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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

EXCLUSIVO: Brasil terá mais vôos para África do Sul (Panrotas)


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#21 thiago_SJK

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Postado 24 de agosto de 2008 - 16:09

Acho que nesse aumento de frequências estão visando o aumento de movimento durante a Copa do Mundo de 2010. O tráfego Brasil-África do Sul está praticamente saturado.

Nessas circunstâncias, propor frequências para outros destinos chega a parecer ridículo (desculpem-me o termo)! Não tem como comparar esse mercado com EUA-China ou Holanda-Índia. Lá, o volume de tráfego permite descentralizar operações. Eu até concordo que precisamos de GIG-MIA, GIG-JFK, GIG-FRA, GIG-LHR, CNF-MIA, BSB-MIA, etc. Mas GIG-JNB e, pior ainda, SSA-JNB são completamente inviáveis! De um volume de comércio (exportações e importações) de US$ 2,2 bilhões em 2007, a Bahia correspondeu a apenas US$ 80 milhões. Com relação ao Rio de Janeiro foi a mesma coisa, enquanto São Paulo, somente em exportações superou os US$ 800 milhões. A verdade é dura, mas a economia e o comércio do país ainda são bastante centralizados. Antes de descentralizar o tráfego aéreo, temos que descentralizar as atividades econômicas. Se a desculpa para a descentralização for desafogar o aeroporto de Guarulhos eu sinto dizer que não adiantará nada pois ao invés de pousar um widebodie vindo do exterior, teremos um A320 vindo do GIG ou de outro aeroporto.

Mesmo que houvesse demanda para o GIG (não pelo O&D Rio-África do Sul, mas principalmente pelas conexões para o resto da África, especialmente a Nigéria), não adiantaria botar apenas algumas frequências semanais, que o avião não superaria o break-even. Não por falta de passageiros necessários para sustentar 3 frequências semanais de A340-200 no médio prazo. Mas porque, por mais que a África tenha recebido cada vez mais brasileiros, o tráfego de negócios ainda é o grande demandante da rota (eu arriscaria dizer que supera 80%), e poucos passageiros que possuem tal perfil esperariam para voar no próximo dia. A maioria iria até GRU fazer conexão e voar no dia desejado. Isso acabaria esvaziando as poucas frequências do GIG, que ficariam apenas com a demanda diária, o que é muito pouco! Numa época em que existia poucas frequências até para vôos domésticos e as conexões eram bastante burocráticas, até fazia sentido colocar 3 frequências por semana aqui, mais 4 frequência ali...Hoje isso não funciona mais assim. É muito mais fácil para a companhia fazer um bom acordo de distribuição de passageiros (a SAA assinou com a Tam) e manter um Staff num único aeroporto do que deixar infra-estrutura operacional ociosa por vário dias da semana.

É por isso que eu acho que é inviável para a SAA abrir outra base no Brasil.

Obs.: os dados foram retirados de http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/

Abraços.





#22 C010T3

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Postado 24 de agosto de 2008 - 16:26

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 04:09 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Acho que nesse aumento de frequências estão visando o aumento de movimento durante a Copa do Mundo de 2010. O tráfego Brasil-África do Sul está praticamente saturado.

Nessas circunstâncias, propor frequências para outros destinos chega a parecer ridículo (desculpem-me o termo)! Não tem como comparar esse mercado com EUA-China ou Holanda-Índia. Lá, o volume de tráfego permite descentralizar operações. Eu até concordo que precisamos de GIG-MIA, GIG-JFK, GIG-FRA, GIG-LHR, CNF-MIA, BSB-MIA, etc. Mas GIG-JNB e, pior ainda, SSA-JNB são completamente inviáveis! De um volume de comércio (exportações e importações) de US$ 2,2 bilhões em 2007, a Bahia correspondeu a apenas US$ 80 milhões. Com relação ao Rio de Janeiro foi a mesma coisa, enquanto São Paulo, somente em exportações superou os US$ 800 milhões.


Eu não que o comércio exterior puro seja um dos melhores indicadores. Mas à parte disso, eu também acho que SSA-JNB não seja viável ainda. Só comentei que SSA-JNB viria bem antes de BSB-JNB. Sobre JNB-GIG, creio que você equivocado, até porque JNB-GRU não vive só de O&D em ambos os lados.

#23 LipeGIG

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Postado 24 de agosto de 2008 - 17:03

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 05:09 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Acho que nesse aumento de frequências estão visando o aumento de movimento durante a Copa do Mundo de 2010. O tráfego Brasil-África do Sul está praticamente saturado.

