Fonte: Valor Econômico, 31/07/2008 (Caderno B; pág.4)
Depois de colocar no ar a TV Aeroporto há dois anos nas principais salas de embarque do país, mirando um público potencial superior a 40 milhões de pessoas, a J. Chebly, empresa especializada em comunicação "indoors" (em espaços fechados), pretende levar o mesmo sistema de divulgação publicitária a hotéis, bares, restaurantes, postos de gasolina, drogarias e academias de ginástica.
O plano contempla investimento de R$ 5 milhões na instalação de cerca de duas mil telas de LCD em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e Goiânia até julho de 2009. Os primeiros 150 equipamentos entraram em operação nesta semana na capital mineira, em restaurantes e postos de gasolina da rede Ale Combustíveis. Para a produção do conteúdo, que será inteiramente digital, foi constituída uma nova subsidiária da empresa mineira, a JC3D Inovação. A programação, sob a responsabilidade de um equipe formada por 18 profissionais, é veiculada sem áudio e tem duração de uma hora, sendo que 20 minutos são dedicados a peças publicitárias. O restante do tempo é ocupado por noticiário e programas de cultura, esporte e variedades.
Segundo Leonardo Chebly, diretor comercial da J. Chebly, o conteúdo será customizado. "Quem passa por um posto de gasolina demora, em média sete minutos para abastecer o veículo, enquanto quem está em um restaurante permanece pelo menos uma hora. As exigências desses indivíduos são diferentes", diz Chebly.
Com essa nova rede de comunicação, a J. Chebly espera aumentar em 50% o faturamento atual de R$ 9 milhões em dois anos. Atualmente, os aeroportos geram 60% da receita da empresa. Os principais anunciantes são bancos e empresas de telefonia e tecnologia. As peças de promoção publicitária da agência (como painéis, estandes e totens) estão espalhados em 35 aeroportos do país administrados pela Infraero, além dos de Ribeirão Preto (SP) e Porto Seguro (BA).
Nos terminais de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Confins e Vitória, que em 2007 receberam juntos mais de 43 milhões de passageiros, a J. Chebly opera a TV Aeroporto - novo nome da Fly TV. São 95 aparelhos de plasma e LCD em operação. O conteúdo é fornecido por 10 produtoras, abrangendo informações climáticas, negócios, comportamento, moda, cultura, esporte e turismo.
O segmento de mídia rodoviária começou a ser explorado há três anos e já responde por 40% das receitas da J. Chebly, que está presente em 30 terminais de dez Estados (SP, RJ, MG, ES, GO, BA, CE, SE, RS e PA). Os principais anunciantes são empresas dos setores de telefonia e bebidas, além de planos de saúde e faculdades.
Com a constituição da JC3D, a empresa vai vender a possibilidade de os anunciantes usarem imagens tridimensionais. Por enquanto, as ações são direcionadas para atender a demanda de empresas em feiras e eventos, com a instalação de aparelhos de TV para a veiculação de vídeos corporativos e promocionais. Entre os primeiros clientes estão a operadora de telefonia Claro, a construtora InPar e a a fábrica de motores do grupo Fiat.
Nessa área, a JC3D utiliza a tecnologia WOWvx desenvolvida pela Philips e empregada numa nova família de aparelhos que dispensam o uso de lentes especiais pelos telespectadores para visualizarem as imagens tridimensionais. A JC3D foi recentemente credenciada pela Philips como uma das 20 agências no mundo aptas a produzir conteúdo para essa tecnologia. "Temos cinco equipamentos e estamos negociando agora um lote maior para, futuramente, estruturar redes de comunicação em bancos e shopping centers", afirma Leonardo Chebly.
O segmento de marketing "indoors" é pulverizado e está em expansão no Brasil. No ano passado, nove empresas se uniram para criar a Associação Brasileira de Mídia Indoor (Abramid), que já conta hoje com 15 associados. A entidade estima que o setor deve absorver cerca de 5% do investimento publicitário, que no ano passado alcançou R$ 18,9 bilhões.
