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Azul espera demanda acirrada em seu primeiro ano de operação


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Postado 18 de novembro de 2008 - 13:24

AZUL ESPERA DEMANDA ACIRRADA EM SEU PRIMEIRO ANO DE OPERAÇÃO

São Paulo, 18 - A redução da demanda por transporte aéreo no Brasil no próximo ano, esperada em razão da crise financeira
internacional, deverá acirrar ainda mais a concorrência entre as empresas do setor, segundo avaliação do diretor de marketing
da Azul, Gianfranco Beting. O novo cenário foi decisivo para que a empresa acelerasse seus planos para o País.

O executivo ressalta que o panorama atual é bem diferente do que o mantido na época do planejamento inicial da companhia.
Segundo Beting, já se previa uma concorrência forte, mas com a crise a expectativa é de que a disputa seja ainda maior.
"Empresas jovens, pequenas, com pouca frota e pouca oferta ficam mais vulneráveis aos ataques da concorrência, por isso
resolvemos crescer mais vigorosamente para reduzir nossa exposição", explica.

Dessa forma os planos iniciais de começar a voar em janeiro de 2009 com três aeronaves deram lugar à nova estratégia de
adiantar as operações para dezembro de 2008. A frota, por sua vez, aumenta para cinco aviões, sendo dois recebidos da
JetBlue (190) e três da Embraer (195). A aposta fica por conta de preços menores que os praticados pelos concorrentes atuais
e freqüências sem escalas.

O diretor de marketing da Azul explica que a política de preços baixos deve estimular o tráfego de passageiros que são
sensíveis ao custo da passagem. Além disso, a alta conveniência do serviço, como chamou os vôos diretos que a empresa
pretende oferecer, deve estimular tráfego daqueles que perderam a paciência com as múltiplas conexões e com os atrasos. "A
Azul acha que o Brasil é uma terra de grandes oportunidades e mesmo em um cenário menos favorável há imensas
possibilidades de criar novos passageiros", avalia.

Beting ressalta ainda que a companhia "não quer rachar o mercado" com a sua entrada, mas efetivamente trazer novos
usuários para o sistema. "Preços menores não significarão uma guerra tarifária com viés suicida", afirma. Os planos da Azul
são de iniciar as operações já em meados de dezembro, mas sua efetivação ainda depende da autorização da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac). A companhia escolheu o aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP), como
base inicial de suas operações. A empresa pretende realizar vôos diretos do aeroporto para Porto Alegre, Salvador, Curitiba e
Vitória.

Beting admite que Congonhas é um aeroporto absolutamente impossível de entrar, assim como Pampulha, em Minas Gerais.
Em relação ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ainda há dúvidas. "Nesse início não atuaremos nesses aeroportos por conta
dessas dificuldades", afirma o executivo.

As expectativas em relação à demanda e participação de mercado não são reveladas. O diretor da Azul explica que a
companhia não divulga projeção de market share porque essa é a última das preocupações da empresa. "Será conseqüência
de um trabalho bem feito", avalia.

A aérea também prefere não fazer projeções de demanda para o mercado brasileiro em 2009. Beting justifica que é difícil fazer
projeções antes de iniciar operação. "As empresas que divulgaram projeções já estão em operação e têm mecanismos de
aferição de tráfego e demanda. Estão trabalhando com projeções em cima de reservas, o que lhes dá muito mais acuidade",
explica.

Com novos aviões que deve receber da Embraer, a empresa estima chegar em março de 2009 com pelo menos 10 aeronaves
em operação e encerrar o ano com 16 aviões. Os planos são de iniciar as atividades com aproximadamente 450 funcionários
e elevar o número para mais de 1 mil colaboradores até o final do ano.

Beting garante a empresa já tem financiamento fechado para os aviões que receberá no primeiro ano de operação. Segundo
ele, a empresa não teve dificuldade em conseguir crédito, apesar da crise financeira, e explica que esse cenário é resultado da
seriedade do projeto e das pessoas que estão por trás dele. "Podemos dizer que o financiamento da frota já está
equacionado", afirma.

O diretor admite que o início das operações da companhia aérea será difícil, mas ressalta que a dificuldade deve-se porque
esse é um negócio que começa a fazer sentido quando ganha escala. "Céus turbulentos são comuns a qualquer empresa no
início e já foram mapeados", garante.

Agestado





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