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Cerca de 350 mil turistas estão ilhados em aeroportos na Tailândia


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#1 lylyanna

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Postado 01 de dezembro de 2008 - 15:56

News Release

Cerca de 350 mil turistas estão ilhados em aeroportos na Tailândia

01/12/2008 - 15h35

da France Press


Cerca de 350 mil turistas de todo o mundo estão ilhados nos aeroportos de Bancoc, fechados por manifestantes antigoverno desde a terça-feira passada (25), segundo o ministério do Turismo na Tailândia. Ontem, a Embaixada do Brasil afirmou que os quase de 100 brasileiros no país já estão conseguindo voltar para casa.

"Ficarei muito mais feliz quando ver a pista de decolagem", afirmou o australiano Jason Payne, em uma frase que reflete o sentimento geral entre os turistas nos postos de inscrição em um hotel de luxo.

Uma semana depois do início do bloqueio, o desespero inicial de muitos viajantes deu lugar à resignação e esperança de voltar em breve para casa. No entanto, o registro nos postos de Centara Grand, no principal bairro comercial de Bancoc, é apenas a primeira etapa de uma aventura complexa que levará muitos deles à base naval de U-Tapao, o que representa uma viagem de carro de três horas.

O aeródromo, construído inicialmente para os bombardeiros americanos B-52 nos anos 60, durante a Guerra do Vietnã, permite 40 vôos diários, contra a capacidade de 700 vôos diários do aeroporto internacional Suvarnabhumi de Bancoc, inaugurado em 2006.

Para o turista suíço Andi Moor não importa que o vôo o leve a Frankfurt (Alemanha), ao invés de Zurique (Suíça), desde que consiga deixar a Tailândia. "Quando estivermos na Europa podemos fazer algo. Enquanto estivermos aqui, não podemos fazer nada", disse o suíço.

Os viajantes em Centara citam outros problemas, tais como mães que não conseguem comprar leite para seus bebês, pessoas que não encontram a bagagem ou o passaporte, além de taxistas que cobravam por viagens a U-Tapao mesmo sabendo que a base não permitiria a entrada dos passageiros.

A australiana, Nathalie Thomy, estava no Suvarnabhumi quando os manifestantes ocuparam os aeroportos. Thomy se preparava para viajar depois de uma conferência de comércio de três dias quando os opositores tomaram o controle do terminal de saída. "No alto-falante repetiam 'para sua própria segurança, saia do aeroporto', mas estávamos muito assustados para sair", conta a australiana, cuja empresa havia fretado um vôo de volta a Sydney para os funcionários.


Folha


#2 PR-GGG

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Postado 01 de dezembro de 2008 - 18:18

Explosão no aeroporto de Bangcoc mata 1 e fere 20

Uma pessoa morreu e outras 20 ficaram feridas quando uma bomba explodiu no aeroporto nacional de Bangcoc na manhã desta terça-feira, anunciaram fontes hospitalares.

O atentado no aeroporto Don Mueang aconteceu poucas horas depois de a Aliança do Povo pela Democracia (PAD), que reúne opositores ao governo do primeiro-ministro Somchai Wongsawat, ter encerrado três meses de bloqueio da sede do governo.

Um primeiro balanço listou seis feridos. "Houve um atentado com bomba em Don Mueang pouco depois da meia-noite (15h00 desta segunda-feira, horário de Brasília). Segundo as primeiras informações, seis pessoas ficaram feridas", declarara um porta-voz dos serviços de segurança.

Os manifestantes contrários ao governo tinham decidido deixar a sede do governo devido aos ataques com granadas que mataram duas pessoas e feriram outras dezenas. Eles tinham explicado que reforçariam o bloqueio dos aeroportos de Bangcoc.

Na madrugada desta segunda-feira, um ataque com granadas contra o complexo abrigando os escritórios do primeiro-ministro feriu cerca de 50 pessoas. Ataques deste tipo mataram dois manifestantes no mês passado.

