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Jobim diz que governo vai revitalizar aviação regional


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#1 C010T3

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Postado 02 de julho de 2008 - 20:29

Jobim diz que governo vai revitalizar aviação regional

Plantão | Publicada em 02/07/2008 às 20h22m
Cristiane Jungblut - O Globo


BRASÍLIA - O miinistro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou nesta quarta-feira que o governo vai adotar medidas para revitalizar a aviação regional no Brasil e estimular vôos para países da América do Sul. Para aumentar o fluxo coma região, a idéia é reduzir e até zerar o valor da taxa de embarque internacional, hoje em US$ 36 e embutida no preço pago pelo passageiro. No caso da aviação regional, Jobim disse que serão adotadas pelo menos três medidas para revitalizar os vôos entre as grandes e as médias e pequenas cidades.

Segundo o ministro, hoje as companhias regionais enfrentam dificuldades, e o número de vôos regionais diminuiu muito. As medidas seriam criar uma cláusula de barreira, impedindo que empresas nacionais façam linhas já exploradas por companhias regionais; dar uma suplementação tarifária às companhias, o que, na prática, significa ajudar financeiramente as companhias regionais quando a linha explorada não for viável economicamente; e pedir aos governadores a desoneração de impostos, principalmente a redução da cobrança do ICMS sobre o querosene de aviação.

Jobim disse que a suplementação tarifária vem sendo discutida há algum tempo, mas que o governo ainda não decidiu se utilizará para isso recursos do próprio orçamento ou se criará uma nova taxa para os passageiros. Todas as medidas serão discutidas numa reunião com as empresas regionais, no próximo dia 16. Antes, no dia 14, haverá um encontro com as aéreas nacionais.

Além de reduzir a taxa de embarque dentro da América do Sul, Jobim disse que é preciso criar novas linhas do Brasil para outros países.

- E esse mínimo pode ser fazer. Queremos uma taxa de embarque diferenciada - disse Jobim.

#2 Landing

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Postado 02 de julho de 2008 - 20:43

se forem revitalizar a regional da mesma forma que [ironia] revitalizaaaaaram [/ironia] a domestica/internacional, deus proteja nossas já pobres cias regionais!

#3 747SBKP

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Postado 02 de julho de 2008 - 20:57

Essa eu pago pra ver.................

#4 Spetsnaz

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Postado 02 de julho de 2008 - 21:15

Mais uma vez as grandes, que tiveram competencia para crescer e os passageiros vao sustentar as ideias mirabolantes do governo...

#5 IluvGIG

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Postado 02 de julho de 2008 - 22:04

QUOTE(Spetsnaz @ Jul 2 2008, 09:15 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais uma vez as grandes, que tiveram competencia para crescer e os passageiros vao sustentar as ideias mirabolantes do governo...


Depende do que façam. Zerar a taxa de embarque para as rotas sul-americanas ajuda mais às cias grandes que a qualquer um.

Ajudar o público regional a acessar as grandes cidades, além de ajudar as companhias regionais, dá mais público para os hubs das grandes companhias. Ponto para elas de novo.

Até certo ponto, alguns incentivos - como a desoneração ou redução de tributos nos aeroportos regionais - pode vir a auxiliar, além das pequenas, as grandes. Se um dia CFB ou MEA for mais viável, a TAM poderia ser valer dos menores impostos para começar serviços como GIG-CFB, CGH-CFB, e BSB-CFB.

O problema mesmo, e o mais provável, é a "mas que o governo ainda não decidiu se utilizará para isso recursos do próprio orçamento ou se criará uma nova taxa para os passageiros. ". Obviamente, é a situação mais propícia a ocorrer.

Fora isso, não vejo muita participação das grandes nesse aspecto. Incentivar a aviação regional - no caso através da redução de impostos, oferecimento de linhas de crédito, etc - é sempre uma medida bem-vinda.

#6 E195-SDU

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Postado 02 de julho de 2008 - 22:18

Se ele cumprir o que está escrito, será muito bom para os dois setores da aviação...

#7 747SBKP

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Postado 02 de julho de 2008 - 22:35

02/07/2008
Novidades no ar


Você que precisa ou gosta de viajar, anote aí na agenda: o ministro Nelson Jobim prometeu ao presidente, diante de um punhado de ministros e de chefões de estatais, que em um mês vai apresentar um plano para diferenciar as taxas aeroportuárias dos vôos internacionais, reduzindo as dos vôos para a América do Sul.

A reunião foi na quarta, 25/06. O plano, com uns diazinhos de colher-de-chá para o ministro, tem de sair da promessa para o papel até 31 de julho. Ele concordou plenamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e com os representantes do Itamaraty em que não é razoável o sujeito que viaja para Buenos Aires, aqui ao lado, pagar a mesma taxa que o outro que vai para Tóquio, do outro lado do mundo.

Hoje, a taxa de embarque internacional é unificada em US$ 36 (em torno de R$ 60) no Rio e em São Paulo. Proporcionalmente, significa que o passageiro para Buenos Aires morre às vezes em até um quarto da passagem para pagar a taxa, enquanto o que vai para Tóquio só paga 2%.

Como a política externa brasileira repete feito papagaio que a prioridade é a América do Sul, o mínimo que se espera são estímulos e privilégios para a comunicação, inclusive física, entre os países da região. A taxa unificada é o antiestímulo. E há vários outros.

Quer ver? Como justificar que o cidadão argentino, paraguaio ou venezuelano tenha de enfrentar as mesmas filas dos europeus e norte-americanos no Galeão ou em Cumbica? E como falar em integração, com tantas escalas e conexões para voar de qualquer canto do Brasil para Quito ou Bogotá?

Com o duopólio da TAM e da Gol, é hora de facilitar e incentivar a criação de companhias e de vôos regionais, inclusive com subsídios (palavrinha que o pessoal da economia odeia...) Aliás, vôos regionais não só para fora, mas também dentro do próprio país. O desemprego cai, a renda aumenta, e o brasileiro (inclusive do Norte e do Centro-Oeste, muito mal assistido) quer e agora pode viajar. Que haja ofertas de vôo para ele. E com preços acessíveis, claro.

É esse pacote que Nelson Jobim vem discutindo com Anac, Infraero, FAB e companhias aéreas, está sendo submetido ao Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil, com a participação de uma penca de ministros) e será enviado ao Planalto.

Junto com ele, também deverão vir novidades para estimular o financiamento privado de aeroportos e pistas, um outro pepino da aviação brasileira. Mas isso é uma outra história...

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

E-mail: elianec@uol.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata...81u418521.shtml






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