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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Aeronáutica: transponder do Legacy entrou em stand by


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#1 PR-GGG

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 07:19

O relatório final da Aeronáutica sobre o choque entre um Boeing da Gol e o jato Legacy concluiu que o transponder do Legacy entrou em "stand by" inadvertidamente. O acidente no dia 29 de setembro de 2006 deixou 154 mortos.

O equipamento poderia ter evitado a batida porque aciona um sistema anti-colisão que desvia o avião de qualquer alvo sólido.

A sucessão de erros dos pilotos do Legacy e dos controladores de vôo também é mencionada no documento. Ele foi detalhado em texto e através de uma reconstituição de tudo o que aconteceu com as aeronaves até o momento do choque.

O trabalho tem mais de duas horas e foi feito a partir dos dados recolhidos pelas caixas-pretas das aeronaves.

Redação Terra

#2 Regis

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 09:48

Pilotos do Legacy desligaram o transponder, conclui FAB

Relatório final da Aeronáutica, que não apontará culpados, será apresentado na quarta-feira

Se estivesse operando, o equipamento teria acionado o sistema anti-colisão capaz de desviar o avião de qualquer alvo


ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

O relatório final da Aeronáutica sobre o acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, em 29 de setembro de 2006, com 154 mortos, tem 261 páginas e será apresentado na próxima quarta-feira, esclarecendo a principal e praticamente única dúvida que ainda persistia: o transponder do Legacy foi manuseado de forma errada pelos pilotos e entrou em "stand by" inadvertidamente.
Se estivesse operando normalmente, o equipamento teria evitado o acidente, porque é ele que aciona o TCAS, sistema anti-colisão capaz de desviar o avião de qualquer alvo sólido que esteja à frente, mesmo à revelia dos pilotos.
Seria a última chance de impedir o choque, depois de uma série de erros, desde displicência até falta de comunicação, que o relatório confirma tanto dos pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy, quanto dos controladores do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo) em Brasília e em São José dos Campos (SP), de onde o Legacy decolou para seu primeiro vôo.
A investigação, comandada pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), foi detalhada não só em texto, mas numa reconstituição, minuto a minuto, de tudo o que se passou com os dois aviões até que eles se chocassem em pleno ar, sobre a serra do Cachimbo, em Mato Grosso. Todos os ocupantes do Boeing morreram. O Legacy conseguiu pousar.
O trabalho tem mais de duas horas e foi todo feito com base nos dados das caixas-pretas e dos radares em terra. Já foi mostrado para representantes das famílias, que choraram durante a apresentação no Cenipa e ficaram com uma dúvida: quanto tempo seus parentes demoraram para morrer.
Do momento em que o Legacy cortou parte da asa direita do Boeing até que seus pedaços tocassem o solo, passou-se um minuto e quatro segundos. A caixa-preta parou de gravar os dados técnicos após os primeiros 55 segundos, quando o avião da Gol deu quase 12 voltas sobre si mesmo. Até o chão, foram mais nove segundos.
Com a força da gravidade, além da forte possibilidade de terem batido a cabeça, é improvável que as vítimas tenham sofrido ou tido consciência clara sobre a tragédia.
Um dado que a investigação desprezou foi a eventual existência de voz ou vozes na caixa-preta do Boeing. Conforme a Folha apurou, o Cenipa concluiu que reproduzir vozes seria um sofrimento a mais para as famílias e não contribuiria para as conclusões.
A "animação" é em cima de três telas, uma na vertical, à esquerda, com o mapa e a trajetória dos dois aviões. À direita, há duas telas, a de cima com a movimentação do Legacy e a de baixo, com a do Boeing. A qualquer dúvida, as imagens podem ser interrompidas e confrontadas com as dos radares do Cindacta. O Legacy estava monitorado por cinco desses radares.
A tela do Cindacta 1, de Brasília, mostra claramente que o círculo com uma cruz no meio, que indicava a conexão com o transponder do Legacy, se apaga. Na mesma tela, simultaneamente, pelo menos meia dúzia de outros símbolos assim estavam e continuaram ligados, inclusive de outros dois aviões.
O Legacy estava, àquela altura, a 55 minutos e 18 segundos do exato momento do choque com o Boeing, que vinha em sentido contrário, a partir de Manaus, e na mesma altitude, 37 mil pés. O transponder ficou fora do radar durante todo esse tempo e só foi reaparecer depois do acidente, quando Lepore questiona Paladino e os dois se dão conta de que estava em "stand by". O diálogo está na caixa-preta e é um dos dados mais relevantes do relatório.
O objetivo de conclusões técnicas de acidentes aeronáuticos não é punir e nem mesmo responsabilizar pessoas, mas identificar falhas e produzir recomendações que possam evitar novos acidentes.

