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Condições da pista levaram ao acidente em Congonhas, diz promotor


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#1 Kleber

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Postado 12 de julho de 2008 - 17:39

Condições da pista levaram ao acidente em Congonhas, diz promotor

Piloto pode ter mudado operação devido à pista escorregadia e reverso inoperante.
IC descarta falha mecânica; sete pessoas devem responder por homicídio culposo.

Um ano após o acidente da aeronave da TAM próximo ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, que matou 199 pessoas, os relatórios da Aeronáutica e do Instituto de Criminalística (IC), que apuram as causas da tragédia, ainda não ficaram prontos. Entretanto, investigações acompanhadas pelo Ministério Público de São Paulo apontam que a pista escorregadia do aeroporto e o pouso com um dos reversos (freio aerodinâmico do motor) inoperante podem ter levado o piloto a cometer um equívoco na hora da aterrissagem.


“Dentre os vários fatores que contribuíram (para o acidente), um deles seria o equívoco do posicionamento do manete de aceleração, levando em consideração o sistema inseguro que naquela oportunidade se apresentava”, diz o promotor criminal Mário Luiz Sarrubbo, que vê indício de culpa grave em “sete a dez pessoas”.

O grupo, composto por servidores federais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Infraero (estatal que administra aeroportos), além de funcionários da TAM, pode ser denunciado à Justiça por homicídio culposo (sem intenção), combinado ao crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo, cuja pena varia de um ano e meio a quatro anos de prisão.

A liberação da pista sem o chamado grooving (ranhuras na pista que aumentam a aderência) para aterrissagens em dias chuvosos – à época, pilotos chamavam a pista de “sabonete” – e o pouso do Airbus A320 com um dos reversos inoperante podem ter contribuído para a tragédia, segundo Antônio Nogueira, perito criminal. “Um fator externo ou vários fatores fizeram ele tomar uma decisão errada”, afirma.

Responsável pelo laudo, o engenheiro mecânico descarta a possibilidade de falha mecânica no sistema de manetes. Segundo ele, gráficos elaborados a partir da caixa-preta de dados da aeronave mostram que, no momento do pouso, o manete direito permaneceu acelerando, enquanto o esquerdo passou da posição “idle” (espécie de ponto-morto) e depois para “reverso” (desaceleração).

Denúncia

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas (Cenipa), da Aeronáutica, estima concluir seu relatório no segundo semestre. A coleta de dados já foi encerrada e o Cenipa agora trabalha nas hipóteses do acidente.

O laudo do IC, cujas conclusões também estão sendo elaboradas, deve ser concluído em meados de setembro, segundo estima o perito Antônio Nogueira. A Polícia Civil de São Paulo aguarda a conclusão desse laudo para encerrar o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público, o que o delegado Antonio Carlos Barbosa, do 14º Distrito de Polícia, crê que deve ocorrer em outubro próximo.

O inquérito soma cerca de 13 mil páginas. Foram ouvidas até agora 309 pessoas, dentre elas 37 pilotos. “Há indícios de negligência e imprudência”, diz o delegado. O depoimento de Denise Abreu, ex-diretora da Anac, colhido em Brasília por meio de carta precatória, ainda não chegou à polícia. Também deve ser ouvido fora de São Paulo o ex-diretor-presidente da agência Milton Zuanazzi.

A denúncia à Justiça deve ser apresentada só após a apresentação do relatório da Aeronáutica, segundo o promotor Mário Luiz Sarrubbo. Se aceito, o processo poderá correr na Justiça Federal, porque servidores federais devem ser denunciados.


O acidente

O avião da TAM com 187 pessoas a bordo não conseguiu pousar na pista de Congonhas, atravessou a Avenida Washington Luís e bateu no prédio da TAM Express, onde trabalhavam entre 50 e 60 pessoas no momento da colisão.



Além dos ocupantes do avião, outras 12 pessoas que não estavam no avião morreram, elevando para 199 o número de mortos. A aeronave, um Airbus A 320, vôo JJ 3054, partiu de Porto Alegre às 17h16 de terça-feira (17) e chegou a São Paulo às 18h50.


Fonte: G1

#2 jambock

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Postado 12 de julho de 2008 - 18:29

Meus prezados:
A investigaçao da Policia Civil estah na fase final e o Ministerio Publico tomou sua decisao antes mesmo do fim do inquerito.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/js...&section=67

Editado por jambock, 12 de julho de 2008 - 18:30 .


#3 Mills

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Postado 12 de julho de 2008 - 20:01

Por Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre

O promotor Mario Luiz Sarrubbo informou que 95% do inquérito policial sobre o acidente com o avião da TAM, ocorrido em 17 de julho do ano passado, no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, está concluído. Na maior tragédia da aviação brasileira, morreram 199 pessoas. Segundo Sarrubbo, de 7 a 10 pessoas serão responsabilizadas criminalmente pelo acidente. "Todas pessoas físicas, que teriam algum tipo de responsabilidade criminal", afirmou.

Segundo ele, um ano após o acidente da aeronave da TAM, para finalizar o processo são esperados os laudos do Instituto de Criminalística de São Paulo e o do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). "Quermos também ouvir mais duas pessoas. Se tiver alguma novidade nos laudos, principalmente do Cenipa, porque o do Instituto de Criminalística eu venho acompanhando, podemos chamar mais pessoas para depor. Mas acredito que não."