AFP

#3 lylyanna

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Postado 01 de dezembro de 2008 - 19:45

Brasileiros detidos na Tailândia se dizem desamparados

Atualizado às: 01 de dezembro, 2008 - 18h39 GMT (16h39 Brasília)

Marina Wentzel
De Hong Kong para a BBC Brasil


Estima-se que 100 mil estrangeiros estejam presos no país

Membros de um grupo de mais de 50 brasileiros que encerrou um cruzeiro internacional e está há seis dias sem conseguir sair da Tailândia devido a protestos de oposicionistas dizem que estão se sentindo desamparados.

Os brasileiros vieram da China e passariam rapidamente pela cidade antes de retornar para São Paulo num vôo via Hong Kong e Johanesburgo. No entanto, eles ficaram retidos depois que manifestantes do movimento de oposição Aliança Popular pela Democracia invadiram e interditaram dois aeroportos da capital, Bangcoc.

Leia mais na BBC Brasil: Mais de 120 brasileiros estão 'presos' na Tailândia

O grupo está no hotel Dusit, um dos mais nobres da Bangcoc, e inclui mineiros, cariocas, paulistas, paranaenses, maranhenses e brasilienses. Além deles, cerca de outros 70 brasileiros estão sem poder sair do país.

"Estamos nos sentindo desamparados", disse à BBC Brasil o engenheiro aposentado de 65 anos José Vasconcelos Júnior.

Diabético, Vasconcelos viu seu estoque de insulina acabar e teve de ir a um hospital conseguir mais medicação. "Eu tive que ir a um hospital aqui. Você sabe o que é isso?", indagou. "Isso aqui está um caos. É um salve-se-quem-puder."

O aposentado está descontente com a incerteza sobre uma perspectiva de saída do país em breve.

“Estamos que nem bicho acuado. Tem gente chorando, passando mal, isso parece um navio afundando."
(José Vasconcelos Júnior, engenheiro aposentado de 65 anos)

''Desprestigiados''

"Nós vemos muitos grupos de turistas asiáticos e europeus sendo retirados do país, mas nós continuamos aqui”, lamentou o carioca Paulo Souto Maior, analista de tecnologia.

“No nosso hotel mesmo, só hoje saíram pelo menos cinco ônibus de japoneses que deixaram a Tailândia, mas a gente continua esperando. Começamos a nos sentir desprestigiados.”

"Somos reféns da situação", contou à BBC Brasil a médica pediatra de Brasília Maria Magalhães Aguiar. "Era para eu já estar de volta ao Brasil trabalhando, mas estou presa aqui", se queixou.

O grupo de brasileiros gostaria de ser retirado da Tailândia para um destino próximo, como Cingapura ou Hong Kong, de onde poderiam seguir rumo ao Brasil.

A embaixada estuda essa possibilidade, mas uma posição concreta só deverá sair nos próximos dias.

Os brasileiros vêm de diversas partes do mundo, do Japão, da Europa, da África do Sul, por isso não podemos prover um vôo com destino ponta a ponta para eles.

Edgard Telles Ribeiro, embaixador do Brasil em Bangcoc

Segurança

Apesar de se sentirem frustrados com a situação, os brasileiros disseram que estão em um bom hotel e que se sentem razoavelmente seguros.

Eles afirmam que a embaixada está dando "apoio moral", mas gostariam que o Itamaraty providenciasse um vôo fretado para resgatá-los em breve, com os que estão tirando da Tailândia turistas de outras nacionalidades.

Em entrevista à BBC Brasil, o embaixador em Bangcoc, Edgard Telles Ribeiro, afirmou que a possibilidade de alugar um avião ainda não foi descartada, embora isso represente um desafio logístico.

"Os brasileiros vêm de diversas partes do mundo, do Japão, da Europa, da África do Sul, por isso não podemos prover um vôo com destino ponta a ponta para eles", explicou.

Outro problema, segundo Telles Ribeiro, seria o preço do vôo. "Muitos vieram com pacotes turísticos promocionais e nem todo mundo pode pagar uma nova passagem internacional", ponderou.

Na tarde da terça-feira os representantes consulares deverão se reunir com o grupo de brasileiros para discutir uma solução para o impasse que eles estão vivendo.


BBCBrasil






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