June 12, 2008 4:33 a.m.
J. Lynn Lunsford
The Wall Street Journal
Com a busca pelas companhias aéreas de novos meios de combater a escalada nos custos de combustível, um número cada vez maior de empresas está descobrindo que um bom banho quente pode economizar milhões de dólares.
Nos últimos meses, 50 companhias aéreas contrataram a divisão Pratt & Whitney da United Technologies Corp. para lavar suas turbinas com uma nova máquina que pode limpar profundamente, ao mesmo tempo em que recolhe e purifica detritos.
Agora que o combustível é o maior componente das despesas operacionais, as aéreas têm se voltado a medidas de economia que antes dificilmente pareciam valer a pena. Desde 2001, centenas de jatos em todo o mundo receberam pontas levantadas nas asas, que aumentam a autonomia de vôo e os tornam mais eficientes em termos aerodinâmicos. Pilotos rotineiramente taxeiam com um só motor, para poupar combustível, e operam as unidades de energia auxiliar e outros equipamentos o mínimo possível. Mas as soluções fáceis estão acabando.
O sistema de lavagem de turbinas da Pratt & Whitney, chamado EcoPower, estava em desenvolvimento desde 2004, mas só recentemente as economias potenciais de combustível se tornaram um grande atrativo.
"Quando o combustível estava a um quarto de seu custo atual, lavar as turbinas não parecia tão atraente", diz Rick Wysong, um diretor de manutenção encarregado de engenharia na United Airlines, da UAL Corp., um dos maiores clientes do EcoPower.
Desde 2004, a Pratt & Whitney executou mais de 2.000 dessas lavagens. Agora, informa que a demanda pelo serviço cresceu ao ponto em que provavelmente lavará 5.000 turbinas este ano. "Esta é a tecnologia certa exatamente no momento certo na indústria", diz Jim Keenan, diretor e gerente-geral da Global Service Partners da Pratt, que administra programas como o EcoPower.
Outros fabricantes de turbinas estão trabalhando para oferecer tecnologias parecidas. Mas até agora a Pratt & Whitney tem uma vantagem sobre a concorrência com um sistema exclusivo que é montado em caminhões, de modo que pode ser usado no portão de embarque em qualquer turbina de jato, independentemente do fabricante. Os caminhões podem filtrar os detritos — muito do qual é tóxico — ao mesmo tempo. A Pratt faz então a disposição do material perigoso.
A Pratt afirma que retirar o detrito acumulado no interior de uma turbina pode reduzir o consumo em aproximadamente 1,2%. Isso pode não parecer muito, mas na conta acumulada é bastante. A Pratt argumenta que, se cada companhia aérea do mundo lavasse suas turbinas, o setor poderia economizar cerca de US$ 1 bilhão por ano em despesas de combustível e reduzir as emissões de dióxido de carbono em 1,45 bilhão de quilos. Turbinas limpas também funcionam a temperaturas mais baixas, o que permite às aéreas evitar reformas dispendiosas por até 18 meses adicionais. A lavagem leva cerca de 90 minutos e usa energia da divisão de energia auxiliar do avião e do caminhão. A lavagem se paga em questão de semanas.




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