Fonte: Folha de S. Paulo- 06/12/08.

#3 Mastercaptain

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 10:35

O fato de o transponder estar em standby não justifica a falta de controle de trafego aéreo.

#4 ricardo uruguay

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 11:00

O controle Brasilia tentou várias vezes contato mas, não obteve resposta do Legacy, estão lembrados? Tudo está gravado.

#5 Comet

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 11:06

QUOTE
O equipamento poderia ter evitado a batida porque aciona um sistema anti-colisão que desvia o avião de qualquer alvo sólido.


Quanta bobagem..........se a lógica de funcionamento do TCAS fosse essa, o acidente não teria ocorrido, já que o B737 da Gol estava com o Transponder acionado e com o TCAS funcionando. Mais uma burrada da nossa "inprença"..........

E como sempre, os jornalistas evidenciando o suposto erro dos pilotos americanos, varrendo para debaixo do tapete a enorme falha cometida pelos controladores de vôo. O TCAS é um equipamento importantíssimo, mas não é mínimo requerido pelo M.E.L. de nenhum tipo de aeronave. Ou seja, se fosse um desses B707 cargueiros que voam na rota de Manaus, e que estivesse com o TCAS inoperante, o acidente teria ocorrido do mesmo jeito......


#6 PR-GGG

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 11:50

ão bastasse a sucessão de erros de pilotos e controladores, que foram derrubando cada uma das barreiras de segurança que poderiam evitar o segundo maior acidente da história da aviação civil brasileira, com 154 mortos, algumas raras coincidências e fatos inesperados contribuíram para a tragédia do Boeing da Gol, segundo relatório a ser apresentado na próxima semana pela Aeronáutica. Após desesperadas tentativas de falar com os controladores de Brasília, a última comunicação que os pilotos do Legacy procuraram fazer com o Cindacta-1 não foi ouvida pelos militares na capital federal porque uma outra aeronave que passava pela região acionou o botão de chamada no mesmo momento.

O problema é que, quando dois rádios acionam esse chamado ao mesmo tempo, nenhum dos dois fala e o receptor também não ouve ninguém. Depois disso, o Legacy não conseguiu mais chamar Brasília porque a freqüência de rádio que estava usando não alcançava mais o Cindacta-1. Na chamada anterior, o piloto do Legacy pediu a Brasília que repetisse as freqüências que deveria passar a usar. O piloto só conseguiu ouvir os três primeiros dígitos da seqüência numérica 123,32 MHz, sem conseguir entender os décimos e centésimos. Quando o Legacy pediu para que a freqüência fosse repetida, Brasília não conseguia mais ouvi-lo.

A Força Aérea Brasileira não busca culpados pelo acidente, mas os fatores que contribuíram para que acontecesse. O objetivo é emitir recomendações para evitar que outras tragédias aconteçam pelos mesmos erros cometidos. Em decorrência do choque do Gol com o Legacy, 65 novas orientações estão sendo encaminhadas a diferentes órgãos ligados à aviação civil, no Brasil e no exterior, para melhorar as condições de segurança dos vôos.

