Mas será que não seria vantajoso fazer isso? Deixar como CGH e GRU... SDU em operações domésticas e o GIG para a ampliação da operações internacionais, até por que até onde eu sei por aqui, falta-se espaço de check-in no GIG
O problema é que SDU é agora de um aspecto regional. SDU é menor que CGH - só 8 milhões de pax ao ano de capacidade - e o tráfego RJ-SP até 2015 será suficiente para deixar o aeroporto cheio. Já está operando a 5 mi pax/ano snme, sobra a Azul pouquíssima infraestrutura pra crescer. Isso, obviamente, sem considerar o crescimento de TAM, Gol e Varig no aeroporto, além de outros players que eventualmente se firmem ou se iniciem no valioso mercado da Ponte Aérea, como a OceanAir, ou mesmo a TRIP, a Webjet e eventualmente a tal Virgin Brasil.
GIG oferece uma malha muito mais extensa. Como disse o LipeGIG, além disso, o imposto é menor no Galeão, e não sei do E190, mas imagino que o 737 e o A319 sofram algumas restrições para lá operar. Pode ter mais competição, mas em compensação são mais rotas para poder fazer acordos e mais companhias internacionais que eventualmente possam fazer parcerias.
O problema dos check-ins de GIG é mais uma ineficiência na utilização que propriamente a falta... O TPS2, por exemplo, ainda tem posições e terá ainda mais quando as reformas que abrirão a outra metade do terminal forem concluídas. É mais uma questão de reorganização. Se soubessem organizar as posições como fazem nos grandes aeroportos do mundo, onde existe uma tela sobre os balcões e de acordo com o horário ocupa uma companhia diferente, seria muito melhor. Temos muitas companhias, como a TAAG e a British, que operam algumas vezes semanais. Mesmo se faltassem posições, até o ano que vem pelo menos o número de balcões no TPS2 vai dobrar. SDU não agüenta mais 1cm de expansão.
Para completar, o aeroporto do Galeão é consideravelmente mais perto da Barra da Tijuca, que apesar de não ser uma área tão influente quanto o centro, no longo prazo pode despontar como a outra grande zona geradora de riquezas da cidade. Além de recepcionar um poderoso mercado consumidor. Eu, pessoalmente, prefiro apostar que um dia vamos ter ligação expressa de GIG para o centro, a zona sul e a Barra do que acreditar que um dia SDU vai poder ser expandido.
Passou a época em que montar um hub em SDU era infinitamente melhor que no Galeão. Hoje a coisa mudou de figura. Se o David for esperto, monta um hub no Galeão - o que por si só já é um grande diferencial em relação a outras grandes brasileiras - e deixaria o SDU para Ponte Aérea, onde certamente o produto irá tornar a Azul diferenciada.
Isso, obviamente, se o cara quiser vir para o Rio de Janeiro. Belo Horizonte é uma fortíssima concorrente.