Brasília, 04 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao comentar o acidente de ontem com um táxi aéreo no aeroporto de
Congonhas, em São Paulo, informou que pediu às autoridades aeronáuticas que sejam estudados quais tipos de proteção
poderiam ser instalados na pista para evitar desastres com aviões que eventualmente ultrapassem a cabeceira.
Jobim observou que a proteção não pode ser um muro e sim algum outro tipo de mecanismo. O ministro citou a possibilidade de
instalação de uma rede. A uma pergunta sobre a possibilidade de colocação de um concreto poroso no chão da pista para
interromper o percurso do avião, Jobim observou que isso exigiria uma ampliação do comprimento da pista numa área de grande
densidade de edificações.
Já o presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, também citou a possibilidade
de colocação de concreto poroso e a de instalação de uma tela de aço.
Gaudenzi, que conversou com repórteres ao sair do Ministério da Defesa após uma audiência com Jobim, comentou que o
acidente com o táxi aéreo não teve relação com as características da pista. Disse que, embora a apuração das causas do
acidente ainda não tenha sido concluída, o acidente está relacionado a problemas ocorridos com o avião.
Gaudenzi disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem estudos destinados à melhoria da segurança no Aeroporto
de Congonhas. O presidente da Infraero fez, no entanto, a ressalva de que a implantação de medidas de segurança não é algo que
possa ser feito rapidamente.
Fonte: AE



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