Nessas circunstâncias, propor frequências para outros destinos chega a parecer ridículo (desculpem-me o termo)! Não tem como comparar esse mercado com EUA-China ou Holanda-Índia. Lá, o volume de tráfego permite descentralizar operações. Eu até concordo que precisamos de GIG-MIA, GIG-JFK, GIG-FRA, GIG-LHR, CNF-MIA, BSB-MIA, etc. Mas GIG-JNB e, pior ainda, SSA-JNB são completamente inviáveis! De um volume de comércio (exportações e importações) de US$ 2,2 bilhões em 2007, a Bahia correspondeu a apenas US$ 80 milhões. Com relação ao Rio de Janeiro foi a mesma coisa, enquanto São Paulo, somente em exportações superou os US$ 800 milhões. A verdade é dura, mas a economia e o comércio do país ainda são bastante centralizados. Antes de descentralizar o tráfego aéreo, temos que descentralizar as atividades econômicas. Se a desculpa para a descentralização for desafogar o aeroporto de Guarulhos eu sinto dizer que não adiantará nada pois ao invés de pousar um widebodie vindo do exterior, teremos um A320 vindo do GIG ou de outro aeroporto.

Mesmo que houvesse demanda para o GIG (não pelo O&D Rio-África do Sul, mas principalmente pelas conexões para o resto da África, especialmente a Nigéria), não adiantaria botar apenas algumas frequências semanais, que o avião não superaria o break-even. Não por falta de passageiros necessários para sustentar 3 frequências semanais de A340-200 no médio prazo. Mas porque, por mais que a África tenha recebido cada vez mais brasileiros, o tráfego de negócios ainda é o grande demandante da rota (eu arriscaria dizer que supera 80%), e poucos passageiros que possuem tal perfil esperariam para voar no próximo dia. A maioria iria até GRU fazer conexão e voar no dia desejado. Isso acabaria esvaziando as poucas frequências do GIG, que ficariam apenas com a demanda diária, o que é muito pouco! Numa época em que existia poucas frequências até para vôos domésticos e as conexões eram bastante burocráticas, até fazia sentido colocar 3 frequências por semana aqui, mais 4 frequência ali...Hoje isso não funciona mais assim. É muito mais fácil para a companhia fazer um bom acordo de distribuição de passageiros (a SAA assinou com a Tam) e manter um Staff num único aeroporto do que deixar infra-estrutura operacional ociosa por vário dias da semana.

É por isso que eu acho que é inviável para a SAA abrir outra base no Brasil.

Obs.: os dados foram retirados de http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/

Abraços.


Não, não é ridiculo ( e aliás é pouco elegante falar em algo ser ridiculo sendo opinião de outra pessoa )

Não tem nada de diferente na Africa do Sul do resto do mundo. Sim SP tem cerca de 37% do comércio exterior mas o resto de um certo país tem merpos 63%
Business nunca vai representar a maioria de uma rota que é passagem para a Ásia e África, e mesmo que o seja, entra no cálculo números imponderáveis que incluem subsidiárias de empresas brasileiras no exterior, filiais e ligadas de multi-nacionais. Em toda rota existe uma participação de VFR de Leisure/Turistas e de Negócios, pode até ser 15% / 15% / 70% mas ela existe.

E se 37% do Business está em um lugar mas olha o que é exportado:

- Miudos e pedaços de Frango - US$ 144 milhões - Destaque certo para SC, GO... mas de GO isso pode ir via filial Santos e ser registrado como exportação de SP (a Petrobras é a 2a maior exportadora de SP e a maior importadora... mas nem precisa pensar muito para saber que o faturamento é feito num dos 11 prédios ocupados pela empresa... bem longe dali....para entender de balança tem que ver nos detalhes.... )
- Automóveis e partes, pelo menos US$ 450 milhões.... será que precisa ficar enviando gente para vender automóvel lá ?
- Fumo - US$ 33 milhões - Rio Grande do Sul !
- Açucar de Cana - US$ 161 milhões - São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco
- Oleo de SOja - US$ 57 milhões
- Motores Elétricos - US$ 13 milhões - WEG ! Santa Catarina
- Motos - US$ 5 milhões - Manaus !
- Proteinas de Soja - US$ 12 milhões - Porto Alegre, RS
- Minerio de Ferro - US$ 33 milhões
- Coque de Petroleo, Alumina, e muito mais fecha a lista

Se Angola (1/5 da economia da Africa do Sul pelo menos) se sustenta com 5x semanais, não posso concordar com seu ponto de vista.

Rota aérea não é ciência exata, tem variável como ser o único vôo do país, como ser a melhor rota para a India, ou do lado da Africa do Sul, a unica rota de JNB para a América do Sul.