Fonte: O Estado de São Paulo

#7 Landing

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 14:19

QUOTE(ricardo uruguay @ Dec 6 2008, 12:00 PM) <{POST_SNAPBACK}>
O controle Brasilia tentou várias vezes contato mas, não obteve resposta do Legacy, estão lembrados? Tudo está gravado.


O relatorio oficial ainda não saiu. Logo toda informaçao que temos é da imprensa que também falou que a tripulação do legacy também nao teve resposta!

#8 Clipper

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 17:13

QUOTE
O TCAS é um equipamento importantíssimo, mas não é mínimo requerido pelo M.E.L. de nenhum tipo de aeronave.


Caro Comet, em termos. Pode não ser mínimo, mas isso não significa que uma aeronave que voe em determinados espaços aéreos sem TCAS (ou ACAS, dependendo da terminologia) possa fazer isso sem que possua um transponder que forneça informação de altitude, como é o caso na Europa, e que mesmo assim, dentro daquele continente, há diferentes critérios para lidar com o TCAS inoperante. Se não houve alteração, enquanto a quase totalidade dos países europeus adota o prazo de 10 dias para esse equipamento ser reparado, na Alemanha esse limite é de 3 dias, portanto, a leitura do item 34.45.1 da M.E.L. que diz: “If enroute or approach do not require its use”, de uma velha aeronave conhecida nossa, deve satisfazer os critérios em função dos regulamentos de cada localidade. Sair de Bruxelas com esse item pendente por uma semana pode, mas segundo o AIP alemão, na parte GEN 1.5 parágrafo 5, isso é ilegal. Mais uma vez, posso estar desatualizado, porém, gostaria de saber qual é o padrão que o Brasil adota, além daquele que é comum, que é a adoção do TCAS II, que está em vigor em boa parte do mundo.

Em resumo: sem TCAS, mas também sem transponder com modo C? Alguém não cometeu, mesmo que não intencionalmente, uma irregularidade em dado momento, como o controlador, que não observou a falta de informação transponder dessa aeronave, ou por parte operacional dos pilotos, que aparentemente não estavam totalmente alertas, para dizer o mínimo, quanto ao manuseio do equipamento de bordo?

#9 ppjr

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 17:57

Sugiro esperarmos o relatório na quarta e depois de uma análise dele poderemos saber o que foi investigado.

#10 Wind Sand and Stars

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 18:02

QUOTE
um desses B707 cargueiros que voam na rota de Manaus e que estivesse com o TCAS inoperante, o acidente teria ocorrido do mesmo jeito......


TCAS? Que TCAS? poke.gif

#11 José C. Biason

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 18:17


Infelizmente, é mais uma pagina na história da aviação, escrita com sangue. Tomara que todas vidas perdidas no acidente, de alguma forma acabem contribuindo para que no futuro, tal sucessão de erros não aconteça.

JC. Biason


#12 Boeing737

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 18:31

QUOTE(Wind Sand and Stars @ Dec 6 2008, 06:02 PM) <{POST_SNAPBACK}>
TCAS? Que TCAS? poke.gif


O pessoal confunde muito TCAS com transponder....se nesse acidente ao invés do Legacy fosse um desses 707 velhos sem TCAS , mas que o transponder estivesse ligado, o acidente não teria acontecido.
Um transponder funciona SEM um TCAS, mas um TCAS jamais funciona sem um transponder.

abraços

#13 richard

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 21:19

http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=2051
06/12/2008 - 13h40
Nota: Relatório Final Vôo 1907

Com relação às matérias publicadas na imprensa sobre o RELATÓRIO FINAL DO ACIDENTE COM O VÔO 1907, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) esclarece que este documento será apresentado aos familiares das vítimas no dia 10 de dezembro de 2008, às 13h, no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, em Brasília, conforme convite formulado na sexta-feira, ontem, dia 05/12. Somente após cumprir esse compromisso de informar primeiramente aos familiares, o conteúdo será apresentado à imprensa em geral.

