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Gol reduz velocidade de vôo e compra combustível em Minas Gerais e Rio


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#1 C010T3

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Postado 02 de julho de 2008 - 00:29

Gol reduz velocidade de vôo e compra combustível em Minas Gerais e Rio

Roberta Campassi
02/07/2008


Quando o barril de petróleo custava US$ 73, um ano atrás, medidas secundárias de redução do uso de combustível nas companhias aéreas não faziam sentido. O custo de colocá-las em prática superava as economias obtidas. Agora, no entanto, com o petróleo custando o dobro e sem perspectivas de queda, pequenas ações ganharam importância. Entre reduzir a velocidade de vôo e abastecer os aviões onde o combustível é mais barato, vale tudo para não perder dinheiro à toa.


No caso da Gol Linhas Aéreas, que reúne a Gol e a Varig, a medida de maior impacto na economia de combustível foi tomada, embora não esteja completa: ter uma frota jovem e econômica. Até o fim deste ano, a companhia vai substituir todos os seus Boeings 737-300 e 767-300, que compõem um terço da frota, por aviões de "nova geração", mais eficientes. Outras ações essenciais, tomadas por várias empresas no mundo, incluem corte de vôos deficitários - a Varig eliminou rotas internacionais de longa distância e a Gol reduziu operações no interior de São Paulo - e a elevação de tarifas (ver abaixo).


A Gol, entretanto, reconhecida por uma política rígida de baixos custos, também refinou uma série de detalhes em suas operações desde que a escalada do petróleo teve início, há cerca de nove meses. "São as migalhas que vão ficando pelo chão e que hoje vamos recolhendo e juntando para fazer um pãozinho", define o comandante Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente técnico da companhia. No mundo, o querosene de aviação (QAV), combustível do setor, subiu nos mesmos níveis do petróleo. No Brasil, ele subiu menos porque o real se valorizou frente ao dólar, mas mesmo assim acumula alta de 35,3% entre janeiro e julho deste ano.


Entre as medidas secundárias adotadas pela Gol, uma das mais importantes é a redução da velocidade dos vôos, cerca de cinco ou seis quilômetros por hora a menos na velocidade de cruzeiro - parâmetro de quando o motor tem o melhor desempenho. A diminuição faz com que, num vôo entre Rio e São Paulo, que em geral dura 40 minutos, a viagem aumente dois minutos e o consumo de combustível caia cerca de 0,5%. A desaceleração, segundo Rockert, também reduz a temperatura dos motores, o que traz uma pequena vantagem em custo de manutenção.


Outras duas medidas de economia se concentram nas asas das aeronaves. Em primeiro lugar, a Gol acelerou a instalação dos chamados "winglets" na sua frota - as peças colocadas nas pontas das asas que dão a impressão de que foram entortadas para cima e que servem para reduzir o atrito do avião com o ar. As peças reduzem o consumo de combustível em até 3%. Todas as aeronaves novas da empresa já vêm com "winglets" e, nas mais antigas, eles estão sendo aplicados. "Estamos implantando mesmo nos aviões cujo contrato de leasing (aluguel) termina em até dois anos", diz Rockert. Ele conta que a Gol fez um acordo com as empresas de leasing em que o custo dos "winglets" é divido e cada parte paga metade. O investimento nas asas demora perto de 20 meses para retornar à companhia, mas, à medida que o preço do combustível sobe, o tempo do retorno diminui, observa Rockert.


A segunda ação focada nas asas é a regulagem mais freqüente de todas as peças que a compõem para que o atrito com o ar, mais uma vez, seja reduzido. O processo é chamado de rigagem. "Os componentes da asa são como as portas de um armário que, com o tempo, já não fecham direito e interferem na aerodinâmica", compara Rockert. "Antes, ninguém pensava em fazer rigagem mais vezes porque o custo disso não compensava."


Limpar a fuselagem das aeronaves mais vezes, num processo de lavagem a seco, também ajuda a reduzir o atrito, embora a redução do uso de combustível resultante disso seja mínima. "Mas, quando você faz isso em 110 aviões que voam 350 mil horas por ano, obtém alguma economia".


Por fim, a Gol reviu nos últimos meses a sua estratégia de abastecimento para aproveitar melhor a diferença do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) cobrado sobre o QAV em diferentes estados. Minas Gerais e Rio de Janeiro são os Estados mais econômicos e onde a empresa busca abastecer mais vezes - nessas praças, o combustível fica 23% e 26% mais barato em relação a São Paulo.


A decisão sobre o abastecimento, porém, está atrelados a questões de segurança. A extensão da pista em que o avião vai pousar determina o peso que ele poderá ter e, por conseqüência, a quantidade de combustível que carrega. Rockert explica que, num vôo entre Belo Horizonte e Congonhas, em São Paulo, a companhia não pode colocar mais do que uma determinada quantidade de combustível porque a pista do aeroporto paulistano é mais curta.