E pra encerrar, o Rio está longe de atrair menos turista que qualquer cidade do Brasil, tem uma população de 6 milhões de habitantes na região metropolitana, e se a rota está saturada é por que todo o Brasil tem nela sua melhor opção.
Em miúdos, 2x GRU-JNB e 1x GRU-JNB + 1x GIG-JNB vai provocar o MESMO efeito se você tiver razão na saturação.

#24 thiago_SJK

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Postado 24 de agosto de 2008 - 19:25

Vamos por partes:

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Não tem nada de diferente na Africa do Sul do resto do mundo.

Quando eu comparei o mercado Brasil-África do Sul em relação a Estados Unidos-China e Holanda-Índia, o fiz pura e simplesmente pelas grandes diferenças de dimensões dos mercados. Um não atinge mais do que 100 mil/pax ano e os outros dois são muito maiores do que isso. Nessas circunstâncias, uma descentralização não é só possível como também proveitosa, o que não é o caso de Brasil-África do Sul

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Sim SP tem cerca de 37% do comércio exterior mas o resto de um certo país tem merpos 63%

Não, SP não tem cerca de 37% do comércio exterior brasileiro com a África do Sul, tem muito mais que isso, quase 50%. Os 37% correspondem apenas à parcela de exportações de São Paulo no volume total de comércio exterior (eu ainda coloquei entre parênteses que comércio exterior é igual a exportações mais importações). Os outros estados devem ter, portanto, apenas metade desse comércio.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Business nunca vai representar a maioria de uma rota que é passagem para a Ásia e África, e mesmo que o seja, entra no cálculo números imponderáveis que incluem subsidiárias de empresas brasileiras no exterior, filiais e ligadas de multi-nacionais. Em toda rota existe uma participação de VFR de Leisure/Turistas e de Negócios, pode até ser 15% / 15% / 70% mas ela existe.

Business, especialmente nesse caso, com certeza representa no mínimo 70% da rota. O turista comum quer conhecer destinos sofisticados, que estão a todo tempo nas revistas especializadas no assunto, como a Europa, os Estados Unidos e o Caribe. A África ainda é o destino de uma minoria de brasileiros que viaja à turismo. Na parcela de turismo incluem-se os intercambistas que se dirigem à Austrália pela SAA, que formam um número considerável. De resto, a maioria mesmo é de pessoas que viajam a negócios.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E se 37% do Business está em um lugar mas olha o que é exportado:

- Miudos e pedaços de Frango - US$ 144 milhões - Destaque certo para SC, GO... mas de GO isso pode ir via filial Santos e ser registrado como exportação de SP (a Petrobras é a 2a maior exportadora de SP e a maior importadora... mas nem precisa pensar muito para saber que o faturamento é feito num dos 11 prédios ocupados pela empresa... bem longe dali....para entender de balança tem que ver nos detalhes.... )
- Automóveis e partes, pelo menos US$ 450 milhões.... será que precisa ficar enviando gente para vender automóvel lá ?
- Fumo - US$ 33 milhões - Rio Grande do Sul !
- Açucar de Cana - US$ 161 milhões - São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco
- Oleo de SOja - US$ 57 milhões
- Motores Elétricos - US$ 13 milhões - WEG ! Santa Catarina
- Motos - US$ 5 milhões - Manaus !
- Proteinas de Soja - US$ 12 milhões - Porto Alegre, RS
- Minerio de Ferro - US$ 33 milhões
- Coque de Petroleo, Alumina, e muito mais fecha a lista

Quem estuda um pouquinho de Economia do Setor Público sabe que os dados de comércio exterior da produção de um estado não pode ser repassada para onde as mercadorias entraram/saíram do país. Nesse caso, os dados de São Paulo são mesmo de São Paulo, os que são de Goiás são de Goiás. Mesmo assim, a produção pode até se dar em Goiás, mas onde é que estarão os executivos para fechar os negócios? Em São Paulo. A comparação que você fez com a Petrobrás é interessante, mas se você pegar as 500 maiores empresas do Brasil verá que São Paulo sedia bem mais empresas do que o Rio de Janeiro. São Paulo é o grande centro tomador de decisões do país e o Rio de Janeiro, nesse caso, é apenas uma metrópole secundária.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Se Angola (1/5 da economia da Africa do Sul pelo menos) se sustenta com 5x semanais, não posso concordar com seu ponto de vista.

Rota aérea não é ciência exata, tem variável como ser o único vôo do país, como ser a melhor rota para a India, ou do lado da Africa do Sul, a unica rota de JNB para a América do Sul.