O promotor não acredita na prescrição da culpa. "Todo mundo está cumprindo com seu papel. Os familiares exigem justiça e justiça rápida. Mas desde o início falei que não poderiam querer pressa na apuração criminal, porque ela ia ser, dentro do possível, rápida, mas não se falava em meses, porque se trata de um acidente aéreo."

Segundo Sarrubbo, a grande maioria das deligências foi feita nos seis primeiros meses. "No final do ano passado, 80% do inquérito estava concluído. No início, fizemos a questão que era mais básica. Agora é uma fase diferente, uma fase em que outras pessoas estão trabalhando. Laudos periciais são demorados, não são simples."

Redação Terra

#4 FCANTERAS

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Postado 12 de julho de 2008 - 20:33

Principalmente nossa amiga charuteira...

#5 Master Captain MD_11

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Postado 13 de julho de 2008 - 00:25

QUOTE
o piloto a cometer um equívoco na hora da aterrissagem


Vão botar a culpa num piloto morto assim fazem para poder proteger os verdadeiros culpados pela tragédia...um morto

não fala, não responde acusação, e não pode exercer sua defesa. É um acobertamento dos verdadeiros culpados pra mim tem dois :

1o. A Infraero, vulgo ataque aéreo sob o comando desse governo incompetente, pois não colocou o gruving na pista e a liberou de qualquer jeito.

2o. O aeroporto de congonhas é condenado mesmo antes do acidente, deveriam ter feito aquele terminal de congonhas em Campinas que conta com uma pista bem maior e mais seca chove-se bem menos lá.

3o. O país já estava em plena crise aérea na época do acidente faltou planejamento desse governo incompetente, deveria-se já ter desviado a maioria dos vôos de congonhas pra Campinas. Faltou montar um gabinete para tomar decisões sobre a crise aérea e desenvolver prevenções. Isto se faz em tempo de guerra e de grandes calamidades e faltou isso ao governo.

Quando na oposição falava-se de tudo agora ficam sem qualquer resposta diante das tragédias, pergunto culpar um morto é a saída ???

Até logo....

Editado por Master Captain MD_11, 13 de julho de 2008 - 00:26 .


#6 Jiló

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Postado 13 de julho de 2008 - 10:11

13/07/2008 - 08h22
Laudo aponta irregularidade em pista de Congonhas
Em São Paulo

A macrotextura do asfalto do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, estava abaixo do padrão mínimo de segurança no dia em que o Airbus A320 da TAM varou a pista principal, matando 199 pessoas. A conclusão consta do laudo feito pela Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (Direng), que esquadrinhou os 1.940 metros da pista nos dias seguintes ao desastre. O teor do documento dos militares é semelhante ao do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal. A maior tragédia da aviação civil brasileira completa um ano na quinta-feira.

Pelo laudo da Direng, a macrotextura (rugosidade que facilita o escoamento de água) da pista tinha, em média, 0,35 milímetro. O mínimo estipulado pela norma IAC 4.302, editada pelo extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), é de 0,5 mm. Embora tenham chegado a outros resultados, peritos federais também concluíram que a macrotextura estava abaixo do recomendado. Foram realizadas duas medições. Na primeira, a média ficou em 0,48 mm. A marca seguinte foi de 0,58 mm. No documento, a PF sugere a interdição das operações até que o problema fosse resolvido. Depois do acidente, com a aplicação de ranhuras, a macrotextura subiu para 1,48 mm.

Para militares da Aeronáutica, a pista de Congonhas foi um dos fatores contribuintes para a tragédia do vôo 3054. O determinante continua sendo o fato de uma das manetes do jato ter permanecido em posição de aceleração. "É provável que os pilotos tenham confundido aquele comportamento estranho da aeronave com uma hidroplanagem", avalia o coronel Ricardo Hein, chefe do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4). "O efeito psicológico contribui para a 'visão de túnel', quando se perde a capacidade de analisar outros fatores."

O acidente da TAM não foi o único em que a suposta deficiência na pista de Congonhas foi citada. Na véspera da tragédia, um avião da Pantanal derrapou ao pousar. O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aponta falhas do piloto e deixa claro que ele teria como corrigir o erro inicial, caso a pista estivesse dentro das especificações.

Os laudos da Direng e da PF divergem de outros relatórios sobre a pista. Os pareceres do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) - contratado pela empresa que reformou a pista em 2007 - e de técnicos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) indicavam que a macrotextura tinha 0,6 mm. O perito Antonio Nogueira Neto, do Instituto de Criminalística de São Paulo, adiantou que contestará o laudo da Direng. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

#7 Gucky

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Postado 13 de julho de 2008 - 10:53


"As mudanças:

O desastre do vôo 3054 levou autoridades e empresas de aviação a aumentarem alguns procedimentos de segurança:

- A TAM determinou que seus aviões não voem mais com reverso pinado, a menos que isso seja autorizado por aval expresso da fabricante, a Airbus.

- O grooving (ranhura) foi instalado na pista de Congonhas.
E se tornou recomendado em todas as pistas curtas usadas por jatos comerciais, com menos de 2 mil metros de extensão (como Congonhas)

- A Airbus passou a fabricar aviões que já incluem alarme sonoro que alerta para posicionamento incorreto dos manetes de aceleração.
Algo que não estava incluído na aeronave que caiu."









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