É errado culpar a especulação por alta de passagens
por: marceloambrosio
A análise saiu na Economist, minha revista favorita. E, para variar, é de uma precisão ferina. Segundo a revista, a campanha das companhias culpando uma eventual especulação pela alta dos preços de petróleo é uma busca por um bode expiatório. A publicação se referia a uma carta assinada por 12 CEOs de companhias aéreas americanas, encaminhada ao Congresso, na qual todos clamam por uma ação contra o mercado especulativo que ameaça todo o setor.
Como de costume, a Economist (que previu a crise imobiliária com os subprime pelo menos seis meses antes) afirma que o volume de dinheiro investido na especulação - o mercado futuro - é relativamente pequeno em relação ao cômputo global do mercado. Seriam apenas 12% dos contratos negociados na NIMEX e teriam um valor equivalente a apenas 2% do consumo de petróleo em todo o mundo.
De uma forma geral, o que o artigo quer dizer é que a crise depende da forma como as companhias são gerenciadas. Querer que o efeito as iguale no prejuízo é uma forma de esconder erros grosseiros de planejamento. Um exemplo é a própria United: a despeito de ter entre os seus altos executivos um ex-funcionário da Texaco, a companhia não soube montar um plano de negócios considerando as flutuações do preço. Quando emergiu da concordata, o negócio na companhia se baseou em pouco realistas US$ 50 o barril, quando já era negociado a US$ 65. De lá para cá, o preço só fez subir.
[06:00] 23/07
fonte> http://www.jblog.com.br/slot.php?itemid=9311
por: marceloambrosio
A análise saiu na Economist, minha revista favorita. E, para variar, é de uma precisão ferina. Segundo a revista, a campanha das companhias culpando uma eventual especulação pela alta dos preços de petróleo é uma busca por um bode expiatório. A publicação se referia a uma carta assinada por 12 CEOs de companhias aéreas americanas, encaminhada ao Congresso, na qual todos clamam por uma ação contra o mercado especulativo que ameaça todo o setor.
Como de costume, a Economist (que previu a crise imobiliária com os subprime pelo menos seis meses antes) afirma que o volume de dinheiro investido na especulação - o mercado futuro - é relativamente pequeno em relação ao cômputo global do mercado. Seriam apenas 12% dos contratos negociados na NIMEX e teriam um valor equivalente a apenas 2% do consumo de petróleo em todo o mundo.
De uma forma geral, o que o artigo quer dizer é que a crise depende da forma como as companhias são gerenciadas. Querer que o efeito as iguale no prejuízo é uma forma de esconder erros grosseiros de planejamento. Um exemplo é a própria United: a despeito de ter entre os seus altos executivos um ex-funcionário da Texaco, a companhia não soube montar um plano de negócios considerando as flutuações do preço. Quando emergiu da concordata, o negócio na companhia se baseou em pouco realistas US$ 50 o barril, quando já era negociado a US$ 65. De lá para cá, o preço só fez subir.
[06:00] 23/07
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