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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

70% dos helipontos de SP não têm alvará


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#1 Approach-Air

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Postado 03 de novembro de 2008 - 14:09

SÃO PAULO - A cidade que bate recordes e mais recordes de operações de helicópteros também coleciona números que mostram a falta de regulação e de fiscalização do setor aéreo. Neste domingo, dia de Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, cerca de 400 operações de pousos e decolagens ocorrerão no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, com um total de 800 pessoas transportadas. Será uma operação de vôo a cada 1 minuto e 20 segundos, quase o tempo que se leva para ler apenas dois parágrafos desta reportagem. Para se ter uma idéia desse enxame de helicópteros sobrevoando a cidade, um dia normal tem "apenas" 200 operações em toda a região metropolitana.Há também o outro lado da moeda. A fiscalização dos órgãos competentes para atestar a segurança dos passageiros e da população não tem acompanhado o crescimento anual, de 10%, da frota de helicópteros. Segundo cadastro da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), obtido pelo Estado, dos 272 helipontos de São Paulo apenas 81 estão regulamentados pela Prefeitura. Outros 52 ainda estão sob análise, mas todos os que não possuem hoje o alvará municipal e estiverem irregulares serão alvo de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dentro de duas semanas. Os que não se adequarem às legislações municipal e federal poderão até ser fechados.Há ainda os helipontos "invisíveis" em funcionamento em mansões dentro de áreas estritamente residenciais - como no Morumbi, na zona sul -, que também são totalmente irregulares. A Prefeitura e a Anac intensificaram o controle sobre o funcionamento dos helipontos da cidade no início deste ano. Uma das ações levou ao fechamento do heliponto da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que há mais de 30 anos operava sem autorização. "Somos obrigados por lei a cumprir todas as legislações", explica um funcionário da Anac ouvido pela reportagem. "Se a Prefeitura nos disser que determinado heliponto está irregular, temos de fechá-lo, mesmo que seja possível fazer adaptações operacionais de emergência", argumentou.Equipamentos estratégicos para resolver os problemas de trânsito e segurança dos executivos paulistanos, os helipontos se multiplicaram pela cidade desde o começo da década e viraram item essencial nas vendas de escritórios em condomínios comerciais. Em 2001 eram 109; em 2004, 182. Em São Paulo existem hoje quase 450 helicópteros, 50% da frota nacional, e pelo menos 350 deles cruzam os céus da capital regularmente. O Plano Diretor de São Paulo, que entrou em vigor em 2002, exigia que a administração municipal apresentasse à Câmara, no prazo de um ano, projeto de lei regulamentando a instalação dos helipontos. Seis anos depois, a Secretaria de Planejamento ainda está elaborando um projeto de lei com esse objetivo.

http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp271105,0.htm



#2 Cmte. Vieitez

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Postado 03 de novembro de 2008 - 23:26

Não vejo o que a falta do alvará com a prefeitura pode interferir na segurança do vôo.
Alvará é um documento do governo municipal... a única problemática é a evasão de impostos municipais.

O único ponto da reportagem que é preocupante é o número de helipontos "invisíveis"... em mansões na cidade.
Estes sim não são fiscalizados pela ANAC... e se quando é fiscalizado, já pode ser perigoso... imagina sem fiscalização.

#3 cae

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Postado 04 de novembro de 2008 - 01:11

QUOTE(Cmte. Vieitez @ Nov 4 2008, 12:26 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Não vejo o que a falta do alvará com a prefeitura pode interferir na segurança do vôo.
Alvará é um documento do governo municipal... a única problemática é a evasão de impostos municipais.

O único ponto da reportagem que é preocupante é o número de helipontos "invisíveis"... em mansões na cidade.
Estes sim não são fiscalizados pela ANAC... e se quando é fiscalizado, já pode ser perigoso... imagina sem fiscalização.

O problema e que mesmo irregular,geralmente se resolve com $$$...e quem tem heliponto em casa tem $$$ sobrando...e so "comprar"a regularizacao!

#4 Renan - SAO

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Postado 04 de novembro de 2008 - 10:45

O problema dos helipontos irregulares é que, pelo que me parece, exigem uma distancia mínima entre eles, e, principalmente nos edifícios de regiões como a Berrini, isto não acontece, visto que praticamente todos possuem heliponto.

Mas é como o Cae falou, tudo se resolve com $$$, tanto que os prédios foram construídos e receberam o habite-se, e será que ninguém questionou seus helipontos?

Aliás, 30 anos pra descobrir que o heliponto da Santa Casa era irregular? Fala sério, né?

Falando do fim de semana da F1, realmente foi um movimento absurdo. Por algum tempo fiquei na fonia da coordenação de helicópteros e realmente foi um vai e vem absurdo, e olha que era só Agusta, Bell 430, Dauphin e Esquilos, uma festa.

E olha que não eram só os helicópteros de São Paulo, na sexta-feira ouvi dois pilotos pedindo orientação para chegar ao helicidade, o que demontrou que vinham de fora.

Uma curiosidade, no sábado, depois do treino, o tempo fechou e as decolagens de Lagos foram suspensas, ouvi um piloto dizendo pro outro que ele tinha sido o último a decolar e quem ficou ia ter que voltar de van.

#5 *Fênix*

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Postado 04 de novembro de 2008 - 12:24

QUOTE(Renan - SAO @ Nov 4 2008, 11:45 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Falando do fim de semana da F1, realmente foi um movimento absurdo. Por algum tempo fiquei na fonia da coordenação de helicópteros e realmente foi um vai e vem absurdo, e olha que era só Agusta, Bell 430, Dauphin e Esquilos, uma festa.


Helicópteros no GP Brasil de Fórmula 1 em Interlagos :

http://forum.contatoradar.com.br/index.php...st&p=343884


#6 lylyanna

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Postado 08 de novembro de 2008 - 00:40

Helipontos irregulares em São Paulo

Há cinco anos, a Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla) deveria ter enviado à Câmara Municipal projeto de lei regulamentando a instalação de helipontos na cidade. Cumpriria, assim, exigência do Plano Diretor, que entrou em vigor em 2002 e deu prazo de 12 meses para a elaboração da proposta. O prazo não foi cumprido porque a Prefeitura e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) discutem quem deve regulamentar a questão. Enquanto se discute, cresce o número de helipontos na cidade, hoje cada vez mais usados como fortes atrativos para a venda de edifícios comerciais e residenciais, sem que seus usuários respeitem horários ou evitem causar transtornos à vizinhança, submetida a níveis de ruído insuportáveis. O barulho dos helicópteros chega a atingir 95 decibéis, quando o limite fixado pela ABNT e pela Lei de Zoneamento é de 70 decibéis. Pelas normas em vigor, o empreendedor que queira instalar um heliponto no topo de um edifício deve obter a aprovação da Anac - responsável pelas normas de segurança de vôo - e uma licença da Prefeitura, que exige que o projeto respeite as normas da Lei de Zoneamento, além da apresentação de estudo de impacto ambiental sobre a vizinhança. As exigências da administração municipal, no entanto, têm sido ignoradas. A Secretaria de Planejamento do Município registra a existência de 272 helipontos na capital, e apenas 81 estão em situação regular. Outros 52 estão sob análise. Há sete anos, a cidade tinha apenas 109 pontos de pousos e decolagens. É preciso, portanto, que a Anac e a Prefeitura se ponham de acordo, definindo regras claras de homologação e fiscalização dos helipontos, para a maior segurança e tranqüilidade da população.


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