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[LEILÃO] Safety Cards

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Governo estudou criar um 'Proar' para salvar Varig


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#1 Julio

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Postado 13 de julho de 2008 - 14:08

Governo estudou criar um 'Proar' para salvar Varig

Dom, 13 Jul, 10h00

A Varig era um problema em busca de uma solução desde o início do governo Lula. De 2003 até a venda ao fundo Matlin Patterson, por meio da VarigLog, em leilão judicial em julho de 2006, foram muitas as propostas de solução para a companhia discutidas no governo: fusão com a TAM, intervenção, liquidação extrajudicial, estatização e recuperação judicial. Antes da entrada de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, no caso Varig - como advogado do fundo americano interessado em comprar a empresa -, a proposta que mais ganhou força no governo foi a do chamado "Proar".
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Uma adaptação do Proer, programa de socorro ao sistema financeiro, para o setor aéreo, o Proar chegou muito perto de ser implementado no fim de 2004. Mas as razões que levaram o governo a abandonar a proposta nunca foram bem explicadas. O Proar nasceu no Ministério da Fazenda, como uma idéia do então procurador-geral da Fazenda, Manoel Felipe Rego Brandão - o mesmo procurador afastado por se opor à idéia da não sucessão de dívidas da Varig. A idéia era criar um regime especial temporário que permitisse que a Varig pudesse ser liquidada e a parte boa vendida ao setor privado, garantindo a continuidade das operações e da marca. Foram cerca de três meses de reuniões entre Casa Civil, Fazenda e Defesa, até que se chegou a uma proposta que previa a venda da Varig à TAM e à Gol, por US$ 1 bilhão.

As duas companhias deveriam montar uma terceira empresa para adquirir a parte boa da Varig, em sociedade. A TAM ficaria com as linhas internacionais de longo curso e a Gol, com o mercado doméstico. O dinheiro pago pelas duas empresas estava carimbado: US$ 350 milhões iria para o pagamento das dívidas trabalhistas. O fundo de pensão Aerus receberia outros US$ 350 milhões. E os US$ 300 milhões restantes cobririam o passivo de milhas Smiles e de passagens já pagas e ainda não usadas.

"As duas companhias iam pagar um preço justo pela Varig", lembra um alto executivo do setor envolvido nas negociações. O preço, explica, embutia o valor da marca Varig e também a proteção do regime especial contra a sucessão de dívidas. "A MP tinha tudo para funcionar, como funcionou com os bancos no Brasil, e lá fora com a Swissair e com o Bear Sterns. O que fizeram com o Bear Sterns também foi um Proer." A MP não resolvia uma questão que tampouco foi resolvida com a "solução de mercado" e a venda para o fundo Matlin Patterson. As dívidas com a União, de mais de R$ 5 bilhões, seriam pagas com a ação de defasagem tarifária que a Varig move contra o governo.

A proposta do Proar era defendida pelos então ministros da Fazenda, Antonio Palocci, da Casa Civil, José Dirceu, e da Defesa, José Viegas. Uma medida provisória determinando a liquidação da companhia chegou a ser escrita e ficou muito próxima de ser assinada. Mas, com a saída de Viegas, em novembro de 2004, a proposta perdeu força. Seu substituto, o vice-presidente e novo ministro da Defesa, José Alencar, preferia falar em "solução de mercado". O governo passou então a defender a inclusão do setor aéreo na Lei de Recuperação Judicial, o que ocorreu em junho de 2005. Logo surgiram as propostas da TAP, defendida por Alencar, e do Matlin Patterson. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Yahoo! Notícias http://br.noticias.yahoo.com/s/13072008/25...lvar-varig.html

#2 A345_Leadership

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Postado 13 de julho de 2008 - 15:47

Estão desenterrando notícia que já foi veiculada. Em 2004 a Casa Cívil (leia-se Dirceu) queria que a Tam e a Gol assumissem a Varig, a parte boa, claro.



#3 MulekeMinduim

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Postado 13 de julho de 2008 - 22:02

A questão é:

Teria sido uma solução melhor do que a que foi dada (venda para a laranjada)???

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#4 GIG76

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Postado 14 de julho de 2008 - 17:50

Acho que qualquer coisa que fosse feita num menor espaço de tempo teria sido melhor para a Aviação Comercial Brasileira.

Conforme o tempo foi passando "as estrangeiras" foram se fixando no mercado brasileiro. A Tam , não podia fazer nada , por que não tinha na época , as concessões que estavam presas à Varig.

No mercado nacional, acredito que não iamos passar pelo apagão aéreo . Pelo menos não daquela maneira. Lembremos que uma grande parcela do caos de dezembro de 2006, foi causado pela TAM, que vendeu muito mais assentos do que tinha condições de transportar ... Foi a primeira "alta temporada" sem a Varig no mercado doméstico.

Para a Própria Nova Varig ( com ou sem GOL ) , também teria sido melhor. Pois ainda estava viva no mercado, embora na UTI. Tinha um bom Market Share e com isso mais possibilidades de conseguir se estabelecer como a segunda empresa de aviação do país, ou se "deixassem", quem sabe não seria de novo a primeira.

E para a Glai , não seria esse mico que foi a compra, reinauguração e rapidissímo cancelamento das linhas intercontinentais da da VRG...





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