Questões culturais explicam isso, Lipe. A quantidade de imigrantes e estudantes angolanos no país é surpreendente. Aqui mesmo na Unicamp é possível encontrar com vários intercambistas todos os dias e imagino que deva ser assim também na USP, UFRJ, etc. Sem falar nos fortes laços econômicos constituídos (vide Oderbrecht e Petrobrás), derivados também do passado comum que une os dois países. Não é à toa que Angola tenha mais vôos internacontinentais para Portugal (um país minúsculo!) do que para qualquer outro país. Agora, eu não consigo enxergar fortes laços culturais como esse entre Brasil e África do Sul.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 05:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E pra encerrar, o Rio está longe de atrair menos turista que qualquer cidade do Brasil, tem uma população de 6 milhões de habitantes na região metropolitana, e se a rota está saturada é por que todo o Brasil tem nela sua melhor opção.
Em miúdos, 2x GRU-JNB e 1x GRU-JNB + 1x GIG-JNB vai provocar o MESMO efeito se você tiver razão na saturação.

Quando eu digo que a rota está saturada, isso quer dizer que a demanda está estagnada (você mesmo escreveu num post mais antigo que após a entrada da Emirates em GRU os pobs da SAA diminuíram consideravelmente).

E continuo achando que não existe demanda para vôos GIG-JNB no momento. E digo mais: o Rio de Janeiro não é o "umbigo do mundo".




#25 C010T3

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Postado 24 de agosto de 2008 - 19:54

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 07:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
O turista comum quer conhecer destinos sofisticados, que estão a todo tempo nas revistas especializadas no assunto, como a Europa, os Estados Unidos e o Caribe. A África ainda é o destino de uma minoria de brasileiros que viaja à turismo. Na parcela de turismo incluem-se os intercambistas que se dirigem à Austrália pela SAA, que formam um número considerável. De resto, a maioria mesmo é de pessoas que viajam a negócios.


O "turista comum" e "destino sofisticado" não batem. A África do Sul pode ser um destino bem sofisticado, assim como vários outros destinos africanos. Se a África do Sul não está no roteiro dos brasileiros é por puro preconceito e/ou desconhecimento, uma vez que é relativamente próxima. Admira-me o fato de você ter formulado essa frase infeliz.

#26 LipeGIG

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Postado 24 de agosto de 2008 - 20:43

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quando eu comparei o mercado Brasil-África do Sul em relação a Estados Unidos-China e Holanda-Índia, o fiz pura e simplesmente pelas grandes diferenças de dimensões dos mercados. Um não atinge mais do que 100 mil/pax ano e os outros dois são muito maiores do que isso. Nessas circunstâncias, uma descentralização não é só possível como também proveitosa, o que não é o caso de Brasil-África do Sul


EUA é muito maior sem dúvida, e tem $$$. Os outros, não vejo diferença. Holanda e Africa do Sul não são muito diferentes e se for para comparar tamanho, o mercado Chinês seria imbatível, e não é.


QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Não, SP não tem cerca de 37% do comércio exterior brasileiro com a África do Sul, tem muito mais que isso, quase 50%. Os 37% correspondem apenas à parcela de exportações de São Paulo no volume total de comércio exterior (eu ainda coloquei entre parênteses que comércio exterior é igual a exportações mais importações). Os outros estados devem ter, portanto, apenas metade desse comércio.


Uma vez mais, exportação e importação pelo site do MDIC não quer dizer nada. Se você pesquisar vai ver que tem umas 10 Gerdau com 10 endereços diferentes.

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Business, especialmente nesse caso, com certeza representa no mínimo 70% da rota. O turista comum quer conhecer destinos sofisticados, que estão a todo tempo nas revistas especializadas no assunto, como a Europa, os Estados Unidos e o Caribe. A África ainda é o destino de uma minoria de brasileiros que viaja à turismo. Na parcela de turismo incluem-se os intercambistas que se dirigem à Austrália pela SAA, que formam um número considerável. De resto, a maioria mesmo é de pessoas que viajam a negócios.


Você está supondo. E no caso da Africa do Sul, acessar os Estados Unidos requer 1 escala ou um vôo extremamente longo. Caribe demanda posterior conexão, só a Europa está mais perto mas não tem nada no inverno IATA a oferecer.
Entendo que você fala do mercado Brasil-Africa, mas esquece que existe um mercado Africa-Brasil.

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quem estuda um pouquinho de Economia do Setor Público sabe que os dados de comércio exterior da produção de um estado não pode ser repassada para onde as mercadorias entraram/saíram do país. Nesse caso, os dados de São Paulo são mesmo de São Paulo, os que são de Goiás são de Goiás. Mesmo assim, a produção pode até se dar em Goiás, mas onde é que estarão os executivos para fechar os negócios? Em São Paulo. A comparação que você fez com a Petrobrás é interessante, mas se você pegar as 500 maiores empresas do Brasil verá que São Paulo sedia bem mais empresas do que o Rio de Janeiro. São Paulo é o grande centro tomador de decisões do país e o Rio de Janeiro, nesse caso, é apenas uma metrópole secundária.


