Aeroportos: Infraero quer abrir seu capital
Publicada em 12/08/2008 às 23h37m
O Globo Online
RIO E SÃO PAULO - Um dia depois de o governador Sérgio Cabral dizer que a Infraero deveria "largar o osso" e privatizar o Aeroporto Tom Jobim, o presidente do órgão, Sérgio Gaudenzi, defendeu nesta terça-feira, em São Paulo, a abertura de capital da empresa, que administra os principais aeroportos do país, como informa reportagem nesta quarta-feira pelo jornal O Globo. Segundo ele, o BNDES está elaborando um estudo para encontrar a solução mais adequada. Na avaliação de Gaudenzi, o modelo poderia ser parecido com o da Petrobras, que abriu seu capital, mas continuou sendo administrada pelo governo.
Gaudenzi disse ser contrário à privatização e citou o Tom Jobim como "o calo maior".
- O Tom Jobim passou dez anos entregue às baratas. Essa é a verdade. O terminal 2 não foi finalizado - disse ele, acrescentando que, em 30 dias, deve iniciar a licitação do complemento das obras do terminal 2.
Entidades ligadas ao comércio e ao turismo apoiaram nesta terça a sugestão do governador e disseram que o Tom Jobim causa prejuízos à cidade. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RJ), Luiz Strauss de Campos, a cidade receberia o dobro de turistas se o aeroporto fosse adequado. Para Olavo Monteiro de Carvalho, presidente da Associação Comercial do Rio (ACRJ) e do conselho empresarial do grupo Rio 2016, a solução é privatizar.
Empresa nega atraso nas obras do Santos Dumont
Nesta terça, a Infraero, em nota, afirmou que as obras no Santos Dumont não estão atrasadas. Segundo a empresa, a previsão era acabar as obras em novembro de 2007. Mas o próprio site do órgão, em 2006, informava que "a modernização do Aeroporto Santos Dumont será concluída a tempo do Pan-Americano", realizado em julho de 2007. A nota diz ainda que não houve na reforma, como afirma relatório do TCU, sobrepreço de R$ 16 milhões, que equivaleriam a 60,7% do custo. De acordo com a Infraero, o custo da obra é R$ 334 milhões. O documento do TCU sobre a reforma do aeroporto detectou superfaturamento de 60,7% nos serviços de pavimentação e sinalização das pistas, e não sobre o valor total da obra.
Publicada em 12/08/2008 às 23h37m
O Globo Online
RIO E SÃO PAULO - Um dia depois de o governador Sérgio Cabral dizer que a Infraero deveria "largar o osso" e privatizar o Aeroporto Tom Jobim, o presidente do órgão, Sérgio Gaudenzi, defendeu nesta terça-feira, em São Paulo, a abertura de capital da empresa, que administra os principais aeroportos do país, como informa reportagem nesta quarta-feira pelo jornal O Globo. Segundo ele, o BNDES está elaborando um estudo para encontrar a solução mais adequada. Na avaliação de Gaudenzi, o modelo poderia ser parecido com o da Petrobras, que abriu seu capital, mas continuou sendo administrada pelo governo.
Gaudenzi disse ser contrário à privatização e citou o Tom Jobim como "o calo maior".
- O Tom Jobim passou dez anos entregue às baratas. Essa é a verdade. O terminal 2 não foi finalizado - disse ele, acrescentando que, em 30 dias, deve iniciar a licitação do complemento das obras do terminal 2.
Entidades ligadas ao comércio e ao turismo apoiaram nesta terça a sugestão do governador e disseram que o Tom Jobim causa prejuízos à cidade. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RJ), Luiz Strauss de Campos, a cidade receberia o dobro de turistas se o aeroporto fosse adequado. Para Olavo Monteiro de Carvalho, presidente da Associação Comercial do Rio (ACRJ) e do conselho empresarial do grupo Rio 2016, a solução é privatizar.
Empresa nega atraso nas obras do Santos Dumont
Nesta terça, a Infraero, em nota, afirmou que as obras no Santos Dumont não estão atrasadas. Segundo a empresa, a previsão era acabar as obras em novembro de 2007. Mas o próprio site do órgão, em 2006, informava que "a modernização do Aeroporto Santos Dumont será concluída a tempo do Pan-Americano", realizado em julho de 2007. A nota diz ainda que não houve na reforma, como afirma relatório do TCU, sobrepreço de R$ 16 milhões, que equivaleriam a 60,7% do custo. De acordo com a Infraero, o custo da obra é R$ 334 milhões. O documento do TCU sobre a reforma do aeroporto detectou superfaturamento de 60,7% nos serviços de pavimentação e sinalização das pistas, e não sobre o valor total da obra.



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