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[LEILÃO] Safety Cards

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Abertura às aéreas estrangeiras é risco para o país


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#1 c2500

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Postado 02 de julho de 2008 - 12:28

O presidente da Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, João Moreira, aborda nesta entrevista o risco que representa para o país a abertura do céu para a entrada das companhias aéreas estrangeiras. Ele reclama também da atuação da Infraero e sugere sua privatização, seguindo uma tendência mundial. Moreira fala ainda da atuação dos conventions no Brasil, cobra maior investimento no turismo dos setores tidos como beneficiários e fala ainda da criação de um banco de dados sobre os eventos realizados no país. Veja a entrevista:

MERCADO & EVENTOS - Quais os próximos passos do Projeto de Competitividade dos CVBx?

João Luiz dos Santos Moreira - Nossas etapas aconteceram até a fase de lançamento em Brasília, quando foram apresentados dois livros: um Manual de Boas Práticas e um Código de Ética. Nós temos que trabalhar daqui para frente os públicos interno e externo e a nossa relação com o governo e com meio ambiente. Mas isso precisa ter continuidade. Temos hoje uma rede com mais de 100 convention bureaux, num desequilíbrio de performance entre um e outro. Através do projeto de competitividade vamos cada vez mais potencializar os conventions e as federações para a captação, geração e apoio de eventos nacionais e internacionais.

M&E - Em relação ao Banco Brasileiro de Eventos, como está esta ação?

João Moreira - O Banco Brasileiro de Eventos, é uma parceria do Ministério do Turismo, com o Sebrae e a Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, é um projeto que conta com consultores identificando todas as oportunidades na formação de um banco de dados, a exemplo de um banco de dados Icca, inserindo todos os eventos, mostrando sua história, a condição futura, os recursos, orçamento. Ao fazermos o somatório de tudo isso teremos condições de saber que movimento gerou para o Brasil. A classificação será não só de eventos internacionais mas de todos os eventos que estão registrados. É estratégico e estruturante para o sistema, e nada melhor do que nós definirmos este projeto. Temos os próximos 12 meses para o estudo dos aspectos da consultoria, meio ano para desenvolver o software, mais um ano para implantar. Acredito que a partir daí será possível ter a clara visão do que é o setor de eventos no país.

M&E - Como vai funcionar o acordo com a New Mind?

João Moreira - Assinamos durante o Salão do Turismo este acordo com a Nem Mind, uma empresa de Liverpool, na Inglaterra, que trabalha o Visit Britain, e atua na gestão de destinos, desenvolvendo uma ferramenta para convention e para visitors. Estamos trabalhando no que diz respeito aos conventions, agregando isso como ferramenta do Banco Brasileiro de Eventos, pois chegamos a um momento onde há convergência das ações. O projeto de competitividade, o BBE, a plataforma de eventos, os projetos de qualificação, o projeto da análise dos destinos que devemos entregar em breve ao governo, nos leva a uma condição, como Confederação, a prestarem às federações estaduais, aos conventions bureaux, na gestão, o controle e a governanaça dos eventos que acontecem no país. Não adianta o BBE ter essa concepção, sem ferramenta. Entendemos que a New Mind tem essas condições. Assinamos um protocolo de intenções. Ela precisa identificar ainda um parceiro brasileiro para fazer a operação técnica, mas com concepção e inteligência, nos parece ser muito apropriado o seu projeto. Eles nos apresentaram mapas, informações, Google Maps, fotos e imagens tridimensionais que, efetivamente, vamos oferecer como serviço para aquele participante de evento no Brasil.

M&E - Como está a consolidação da rede dos CVB’x?

João Moreira - A rede é composta por mais de 100 CVB’x que estão organizadas em dez federações estaduais, compondo as agências macro-regionais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Agora estamos criando um trabalho, com apoio do secretário do Acre, na criação da agência macro-regional do Norte. Estamos crescendo de forma consistente, cada vez mais exercitando nossa ação cooperada com os demais integrantes do sistema, que são a Abeoc, Abraccef e Ampro (Ubrafe), tanto que assinamos o nosso protocolo de realização da Semana Nacional dos Eventos, de 2 a 5 de dezembro, no Anhembi, em São Paulo. Estamos dando seqüência ao nosso planejamento estratégico e junto com as demais entidades temos a visão de sistematizar, organizar, investir e dar competitividade ao segmento de turismo de eventos, que é nossa área de atuação.

M&E - Como está o desenvolvimento da plataforma de eventos e qual seu objetivo?