Depois de colocar no ar a TV Aeroporto há dois anos nas principais salas de embarque do país, mirando um público potencial superior a 40 milhões de pessoas, a J. Chebly, empresa especializada em comunicação "indoors" (em espaços fechados), pretende levar o mesmo sistema de divulgação publicitária a hotéis, bares, restaurantes, postos de gasolina, drogarias e academias de ginástica.
O plano contempla investimento de R$ 5 milhões na instalação de cerca de duas mil telas de LCD em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e Goiânia até julho de 2009. Os primeiros 150 equipamentos entraram em operação nesta semana na capital mineira, em restaurantes e postos de gasolina da rede Ale Combustíveis. Para a produção do conteúdo, que será inteiramente digital, foi constituída uma nova subsidiária da empresa mineira, a JC3D Inovação. A programação, sob a responsabilidade de um equipe formada por 18 profissionais, é veiculada sem áudio e tem duração de uma hora, sendo que 20 minutos são dedicados a peças publicitárias. O restante do tempo é ocupado por noticiário e programas de cultura, esporte e variedades.
Segundo Leonardo Chebly, diretor comercial da J. Chebly, o conteúdo será customizado. "Quem passa por um posto de gasolina demora, em média sete minutos para abastecer o veículo, enquanto quem está em um restaurante permanece pelo menos uma hora. As exigências desses indivíduos são diferentes", diz Chebly.
Com essa nova rede de comunicação, a J. Chebly espera aumentar em 50% o faturamento atual de R$ 9 milhões em dois anos. Atualmente, os aeroportos geram 60% da receita da empresa. Os principais anunciantes são bancos e empresas de telefonia e tecnologia. As peças de promoção publicitária da agência (como painéis, estandes e totens) estão espalhados em 35 aeroportos do país administrados pela Infraero, além dos de Ribeirão Preto (SP) e Porto Seguro (BA).
Nos terminais de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Confins e Vitória, que em 2007 receberam juntos mais de 43 milhões de passageiros, a J. Chebly opera a TV Aeroporto - novo nome da Fly TV. São 95 aparelhos de plasma e LCD em operação. O conteúdo é fornecido por 10 produtoras, abrangendo informações climáticas, negócios, comportamento, moda, cultura, esporte e turismo.
O segmento de mídia rodoviária começou a ser explorado há três anos e já responde por 40% das receitas da J. Chebly, que está presente em 30 terminais de dez Estados (SP, RJ, MG, ES, GO, BA, CE, SE, RS e PA). Os principais anunciantes são empresas dos setores de telefonia e bebidas, além de planos de saúde e faculdades.
Com a constituição da JC3D, a empresa vai vender a possibilidade de os anunciantes usarem imagens tridimensionais. Por enquanto, as ações são direcionadas para atender a demanda de empresas em feiras e eventos, com a instalação de aparelhos de TV para a veiculação de vídeos corporativos e promocionais. Entre os primeiros clientes estão a operadora de telefonia Claro, a construtora InPar e a a fábrica de motores do grupo Fiat.
Nessa área, a JC3D utiliza a tecnologia WOWvx desenvolvida pela Philips e empregada numa nova família de aparelhos que dispensam o uso de lentes especiais pelos telespectadores para visualizarem as imagens tridimensionais. A JC3D foi recentemente credenciada pela Philips como uma das 20 agências no mundo aptas a produzir conteúdo para essa tecnologia. "Temos cinco equipamentos e estamos negociando agora um lote maior para, futuramente, estruturar redes de comunicação em bancos e shopping centers", afirma Leonardo Chebly.
O segmento de marketing "indoors" é pulverizado e está em expansão no Brasil. No ano passado, nove empresas se uniram para criar a Associação Brasileira de Mídia Indoor (Abramid), que já conta hoje com 15 associados. A entidade estima que o setor deve absorver cerca de 5% do investimento publicitário, que no ano passado alcançou R$ 18,9 bilhões.



Este tópico está trancado. =/








