Aeroporto de PP pode ser privatizado
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo confirmou, ontem, a intenção do governo em privatizar aeroportos estaduais, incluindo o Adhemar de Barros de Presidente Prudente – administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). O projeto que prevê a abertura de licitação para 31 unidades será, inicialmente, avaliado pelo Comitê Gestor de Parcerias Público Privadas (PPP) e, se aprovado, deve ser discutido em audiência pública.
Para o diretor-adjunto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Pérsio Melem Isaac, a mudança administrativa do aeroporto deve resultar em mais investimentos, eficiência de serviços e outros benefícios para os usuários. Também com opinião favorável, o presidente do Núcleo de Desenvolvimento Regional de Presidente Prudente (Proderpp), Álvaro Barbosa, defende a importância de que, nos editais de concessão, estejam descritas obrigações como investimentos e manutenção em pistas e instalações, e o governo atue como fiscalizador. Repercutindo o assunto, o presidente da Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), William José Périco, ainda acrescenta que “o interessante seria se as concessionárias dos aeroportos fossem empresas ligadas ao setor, como por exemplo, companhias aéreas”, de forma que a familiaridade permitiria a visão de necessidades e investimentos locais.
Conforme a pasta estadual, o projeto da licitação deve ser entregue ao comitê em até 15 dias. Em entrevista à Agência Estado, o secretário estadual de Transportes, Mauro Guilherme Jardim Arce, expôs que a audiência pública deverá ser convocada em janeiro. “A publicação do edital, no entanto, vai depender da repercussão entre os investidores”, acrescentou.
A assessoria explica que a intenção é que os aeroportos sejam agrupados em cinco lotes e cada grupo possua um maior e outros menores. Assim, o vencedor da licitação deve ficar responsável pela administração de cada conjunto. O aeroporto de Prudente é caracterizado como maior, assim como de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.
EXPECTATIVA
Para Isaac, a diferença entre administração pública e privada está na “visão de progresso”. “A visão empresarial considera gestão de custos, competitividade e benefícios atrativos, enquanto a administração pública é muito mais política. Diante disso, vejo a privatização do aeroporto como positiva e espero que traga tecnologias, eficiência, conforto e outras melhorias para os usuários que, atualmente, pagam altas taxas aeroportuárias, mas nem sempre desfrutam de comodidade e ótima prestação de serviços”, analisa.
Barboza também defende o investimento privado, desde que priorize a manutenção de pistas, iluminação, instalações e outras melhorias. “Infelizmente, aeroportos administrados pelo poder público ficam sob a responsabilidade de órgãos, às vezes, ineficientes e que desperdiçam dinheiro, deixando a desejar na prestação de serviços”, opina.
Observando taxas aeroportuárias, qualidade de serviços, situação do setor aéreo brasileiro, o presidente da Aviesp cita os aeroportos internacionais de Dallas e de Chicago, como exemplo de concessões que deram certo. “Esses são administrados por companhias aéreas e confirmam parceria bem sucedida, principalmente pelo fato da concessionária estar diretamente ligada ao setor. Isso seria bastante positivo para o Estado de São Paulo: pessoas do transporte aéreo cuidando do que realmente entendem”, enfatiza.
Périco ainda defende que a concessão seja aplicada gradativamente, como experiência. “Faz-se uma licitação para aeroportos menores, em fluxo de passageiros e aeronaves, e se o resultado for favorável, o projeto pode ser expandido a outros maiores, como o de Guarulhos, por exemplo”, ressalta.
Fonte: EDNÉIA SILVA - DA REDAÇÃO (O Imparcial, jornal local)




Este tópico está trancado. =/