No fim das contas, quanto todas essas pequenas ações representam de economia? "Com todas elas, reduzimos em 0,4% os custos do combustível", diz Rockert. Segundo o executivo, a proporção é pequena, mas o volume de dinheiro é relevante. Com base nos números do primeiro trimestre deste ano, a economia seria de R$ 2,65 milhões, sobre gastos de combustível de R$ 664,1 milhões. Os dois valores são 84% maiores do que os registrados no mesmo período de 2007. No ano passado todo, a Gol teria economizado perto de R$ 8 milhões.

Valor Econômico

#2 LipeGIG

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Postado 02 de julho de 2008 - 01:17

Engraçado, e na hora de fazer o hub da Varig esqueceram dos 23 a 26% de economia de algo que já supera os 40% da matriz de custo...

Antes tarde do que nunca.

Engraçado é que com o ICMS menor, o Rio arrecada mais do que arrecadava com ICMS de 25%



#3 Chico-MII

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Postado 02 de julho de 2008 - 09:17

QUOTE(LipeGIG @ Jul 2 2008, 01:17 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Engraçado, e na hora de fazer o hub da Varig esqueceram dos 23 a 26% de economia de algo que já supera os 40% da matriz de custo...

Antes tarde do que nunca.

Engraçado é que com o ICMS menor, o Rio arrecada mais do que arrecadava com ICMS de 25%



O Rio fez o que todos deveriam fazer!

Baixar a carga tributária, pra fazer o empresário andar na linha!

O que compensa mais? 10 empresas pagando 25,00 de imposto ou 100 empresas pagando 10 de imposto? Só o pessoal de Brasília não vê isso! Diminui o imposto, aumenta a fiscalização, diminui a sonegação e aumenta a arrecadação! Isso é básico!

Brazil.gif Brazil.gif

Abraços

#4 Flytronix

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Postado 02 de julho de 2008 - 09:31

Ainda vão conseguir criar um ICMS federal, aguardem e confiem...

Editado por Flytronix, 02 de julho de 2008 - 09:31 .


#5 Chico-MII

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Postado 02 de julho de 2008 - 09:55

QUOTE(Flytronix @ Jul 2 2008, 09:31 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Ainda vão conseguir criar um ICMS federal, aguardem e confiem...


Que será chamado de IVA - Imposto sobre o Valor Agregado

Mas pra isso, bem provável a extinção do ICMS estadual. O IPI, que é um tributo federal, tem sua alíquota definida através de uma tabela de produtos (TIPI).

Torço para que o IVA seja aprovado, porque aí vai acabar com essas frescuras de diferencial de alíquota entre estados, empresas que montam sedes em cidades que ficam em divisas de estados só pra gerar a NF com alíquota menor. O ICMS é repassado integralmente dos estados para a União, na qual retorna em forma de verbas, SEM SER proporcional à arrecadação. Resumindo, o contribuinte paulista recolhe ICMS para o Acre, por exemplo.

Por incrível que pareça, nós estamos caminhando (acredito que a passos lentos thumbsdown_still.png ) para uma reforma tributária e conseqüente redução de impostos. Se for centralizar tudo, a tendência é diminuir a carga. Hoje, com o Simples Nacional, as empresas enquadradas já gozam deste benefício. Pagam uma alíquota vinculada ao faturamento na qual já estão englobados tributos federais, estaduais e municipais.

Brazil.gif <= Ainda tenho esperanças thumbsup.gif

abraços

#6 E175

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Postado 02 de julho de 2008 - 10:23

QUOTE(Chico-MII @ Jul 2 2008, 09:55 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Que será chamado de IVA - Imposto sobre o Valor Agregado

Mas pra isso, bem provável a extinção do ICMS estadual. O IPI, que é um tributo federal, tem sua alíquota definida através de uma tabela de produtos (TIPI).

Torço para que o IVA seja aprovado, porque aí vai acabar com essas frescuras de diferencial de alíquota entre estados, empresas que montam sedes em cidades que ficam em divisas de estados só pra gerar a NF com alíquota menor. O ICMS é repassado integralmente dos estados para a União, na qual retorna em forma de verbas, SEM SER proporcional à arrecadação. Resumindo, o contribuinte paulista recolhe ICMS para o Acre, por exemplo.

Por incrível que pareça, nós estamos caminhando (acredito que a passos lentos thumbsdown_still.png ) para uma reforma tributária e conseqüente redução de impostos. Se for centralizar tudo, a tendência é diminuir a carga. Hoje, com o Simples Nacional, as empresas enquadradas já gozam deste benefício. Pagam uma alíquota vinculada ao faturamento na qual já estão englobados tributos federais, estaduais e municipais.