Em complemento, este Centro confirma que o CENIPA realizou reunião com familiares das vítimas, no dia 09 de agosto de 2008. No encontro, os familiares viram trechos da reconstituição do acidente, a partir dos registros de dados e de voz das caixas-pretas das aeronaves envolvidas no acidente. Também receberam informações sobre os trabalhos realizados até aquele momento pela Comissão, porém foram informados que as conclusões seriam apresentadas no documento final.

Os principais pontos apresentados na reunião aos familiares, já disponibilizados à imprensa, foram os seguintes:

1) Não foram encontrados erros de projeto ou de integração nos equipamentos de comunicação, transponder e TCAS (anticolisão) da aeronave N600XL (Legacy);

2) Entre os dias 29 e 31 de janeiro, os dois pilotos americanos foram ouvidos, em entrevistas individuais, na sede do NTSB (National Transportation Safety Board), em Washington, nos Estados Unidos. Os pilotos ouviram as 2h de gravação do áudio registrado pela caixa-preta (CVR) da aeronave N600XL e responderam a um longo questionário elaborado pela Comissão de Investigação sobre o acidente;

3) Os pilotos disseram que não realizaram nenhuma ação intencional para a interrupção do funcionamento do transponder e, conseqüentemente, do sistema anticolisão da aeronave, assim como também não perceberam ou recordam de terem feito algo que pudesse ter ocasionado a interrupção, de forma acidental, do funcionamento dos referidos equipamentos;

4) Algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados na ocorrência, o que levou a Comissão a analisar os motivos pelos quais isto ocorreu, com o objetivo de elaborar recomendações de segurança de vôo. As considerações serão prestadas no relatório final;

5) Não se encontrou no acidente indicação de influência de cobertura radar, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de comunicação e vigilância no controle de tráfego aéreo;

6) Informações adicionais sobre a investigação técnica serão prestadas ao final dos trabalhos, com a conclusão do relatório final.

Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Chefe do CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA
Fonte: CECOMSAER


#14 Mastercaptain

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 21:34

QUOTE(richard @ Dec 6 2008, 10:19 PM) <{POST_SNAPBACK}>
http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=2051
06/12/2008 - 13h40
Nota: Relatório Final Vôo 1907


5) Não se encontrou no acidente indicação de influência de cobertura radar, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de comunicação e vigilância no controle de tráfego aéreo;


Fonte: CECOMSAER[/color][/font]


Nós pilotos, sabemos a verdade !

#15 Comet

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Postado 06 de dezembro de 2008 - 22:05

QUOTE
Em resumo: sem TCAS, mas também sem transponder com modo C? Alguém não cometeu, mesmo que não intencionalmente, uma irregularidade em dado momento, como o controlador, que não observou a falta de informação transponder dessa aeronave, ou por parte operacional dos pilotos, que aparentemente não estavam totalmente alertas, para dizer o mínimo, quanto ao manuseio do equipamento de bordo?


Eu só quis evidenciar a tendencia que há entre nossos jornalistas em querer direcionar a responsabilidade do acidente somente no erro cometido pelos pilotos do Legacy. Infelizmente os elos foram se juntando, e o último recurso para evitar a tragédia ficou pro conta do correto funcionamento do transponder e do TCAS.


QUOTE
Nós pilotos, sabemos a verdade !


É verdade................em outubro fiz um fretamento de MIA para VCP, e no limite da FIR Amazonica para a FIR Brasilia, fiquei tentando contato por mais de 5 minutos, tanto nas frequencia de Brasilia quanto nas da Amazonica, sem obter resposta. Foi uma aeronave da Gol que fez uma ponte.............continua tudo como dantes, no quartel de Abrantes......