Você não entendeu minha colocação ou não pareceu interessado em compreender. Não precisa estudar economia do setor público, basta trabalhar com comércio exterior. Eu citei que tem empresa que apesar de exportar via filial a matriz está em outro lugar. O fato de estar numa lista de um estado não quer dizer que isso vá gerar viagem de lá.
O fato de A ou B sediar mais empresas não comprova nada além de dizer que existe demanda. Tem empresa com escritório de 30 pessoas e tem empresa que tem mais de 10 mil no escritório... quem demanda mais viagem .. 100 empresas de 30 ou uma empresa com 10 mil ? Há produtos e mercadorias mais intensivas em mão de obra e contratação de serviços que outros. Os setores de petróleo e financeiro são os maiores agregadores de serviços.
Os maiores geradores de viagens aéreas neste país, atendem pelo nome de Governo Federal, Petrobrás, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Vale e Telemar.
Estes tem operações de grande escala em mais de 5 estados, com posições estratégicas, muita demanda de viagem de técnicos especializados e executivos.

SP tem muita multinacional e bancos, um setor de serviços 2,5x maior que o do Rio... mas em empresas de capital aberto ou nacionais, recomendo verificar a movimentação da Ibovespa e avaliar dentro do Ibovespa o que tem sede fora de SP... tem um estado que sozinho tem mais de 42% do indice, e não é São Paulo. Aliás concentração nefasta... só aparecem 6 estados na lista: São Paulo, Rio, DF, Minas, Bahia (se considerarmos a Braskem) e Rio Grande do Sul

Enfim, indicador tem de todo tipo, uns tem melhor uso outros são péssimos.

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Questões culturais explicam isso, Lipe. A quantidade de imigrantes e estudantes angolanos no país é surpreendente. Aqui mesmo na Unicamp é possível encontrar com vários intercambistas todos os dias e imagino que deva ser assim também na USP, UFRJ, etc. Sem falar nos fortes laços econômicos constituídos (vide Oderbrecht e Petrobrás), derivados também do passado comum que une os dois países. Não é à toa que Angola tenha mais vôos internacontinentais para Portugal (um país minúsculo!) do que para qualquer outro país. Agora, eu não consigo enxergar fortes laços culturais como esse entre Brasil e África do Sul.


Os laços culturais explicam boa parte da relação Brasil x Angola, mas conforme citei, a Africa do Sul tem uma população muito superior a de Angola, e tem na ligação com o Brasil o seu melhor acesso a América do Sul, e muitas vezes uma forma de se chegar a América do Norte. Se Angola tem laços culturais, a Africa do Sul tem a seu favor a posição geográfica do Brasil e o mercado. Assim como o Brasil, a AFrica do Sul é emergente, enfrenta crescente industrialização e passa a ter mais vinculos que Angola pode ter.
Basta ver que Portugal só recentemente subiu na lista de investidores.

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quando eu digo que a rota está saturada, isso quer dizer que a demanda está estagnada (você mesmo escreveu num post mais antigo que após a entrada da Emirates em GRU os pobs da SAA diminuíram consideravelmente).


Obrigado por tornar a questão mais clara. Saturado é algo em excesso, e pode ser tanto oferta quanto demanda.

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 08:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E continuo achando que não existe demanda para vôos GIG-JNB no momento. E digo mais: o Rio de Janeiro não é o "umbigo do mundo".


Nenhum lugar é o umbigo do mundo e ninguém aqui disse o contrário. Eu só acredito que exista demanda para GIG-JNB e pronto.
Ah, e nem São Paulo é o único lugar que se faz negócios.

#27 thiago_SJK

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Postado 24 de agosto de 2008 - 22:28

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 08:43 PM) <{POST_SNAPBACK}>
EUA é muito maior sem dúvida, e tem $$$. Os outros, não vejo diferença. Holanda e Africa do Sul não são muito diferentes e se for para comparar tamanho, o mercado Chinês seria imbatível, e não é.

As comparações que você fez não têm qualquer semelhança com o mercado Brasil-África do Sul, que é muito menor. Além disso, não foram feitas isoladamente como agora, mas no conjunto dos mercados envolvidos. Estados Unidos-China não há o que falar; é um mercado de dimensões colossais. Holanda-Índia pode parecer algo pequeno, mas não se esqueça que a Holanda é o grande entreposto comercial da Europa, muito maior economicamente que a África do Sul.


QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 08:43 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Uma vez mais, exportação e importação pelo site do MDIC não quer dizer nada. Se você pesquisar vai ver que tem umas 10 Gerdau com 10 endereços diferentes.