João Moreira - A plataforma de eventos está em teste e é um sistema também em cooperação com o MTur pelo qual vamos identificar e ter um índice de custos de eventos. Por exemplo, que uma mesa custa X no Norte, Y no Nordeste, Z no Centro-Oeste, que uma locação de uma certa metragem quadrada tem um preço, que um serviço tem outro preço diferenciado. Hoje a construção civil tem um índice, nós também teremos um índice de custo da realização de eventos no país, no que diz respeito à prestação de serviços, não no que diz respeito à inteligência. Dentro de seis meses deveremos entregar este projeto.

M&E - Como está o desenvolvimento da Pesquisa de Dimensionamento?

João Moreira - Estamos conversando com a Fundação Getúlio Vargas e a Diretoria de Estudos e Pesquisas do MTur/Embratur, no sentido de definirmos a metodologia e os custos de participação, certamente com custo majoritário sendo nosso, no sentido de que nós possamos entender os dados do segmento de eventos. A primeira e última pesquisa foi em 2001, com dados absolutamente satisfatórios à época, entretanto temos fatos novos, já que em 2003 tivemos a criação do Ministério do Turismo, a política de promoção nacional e internacional, entramos no ranking da Icca, o segmento de eventos no Brasil teve um salto muito grande apesar de todas as dificuldades, da crise aérea. O segmento está em expansão, e precisamos tirar uma fotografia dele novamente, para ver qual é o seu PIB, afora isso, estamos elaborando com a FGV e o MTur pesquisas trimestrais de análises de tendências. Entendemos que na participação de uma entidade no Conselho Nacional do Turismo, ela precisa dizer como está seu mercado e o que vai acontecer com ele, para isso precisamos de institutos de pesquisas confiáveis e que os dados estejam corretos, para, inclusive, definir políticas. A Lei Geral de Turismo vai possibilitar novos investimentos, movimentações e a inclusão de outros atores no segmento de turismo de eventos e aí precisamos acompanhar essa mobilidade. Se a OMT diz que essa atividade representa 11% no mundo e se nós temos indicadores de que no Brasil está entre 3,5% e 3,8%, é hora de agir com seriedade, fazer pesquisas, planejamento estratégico, metodologia, porque o mercado está à nossa frente, a oportunidade está passando e nós precisamos captar todas as oportunidades, neutralizar todas as ameaças e nada melhor do que pesquisar.

M&E - A questão da malha aérea é uma das que mais preocupa o trade brasileiro e ficou latente na última reunião do Fornatur. Como você encara esta questão?

João Moreira - É de uma complexidade absoluta. Primeiro nós estamos numa crise de demanda que leva a elevação de preços e insatisfação dos clientes. Não é bom o que acontece no setor aéreo, com diminuição de rotas e aeronaves. As companhias aéreas, embora todo o controle que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) possa ter, como empresas, visam ao lucro e fazem aquilo que é mais rentável, e aí é muito comum os cancelamentos de vôos, as ausências de justificativas, o desrespeito ao usuário. De outra ordem nós vivemos o paradoxo do crescimento, gerando uma demanda forte e as companhias não conseguem, por que são de um segmento da economia que não tem uma reação muito rápida, colocar mais aviões, aumentar a frota e tudo mais. Esse paradoxo é uma grande ameaça ao setor e nós temos que protegê-lo. Como empresários do setor de eventos, uma atividade que depende muito do avião, vemos o risco de a Anac liberar as tarifas aéreas, possibilitando que companhias aéreas entrangeiras venham para cá.

M&E - Que risco é esse?

João Moreira - Essas companhias são altamente capitalizadas. Diferentes da nossa capitalização, lá elas têm custos em dólar e receita em dólar, aqui nós temos custos em dólar e receita em real. O custo de uma companhia aérea com equipamentos nos Estados Unidos é em torno de 3% a 4%, no Brasil é de quase 25%. As companhias brasileiras são obrigadas a deixar dinheiro parado, uma vez que a liberação dessas importações são complexas e demoradas. Mas se permitirmos liberar o céu às companhias áreas internacionais, quebraria o mercado brasileiro. Uma companhia aérea americana, cujo faturamento para voar para a América Latina é de 1%, se decidir voar durante um ano com passagem de graça, ou US$ 1, para ir e para voltar, mexe em apenas 1% no seu faturamento. Temos que nos indignar com isso. O serviço aéreo não está bom, a administração aeroportuária não está boa. Temos que privatizar a Infraero. O mundo inteiro passa pela privatização dos serviços aeroportuários. Temos que fazer esse debate. Nos aeroportos não há assentos, cadeiras dignas, banheiros limpos, chove fora e chove dentro. Mas tudo pode piorar se liberarmos as tarifas e abrirmos o céu para as companhias estrangeiras.

M&E - Diante deste cenário, como você entende a relação de quem é investidor e quem é beneficiário no turismo brasileiro?