#16 Bleeds Off

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Postado 07 de dezembro de 2008 - 07:57

QUOTE(Boeing737 @ Dec 6 2008, 07:31 PM) <{POST_SNAPBACK}>
O pessoal confunde muito TCAS com transponder....se nesse acidente ao invés do Legacy fosse um desses 707 velhos sem TCAS , mas que o transponder estivesse ligado, o acidente não teria acontecido.
Um transponder funciona SEM um TCAS, mas um TCAS jamais funciona sem um transponder.

abraços


É isso aí mesmo. Esta corretíssimo. Mas só para lembrar, o maior erro ocorrido, na minha humilde opinião.
Consta que, os pilotos do Legacy, chamaram por diversas vezes o Centro Brasilia via-VHF, certo? E após várias tentativas, em frequências alternadas não obtiveram sucesso, certo?
Pois bem, em todo curso de PP, a gente aprende, que em caso de falha de comunicações, deve-se acionar o transponder em 7600 e penso eu, que esse procedimento obrigatório, não é só aqui no Brasil.
Será que os pilotos do Legacy não sabiam disso?

#17 Comet

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Postado 07 de dezembro de 2008 - 10:50

QUOTE
É isso aí mesmo. Esta corretíssimo. Mas só para lembrar, o maior erro ocorrido, na minha humilde opinião.
Consta que, os pilotos do Legacy, chamaram por diversas vezes o Centro Brasilia via-VHF, certo? E após várias tentativas, em frequências alternadas não obtiveram sucesso, certo?
Pois bem, em todo curso de PP, a gente aprende, que em caso de falha de comunicações, deve-se acionar o transponder em 7600 e penso eu, que esse procedimento obrigatório, não é só aqui no Brasil.
Será que os pilotos do Legacy não sabiam disso?


Eu acho um tanto difícil quantificar os erros e determinar qual foi o maior deles. Além disso, naquela situação, na qual os pilotos do Legacy estavam na frequencia de Brasilia, ouvindo várias transmissões e outras aeronaves, fica um tanto difícil de configurar uma falha de comunicações. Se eles estivessem voando no FL correto, em poucos minutos teriam estabelecido contato com o ACC Amazônico, e o vôo continuaria normalmente. Não podemos esquecer que eles estavam autorizados pelo ACC Brasilia a voar no FL incorreto.

#18 Clipper

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Postado 07 de dezembro de 2008 - 10:52

QUOTE
isso aí mesmo. Esta corretíssimo. Mas só para lembrar, o maior erro ocorrido, na minha humilde opinião.
Consta que, os pilotos do Legacy, chamaram por diversas vezes o Centro Brasilia via-VHF, certo? E após várias tentativas, em frequências alternadas não obtiveram sucesso, certo?
Pois bem, em todo curso de PP, a gente aprende, que em caso de falha de comunicações, deve-se acionar o transponder em 7600 e penso eu, que esse procedimento obrigatório, não é só aqui no Brasil.
Será que os pilotos do Legacy não sabiam disso?


Não, na prática isso não ocorre quando não há contato com determinado órgão de controle, por diversas razões, algumas dela:

Primeiro, enquanto for possível ouvir alguém, ainda existe uma chance de uma ponte (relay).

Segundo, os pilotos devem ter certeza de que o erro não foi cometido por eles. Muitas vezes eles copiam errado determinada freqüência, e depois ficam naquela sensação de vazio, falando sozinhos e pensando que o órgão ATC é que não está ouvindo. Acontece com certa constância uma aeronave chamar um controle em determinada freqüência, mas na verdade foi feita a seleção errada no VHF, sendo utilizada uma freqüência parecida, e depois os tripulantes ficam tentando contato que nem loucos com um controle que nada tem a ver com a área sobrevoada.

Terceiro, os pilotos devem tentar por todos os meios fazer contato com algum órgão ATC, mesmo que não seja aquele que é o responsável pelo setor, usando os demais rádios VHF ou HF, ou data link, via CPDLC, quando for disponível.