Pode não ser o único dado a ser analisado, mas não se pode dizer que não é importante. Mesmo assim, conforme você está dizendo, podemos supor que grande parte das negociações envolvendo as empresas que são contabilizadas em outros estados acabam ocorrendo em suas respectivas sedes. Não é o caso da Gerdau, mas isso acaba favorecendo São Paulo e, em bem menor escala, o Rio de Janeiro.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 08:43 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Você está supondo. E no caso da Africa do Sul, acessar os Estados Unidos requer 1 escala ou um vôo extremamente longo. Caribe demanda posterior conexão, só a Europa está mais perto mas não tem nada no inverno IATA a oferecer.
Entendo que você fala do mercado Brasil-Africa, mas esquece que existe um mercado Africa-Brasil.

Realmente estou supondo, mas não é o que a gente vive fazendo aqui no fórum?

Mesmo falando de um mercado África-Brasil, o GIG não sustenta um vôo para JNB.

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 08:43 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Você não entendeu minha colocação ou não pareceu interessado em compreender. Não precisa estudar economia do setor público, basta trabalhar com comércio exterior. Eu citei que tem empresa que apesar de exportar via filial a matriz está em outro lugar. O fato de estar numa lista de um estado não quer dizer que isso vá gerar viagem de lá.
O fato de A ou B sediar mais empresas não comprova nada além de dizer que existe demanda. Tem empresa com escritório de 30 pessoas e tem empresa que tem mais de 10 mil no escritório... quem demanda mais viagem .. 100 empresas de 30 ou uma empresa com 10 mil ? Há produtos e mercadorias mais intensivas em mão de obra e contratação de serviços que outros. Os setores de petróleo e financeiro são os maiores agregadores de serviços.
Os maiores geradores de viagens aéreas neste país, atendem pelo nome de Governo Federal, Petrobrás, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Vale e Telemar.
Estes tem operações de grande escala em mais de 5 estados, com posições estratégicas, muita demanda de viagem de técnicos especializados e executivos.

SP tem muita multinacional e bancos, um setor de serviços 2,5x maior que o do Rio... mas em empresas de capital aberto ou nacionais, recomendo verificar a movimentação da Ibovespa e avaliar dentro do Ibovespa o que tem sede fora de SP... tem um estado que sozinho tem mais de 42% do indice, e não é São Paulo. Aliás concentração nefasta... só aparecem 6 estados na lista: São Paulo, Rio, DF, Minas, Bahia (se considerarmos a Braskem) e Rio Grande do Sul

Enfim, indicador tem de todo tipo, uns tem melhor uso outros são péssimos.

Lipe, se para fazer uma venda de US$ 1 milhão uma empresa precisa fazer duas viagens, por exemplo, não necessariamente outra empresa que queira fazer uma venda de US$ 100 milhões precisará fazer 200 viagens. É por isso que eu acho que as médias empresas, em conjunto, podem ser responsáveis por uma demanda muito maior do que as grandes empresas. Não é uma função linear, mas uma curva. Se fosse da forma como você está falando, metade dos assentos das aeronaves seriam first/business.

Quanto aos índices, os dados do MDIC são muito mais abrangentes do que o Ibovespa, principalmente em se tratando de comércio exterior. Enquanto nos primeiros constam os dados de todas as empresas exportadoras e importadoras (valor, país de destino/origem, etc.), no segundo estão incluídas apenas as grandes empresas de capital aberto, muitas das quais focadas apenas no mercado interno (B2W, Pão de Açucar, etc.). Quanto aos 42% do Rio de Janeiro, tire Petrobrás, Vale e Telemar que lá se vai 1/3 do índice e 3/4 da participação do estado. Mais interessante é notar que todas são ex-estatais (será que as empresas que nascem da livre iniciativa não acham que o Rio de Janeiro tenha um ambiente favorável para negócios?).


QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 08:43 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Os laços culturais explicam boa parte da relação Brasil x Angola, mas conforme citei, a Africa do Sul tem uma população muito superior a de Angola, e tem na ligação com o Brasil o seu melhor acesso a América do Sul, e muitas vezes uma forma de se chegar a América do Norte. Se Angola tem laços culturais, a Africa do Sul tem a seu favor a posição geográfica do Brasil e o mercado. Assim como o Brasil, a AFrica do Sul é emergente, enfrenta crescente industrialização e passa a ter mais vinculos que Angola pode ter.
Basta ver que Portugal só recentemente subiu na lista de investidores.

Nesse ponto eu concordo inteiramente com você, mas não adianta "colocar o carro a frente dos bois" ou "a oferta a frente da demanda". A empresa mal consegue encher um A340-200 para GRU, com todo seu O&D e melhores opções de conexões para as 3 Américas, vai colocar frequências para o GIG?

