ALK, respeito a sua opinião, e o bom do debate é isso, você argumenta de um lado e eu respondo do outro, então, vamos às suas considerações:
Veja bem, em nenhum momento disse que não deveremos usar do recurso do código 7600, mas para chegarmos nesse ponto, existem caminhos intermediários, que devem ser utilizados, mas não como desvios e nem para pular etapas, mas de forma integrada e criteriosa. Infelizmente, existiu um erro, pequeno ou grande, isso não é o principal, e todos estão sujeitos, mas o problema não foi o erro, mas, sim, a conseqüência. Sabemos que muitos operadores simplesmente botam seus pilotos para voar por qualquer canto, de qualquer jeito, e muitas vezes isso não é a prática recomendável. Não estou contestando a capacidade de cada um deles, mas é mais do que visível que de Brasil e suas esquinas eles não conheciam absolutamente nada, e, portanto, teoria, como comentei, é bonita ... na teoria, mas a parte aplicável a cada localidade, requer o conhecimento de peculiaridades, e só o tempo é que contribui para isso. O avião pode ser moderno, mas a operação, antes de tudo, tem de ser bem consolidada em termos de conhecimento e planejamento. O Brasil tem enormes buracos, mas não necessariamente é perigoso, mas, deve-se ter um olho no peixe e o outro no gato. E pelo visto, colocaram esses pilotos para que tomassem conta de duas tartarugas: uma fugiu, e a outra mordeu os pés dos dois ... e também escapou, velozmente.
O regulamento e outras partes que fazem conjunto da atividade aérea existem para dar respaldo à operação e, conseqüentemente, à segurança de vôo. Mas o manuseio e gerenciamento de tudo isso requer atenção, e não podemos usar de dispositivos aleatórios ao bel prazer. Em cada pouso devemos levar em consideração que sempre poderá vir outra aeronave atrás, que também quer fazer o mesmo que nós, em resumo, o conceito de voar uma aeronave obriga ter uma visão de um conjunto de coisas, não simplesmente pensar no nosso próprio umbigo, e o resto ... bem, não existe, para sermos serenos no comentário. Se eles estavam acostumados a voar só com o conceito americano, que não viessem para cá sem o devido preparo, porque saindo do Brasil, o vôo ingressa na Venezuela, onde o buraco que o Hugo Chávez e sua banda mantém é muito maior, e bem mais perigoso. E de perigo em perigo, se usarmos dessa alegação que o costume deles era com o FAA, até onde eles pensavam que iam dessa forma?
Quanto a sua última observação, temos de botar na cabeça que somos seres humanos, sujeitos, portanto, a falhas. Eles, os pilotos e controladores, não tinham intenção de errar, e isso é um princípio que devemos aceitar, caso contrário, seria um crime, não um acidente. E infelizmente, também, o controle das nossas vidas e destinos não está nas nossas mãos, mas aí cada um considera de uma forma. E é desse jeito que administro as minhas perdas pessoais. Quanto aos familiares de passageiros, eu procuro fazer o meu melhor, e em primeiro lugar penso na vida do passageiro da poltrona zero Lima, onde às vezes fico sentado conduzindo com responsabilidade a vida de todos que estão comigo, e no final esse conjunto forma um pensamento só: chegar ao destino, com segurança.