Quarto, ao acionar 7600, uma aeronave enviará um sinal para quando for estabelecido contato radar, isso se a aeronave já não estiver sob tal situação, que causará um alerta e, portanto, os órgãos ATC tomarão uma série de iniciativas, entre elas, alterar eventualmente o fluxo de tráfego aéreo em determinada área. Imagine tal situação no meio da Europa.

Quinto, um piloto ao perceber que outras aeronaves estão transmitindo, mas não consegue estabelecer contato, deverá chamar de alguma forma a atenção para sua condição, emitindo um pan-pan, se necessário, para abrir espaço na freqüência.

Sexto, em vários lugares do mundo, muitos precários e outros remotos, é normal ficar vários minutos sem contato rádio, e os buracos negros no nosso espaço aéreo é um típico exemplo. É assim também na área sul das Canárias, subindo com rumo à Europa. É assim no cruzamento do Atlântico Sul, em direção a Angola e outros países africanos da costa oeste. É assim quando no ingresso na FIR Fukuoka procedente de LAX pelo Pacífico. É assim em grande parte da África, e inclusive pode até ocorrer o cruzamento de um determinado país africano inteiro sem comunicação. E isso também pode ocorrer em áreas de alto risco, como na região de Karachi, Lahore e parte do Afeganistão. Então, nesse último caso, nem quero imaginar o que aconteceria se um piloto precipitado acionasse 7600 na área de Kabul. Mas tenho a absoluta certeza de que os controladores americanos que administram aquele país cheio de montanhas e com um monte de terroristas refugiados não pensariam duas vezes para ser acionado um alerta geral, principalmente no atual momento que houve inclusive a emissão de um notam para eventuais mudanças repentinas de aerovias devido a possível ação das forças armadas em certas áreas.

Em resumo, ao acionar qualquer código 7x00, isso deverá ser feito com muita seriedade e certeza. Depois de ter feito o estrago, não adianta vir e apenas pedir desculpas.


#19 ALK

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Postado 07 de dezembro de 2008 - 11:08

QUOTE
Em resumo, ao acionar qualquer código 7x00, isso deverá ser feito com muita seriedade e certeza. Depois de ter feito o estrago, não adianta vir e apenas pedir desculpas.


O voo inteiro deve ser feito com seriedade. Se houver duvida, eh melhor causar um alerta. Quantos acidentes poderiam ter sido evitados se tripulantes nao tivessem exitado em alguma acao? Isso vale para os controladores tambem. Na aviacao nao pode existir duvida e quando se voa no pais dos outros, todo cuidado eh pouco.

E somente uma pergunta: me diz qual estrago pode ser maior que o ocorrido naquela tarde? suicide_anim.gif

Editado por ALK, 07 de dezembro de 2008 - 11:09 .


#20 Clipper

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Postado 07 de dezembro de 2008 - 11:24

QUOTE
E somente uma pergunta: me diz qual estrago pode ser maior que o ocorrido naquela tarde? suicide_anim.gif


Caro ALK, você está misturando estações, tentando justificar o inexplicável. Se conseguíssemos evitar a morte de todos nesse mundo, a Terra teria uma população maior do que o seu espaço útil.

Uma coisa é ter acontecido um erro, isso é fato, outra é usar de recursos indevidos para administrar uma situação, e aquela, como exemplifiquei o que ocorre na prática, não se encaixa numa situação para acionar 7600, principalmente quando houve erro compartilhado, e os pilotos, querendo ou não, comeram mosca, e não adianta ser corporativista. E vale salientar que o transponder estava em STBY, portanto, nada adiantaria acionar o código que fosse.

Teoria é bonito na teoria, mas na prática a teoria nem sempre é aplicável, e volto a dizer, faça uma pequena ação equivocada, como acionar um código 7x00 à toa, para ter a mesma sensação de uma moça ligeiramente grávida, como foi o caso com um colega que ao invés de acionar 7600, acionou 7500 em EZE. E depois, é dormir com um barulho desses, se conseguir, é lógico.

Bons vôos.





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