Editado por thiago_SJK, 24 de agosto de 2008 - 22:30 .


#28 LipeGIG

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Postado 24 de agosto de 2008 - 22:39


Resumindo... Você acha que não tem mercado, eu acho que tem.

Além de ex-estatais, tem empresas como Souza Cruz, Ultra Participações, Lojas Americanas e TIM Participações, que nunca foram do governo. E qual o problema da Petrobrás estar no Rio se mais de 80% do petróleo lá é extraído ?

E sobre o fato de não ter ambiente favorável, acho que não vou precisar discutir isso.





#29 Joseph

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Postado 25 de agosto de 2008 - 00:28

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 10:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
As comparações que você fez não têm qualquer semelhança com o mercado Brasil-África do Sul, que é muito menor. Além disso, não foram feitas isoladamente como agora, mas no conjunto dos mercados envolvidos. Estados Unidos-China não há o que falar; é um mercado de dimensões colossais. Holanda-Índia pode parecer algo pequeno, mas não se esqueça que a Holanda é o grande entreposto comercial da Europa, muito maior economicamente que a África do Sul.



Pode não ser o único dado a ser analisado, mas não se pode dizer que não é importante. Mesmo assim, conforme você está dizendo, podemos supor que grande parte das negociações envolvendo as empresas que são contabilizadas em outros estados acabam ocorrendo em suas respectivas sedes. Não é o caso da Gerdau, mas isso acaba favorecendo São Paulo e, em bem menor escala, o Rio de Janeiro.


Realmente estou supondo, mas não é o que a gente vive fazendo aqui no fórum?

Mesmo falando de um mercado África-Brasil, o GIG não sustenta um vôo para JNB.


Lipe, se para fazer uma venda de US$ 1 milhão uma empresa precisa fazer duas viagens, por exemplo, não necessariamente outra empresa que queira fazer uma venda de US$ 100 milhões precisará fazer 200 viagens. É por isso que eu acho que as médias empresas, em conjunto, podem ser responsáveis por uma demanda muito maior do que as grandes empresas. Não é uma função linear, mas uma curva. Se fosse da forma como você está falando, metade dos assentos das aeronaves seriam first/business.

Quanto aos índices, os dados do MDIC são muito mais abrangentes do que o Ibovespa, principalmente em se tratando de comércio exterior. Enquanto nos primeiros constam os dados de todas as empresas exportadoras e importadoras (valor, país de destino/origem, etc.), no segundo estão incluídas apenas as grandes empresas de capital aberto, muitas das quais focadas apenas no mercado interno (B2W, Pão de Açucar, etc.). Quanto aos 42% do Rio de Janeiro, tire Petrobrás, Vale e Telemar que lá se vai 1/3 do índice e 3/4 da participação do estado. Mais interessante é notar que todas são ex-estatais (será que as empresas que nascem da livre iniciativa não acham que o Rio de Janeiro tenha um ambiente favorável para negócios?).



Nesse ponto eu concordo inteiramente com você, mas não adianta "colocar o carro a frente dos bois" ou "a oferta a frente da demanda". A empresa mal consegue encher um A340-200 para GRU, com todo seu O&D e melhores opções de conexões para as 3 Américas, vai colocar frequências para o GIG?



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#30 C010T3

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Postado 25 de agosto de 2008 - 00:37

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 24 2008, 10:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Nesse ponto eu concordo inteiramente com você, mas não adianta "colocar o carro a frente dos bois" ou "a oferta a frente da demanda". A empresa mal consegue encher um A340-200 para GRU, com todo seu O&D e melhores opções de conexões para as 3 Américas, vai colocar frequências para o GIG?


Então, você conclui que essa notícia a qual o Panrotas deu tanto destaque e ainda anunciou como exclusiva é bogus.

#31 E175

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Postado 25 de agosto de 2008 - 00:42

Bora fazer CNF-GIG-JNB então yesyes.gif


Abraço

#32 thiago_SJK

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Postado 25 de agosto de 2008 - 13:12

QUOTE(C010T3 @ Aug 25 2008, 12:37 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Então, você conclui que essa notícia a qual o Panrotas deu tanto destaque e ainda anunciou como exclusiva é bogus.

É exatamente isso. Veja mais detalhadamente o que o executivo falou (ou o que o Panrotas achou que ele disse):

QUOTE(edussa @ Aug 22 2008, 03:29 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Com os caminhos abertos, a SAA já anuncia seus planos de crescimento. “Vamos iniciar mais uma freqüência diária entre Brasil e África do Sul a partir do começo de 2009”, afirmou Oliveira. No entanto, antes disso, já em 1º de novembro, a companhia muda o seu equipamento na operação que já possui entre São Paulo e Johannesburgo. De acordo com o diretor da companhia, a linha passa a ser operada pelo avião Airbus A-340-600, em substituição ao A-340-200.