Mas certamente vão nivelar por cima a contribuição, e aí adeus redução pro estado x ou y.

Abraço


#7 Natan - RBR/SBRB

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Postado 02 de julho de 2008 - 10:28

Saiu uma nota na revista Flap deste mês dizendo que as empresas americanas tb reduziram a velocidade de cruzeiro em seus vôos para cortar consumo de combustível.

#8 X-Flyer

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Postado 02 de julho de 2008 - 10:48

QUOTE(C010T3 @ Jul 2 2008, 12:29 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Todas as aeronaves novas da empresa já vêm com "winglets" e, nas mais antigas, eles estão sendo aplicados. "Estamos implantando mesmo nos aviões cujo contrato de leasing (aluguel) termina em até dois anos", diz Rockert. Ele conta que a Gol fez um acordo com as empresas de leasing em que o custo dos "winglets" é divido e cada parte paga metade.
Alguém têm informações se alguma aeronave já instalou os "winglets" ou têm previsão para os próximos dias? rolleyes.gif

Abraços! thumbsup.gif



#9 asnomalon

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Postado 02 de julho de 2008 - 14:52

Agora só falta deixar dar trem e flap mais perto da pista e liberar o pouso com flap 30 no -800, diminuir o tempo de APU ligado no solo e na ponte-aérea... se é pra economizar, economiza em todas as fases do voo.

Abs

#10 PR-GGA

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Postado 02 de julho de 2008 - 15:09

QUOTE(LipeGIG @ Jul 2 2008, 01:17 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Engraçado, e na hora de fazer o hub da Varig esqueceram dos 23 a 26% de economia de algo que já supera os 40% da matriz de custo...

Antes tarde do que nunca.

Engraçado é que com o ICMS menor, o Rio arrecada mais do que arrecadava com ICMS de 25%

Como se o hub da Varig em BSB fosse um desastre. thumbsdown_still.png
Mas concordo que entre SP e RIO teria sido melhor se a Varig tivesse optado em fortalecer sua base de atuação no Rio, sobretudo quanto a vôos internacionais em que teria menos concorrência, ainda mais voando com uma aeronave inferior (B767).

#11 LipeGIG

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Postado 02 de julho de 2008 - 16:42

QUOTE(Flagship @ Jul 2 2008, 04:09 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Como se o hub da Varig em BSB fosse um desastre. thumbsdown_still.png
Mas concordo que entre SP e RIO teria sido melhor se a Varig tivesse optado em fortalecer sua base de atuação no Rio, sobretudo quanto a vôos internacionais em que teria menos concorrência, ainda mais voando com uma aeronave inferior (B767).


Flagship, não fui muito claro, mas eu gostaria de incluir no meu comentário inicial: "em São Paulo/Guarulhos"

Como você mesmo citou, com o 767 e operando as rotas certas (depois do "case" RG já tivemos British anunciando GIG-LHR, Tam agora com GIG-MIA e GIG-JFK, Taca com GIG-LIM...) estaria hoje com certeza já pensando em obter alguns 777 para reforçar algumas rotas e ter um produto de ponta, num aeroporto que sobra espaço (TPS2 do GIG). Com pouco mais de meia dúzia de conexões domésticas (VIX, CNF, BSB, CGH, CWB, POA, SSA e IGU) seria fácil imaginar GIG-MIA/JFK/LHR/FCO/MEX.





#12 Rodrigo Souza Gomes

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Postado 03 de julho de 2008 - 02:12

Apesar de não ser o assunto principal do tópico,na minha opinião, foi suicida o ato de a Varig(VRG) não ter priorizado o Galeão na sua estratégia internacional.O aeroporto está subutilizado e a concorrência é menor do que Cumbica.No Rio,a VRG teria cativado mercado e já poderia ter dado passos mais largos,como rotas para os Estados Unidos.A VRG reabriu suas rotas internacionais,num momento de turismo em alta,principalmente em direção ao Brasil.Agora com a crise,a VRG repensa parte de sua estratégia,depois de ter arcado com grandes prejuízos.


#13 daltonc

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Postado 03 de julho de 2008 - 08:27

QUOTE(Chico-MII @ Jul 2 2008, 09:17 AM) <{POST_SNAPBACK}>
O Rio fez o que todos deveriam fazer!

Baixar a carga tributária, pra fazer o empresário andar na linha!

O que compensa mais? 10 empresas pagando 25,00 de imposto ou 100 empresas pagando 10 de imposto? Só o pessoal de Brasília não vê isso! Diminui o imposto, aumenta a fiscalização, diminui a sonegação e aumenta a arrecadação! Isso é básico!

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Abraços

Perfeito MII concordo com voce em genero número e grau!!!!!!!!!!





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