osse
A recente troca de modelos de aeronaves em algumas rotas entre o Brasil e a Europa representou um aumento de 15% na capacidade total do grupo Air France-KLM. Com isso, a empresa detém 20% do mercado nesses vôos no Brasil. Em abril, quatro dos sete vôos semanais da KLM passaram a ser operados por um 777-300, no lugar de um 777-200.
De acordo com o vice-presidente do grupo para as Américas, Christian Herzog, a demanda na rota São Paulo-Paris tem se mantido estável, enquanto as rotas Rio-Paris e São Paulo-Amsterdã têm crescido a taxas de 20%. Na média, portanto, a expansão da procura no grupo tem sido de 15%, diz o executivo. "No fim de junho aumentaremos de 10 para 12 as freqüências semanais entre Rio e Paris e, em novembro, para 14 vôos por semana", diz Herzog. A Air France-KLM cobre essas duas cidades e mais outros 14 destinos no Brasil por meio de parcerias.
De acordo com o executivo, o alto preço do petróleo não deve ter impacto significativo nos planos da companhia para o curto prazo. "Não temos nenhum plano para cancelar vôos ou reduzir capacidade para a América do Sul. Mas sempre há o risco", afirmou.
Em relação à competição, o executivo se mostrou confortável. Ele diz que, embora as concorrentes tenham aumentado sua capacidade recentemente, a Air France-KLM também seguiu essa tendência. "E aumentamos nossa capacidade em taxa acima da média", reforça.
O momento positivo na demanda na América do Sul se reflete nos resultados da empresa, afirma Herzog. Segundo ele, o crescimento médio do faturamento na região é de cerca de 11% para o grupo - sendo de mais de 20% na KLM e de cerca de 7% na Air France. "Nosso faturamento local é de vários milhões de euros e cerca de um terço disso vem da operação brasileira", diz o executivo.




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