As configurações das aeronaves da SAA são:
A340-200: 24C 227Y = 251 assentos;
A340-600: 42C 283Y = 325 assentos;

Atualmente temos uma oferta diária de 251 assentos. Se o que o executivo falou for verdade, a partir do início de 2009 (apenas um semestre, aproximadamente!) a oferta pularia para 576 assentos/dia. Um aumento de quase 130%!!! Será que a demanda cresceu ou vai crescer tanto assim, em tão pouco tempo?

Eu posso até acreditar no upgrade para o A340-600 nesse ano, caso eu esteja errado quanto à saturação da demanda. Mas daí a passar para duas frequências diárias (uma de A340-200 e outra de A340-600) é muita coisa.

Será que o Panrotas não confundiu a data da segunda frequência? Ao invés de começo de 2009 não seria no começo de 2010, ano da Copa do Mundo?

#33 IluvGIG

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Postado 25 de agosto de 2008 - 13:55

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 25 2008, 01:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Será que o Panrotas não confundiu a data da segunda frequência? Ao invés de começo de 2009 não seria no começo de 2010, ano da Copa do Mundo?


Talvez. Ou talvez o upgauge seja sazonal e tenham omitido deliberada ou despropositalmente?

O plano da SAA, se eu bem me lembro, era ter em 2010 3 freqüências diárias. Bom, é quase impossível, vamos admitir. Mas 2 diárias até lá, talvez dê certo.

Editado por IluvGIG, 25 de agosto de 2008 - 13:56 .


#34 _SkyMember_

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Postado 25 de agosto de 2008 - 14:14

QUOTE(thiago_SJK @ Aug 25 2008, 02:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Atualmente temos uma oferta diária de 251 assentos. Se o que o executivo falou for verdade, a partir do início de 2009 (apenas um semestre, aproximadamente!) a oferta pularia para 576 assentos/dia. Um aumento de quase 130%!!! Será que a demanda cresceu ou vai crescer tanto assim, em tão pouco tempo?


Sem contar que o upgrade pro A346, se for levar à ponta da caneta, é como se a SAA aumentasse em mais 2 frequências semanais com o A342.

#35 boulosandre

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Postado 25 de agosto de 2008 - 15:13

QUOTE(LipeGIG @ Aug 24 2008, 10:39 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Resumindo... Você acha que não tem mercado, eu acho que tem.

Além de ex-estatais, tem empresas como Souza Cruz, Ultra Participações, Lojas Americanas e TIM Participações, que nunca foram do governo. E qual o problema da Petrobrás estar no Rio se mais de 80% do petróleo lá é extraído ?

E sobre o fato de não ter ambiente favorável, acho que não vou precisar discutir isso.


Nao vou entrar nesta discussao porque o que as cias mais querem eh ganhar dinheiro e, assim que elas verificam que ha demanda e que a rota pode se tornar lucrativa (alem de outras variaveis como preco do petroleo, prioridade de tal cidade no planejamento global, potencial de demanda corporativa, etc etc) ela cria a rota. Basta ver as rotas sendo criadas para varias capitais do Brasil, justamente de acordo com a importancia das cidades (ou seja, o RJ ganhando mais e assim por diante).

So uma correcao acima: a sede do Grupo Ultra, que com as aquisicoes da Texaco e Ipiranga, teve seu faturamento aumentado para quase R$40 bi eh em SP, assim como a sede da Braskem e de toda a diretoria executiva da Odebrecht, tendo obviamente muitos diretores em SSA e na area de construcao no RJ. Meu pai atende a este pessoal na area medica que atua no mundo todo e por isto tenho estas informacoes.
Oficialmente muitas sedes foram registradas em outros estados por causa da situacao do passado, mas a realidade eh outra. Mas isto eh assunto para papo de hangar pois foge do tema aviacao propriamente dito.

Agora SP nao concentra somente a grande maioria dos bancos ou de multinacionais, tambem eh sede de varios grupos gigantes nacionais como o Votorantim, o Ultra, o Bradesco, Itau (que possuem varias empresas em outros segmentos que nao financeiros)...o que ele nao possui sao as sedes das maiores estatais ou ex-estatais (por motivos obvios).

Ainda assim, tenho conviccao que ate 2010, o GIG ganhara frequencias para Africa do Sul nao so pela propria economia deste pais, como JNB como cnx para Asia, Africa e Oceania e obviamente usando o GIG para cnx no Brasil e na Am do Sul, como ocorre no GIG-LAD no momento.





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