João Moreira - Isso é outro assunto grave. Hoje quem investe na promoção turística do Brasil é o governo. Em 2007 foram R$ 173,880 milhões. Se identificarmos qual o efeito multiplicador que isso tem pontualmente em alguns segmentos, significa que cada R$ 1,00 investido pelo Ministério do Turismo permite o faturamento de R$ 74,00. E quem são esses setores? Alimentos, bebidas, comércio, combustível, telefonia fixa, telefonia móvel, energia, cartões de crédito, sistema financeiro. As 92 maiores empresas do país gastaram R$ 34 bilhões em cartões de crédito no ano passado. Se somarmos tudo isso dá bilhões e bilhões de reais que passam pelo sistema financeiro e ninguém investe nada no turismo. Outro exemplo: para as viagens ao exterior é cobrado US$ 36 ao passageiro, US$ 18 vão para a Infraero, para ela prestar esse serviço deficiente que presta, outros US$ 18 vão para o caixa do Tesouro Nacional. Agora, com 3,300 milhões de pessoas pagando US$ 18, são cerca de R$ 100 milhões que o turismo coloca no Tesouro Nacional. Qual o efeito que produz os 43% dos 283.562 automóveis locados para o turismo no Brasil, segundo dados da Abla? As montadoras de automóveis investem no turismo? Não. A indústria do petróleo investe no turismo? Não. A telefonia fixa? Não. A móvel? Não. Colaboram para o Sistema S, mas precisam colaborar mais. A indústria da comida, da bebida, do cafezinho, da roupa, da energia elétrica são beneficiárias. Precisamos ter estrutura e organização para mostrar quem realmente investe no turismo e enfrentar essa questão. No mundo inteiro já existe isso, com as confederações ajudando a pagar a conta do turismo.


Mercado e Eventos

#2 c2500

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Postado 02 de julho de 2008 - 12:32

Ué mais si as proprias companhias brasileiras nao investem em mercados potenciais fora de SP.Espero q venha as estrangeiras mesmo.E faça um estrago que nem a TAP fez.Duvido q a TAM teria voos partindo de SSA,FOR,REC,NAT,CNF,BSB,GIG e GRU td d uma vez para Europa.Torço para q Delta,United,Continental venha a investir forte em outros mercados..

#3 PedruMacedo

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Postado 02 de julho de 2008 - 13:59

QUOTE(c2500 @ Jul 2 2008, 12:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ué mais si as proprias companhias brasileiras nao investem em mercados potenciais fora de SP.Espero q venha as estrangeiras mesmo.E faça um estrago que nem a TAP fez.Duvido q a TAM teria voos partindo de SSA,FOR,REC,NAT,CNF,BSB,GIG e GRU td d uma vez para Europa.Torço para q Delta,United,Continental venha a investir forte em outros mercados..



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#4 747SBKP

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Postado 02 de julho de 2008 - 14:06

O CADE nunca trabalhará tanto!

#5 Abel_BSB

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Postado 02 de julho de 2008 - 14:14

O texto está muito confuso. Ter receitas em Reais e custos em Dólares é o que tem mantido as nossas empresas com razoável saúde financeira desde 2003. Basta lembrar que o QAV subiu no Brasil 35% enquanto que nos EUA esse aumento foi bem maior. Essa diferença é em função da valorização do real. Os custos de leasing estão mais baratos em REAIS hoje pelo mesmo motivo.

Não acredito em demanda maior que oferta aqui pois tenho visto muito avião com loads modestos por onde voo. Como disse o C2500, que venham as internacionais explorar mercados que as nacionais não atendem, é bem melhor para o país. Essa história de reserva de mercado só serve para gerar distorções e privilegiar poucos.

abs



#6 Filipe_Santos

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Postado 02 de julho de 2008 - 15:09

QUOTE
O presidente da Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, João Moreira, aborda nesta entrevista o risco que representa para o país a abertura do céu para a entrada das companhias aéreas estrangeiras. Ele reclama também da atuação da Infraero e sugere sua privatização, seguindo uma tendência mundial.


Para privatizar segue-se a tendência mundial, mas fecha-se o céu para as estrangeiras, ao contrario do mundo em geral?

#7 ANJORJ

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Postado 02 de julho de 2008 - 15:47

Não concordo também que seja um risco ao país. O risco maior é para as companhias brasileiras de perderem dinheiro se não mudarem, porque para nós clientes é ganho. A concorrência assusta somente aos cofres deles, quem sabe assim as nossas companhias nos ofereçam qualidade maior nos serviços e tarifas realmente competitivas. Enquanto não se tem concorrente ninguém pensa em melhorias, todas elas acabam se acomodando com o que tem porque sabem que há demanda.
É sempre bom termos opções...

Abraços
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