Fundação Ruben Berta quer anular venda da Varig
Aviação
Seg, 21 de Julho de 2008 12:21
Mais de três anos após ter sido afastada judicialmente da Varig, a FRB (Fundação Ruben Berta), ex-controladora da companhia, articula-se para reconquistar o poder. Isso significa mais do que tentar anular na Justiça a recuperação judicial da Varig antiga (Flex). A FRB quer a Varig - hoje controlada pela Gol - de volta. Antes da recuperação judicial, a fundação tinha 87% da companhia.
Para isso, defende a anulação da venda da VarigLog e considera nulos todos os atos subseqüentes desse negócio, como a venda à Gol. Um eventual retorno da fundação poderá ter o apoio do empresário Nelson Tanure, segundo fontes do setor.
"Entendemos que todos os ativos irregularmente vendidos devem ser reintegrados às empresas em recuperação", responde o presidente do conselho de curadores da fundação, Cesar Curi, ao ser perguntado se queria a Varig de volta. "A fundação tem esperança de que tudo o que foi feito de maneira ilegal seja corrigido. Nós acreditamos na Justiça do Brasil. Dizem que a Justiça tarda, mas não falha. A gente acredita nisso", acrescenta.
Segundo Curi, os advogados da FRB estão preparando uma ofensiva judicial para contestar a manutenção da recuperação judicial da Flex, determinada pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, coordenador desse processo, na quarta-feira. No dia seguinte, vencia o prazo previsto em lei, de dois anos, para o término da reestruturação. Mas Ayoub decidiu pela continuidade até que todas as obrigações da recuperação sejam cumpridas, como o quadro de credores.
Fontes que acompanharam o processo de recuperação judicial da Varig dizem que Tanure, controlador da Gazeta Mercantil, do Jornal do Brasil e da Intelig, teria sondado pessoas que participaram da reestruturação da Varig. O objetivo seria aproveitar a experiência de alguns profissionais para retomar uma investida que foi barrada pelos credores da Varig, em dezembro de 2005.
Naquela época, Tanure, por meio da Docas Investimentos, chegou a comprar 67% do capital da Fundação Ruben Berta Participações (FRB-Par), por US$ 112 milhões, divididos em dez cheques de US$ 11,2 milhões. A Docas chegou a emitir uma espécie de cheque pré-datado, pois o depósito dele estava condicionado à aprovação do negócio pelos credores da Varig, o que não aconteceu.
"Existe uma série de pessoas do passado que tem aparecido para conversar, mas não vou dizer nomes. Seria antiético. Não existe nada assinado", respondeu Curi, ao ser questionado se um eventual retorno da fundação poderia ter o apoio de Tanure. "Não vejo o Tanure há semanas...", acrescentou, perguntado se manteve conversas recentes com o empresário. Representantes de Tanure disseram ontem que "não há nenhum fundamento" na informação.
Curi considera uma "inverdade" apontar a fundação como a principal responsável pela recuperação judicial da Varig, processo que eles tentaram reverter. Isso motivou seu afastamento do controle da companhia, em 15 de dezembro de 2006. "Os erros que a fundação cometeu são insignificantes em relação aos outros. Qualquer instituição erra."
A VarigLog foi vendida como parte do plano de reestruturação da Varig em novembro de 2005 para a Aero-LB, consórcio liderado pela portuguesa TAP, num pacote que incluiu a empresa de manutenção VEM, por US$ 62 milhões. Em janeiro de 2006, a Volo do Brasil, constituída à época pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, comprou a VarigLog por US$ 48,2 milhões. Seis meses depois, a VarigLog comprou a Varig pelo preço mínimo de US$ 24 milhões. Em março do ano passado, a Gol comprou a Varig por US$ 320 milhões.
Agência Estado
fonte> http://www.jornaldeturismo.com.br/noticias...a-da-varig.html
Aviação
Seg, 21 de Julho de 2008 12:21
Mais de três anos após ter sido afastada judicialmente da Varig, a FRB (Fundação Ruben Berta), ex-controladora da companhia, articula-se para reconquistar o poder. Isso significa mais do que tentar anular na Justiça a recuperação judicial da Varig antiga (Flex). A FRB quer a Varig - hoje controlada pela Gol - de volta. Antes da recuperação judicial, a fundação tinha 87% da companhia.
Para isso, defende a anulação da venda da VarigLog e considera nulos todos os atos subseqüentes desse negócio, como a venda à Gol. Um eventual retorno da fundação poderá ter o apoio do empresário Nelson Tanure, segundo fontes do setor.
"Entendemos que todos os ativos irregularmente vendidos devem ser reintegrados às empresas em recuperação", responde o presidente do conselho de curadores da fundação, Cesar Curi, ao ser perguntado se queria a Varig de volta. "A fundação tem esperança de que tudo o que foi feito de maneira ilegal seja corrigido. Nós acreditamos na Justiça do Brasil. Dizem que a Justiça tarda, mas não falha. A gente acredita nisso", acrescenta.
Segundo Curi, os advogados da FRB estão preparando uma ofensiva judicial para contestar a manutenção da recuperação judicial da Flex, determinada pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, coordenador desse processo, na quarta-feira. No dia seguinte, vencia o prazo previsto em lei, de dois anos, para o término da reestruturação. Mas Ayoub decidiu pela continuidade até que todas as obrigações da recuperação sejam cumpridas, como o quadro de credores.
Fontes que acompanharam o processo de recuperação judicial da Varig dizem que Tanure, controlador da Gazeta Mercantil, do Jornal do Brasil e da Intelig, teria sondado pessoas que participaram da reestruturação da Varig. O objetivo seria aproveitar a experiência de alguns profissionais para retomar uma investida que foi barrada pelos credores da Varig, em dezembro de 2005.
Naquela época, Tanure, por meio da Docas Investimentos, chegou a comprar 67% do capital da Fundação Ruben Berta Participações (FRB-Par), por US$ 112 milhões, divididos em dez cheques de US$ 11,2 milhões. A Docas chegou a emitir uma espécie de cheque pré-datado, pois o depósito dele estava condicionado à aprovação do negócio pelos credores da Varig, o que não aconteceu.
"Existe uma série de pessoas do passado que tem aparecido para conversar, mas não vou dizer nomes. Seria antiético. Não existe nada assinado", respondeu Curi, ao ser questionado se um eventual retorno da fundação poderia ter o apoio de Tanure. "Não vejo o Tanure há semanas...", acrescentou, perguntado se manteve conversas recentes com o empresário. Representantes de Tanure disseram ontem que "não há nenhum fundamento" na informação.
Curi considera uma "inverdade" apontar a fundação como a principal responsável pela recuperação judicial da Varig, processo que eles tentaram reverter. Isso motivou seu afastamento do controle da companhia, em 15 de dezembro de 2006. "Os erros que a fundação cometeu são insignificantes em relação aos outros. Qualquer instituição erra."
A VarigLog foi vendida como parte do plano de reestruturação da Varig em novembro de 2005 para a Aero-LB, consórcio liderado pela portuguesa TAP, num pacote que incluiu a empresa de manutenção VEM, por US$ 62 milhões. Em janeiro de 2006, a Volo do Brasil, constituída à época pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, comprou a VarigLog por US$ 48,2 milhões. Seis meses depois, a VarigLog comprou a Varig pelo preço mínimo de US$ 24 milhões. Em março do ano passado, a Gol comprou a Varig por US$ 320 milhões.
Agência Estado
fonte> http://www.jornaldeturismo.com.br/noticias...a-da-varig.html



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